{"id":45716,"date":"2010-06-07T11:22:48","date_gmt":"2010-06-07T11:22:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/07\/jerzy-popieluszko-martir-polaco-que-a-ais-nunca-esqueceu\/"},"modified":"2010-06-07T11:22:48","modified_gmt":"2010-06-07T11:22:48","slug":"jerzy-popieluszko-martir-polaco-que-a-ais-nunca-esqueceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jerzy-popieluszko-martir-polaco-que-a-ais-nunca-esqueceu\/","title":{"rendered":"Jerzy Popieluszko, m\u00e1rtir polaco que a AIS nunca esqueceu"},"content":{"rendered":"<p>Este Domingo, em Crac&oacute;via, foi beatificado o sacerdote polaco Jerzy Popieluszko assassinado pelos servi&ccedil;os secretos do governo comunista da Pol&oacute;nia em 1984. Um m&aacute;rtir do s&eacute;culo XX cuja mem&oacute;ria a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) tem ajudado a preservar.<\/p>\n<p>A sua vida &eacute; contada pequena biografia &laquo;Jerzy Popieluszko. V&iacute;tima do Comunismo&raquo;, publicada pela AIS e particularmente divulgada ao longo do Ano Sacerdotal.<\/p>\n<p>Numa &eacute;poca em que o Comunismo consolidava o seu poder vitorioso sobre a Pol&oacute;nia, em 1947, Jerzy Popieluszko nascia numa fam&iacute;lia de camponeses. Cerca de quarenta anos depois, quando o comunismo europeu come&ccedil;ava a desagregar-se, o seu corpo mutilado foi lan&ccedil;ado ao rio Wisla.<\/p>\n<p>Chamavam-no &ldquo;a consci&ecirc;ncia do povo&rdquo;. E, no entanto, Jerzy Popieluszko era apenas um jovem capel&atilde;o de uma aldeia desconhecida: Okopy, perto de Suchowola.<\/p>\n<p>Trabalha com crian&ccedil;as e jovens e, em 1980, com a idade que Cristo tinha ao morrer, empenha-se no movimento oper&aacute;rio polaco, prega justi&ccedil;a social e patriotismo, celebra uma grande missa para soldadores em greve no recinto da sua f&aacute;brica.<\/p>\n<p>A partir da&iacute;, fica na mira dos servi&ccedil;os secretos. &Eacute; vigiado e amea&ccedil;ado por eles; sucedem-se os acidentes de autom&oacute;vel de que &eacute; v&iacute;tima, instauram-lhe um processo, assaltam e vandalizam-lhe a casa. O capel&atilde;o mant&eacute;m-se firme. Por fim, na noite de 19 de Outubro de 1984, &eacute; raptado, torturado e afogado.<\/p>\n<p>Mas a consci&ecirc;ncia n&atilde;o morre. O seu enterro transforma-se numa manifesta&ccedil;&atilde;o. Milhares de pessoas, incluindo os pais, participam profundamente desgostosos. Para todos &eacute; evidente: o Padre Jerzy sacrificou a sua vida pela verdade.<\/p>\n<p>No in&iacute;cio do processo de beatifica&ccedil;&atilde;o pode ler-se: &ldquo;A morte dele abre-nos os olhos: os olhos do nosso cora&ccedil;&atilde;o, do nosso entendimento, da nossa f&eacute;&rdquo;. Mesmo depois de morto, fala &agrave;s consci&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Simbolicamente, a sua beatifica&ccedil;&atilde;o aconteceu no final do Ano Sacerdotal convocado por Bento XVI.<\/p>\n<p>O padre polaco Richard Wasik trabalha h&aacute; vinte anos em Fran&ccedil;a com a AIS. Este amigo de Jerzy Popieluszko fala-nos do seu servi&ccedil;o militar conjunto que deu origem a uma reviravolta na vida do futuro m&aacute;rtir: &ldquo;O regime pretendia desorganizar os estudos nos semin&aacute;rios, enfraquecer a vida religiosa dos seminaristas e desviar um grande n&uacute;mero deles do sacerd&oacute;cio. Queria tamb&eacute;m obter dados, o mais completos poss&iacute;veis, que fossem &uacute;teis na luta contra a Igreja, sobre a personalidade dos seminaristas que continuariam os seus estudos e a sua forma&ccedil;&atilde;o depois do servi&ccedil;o militar&rdquo;.<\/p>\n<p>Estes foram colocados em casernas, no meio de soldados recrutados entre os marginais da sociedade, sa&iacute;dos de casas de correc&ccedil;&atilde;o ou membros de seitas como as testemunhas de Jeov&aacute;.<\/p>\n<p>A discrimina&ccedil;&atilde;o religiosa consistia em proibir a ora&ccedil;&atilde;o, castigar os que rezavam, proibir os s&iacute;mbolos religiosos, a leitura de livros religiosos e isolar os seminaristas.<\/p>\n<p>&ldquo;Fisicamente bastante debilitado, Jerzy Popieluszko destacado comigo para a caserna de Bartoszyce, na zona da fronteira Nordeste do pa&iacute;s, sofreu mais que os outros seminaristas com todas as press&otilde;es e insultos. Isso era evidente, sobretudo nos treinos desportivos, em que a equipa dos oficiais, recrutados entre os mais duros e s&aacute;dicos, fazia tudo para quebrar o moral dos seminaristas, para deixar &ldquo;de rastos&rdquo; e &ldquo;na lama&rdquo; os que, como era o caso do seminarista Popieluszko, resistiam mais e recusavam, ostensivamente, a mais pequena colabora&ccedil;&atilde;o, ainda que t&aacute;cita, com estes homens do regime&rdquo;, recorda o Pe. Richard Wasik.<\/p>\n<p>Durante dois anos, cada vaga de seminaristas recrutados foi sujeita a uma lavagem cerebral. Nas suas casernas dava-se um programa mais de doutrina&ccedil;&atilde;o marxista ateia que de forma&ccedil;&atilde;o militar. Popieluszko saiu de tudo isto mais corajoso e consciente de que a verdadeira honra e os verdadeiros valores est&atilde;o ao servi&ccedil;o da Verdade, do Bem e da Justi&ccedil;a, ao servi&ccedil;o do Homem, mas em nome do Deus de Amor.<\/p>\n<p>Entre milh&otilde;es de peregrinos que veneraram a mem&oacute;ria do m&aacute;rtir, houve algu&eacute;m muito especial que visitou o t&uacute;mulo do Pe. Jerzy no dia 14 de Junho de 1987. Era do conhecimento geral que Jo&atilde;o Paulo II desejava rezar junto do t&uacute;mulo do Pe. Popieluszko durante a sua visita &agrave; Pol&oacute;nia. In&uacute;meras refer&ecirc;ncias aos ensinamentos e exemplo do Pe. Popieluszko, presentes nas homilias do Santo Padre, n&atilde;o deixam d&uacute;vidas acerca da sua estima pelo sacerdote martirizado.<\/p>\n<p>Este padre jovem e simples viveu na sua pr&oacute;pria carne o apelo de Cristo a amar os inimigos e a vencer o mal com o bem com uma coragem que ia para al&eacute;m das suas for&ccedil;as.<\/p>\n<p>A terr&iacute;vel mem&oacute;ria da viol&ecirc;ncia totalit&aacute;ria dos tempos modernos apenas se pode superar com a esperan&ccedil;a irresist&iacute;vel que a vit&oacute;ria da Verdade, Cristo crucificado, traz ao mundo de hoje.<\/p>\n<p>Lembrando os m&aacute;rtires dos nossos dias, a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) lan&ccedil;ou um relat&oacute;rio sobre as dificuldades por que passam milhares de sacerdotes em todo o mundo, no cumprimento da sua miss&atilde;o, religiosa e social.<\/p>\n<p>Muitos destes sacerdotes d&atilde;o a sua pr&oacute;pria vida pelos outros, ao servi&ccedil;o do bem comum, ajudando os mais pobres e desfavorecidos, promovendo a educa&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento integral das pessoas. S&oacute; em 2009, trinta sacerdotes morreram ao servi&ccedil;o da Igreja.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Departamento de Informa&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o AIS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este Domingo, em Crac&oacute;via, foi beatificado o sacerdote polaco Jerzy Popieluszko assassinado pelos servi&ccedil;os secretos do governo comunista da Pol&oacute;nia em 1984. Um m&aacute;rtir do s&eacute;culo XX cuja mem&oacute;ria a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) tem ajudado a preservar. A sua vida &eacute; contada pequena biografia &laquo;Jerzy Popieluszko. 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