{"id":45832,"date":"2010-06-14T11:50:42","date_gmt":"2010-06-14T11:50:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/14\/conclusoes-do-seminario-internacional-mais-e-melhores-empregos\/"},"modified":"2010-06-14T11:50:42","modified_gmt":"2010-06-14T11:50:42","slug":"conclusoes-do-seminario-internacional-mais-e-melhores-empregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-do-seminario-internacional-mais-e-melhores-empregos\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es do semin\u00e1rio internacional \u00abMais e melhores empregos\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>A LOC\/MTC realizou, em Aveiro, nos dias 9 a 11 de Junho 2010 um semin&aacute;rio internacional sob o tema &ldquo;Mais e Melhores Empregos&rdquo;. No semin&aacute;rio estiveram representantes de Movimentos cong&eacute;neres de Espanha (HOAC), Alemanha (KAB), Pol&oacute;nia (Solidariedade), da JOC, da Pastoral Oper&aacute;ria, da Base-FUT e do EZA.<\/p>\n<p>O presidente da C&acirc;mara de Aveiro, presente na sess&atilde;o de abertura, exp&ocirc;s aos participantes um retrato econ&oacute;mico e social desta regi&atilde;o.<\/p>\n<p>Este evento contou com o apoio log&iacute;stico da C&acirc;mara Municipal de Aveiro.<\/p>\n<p>Tendo presente a crise econ&oacute;mica e financeira, fez-se uma an&aacute;lise sobre a precariedade laboral e os desafios &agrave; inova&ccedil;&atilde;o para criar mais emprego sustent&aacute;vel. Os participantes, pelo m&eacute;todo de Revis&atilde;o de Vida, constataram o seguinte:<\/p>\n<p>VER:<\/p>\n<p>A precariedade laboral tem aumentado ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, agravada com a&nbsp; crise econ&oacute;mica. Esta realidade transmite aos trabalhadores um sentimento de inseguran&ccedil;a e instabilidade para a sua vida familiar e pessoal.<\/p>\n<p>Do trabalho est&aacute;vel e com direitos, passou-se para uma situa&ccedil;&atilde;o de precariedade, institucionalizada e sempre reclamada pelos empres&aacute;rios. O car&aacute;cter deste enquadramento apresenta-se com exig&ecirc;ncias de uma progressiva desregulamenta&ccedil;&atilde;o, sem v&iacute;nculos, com flexibiliza&ccedil;&atilde;o laboral, sal&aacute;rios baixos, formas de trabalho at&iacute;pico e economia subterr&acirc;nea. Neste quadro, o trabalho e os trabalhadores s&atilde;o tidos essencialmente como uma mercadoria e descart&aacute;veis.<\/p>\n<p>O desemprego &eacute; um flagelo que afecta toda a sociedade, de forma especial os jovens, as mulheres, os migrantes e outros trabalhadores desqualificados.<\/p>\n<p>Das causas apontadas para a situa&ccedil;&atilde;o de crise, salienta-se: o fracasso do sistema econ&oacute;mico neoliberal, baseado na especula&ccedil;&atilde;o financeira sem regras, no lucro e na ambi&ccedil;&atilde;o desmedida. E fundamentalmente a aus&ecirc;ncia de princ&iacute;pios &eacute;ticos e morais do mercado financeiro.<\/p>\n<p>As consequ&ecirc;ncias s&atilde;o v&aacute;rias: recess&atilde;o econ&oacute;mica, perda de milh&otilde;es de postos de trabalho, perda de confian&ccedil;a, aumento das desigualdades sociais e da pobreza, gerando na sociedade inseguran&ccedil;a e medo, assim como o aumento de tend&ecirc;ncias de xenofobia e proteccionismo.<\/p>\n<p>JULGAR:<\/p>\n<p>Perante este cen&aacute;rio, continuamos a acreditar que o ser humano deve ser o centro de toda a vida econ&oacute;mica, e que o trabalho deve favorecer a dignidade humana, contribuir para a felicidade e para a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal.<\/p>\n<p>Como Movimento de Trabalhadores Crist&atilde;os, entendemos que o ser humano n&atilde;o pode ser instrumentalizado, mas tem de ser o sujeito do trabalho porque o seu valor est&aacute; pr&oacute;ximo da dignidade da vida. Bento XVI na enc&iacute;clica Caridade na Verdade, afirma que o trabalho digno deve ser a &ldquo;express&atilde;o da dignidade essencial de todo o homem e mulher&rdquo;.<\/p>\n<p>Somos pois desafiados a viver uma nova &eacute;tica: do dom&iacute;nio do capital &agrave; solidariedade na utiliza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o; uma nova espiritualidade: da gan&acirc;ncia ao prazer da actividade realizadora.<\/p>\n<p>A organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho deve permitir o desenvolvimento humano em todas as dimens&otilde;es: material, cultural e espiritual. Porque o trabalho &eacute; uma promessa de bem. Os bens do trabalho exprimem a comunh&atilde;o de origem, de destino e de dignidade de todos os seres humanos.<\/p>\n<p>AGIR:<\/p>\n<p>Os participantes no Semin&aacute;rio entendem que para termos mais e melhores empregos &eacute; importante:<\/p>\n<p>Que se promova o trabalho digno, o di&aacute;logo social e a democracia nas empresas, como garantia para as boas pr&aacute;ticas nos locais de trabalho. &Eacute; importante que se reforce o papel regulador do Estado;<\/p>\n<p>Que se fortale&ccedil;am pol&iacute;ticas de protec&ccedil;&atilde;o social aos trabalhadores e suas fam&iacute;lias;<\/p>\n<p>Que se fa&ccedil;a uma redistribui&ccedil;&atilde;o do trabalho por todos, com a redu&ccedil;&atilde;o da jornada, garantindo um sal&aacute;rio adequado e justo;<\/p>\n<p>Que se implemente uma forma&ccedil;&atilde;o ao longo de toda a vida que permita aos trabalhadores terem uma resposta adequada a ofertas diversificadas de emprego;<\/p>\n<p>Que se incentive a participa&ccedil;&atilde;o activa dos trabalhadores nas suas organiza&ccedil;&otilde;es. Estas devem encarar a sua renova&ccedil;&atilde;o, sobretudo respondendo a novos desafios que se situam ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>Que se promova a concilia&ccedil;&atilde;o do trabalho com a vida familiar, em especial lutando contra o trabalho ao domingo;<\/p>\n<p>Que a Igreja tenha presente na sua ac&ccedil;&atilde;o pastoral a realidade dos homens e mulheres trabalhadores, hoje caracterizada pela precariedade laboral e pobreza;<\/p>\n<p>Que o Estado, nas suas pol&iacute;ticas econ&oacute;micas se guie pelo princ&iacute;pio do bem comum, com especial aten&ccedil;&atilde;o para os mais desfavorecidos;<\/p>\n<p>O reconhecimento e valoriza&ccedil;&atilde;o da economia social, como os servi&ccedil;os sociais, cooperativos e outros, no incremento de empregos sustent&aacute;veis e de bem-estar social.<\/p>\n<p>Os Movimentos de Trabalhadores Crist&atilde;os est&atilde;o chamados a partilhar a sua vida, os seus bens e o seu compromisso com todos os homens e mulheres que mais sofrem.<\/p>\n<p>O semin&aacute;rio contou com o apoio financeiro do EZA &ndash; Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores e da UE &ndash; Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p>Aveiro, 11 de Junho de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Equipa Nacional da LOC\/MTC <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LOC\/MTC realizou, em Aveiro, nos dias 9 a 11 de Junho 2010 um semin&aacute;rio internacional sob o tema &ldquo;Mais e Melhores Empregos&rdquo;. 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