{"id":45809,"date":"2010-06-12T10:58:37","date_gmt":"2010-06-12T10:58:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/12\/santo-antonio-nas-palavras-do-papa\/"},"modified":"2010-06-12T10:58:37","modified_gmt":"2010-06-12T10:58:37","slug":"santo-antonio-nas-palavras-do-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santo-antonio-nas-palavras-do-papa\/","title":{"rendered":"Santo Ant\u00f3nio nas palavras do Papa"},"content":{"rendered":"<p>Catequese sobre o Santo portugu\u00eas, um dos \u00abmais populares de toda a Igreja Cat\u00f3lica\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Gostaria de falar de outro santo pertencente &agrave; primeira gera&ccedil;&atilde;o dos Frades Menores: Ant&oacute;nio de P&aacute;dua ou, como &eacute; tamb&eacute;m chamado, de Lisboa, referindo-se &agrave; sua cidade natal.<\/p>\n<p>Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Cat&oacute;lica, venerado n&atilde;o s&oacute; em P&aacute;dua, onde foi constru&iacute;da uma maravilhosa Bas&iacute;lica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. S&atilde;o queridas aos fi&eacute;is as imagens e as imagens que o representam com o l&iacute;rio, s&iacute;mbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recorda&ccedil;&atilde;o de uma milagrosa apari&ccedil;&atilde;o mencionada por algumas fontes liter&aacute;rias.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio contribuiu de modo significativo para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com os seus salientes dotes de intelig&ecirc;ncia, equil&iacute;brio, zelo apost&oacute;lico e, principalmente, fervor m&iacute;stico.<\/p>\n<p>Nasceu em Lisboa numa fam&iacute;lia nobre, por volta de 1195, e foi baptizado com o nome de Fernando. Uniu-se aos c&oacute;negos que seguiam a regra mon&aacute;stica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de S&atilde;o Vicente em Lisboa e, sucessivamente, no da Santa Cruz em Coimbra, famoso centro cultural de Portugal.<\/p>\n<p>Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da B&iacute;blia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ci&ecirc;ncia teol&oacute;gica que fez frutificar na actividade do ensino e da prega&ccedil;&atilde;o. Aconteceu em Coimbra o epis&oacute;dio que contribuiu para uma mudan&ccedil;a decisiva na sua vida: ali, em 1220 foram expostas as rel&iacute;quias dos primeiros cinco mission&aacute;rios franciscanos, que tinham ido a Marrocos, onde encontraram o mart&iacute;rio.<\/p>\n<p>A sua vicissitude fez nascer no jovem Fernando o desejo de os imitar e de progredir no caminho da perfei&ccedil;&atilde;o crist&atilde;: ent&atilde;o, pediu para deixar os C&oacute;negos agostinianos e para se tornar Frade Menor. O seu pedido foi aceite e, tomando o nome de Ant&oacute;nio, partiu tamb&eacute;m ele para Marrocos, mas a Provid&ecirc;ncia divina disp&ocirc;s de outro modo.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s uma doen&ccedil;a, foi obrigado a partir para a It&aacute;lia e, em 1221, participou no famoso &#8220;Cap&iacute;tulo das Esteiras&#8221; em Assis, onde encontrou tamb&eacute;m S&atilde;o Francisco. Em seguida, viveu algum tempo no escondimento total num convento de Forli, no norte da It&aacute;lia, onde o Senhor o chamou para outra miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Enviado, por circunst&acirc;ncias totalmente casuais, a pregar por ocasi&atilde;o de uma ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal, mostrou ser dotado de ci&ecirc;ncia e eloqu&ecirc;ncia, e os Superiores destinaram-no &agrave; prega&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ou assim na It&aacute;lia e na Fran&ccedil;a, uma actividade apost&oacute;lica t&atilde;o intensa e eficaz que induziu muitas pessoas que se tinham afastado da Igreja a reconsiderar a sua decis&atilde;o. Ant&oacute;nio foi tamb&eacute;m um dos primeiros mestres de teologia dos Frades Menores, ou at&eacute; o primeiro.<\/p>\n<p>Iniciou o seu ensino em Bolonha, com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de Ant&oacute;nio, lhe enviou uma breve carta, que iniciava com estas palavras: &#8220;Agrada-me que ensines teologia aos frades&#8221;.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio lan&ccedil;ou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido o seu &aacute;pice com S&atilde;o Boaventura de Bagnoregio e com o beato Duns Escoto.<\/p>\n<p>Tornando-se Superior dos Frades Menores da It&aacute;lia setentrional, continuou o minist&eacute;rio da prega&ccedil;&atilde;o, alternando-o com as fun&ccedil;&otilde;es de governo. Conclu&iacute;do o cargo de Provincial, retirou-se para perto de P&aacute;dua, aonde j&aacute; tinha ido outras vezes. Ap&oacute;s um ano, faleceu nas portas da cidade, a 13 de Junho de 1231.<\/p>\n<p>P&aacute;dua, que o tinha acolhido com afecto e venera&ccedil;&atilde;o durante a vida, tributou-lhe para sempre honra e devo&ccedil;&atilde;o. O pr&oacute;prio Papa Greg&oacute;rio IX, que depois de o ter ouvido pregar o tinha definido &#8220;Arca do Testamento&#8221;, canonizou-o s&oacute; um ano depois da morte, em 1232, tamb&eacute;m ap&oacute;s os milagres que se verificaram por sua intercess&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Serm&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>No &uacute;ltimo per&iacute;odo de vida, Ant&oacute;nio p&ocirc;s por escrito dois ciclos de &#8220;Serm&otilde;es&#8221;, intitulados respectivamente &#8220;Serm&otilde;es dominicais&#8221; e &#8220;Serm&otilde;es sobre os Santos&#8221;, destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teol&oacute;gicos da Ordem franciscana.<\/p>\n<p>Nestes Serm&otilde;es ele comentava os textos da Escritura apresentados pela Liturgia, utilizando a interpreta&ccedil;&atilde;o patr&iacute;stico-medieval dos quatro sentidos, o literal ou hist&oacute;rico, o aleg&oacute;rico ou cristol&oacute;gico, o antropol&oacute;gico ou moral, e o anal&oacute;gico, que orienta para a vida eterna.<\/p>\n<p>Hoje redescobre-se que estes sentidos s&atilde;o dimens&otilde;es do &uacute;nico sentido da Sagrada Escritura e que &eacute; justo interpretar a Sagrada Escritura procurando as quatro dimens&otilde;es da sua palavra. Estes Serm&otilde;es de Santo Ant&oacute;nio s&atilde;o textos teol&oacute;gico-homil&eacute;ticos, que reflectem a prega&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica, na qual Ant&oacute;nio prop&otilde;e um verdadeiro itiner&aacute;rio de vida crist&atilde;.<\/p>\n<p>&Eacute; tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos &#8220;Serm&otilde;es&#8221;, que o Vener&aacute;vel Papa Pio XII, em 1946, proclamou Ant&oacute;nio Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o t&iacute;tulo de &#8220;Doutor evang&eacute;lico&#8221;, porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual.<\/p>\n<p>Nestes Serm&otilde;es Santo Ant&oacute;nio fala da ora&ccedil;&atilde;o como de uma rela&ccedil;&atilde;o de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inef&aacute;vel, que suavemente envolve a alma em ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio recorda-nos que a ora&ccedil;&atilde;o precisa de uma atmosfera de sil&ecirc;ncio que n&atilde;o coincide com o desapego do rumor externo, mas &eacute; experi&ecirc;ncia interior, que tem por finalidade remover as distrac&ccedil;&otilde;es causadas pelas preocupa&ccedil;&otilde;es da alma, criando o sil&ecirc;ncio na pr&oacute;pria alma.<\/p>\n<p>Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; articulada em quatro atitudes indispens&aacute;veis que, no latim de Ant&oacute;nio, s&atilde;o assim definidas: <em>obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio<\/em>. Poder&iacute;amos traduzi-las do seguinte modo: abrir com confian&ccedil;a o pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o a Deus; &eacute; este o primeiro passo do rezar, n&atilde;o simplesmente colher uma palavra, mas abrir o cora&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de Deus; depois, dialogar afectuosamente com Ele, vendo-o presente comigo; e depois muito natural apresentar-lhe as nossas necessidades; por fim, louv&aacute;-lo e agradecer-lhe.<\/p>\n<p><strong>Caridade<\/strong><\/p>\n<p>Deste ensinamento de Santo Ant&oacute;nio sobre a ora&ccedil;&atilde;o captamos uma das caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto &eacute;, o papel atribu&iacute;do ao amor divino, que entra na esfera dos afectos, da vontade, do cora&ccedil;&atilde;o, e que &eacute; tamb&eacute;m a fonte da qual brota uma consci&ecirc;ncia espiritual, que supera qualquer conhecimento. De facto, amando, conhecemos.<\/p>\n<p>Escreve ainda Ant&oacute;nio: &#8220;A caridade &eacute; a alma da f&eacute;, torna-a viva; sem o amor, a f&eacute; esmorece&#8221; (<em>Sermomes Dominicales et Festivi<\/em> II, Messaggero, P&aacute;dua 1979, p. 37).<\/p>\n<p>S&oacute; uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: &eacute; este o objecto privilegiado da prega&ccedil;&atilde;o de Santo Ant&oacute;nio. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa tend&ecirc;ncia a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclina&ccedil;&atilde;o da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obedi&ecirc;ncia, da castidade e da pureza.<\/p>\n<p>No in&iacute;cio do s&eacute;culo XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescer do com&eacute;rcio, crescia o n&uacute;mero de pessoas insens&iacute;veis &agrave;s necessidades dos pobres. Por este motivo, Ant&oacute;nio convidou v&aacute;rias vezes os fi&eacute;is a pensar na verdadeira riqueza, a da cruz, que tornando bons e misericordiosos, faz acumular tesouros para o C&eacute;u. &#8220;&Oacute; ricos assim exorta ele tornai-vos amigos&#8230; dos pobres, acolhei-os nas vossas casas: ser&atilde;o depois eles, os pobres, quem vos acolher&atilde;o nos eternos tabern&aacute;culos, onde h&aacute; a beleza da paz, a confian&ccedil;a da consci&ecirc;ncia, a opulenta tranquilidade da eterna saciedade&#8221; (Ibid., p. 29).<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; porventura este, queridos amigos, um ensinamento muito importante tamb&eacute;m hoje, quando a crise financeira e os graves desequil&iacute;brios econ&oacute;micos empobrecem n&atilde;o poucas pessoas, e criam condi&ccedil;&otilde;es de mis&eacute;ria?<\/p>\n<p>Na minha Enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em> recordo: &#8220;A economia tem necessidade da &eacute;tica para o seu correcto funcionamento n&atilde;o de uma &eacute;tica qualquer, mas de uma &eacute;tica amiga da pessoa&#8221; (n. 45).<\/p>\n<p><strong>Crucifixo<\/strong><\/p>\n<p>Ant&oacute;nio, na escola de Francisco, coloca sempre Cristo no centro da vida e do pensamento, da ac&ccedil;&atilde;o e da prega&ccedil;&atilde;o. Esta &eacute; outra caracter&iacute;stica t&iacute;pica da teologia franciscana: o cristocentrismo. Ela contempla benevolamente, e convida a contemplar, os mist&eacute;rios da humanidade do Senhor, o homem Jesus, de modo particular, o mist&eacute;rio da Natividade, Deus que se fez Menino, se entregou nas nossas m&atilde;os: um mist&eacute;rio que suscita sentimentos de amor e de gratid&atilde;o para com a bondade divina.<\/p>\n<p>Por um lado a Natividade, ponto central do amor de Cristo pela humanidade, mas tamb&eacute;m a vis&atilde;o do Crucifixo inspira em Ant&oacute;nio pensamentos de reconhecimento para com Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de modo que todos, crentes e n&atilde;o-crentes, possam encontrar no Crucificado e na sua imagem um significado que enriquece a vida.<\/p>\n<p>Escreve Santo Ant&oacute;nio: &#8220;Cristo, que &eacute; a tua vida, est&aacute; pendurado diante de ti, para que tu olhes para a cruz como para um espelho. Nela poder&aacute;s conhecer quanto mortais foram as tuas feridas, que nenhum rem&eacute;dio teria podido curar, a n&atilde;o ser o do sangue do Filho de Deus. Se olhares bem, poder&aacute;s dar-te conta de como s&atilde;o grandes a tua dignidade humana e o teu valor&#8230; Em nenhum outro lugar o homem pode aperceber-se melhor do seu valor, a n&atilde;o ser olhando para o espelho da cruz&#8221; (<em>Sermones Dominicales et Festivi<\/em> III, pp. 213-214).<\/p>\n<p>Meditando estas palavras podemos compreender melhor a import&acirc;ncia da imagem do Crucifixo para a nossa cultura, para o nosso humanismo nascido da f&eacute; crist&atilde;. Precisamente olhando para o Crucifixo vemos, como diz Santo Ant&oacute;nio, como &eacute; grande a dignidade humana e o valor do homem.<\/p>\n<p>Em nenhum outro ponto se pode compreender quanto o homem vale, precisamente porque Deus nos torna t&atilde;o importantes, nos v&ecirc; t&atilde;o importantes, que somos, para Ele, dignos do seu sofrimento; assim, toda a dignidade humana aparece no espelho do Crucifixo e olhar em sua direc&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre fonte do reconhecimento da dignidade humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos amigos, possa Ant&oacute;nio de P&aacute;dua, t&atilde;o venerado pelos fi&eacute;is, interceder pela Igreja inteira, e sobretudo por aqueles que se dedicam &agrave; prega&ccedil;&atilde;o; oremos ao Senhor para que nos ajude a aprender um pouco desta arte de Santo Ant&oacute;nio.<\/p>\n<p>Os pregadores, inspirando-se no seu exemplo, tenham a preocupa&ccedil;&atilde;o de unir doutrina s&oacute;lida e s&atilde;, piedade sincera, incisiva na comunica&ccedil;&atilde;o. Neste Ano sacerdotal, rezemos para que os sacerdotes e os di&aacute;conos desempenhem com solicitude este minist&eacute;rio de an&uacute;ncio e de actualiza&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus aos fi&eacute;is, sobretudo atrav&eacute;s das homilias lit&uacute;rgicas. Sejam elas uma apresenta&ccedil;&atilde;o eficaz da eterna beleza de Cristo, precisamente como Ant&oacute;nio recomendava: &#8220;Se pregas Jesus, Ele comove os cora&ccedil;&otilde;es duros; se o invocas, alivia das tenta&ccedil;&otilde;es amargas; se o pensas, ilumina o teu cora&ccedil;&atilde;o; se o l&ecirc;s, sacia-te a mente&#8221; (Sermones Dominicales et Festivi III, p. 59).<\/p>\n<p align=\"right\"><em>(Audi&ecirc;ncia geral de 10 de Fevereiro de 2010.T&iacute;tulos da nossa responsabilidade)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese sobre o Santo portugu\u00eas, um dos \u00abmais populares de toda a Igreja Cat\u00f3lica\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[114,295,127,174,191,199,213,246,267],"class_list":["post-45809","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-sacerdotal","tag-biblia","tag-catequese","tag-diocese-de-coimbra","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-franciscanos","tag-liturgia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45809\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}