{"id":45954,"date":"2010-06-21T11:27:04","date_gmt":"2010-06-21T11:27:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/21\/conferencia-do-bispo-do-porto-no-forum-amarante-xxi\/"},"modified":"2010-06-21T11:27:04","modified_gmt":"2010-06-21T11:27:04","slug":"conferencia-do-bispo-do-porto-no-forum-amarante-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conferencia-do-bispo-do-porto-no-forum-amarante-xxi\/","title":{"rendered":"Confer\u00eancia do Bispo do Porto no F\u00f3rum Amarante XXI"},"content":{"rendered":"<p><strong>De como uma boa estrat&eacute;gia para a cidade contribui para uma nova cidadania<\/strong><\/p>\n<p>1. A cidade[1], s&oacute; por si, n&atilde;o gera cidadania[2]; antes &eacute; gerada, ou alimentada, por esta, definhando com a sua falta. Falo de cidadania enquanto sentimento comum, corresponsabilidade e participa&ccedil;&atilde;o. Falo tamb&eacute;m de necessidades comummente sentidas e repartidas, que s&oacute; em conjunto se resolvem. Um breve relance hist&oacute;rico poder&aacute; ilustrar esta asser&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p>Referindo o que nos toca directamente, em termos de cultura e civiliza&ccedil;&atilde;o, h&aacute; dois mil&eacute;nios est&aacute;vamos integrados no Imp&eacute;rio Romano, marcadamente urbano. Tudo come&ccedil;ara na pr&oacute;pria Roma, desde os seus prim&oacute;rdios oito s&eacute;culos antes: pequeno n&uacute;cleo rural dalgumas colinas do Tibre, que, pouco a pouco, merc&ecirc; de lutas e alian&ccedil;as com vizinhos cada vez mais distantes, deu lugar a um grande p&oacute;lo de governo e consumo. No s&eacute;culo I da nossa era rondava o milh&atilde;o de habitantes, n&uacute;mero extraordin&aacute;rio na altura.<\/p>\n<p>Formalmente, entreteceu-se um conjunto de regras que, evoluindo para integrar as realidades novas com que Roma se expandia, originou o Direito Romano, que ainda hoje est&aacute; na base dos nossos ordenamentos jur&iacute;dicos. Digamos, ent&atilde;o, que foi a exist&ecirc;ncia dum n&uacute;cleo coeso e expansivo que gerou e acrescentou a cidade; e que esta &ldquo;cidadania&rdquo; tanto se formalizou no Direito como se plastificou no espa&ccedil;o urbano, em edif&iacute;cios, pra&ccedil;as e ruas que igualmente se tornaram habituais e cl&aacute;ssicos, Imp&eacute;rio fora.<\/p>\n<p>Simultaneamente, o desenvolvimento urbano criou um tipo espec&iacute;fico de rela&ccedil;&atilde;o cidade &ndash; campo, cada vez mais alargada tamb&eacute;m, &agrave; medida do alastramento do Imp&eacute;rio por todas as margens do Mediterr&acirc;neo (por exemplo, o Egipto foi considerado o &ldquo;celeiro do Imp&eacute;rio&rdquo;, donde vinha trigo para It&aacute;lia). No Baixo Imp&eacute;rio, a cidadania romana tamb&eacute;m se estendeu &agrave; generalidade da popula&ccedil;&atilde;o livre, a viver em cidades padronizadas por Roma, a &ldquo;urbe&rdquo; por excel&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Num espa&ccedil;o t&atilde;o dilatado, a cidadania acabou por ser tamb&eacute;m formal, mais ligada ao enquadramento numa lei comum e a autoridades centrais, como dalgum modo se exemplificou nas est&aacute;tuas oficiais, que podiam ser as mesmas, s&oacute; mudando as cabe&ccedil;as dos sucessivos titulares. Ainda hoje &eacute; relativamente &ldquo;f&aacute;cil&rdquo; aos arque&oacute;logos reconstitu&iacute;rem uma cidade romana a partir dum pequeno trecho dela, t&atilde;o formalizada ficou tamb&eacute;m a arquitectura, segundo os c&acirc;nones de Vitr&uacute;vio.<\/p>\n<p>2. Depois, Roma seguiu a sorte dos imp&eacute;rios, quando a imensid&atilde;o ocupada se tornou ingovern&aacute;vel, quer pelo enfraquecimento da administra&ccedil;&atilde;o quer pelo embate dos invasores. No caso do Imp&eacute;rio Romano do Ocidente, o seu fim (s&eacute;culo V) n&atilde;o significou a anexa&ccedil;&atilde;o por outro, tamb&eacute;m em torno de cidades, mas a instala&ccedil;&atilde;o de tribos n&oacute;madas e belicosas, que precipitaram o fim da administra&ccedil;&atilde;o, da seguran&ccedil;a e do com&eacute;rcio, mais ou menos normais at&eacute; ent&atilde;o.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ava a Idade M&eacute;dia, que esperou pelo s&eacute;culo XII para reencontrar n&uacute;cleos urbanos significativos. A dispers&atilde;o humana e a ruraliza&ccedil;&atilde;o geral da Alta Idade M&eacute;dia (s&eacute;culos V &ndash; X) originaram outro tipo de agrega&ccedil;&atilde;o e conviv&ecirc;ncia, com plastifica&ccedil;&atilde;o correspondente.<\/p>\n<p>N&atilde;o j&aacute; em torno do f&oacute;rum nem do anfiteatro, mas guardadas em castelos ou em adro estreito da igreja ou mosteiro, as povoa&ccedil;&otilde;es mais significativas da altura conviviam com espa&ccedil;os rurais mais pr&oacute;ximos, pouco passando o dia de viagem. Por exemplo, at&eacute; 1607 a cidade do Porto tinha uma &uacute;nica freguesia, ligada &agrave; sua s&eacute; &ndash; fortaleza, dentro das muralhas trecentistas.<\/p>\n<p>E a agrega&ccedil;&atilde;o social fazia-se na rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia com um senhor a quem se servia enquanto vassalo, confiado na sua protec&ccedil;&atilde;o. Vincula&ccedil;&atilde;o pessoal, mais do que formal, podemos dizer, at&eacute; que o desenvolvimento dos Estados modernos fosse alargando a depend&ecirc;ncia geral em rela&ccedil;&atilde;o a poderes unificados e centralizados. As cidades modernas, especialmente as capitais, abriram-se depois junto dos espa&ccedil;os de refer&ecirc;ncia e soberania, como o Terreiro do Pa&ccedil;o quis ser na Lisboa setecentista.<\/p>\n<p>Vivendo do que o com&eacute;rcio mais ou menos pr&oacute;ximo &ndash; ou ultramarino, desde o s&eacute;culo XV &ndash; lhes trazia, as cidades ligavam-se aos portos, quando eram ribeirinhas, ou mantinham lugares habituais de feira e mercado, como os nossos rossios atestam.<\/p>\n<p>O Direito moderno e contempor&acirc;neo formalizou tamb&eacute;m uma cidadania de participa&ccedil;&atilde;o, ali&aacute;s exigente: ser cidad&atilde;o e n&atilde;o s&uacute;bdito &eacute; um ganho inquestion&aacute;vel, mas tamb&eacute;m um encargo muito s&eacute;rio. O que tamb&eacute;m se h&aacute;-de reflectir na urbaniza&ccedil;&atilde;o, para que esta n&atilde;o contraste nos espa&ccedil;os, nas constru&ccedil;&otilde;es e nos equipamentos com a igualdade e a dignidade comuns, que os c&oacute;digos democr&aacute;ticos estipulam.<\/p>\n<p>3. Mas n&atilde;o voltaremos &agrave; antiga Roma. Impede-o, al&eacute;m do curso acelerado dos tempos e das circunst&acirc;ncias t&atilde;o diversas, a individualiza&ccedil;&atilde;o reinante nas sensibilidades e possibilidades. De tal modo que tudo se altera e inova, nem sempre em termos de cidadania propriamente dita[3].<\/p>\n<p>Aparentemente, at&eacute; pelo contr&aacute;rio. Na verdade, a rede inform&aacute;tica, o &ecirc;xodo de fim de semana, a itiner&acirc;ncia profissional e habitacional, entre mais factores, esbatem as vincula&ccedil;&otilde;es tradicionais e ainda n&atilde;o configuram a cidade futura, podendo at&eacute; diluir a corresponsabilidade c&iacute;vica. N&atilde;o admirar&aacute;, portanto, que os centros hist&oacute;ricos sejam abandonados e os novos centros sejam sobretudo &ldquo;comerciais&rdquo; e sem vincula&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Ali&aacute;s, as grandes aglomera&ccedil;&otilde;es pessoais tornam-se tamb&eacute;m mais fugazes, mudam sucessivamente de espa&ccedil;o e incidem no consumo ou na divers&atilde;o.<\/p>\n<p>Por outro lado, a crescente concentra&ccedil;&atilde;o megaurbana n&atilde;o parece valorizar nem o f&oacute;rum central nem o ritmo c&iacute;vico comum. De tal modo que o chamado &ldquo;caos urbano&rdquo; manifesta quase directamente a complexa morfologia dos nossos aglomerados.<\/p>\n<p>Positivamente, quero entrever cidades polic&ecirc;ntricas, mais inter do que mono-urbanas, conectando o particular e o geral, tamb&eacute;m pelos media. O que, por outro lado, nos deve levar &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o de todos os grupos interm&eacute;dios, potenciando a subsidiariedade social em benef&iacute;cio dum todo, que ser&aacute; decerto diferente, mas n&atilde;o dever&aacute; ser menos solid&aacute;rio, em termos de cidadania activa, tamb&eacute;m na rela&ccedil;&atilde;o com o campo, de agricultura ou frui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Daqui decorre a necessidade de facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o intra e interurbana, de valorizar encontros sectoriais e gerais de sociedade e cultura, de relacionar o ensino com a integra&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p>A cidade do futuro s&oacute; pode ser fruto ou manifesta&ccedil;&atilde;o da cidadania reencontrada: tamb&eacute;m a que refaremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Amarante, 19 de Junho de 2010<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Manuel Clemente<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[1] Atenda-se &agrave; defini&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Do ponto de vista da geografia urbana a cidade pode considerar-se como um meio geogr&aacute;fico em cont&iacute;nuo devir, que se caracteriza por uma conurba&ccedil;&atilde;o dur&aacute;vel de uma popula&ccedil;&atilde;o, que em espa&ccedil;os diversificados de utiliza&ccedil;&atilde;o definida (estruturas urbanas) se entrega a actividades diversas e intencionais, produtoras de bens e fornecedoras de servi&ccedil;os (fun&ccedil;&otilde;es urbanas) para satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades vitais e morais que ultrapassam o &acirc;mbito do seu restrito espa&ccedil;o e da popula&ccedil;&atilde;o nele residente para interessarem uma maior &aacute;rea que constitui com a respectiva popula&ccedil;&atilde;o a sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia&rdquo; (OLIVEIRA, J. M. Pereira de &ndash; Cidade. POLIS. Enciclop&eacute;dia Verbo da Sociedade e do Estado. Lisboa \/ S&atilde;o Paulo, 1983, vol. 1, col. 829-830).<\/p>\n<p>[2] Sobre a cidadania e o seu devir hist&oacute;rico: &ldquo;A cidadania (o status civitatis dos romanos) &eacute; o v&iacute;nculo jur&iacute;dico-pol&iacute;tico que, traduzindo a pertin&ecirc;ncia de um indiv&iacute;duo a um Estado, o constitui perante este num particular conjunto de direitos e obriga&ccedil;&otilde;es. [&hellip;] na Idade M&eacute;dia, o v&iacute;nculo a que nos reportamos, que &eacute; perp&eacute;tuo, traduz sobretudo a depend&ecirc;ncia pol&iacute;tica (all&eacute;geance) do indiv&iacute;duo (s&uacute;bdito) ao suserano, sendo constitutivo de uma rela&ccedil;&atilde;o de subordina&ccedil;&atilde;o da qual decorria para aquele, em contraponto aos deveres de fidelidade e vassalagem, a possibilidade de beneficiar, face aos demais poderes, da protec&ccedil;&atilde;o do seu senhor. Com a forma&ccedil;&atilde;o do Estado moderno e o advento da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa, no entanto, a realidade vai-se progressivamente aproximando dos termos em que atr&aacute;s defin&iacute;amos a cidadania: por um lado, a vincula&ccedil;&atilde;o estabelece-se n&atilde;o j&aacute; entre dois indiv&iacute;duos [&hellip;], mas entre o indiv&iacute;duo e uma comunidade organizada (o Estado); por outro lado, o estatuto dela decorrente deixa de analisar-se t&atilde;o-s&oacute; numa rela&ccedil;&atilde;o de subordina&ccedil;&atilde;o e domina&ccedil;&atilde;o para conter tamb&eacute;m, como lado positivo, uma rela&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o (desaparece o s&uacute;bdito sobre quem reca&iacute;am os deveres acima indicados para dar lugar ao cidad&atilde;o, participante activo e determinante nos destinos da cidade)&rdquo; (RAMOS, R. M. Moura &ndash; Cidadania. Ibidem, col. 824-826). Sendo igualmente interessante e cl&aacute;ssica a defini&ccedil;&atilde;o agostiniana: &ldquo;Povo &eacute; a uni&atilde;o duma multid&atilde;o de seres racionas associados pela participa&ccedil;&atilde;o concorde nos bens que amam&rdquo; (SANTO AGOSTINHO &ndash; A Cidade de Deus, Livro 19, cap. 24). E ainda, para sublinhar que a cidadania s&oacute; se constr&oacute;i al&eacute;m de cada um: &ldquo;Dois amores fizeram as duas cidades: o amor de si at&eacute; ao desprezo de Deus &#8211; a terrestre; o amor de Deus at&eacute; ao desprezo de si &ndash; a celeste. Aquela glorifica-se em si pr&oacute;pria [&hellip;] dominada pela paix&atilde;o de dominar &ndash; nesta servem mutuamente na caridade: os chefes dirigindo, os s&uacute;bditos obedecendo&rdquo; (ibidem, Livro 14, cap. 28).<\/p>\n<p>[3] Como se conclui do que sucedeu quanto &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, em meados dos s&eacute;culo XX, em Fran&ccedil;a e n&atilde;o s&oacute;: &ldquo;&hellip; n&atilde;o &eacute; excessivo falar de revolu&ccedil;&atilde;o para designar a mudan&ccedil;a que se deu nas condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o da grande maioria dos franceses. Com a casa moderna, composta de v&aacute;rias divis&otilde;es, geralmente independentes, com as utiliza&ccedil;&otilde;es modernas da &aacute;gua e do aquecimento, cada membro da fam&iacute;lia pode apropriar-se de um espa&ccedil;o pessoal. A generaliza&ccedil;&atilde;o dos tempos livres [&hellip;] proporciona o tempo de viver nesse espa&ccedil;o apropriado. A vida propriamente familiar concentra-se em momentos precisos &ndash; as refei&ccedil;&otilde;es, o domingo &ndash; e em lugares precisos &ndash; a cozinha ou o que os arquitectos, depois da guerra, chamam o living room. A exist&ecirc;ncia divide-se em tr&ecirc;s partes desiguais: a vida p&uacute;blica, essencialmente de trabalho, a vida privada familiar e a vida pessoal, ainda mais privada&rdquo; (PROST, Antoine &ndash; Fronteiras e espa&ccedil;os do privado. In Hist&oacute;ria da vida privada. Dir. Ph. Ari&egrave;s e G. Duby. Porto: Afrontamento, 1991, vol. 5, p. 76).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De como uma boa estrat&eacute;gia para a cidade contribui para uma nova cidadania 1. A cidade[1], s&oacute; por si, n&atilde;o gera cidadania[2]; antes &eacute; gerada, ou alimentada, por esta, definhando com a sua falta. Falo de cidadania enquanto sentimento comum, corresponsabilidade e participa&ccedil;&atilde;o. 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