{"id":45759,"date":"2010-06-08T15:41:14","date_gmt":"2010-06-08T15:41:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/08\/coragem-e-confianca-na-fidelidade\/"},"modified":"2010-06-08T15:41:14","modified_gmt":"2010-06-08T15:41:14","slug":"coragem-e-confianca-na-fidelidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/coragem-e-confianca-na-fidelidade\/","title":{"rendered":"Coragem e confian\u00e7a na fidelidade"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Emanuel Matos Silva <!--more--> <\/p>\n<p>A fidelidade de Cristo como alicerce e alimento da fidelidade do Sacerdote foi o tema de fundo do Ano Sacerdotal que agora termina e deixa, na Igreja, o Sacerd&oacute;cio perpetuado e refor&ccedil;ado na consci&ecirc;ncia da sua identidade, na redescoberta permanente da sua miss&atilde;o, na certeza da sua necessidade e na fidelidade aos caminhos da sua concretiza&ccedil;&atilde;o. Jesus Cristo, na sua entrega, &eacute; a fonte configuradora do Sacerd&oacute;cio que vivemos. Ser capaz de, em cada tempo e em cada lugar, n&atilde;o se reduzir ao que passa (passageiro) mas passar para Aquele (o &Uacute;nico) que n&atilde;o passa, &eacute; o mist&eacute;rio da fidelidade que &eacute; sempre grata e criativa na for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo. Os desafios do Ano Sacerdotal foram imensos e fizeram-nos pensar e rezar a nossa voca&ccedil;&atilde;o, a nossa identidade e a nossa fidelidade.<\/p>\n<p>O Sacerd&oacute;cio sai refor&ccedil;ado at&eacute;, particularmente, como inquieta&ccedil;&atilde;o para os que pudessem estar a viver tibiamente o Sacerd&oacute;cio: tem raz&atilde;o de ser haver Padres; os Padres fazem falta essencial &agrave;s Comunidades Crist&atilde;s; o Sacerd&oacute;cio &eacute; um minist&eacute;rio estruturante na comunidade crist&atilde;; Os Sacerdotes s&atilde;o ordenados como colaboradores dos Bispos e s&atilde;o dados uns aos outros como irm&atilde;os; o minist&eacute;rio do Padre tem de se viver como representa&ccedil;&atilde;o sacramental do Sacerd&oacute;cio de Cristo que o viveu como entrega plena; a representa&ccedil;&atilde;o de Cristo faz-se pelo servi&ccedil;o; as express&otilde;es da entrega plena a Cristo e &agrave; Igreja evidenciadas no celibato, na obedi&ecirc;ncia e na humildade n&atilde;o s&atilde;o limita&ccedil;&otilde;es, mas sim faces vis&iacute;veis do mist&eacute;rio que sustenta a voca&ccedil;&atilde;o e a faz feliz; muitas express&otilde;es de vida sacerdotal t&ecirc;m mais a ver com a pessoa concreta que &eacute; o Padre do que com o Sacerd&oacute;cio em si mesmo; a vida dos Sacerdotes ganha sempre em qualidade teologal com a fraternidade entre os Sacerdotes e com a ora&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria; as formas de viv&ecirc;ncia sacerdotal juntamente com as formas de ac&ccedil;&atilde;o pastoral podem melhorar com a proposta da f&eacute; ao di&aacute;logo f&eacute;\/cultura, f&eacute;\/raz&atilde;o e com o di&aacute;logo com outros &acirc;mbitos do saber.<\/p>\n<p>Padre pela for&ccedil;a do cora&ccedil;&atilde;o e da ora&ccedil;&atilde;o, o Cura d&rsquo;Ars foi modelo de santidade. N&atilde;o o fizeram desistir da sua miss&atilde;o a Igreja vazia ao domingo, o confession&aacute;rio deserto, a quase inexist&ecirc;ncia de pr&aacute;tica crist&atilde;. Pelo contr&aacute;rio. Os habitantes de Ars n&atilde;o vinham. Mas o padre de Ars ia ao seu encontro. E a sua simplicidade e santidade foram um aut&ecirc;ntico sacramento que ungiu aquela gente.<\/p>\n<p>Na santifica&ccedil;&atilde;o do domingo e na aten&ccedil;&atilde;o privilegiada &agrave; Eucaristia, na celebra&ccedil;&atilde;o amorosa do sacramento da reconcilia&ccedil;&atilde;o, na medita&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus, na ora&ccedil;&atilde;o, na devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora como M&atilde;e dos Sacerdotes, no sofrimento e nas tenta&ccedil;&otilde;es, na reflex&atilde;o da voca&ccedil;&atilde;o e na tenacidade com que se vencem as provas, na caridade para com o pr&oacute;ximo, na partilha dos bens, na simplicidade da vida, na pobreza radical, no compromisso social, enfim, sendo Pastor&#8230; Jo&atilde;o Maria Vianney deixou-nos um exemplo de como se segue Jesus no seu Sacerd&oacute;cio, na Igreja e no mundo.<\/p>\n<p>Ficam ent&atilde;o claros alguns caminhos de realiza&ccedil;&atilde;o da nossa fidelidade sacerdotal: a nossa maneira de viver como Padres &eacute; muito mais importante do que todas as coisas que fa&ccedil;amos enquanto Padres; o que deixo Cristo fazer em mim &eacute; mais importante do que tudo o que eu pr&oacute;prio fa&ccedil;o apenas por mim mesmo; a unidade no Presbit&eacute;rio e com o Bispo &eacute; mais importante do que deixar-me absorver pelo estrelato solit&aacute;rio; o servi&ccedil;o da Ora&ccedil;&atilde;o e da Palavra &eacute; mais importante que o servi&ccedil;o das mesas; construir comunh&atilde;o e gerar sinergias &eacute; mais importante do que fazer o m&aacute;ximo de trabalho poss&iacute;vel por si s&oacute; e sozinho; estar plenamente presente (qualidade da presen&ccedil;a) &eacute; mais importante do que querer estar em todo o lado mas sempre com o cora&ccedil;&atilde;o dividido; agir em unidade &eacute; mais importante do que agir no isolamento; a Cruz, porque mais fecunda, &eacute; mais importante do que a efic&aacute;cia; a abertura ao comum (Comunidade, Diocese, Igreja Universal, etc.) &eacute; mais importante do que a aten&ccedil;&atilde;o aos interesses particulares por mais justificados que pare&ccedil;am; a vida presente da Igreja &eacute; mais importante do que cuidar da vida pessoal futura; testemunhar a f&eacute; &eacute; mais importante do que satisfazer apenas os requisitos religiosos habituais.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Pe. Emanuel Matos Silva, Vig&aacute;rio Episcopal para o Clero, Minist&eacute;rios e Voca&ccedil;&otilde;es de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Emanuel Matos Silva<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[114,179],"class_list":["post-45759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-ano-sacerdotal","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45759\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}