{"id":45886,"date":"2010-06-16T10:59:26","date_gmt":"2010-06-16T10:59:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/16\/e-preciso-uma-nova-atitude-da-igreja-perante-a-sociedade\/"},"modified":"2010-06-16T10:59:26","modified_gmt":"2010-06-16T10:59:26","slug":"e-preciso-uma-nova-atitude-da-igreja-perante-a-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-preciso-uma-nova-atitude-da-igreja-perante-a-sociedade\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso uma nova atitude da Igreja perante a sociedade"},"content":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Policarpo falou aos Bispos portugueses da necessidade de uma atitude dialogante e das implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da f\u00e9 <!--more--> <\/p>\n<p>O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Jos&eacute; Policarpo, defendeu hoje a necessidade de mudar a &ldquo;atitude&rdquo; da Igreja perante a sociedade contempor&acirc;nea, procurando &ldquo;formas novas de interven&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A Igreja faz parte integrante do todo da sociedade e dada a qualidade da sua mensagem e o n&uacute;mero dos seus membros, n&atilde;o pode deixar de procurar formas sempre novas para contribuir para o bem da comunidade humana em que est&aacute; integrada&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>O Patriarca de Lisboa falava nas Jornadas Pastorais da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), uma iniciativa de estudo e debate que decorre em F&aacute;tima, centradas no tema &laquo;Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal&raquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O an&uacute;ncio crist&atilde;o pode, por vezes, ser uma den&uacute;ncia, embora deva ser, sobretudo, an&uacute;ncio. Mas se come&ccedil;a pela den&uacute;ncia, corre o risco de nunca ser an&uacute;ncio&rdquo;, alertou.<\/p>\n<p>O Cardeal-Patriarca lamentou a &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o anacr&oacute;nica&rdquo; de considerar &ldquo;qualquer interven&ccedil;&atilde;o da Igreja&rdquo; como uma &ldquo;interven&ccedil;&atilde;o na esfera do estritamente pol&iacute;tico&rdquo; e deixou uma confiss&atilde;o: &ldquo;Pressinto que vir&aacute; dos leigos a energia para esta renova&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o da Igreja na sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; impressionante verificar a pouca import&acirc;ncia que a dimens&atilde;o &eacute;tica tem nas escolhas pol&iacute;ticas&rdquo;, observou, antes de recordar que &ldquo;o voto deveria ser sempre a escolha de uma consci&ecirc;ncia bem formada e esclarecida&rdquo;.<\/p>\n<p>A hierarquia, referiu o antigo presidente da CEP, &#8220;abst&eacute;m-se habitualmente de se imiscuir no &acirc;mbito do estritamente pol&iacute;tico, mas os crist&atilde;os leigos n&atilde;o s&atilde;o a isso obrigados e devem ser porta-vozes, no seio da sociedade, dos aut&ecirc;nticos valores crist&atilde;os&#8221;.<\/p>\n<p>D. Jos&eacute; Policarpo lembrou v&aacute;rias passagens dos discursos proferidos por Bento XVI na sua viagem a Portugal, frisando que o pr&oacute;prio Papa afirmou a import&acirc;ncia de uma &ldquo;atitude aberta e dialogante&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Esta atitude dialogante da Igreja perante a sociedade real, com os seus valores e os seus desvios, n&atilde;o pode significar uma ced&ecirc;ncia&rdquo;, apontou, ao declarar que o an&uacute;ncio feito pela Igreja &ldquo;n&atilde;o pode ser apenas den&uacute;ncia negativa, mas afirma&ccedil;&atilde;o do nosso empenho no progresso da humanidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o Cardeal-Patriarca, &ldquo;se nos limitarmos &agrave; den&uacute;ncia, a nossa voz pode ser facilmente interpretada como mera tomada de posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e ser v&iacute;tima de fundamentalismos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Estes, sejam de matriz religiosa ou ideol&oacute;gica, acabam sempre por ro&ccedil;ar a interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na defesa de posi&ccedil;&otilde;es pessoais ou grupais, isolando a verdade que defendem da verdade fundamental que &eacute; o amor salv&iacute;fico de Deus&rdquo;, alertou.<\/p>\n<p>Citando a Constitui&ccedil;&atilde;o Pastoral &ldquo;Gaudium et Spes&rdquo; (1965), do Conc&iacute;lio Vaticano II, D. Jos&eacute; Policarpo defendeu que &ldquo;s&oacute; amando o mundo se podem captar os sinais que a realidade emite, para que a Igreja intua caminhos concretos de miss&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Podemos cair, facilmente de mais, na atitude de condena&ccedil;&atilde;o da sociedade actual, mas &eacute; poss&iacute;vel amar o mundo sem concordar com o mundo&rdquo;, assinalou, apelando a um &ldquo;olhar construtivo sobre a sociedade, por parte da Igreja&rdquo;.<\/p>\n<p>Entre os pontos que valorizou, na sua longa interven&ccedil;&atilde;o, o Patriarca de Lisboa destacou a &ldquo;busca de sentido&rdquo; na sociedade actual, mas deixou como alerta a constata&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;muitos j&aacute; n&atilde;o procuram, espontaneamente, a resposta da Igreja, na sua ac&ccedil;&atilde;o institucional&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste contexto, D. Jos&eacute; Policarpo falou em particular do &ldquo;universo juvenil&rdquo;, convidando os presentes a &ldquo;aceitar o desafio de rever profundamente a nossa pastoral juvenil&rdquo;.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s recordar os apelos do Papa para que a ac&ccedil;&atilde;o social da Igreja portuguesa fosse repensada, o Patriarca de Lisboa concluiu a sua interven&ccedil;&atilde;o com uma nota cr&iacute;tica: &ldquo;Trabalhamos mais do que amamos, criamos estruturas mas quando as pessoas precisam do pastor, n&oacute;s estamos ocupados&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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