{"id":45786,"date":"2010-06-09T16:42:08","date_gmt":"2010-06-09T16:42:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/09\/emigrantes-com-o-coracao-em-portugal\/"},"modified":"2010-06-09T16:42:08","modified_gmt":"2010-06-09T16:42:08","slug":"emigrantes-com-o-coracao-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/emigrantes-com-o-coracao-em-portugal\/","title":{"rendered":"Emigrantes com o cora\u00e7\u00e3o em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o do 10 de Junho lembra presen\u00e7a portuguesa em todo o mundo <!--more--> <\/p>\n<p>A l&iacute;ngua de Cam&otilde;es ouve-se nos quatro cantos do mundo. Como n&atilde;o &ldquo;tiveram na p&aacute;tria nem o p&atilde;o nem a liberdade, tiveram que emigrar para outras paragens&rdquo; &ndash; disse D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira, bispo das For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a, aos milhares de emigrantes portugueses a residir em Fran&ccedil;a.<\/p>\n<p>Reunidos em Lourdes, Fran&ccedil;a, na Festa de Pentecostes, os portugueses emigrados mataram saudades e &ldquo;revimos os nossos conterr&acirc;neos&rdquo; &ndash; disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA a emigrante Mar&iacute;lia Antunes.<\/p>\n<p>Portugal &ldquo;est&aacute; esgotado&rdquo;, por isso &ldquo;tive de vir ganhar a vida para Fran&ccedil;a&rdquo; &ndash; real&ccedil;ou.<\/p>\n<p>Nas palavras de sauda&ccedil;&atilde;o, D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira elogiou a &ldquo;compet&ecirc;ncia profissional, crit&eacute;rios de partilha e solicitude&rdquo; dos emigrantes. E acrescenta: &ldquo;v&oacute;s fizestes de Portugal um pa&iacute;s honrado e respeitado&rdquo;.<\/p>\n<p>A Igreja portuguesa &ldquo;n&atilde;o esquece os seus emigrantes&rdquo;. Portugal deu ao mundo novos mundos e, actualmente, &ldquo;temos cerca de 5 milh&otilde;es de emigrantes a residir nos v&aacute;rios pontos do globo&rdquo; &ndash; referiu o bispo das For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p>A respeito do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA ouviu alguns emigrantes a residir em Fran&ccedil;a. Gaspar Silva trabalha num hotel em Lourdes, muito pr&oacute;ximo do santu&aacute;rio mariano.<\/p>\n<p>Vive h&aacute; cerca de 20 anos naquele pa&iacute;s e nota diferen&ccedil;as substanciais nos emigrantes de outrora e de hoje. &ldquo;Antigamente trabalhava-se com mais ambi&ccedil;&atilde;o, a nova gera&ccedil;&atilde;o trabalha hoje e gasta amanh&atilde;&rdquo; &ndash; frisou.<\/p>\n<p>Natural das terras de Bragan&ccedil;a, Gaspar Silva casou-se em Fran&ccedil;a com uma portuguesa. &ldquo;Tenho duas filhas e casa pr&oacute;pria&rdquo;.<\/p>\n<p>Lourdes est&aacute; situada no sop&eacute; da cordilheira dos Piren&eacute;us. A 11 de Fevereiro de 1858, Nossa Senhora aparece pela primeira vez &agrave; jovem Bernadette, na gruta de Massabielle, junto &agrave;s margens do Rio Gave.<\/p>\n<p>Com v&aacute;rias dezenas de hot&eacute;is, esta localidade &eacute; um &ldquo;grande centro de peregrina&ccedil;&otilde;es&rdquo; &ndash; real&ccedil;ou Gaspar Silva. Os hot&eacute;is &ldquo;n&atilde;o trabalham todo o ano&rdquo;, quando &ldquo;chega o per&iacute;odo da neve, as pessoas ficam alojadas na montanha&rdquo;.<\/p>\n<p>No passado m&ecirc;s de Maio, de 20 a 25, este santu&aacute;rio recebeu a Peregrina&ccedil;&atilde;o Militar Internacional. &ldquo;&Eacute; uma das maiores peregrina&ccedil;&otilde;es de Lourdes&rdquo; &ndash; disse Gaspar Silva. E acrescenta: &ldquo;para os portugueses que trabalham aqui &eacute; uma alegria porque ouvimos falar a nossa l&iacute;ngua&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; frequente ouvir palavras lusas nos muitos estabelecimentos que circundam o Santu&aacute;rio de Lourdes. Deolinda Vieira &eacute; natural da zona de Viseu e trabalha h&aacute; dois anos num caf&eacute; daquela localidade francesa. Ao aperceber-se que estava no meio de portugueses solta uma frase: &ldquo;&Eacute; um cafezinho ou uma imperial?&rdquo; &ndash; questionou. Antes de receber a resposta explicou: &ldquo;a bebida dos portugueses &eacute; sempre a mesma&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta jovem viseense tem o 12.&ordm; ano de escolaridade, mas &ldquo;o nosso pa&iacute;s n&atilde;o lhe oferecia nada de atraente&rdquo;. &ldquo;Aqui ganho tr&ecirc;s vezes mais e n&atilde;o trabalho tantas horas&rdquo; &ndash; confidenciou. No entanto esclarece que o dinheiro n&atilde;o &eacute; tudo e sente saudades de Portugal. &ldquo;N&atilde;o perdi a esperan&ccedil;a de voltar porque os meus amigos e familiares est&aacute; l&aacute;&rdquo; &ndash; disse Deolinda.<\/p>\n<p>Presente com cerca de 600 peregrinos, a delega&ccedil;&atilde;o portuguesa foi muita aplaudida. Ouvia-se com frequ&ecirc;ncia: &ldquo;Viva Portugal&rdquo;. Uma portuguesa que trabalha numa loja de objectos religiosos relatou &agrave; ag&ecirc;ncia ECCLESIA que fica &ldquo;sempre emocionada quando vejo um grupo de portugueses&rdquo;. Entrou no estabelecimento e foi buscar a bandeira das quinas. &ldquo;Vivo em Lourdes, mas n&atilde;o esque&ccedil;o a minha p&aacute;tria&rdquo; &ndash; esclareceu. E avan&ccedil;a: &ldquo;o meu cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; em Portugal&rdquo;<\/p>\n<p>Em Lourdes est&atilde;o radicados cerca 1500 portugueses. Gaspar Silva descreveu que a exist&ecirc;ncia de muitas pessoas da regi&atilde;o de Bragan&ccedil;a nesta localidade francesa deve-se &ldquo;&agrave; madrinha dos portugueses&rdquo;. &ldquo;A &laquo;madame&raquo; Pires ajudou-nos muito&rdquo; &ndash; disse.<\/p>\n<p>Para combater o saudosismo, Gaspar Silva v&ecirc; a televis&atilde;o portuguesa e utiliza a internet. &ldquo;Temos poucos clientes portugueses, todavia quando oi&ccedil;o falar a nossa l&iacute;ngua coloco o franc&ecirc;s de lado&rdquo;.<\/p>\n<p>Com o santu&aacute;rio &laquo;a meia d&uacute;zia de metros&raquo;, este emigrante costuma visitar &ldquo;Nossa Senhora de Lourdes e colocar uma vela para Lhe agradecer a sa&uacute;de e a exist&ecirc;ncia de trabalho&rdquo;. Gaspar Silva j&aacute; esteve no santu&aacute;rio de F&aacute;tima e confessa que &ldquo;a n&iacute;vel religioso sente-se mais F&aacute;tima do que Lourdes&rdquo;. E acrescenta: &ldquo;sente-se mais a religi&atilde;o em Portugal&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Andorra<\/strong><\/p>\n<p>Do outro lado dos Piren&eacute;us, Andorra tamb&eacute;m acolhe alguns milhares de portugueses. Estabelecimentos comerciais, constru&ccedil;&atilde;o civil e hotelaria s&atilde;o as &aacute;reas laborais dos emigrantes lusos. A celebra&ccedil;&atilde;o na Igreja de Santo Est&ecirc;v&atilde;o foi em l&iacute;ngua portuguesa. &ldquo;Soubemos que estavam c&aacute; peregrinos portugueses e viemos desenferrujar a nossa l&iacute;ngua&rdquo; &ndash; disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA M&aacute;rio Pereira. &ldquo;Nem sabem o prazer que temos ao&nbsp;ver gente nossa&rdquo; &ndash; completou a esposa.<\/p>\n<p>Natural da regi&atilde;o minhota, M&aacute;rio Pereira tem uma oficina de autom&oacute;veis. &ldquo;Aqui trabalhamos, mas vimos alguma coisa no bolso&rdquo; &ndash; disse.<\/p>\n<p>Daniel e Patr&iacute;cia s&atilde;o dois jovens. Ele de Braga e ela de Guimar&atilde;es. Daniel trabalha com os pais num dos muitos hot&eacute;is de Andorra-a-Velha. &ldquo;Como est&atilde;o l&aacute; as coisas? A visita do Papa foi muito falada aqui&rdquo; &ndash; salientou Daniel.<\/p>\n<p>A Patr&iacute;cia trabalha numa perfumaria. &ldquo;Senti que era portugu&ecirc;s&rdquo; &ndash; disse. Depois de aconselhar um produto cosm&eacute;tico confessou a sua intui&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Somos diferentes dos outros povos&rdquo;. Sente saudades de Portugal, mas &ldquo;o est&ocirc;mago precisa de comer todos os dias&rdquo;.<\/p>\n<p>S&atilde;o emigrantes que vivem nos quatro cantos do mundo, mas &ldquo;o nosso cora&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre portugu&ecirc;s&rdquo; &ndash; conclui Patr&iacute;cia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o do 10 de Junho lembra presen\u00e7a portuguesa em todo o mundo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172,184],"class_list":["post-45786","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-viseu"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45786"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45786\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}