{"id":45686,"date":"2010-06-03T15:10:22","date_gmt":"2010-06-03T15:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/03\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-do-corpo-de-deus-2\/"},"modified":"2010-06-03T15:10:22","modified_gmt":"2010-06-03T15:10:22","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-do-corpo-de-deus-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-do-corpo-de-deus-2\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Missa do Corpo de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">SANT&Iacute;SSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8211; Por um mundo mais justo e fraterno!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, neste Corpo de Cristo que &eacute; a Santa Igreja:<\/p>\n<p>Felic&iacute;ssima coincid&ecirc;ncia faz com que nesta diocese e cidade estejamos a viver sucessivamente as caracter&iacute;sticas mais identificativas da piedade crist&atilde;-cat&oacute;lica: visitou-nos o Santo Padre, visitou-nos Nossa Senhora de F&aacute;tima, na sua imagem peregrina, celebramos agora a permanente visita de Cristo Senhor nosso, no Sant&iacute;ssimo Sacramento da Eucaristia.<\/p>\n<p>Se, a 14 de Maio, o Sucessor de Pedro nos confirmou na f&eacute; e na miss&atilde;o, rodeado pela alegria e o assentimento duma multid&atilde;o transbordante; se, na noite de 31 de Maio, o cora&ccedil;&atilde;o da cidade irradiou tanta luz na devo&ccedil;&atilde;o &agrave; M&atilde;e de Deus, que assim mesmo nos visitava e impelia a sermos, como Ela, visitadores do pr&oacute;ximo: hoje, acolhemos de cora&ccedil;&atilde;o agradecido a oferta de Cristo, para O oferecermos a todos os que mendigam alimento da boca ou do esp&iacute;rito, na constante partilha do &ldquo;p&atilde;o que desce do C&eacute;u e d&aacute; a vida ao mundo&rdquo; (cf. <em>Jo<\/em> 6, 33). Esta &eacute; a vida de Cristo, concebida e oferecida por Maria, esta a miss&atilde;o em que o Sucessor de Pedro nos confirmou: tudo recebamos ent&atilde;o, com renovado acolhimento e compromisso.<\/p>\n<p>Fatigado em extremo devia estar Abra&atilde;o naquele dia, quando se aproximou de Sal&eacute;m&hellip; Muito generoso foi Melquisedec, rei da cidade e sacerdote do Alt&iacute;ssimo, que lhe ofereceu p&atilde;o e vinho e o aben&ccedil;oou em nome do &ldquo;Criador do c&eacute;u e da terra&rdquo;.<\/p>\n<p>E aqui estamos n&oacute;s hoje, celebrando a Solenidade do Sant&iacute;ssimo Corpo e Sangue de Cristo, no cora&ccedil;&atilde;o de outra cidade &ndash; a nossa cidade &ndash; trazendo fomes e cansa&ccedil;os, como os levava Abra&atilde;o ao abeirar-se de Sal&eacute;m. E para recebermos do novo e eterno &ldquo;Melquisedec&rdquo; &ndash; Jesus Cristo, nosso Senhor &ndash; o p&atilde;o e o vinho da sua oferta, bem mais excelente porque pessoal, sendo a si pr&oacute;prio que se entrega na vida e no sacramento.<\/p>\n<p>Assim mesmo o lembrava S&atilde;o Paulo aos Cor&iacute;ntios, que j&aacute; precisavam da advert&ecirc;ncia, por n&atilde;o retirarem da Eucaristia a consequ&ecirc;ncia solid&aacute;ria que lhes competia. Lembra-lhes o Ap&oacute;stolo que deviam guardar entre si uma comunh&atilde;o correspondente &agrave; totalidade com que Cristo se dera e continuava a dar a todos e a cada um. Como dissera: &ldquo;Isto &eacute; o meu Corpo, entregue por v&oacute;s. Fazei isto em mem&oacute;ria de mim&rdquo;.<\/p>\n<p>Mem&oacute;ria viva da entrega de Cristo, mem&oacute;ria perpetuada no testemunho de quem O recebia, com semelhante totalidade de acolhimento e oferta, sem restri&ccedil;&otilde;es no afecto nem acep&ccedil;&otilde;es de destinat&aacute;rios, pobres ou ricos, socialmente iguais ou distintos: assim devia realmente ser.<\/p>\n<p>Solenidade de grande exig&ecirc;ncia &eacute; esta, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, porque se trata do cora&ccedil;&atilde;o da Igreja, que &eacute; Corpo de Cristo tamb&eacute;m. &Eacute; insist&ecirc;ncia de S&atilde;o Paulo, aos cor&iacute;ntios e a outros, como a n&oacute;s agora. Pouco antes do passo que escut&aacute;mos, j&aacute; ele tinha interpelado os mesmos cor&iacute;ntios: &ldquo;O c&aacute;lice de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, que aben&ccedil;o&aacute;mos, n&atilde;o &eacute; comunh&atilde;o com o sangue de Cristo? O p&atilde;o que partimos n&atilde;o &eacute; comunh&atilde;o com o corpo de Cristo? Uma vez que h&aacute; um &uacute;nico p&atilde;o, n&oacute;s, embora muitos, somos um s&oacute; corpo, porque todos participamos desse &uacute;nico p&atilde;o&rdquo; (<em>1 Cor<\/em> 10, 16-17).<\/p>\n<p>&#8211; Que grande &eacute; a responsabilidade de estarmos aqui, celebrando o Corpo e o Sangue do Senhor, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s! Que enorme consequ&ecirc;ncia deve ter, na vida que levarmos e no que fizermos dela. Se nos dispomos deveras a receber a &uacute;nica e total oferta de Cristo &ndash; que &eacute; a de si mesmo &ndash; como havemos de ser oferta tamb&eacute;m, &agrave;queles que igualmente O recebem e a todos os que por Ele esperam, quer o saibam quer n&atilde;o. De n&oacute;s O esperam, para que o Corpo de Cristo se alargue no mundo, convertendo a cidade em caridade!<\/p>\n<p>Isto mesmo devemos ter em grande considera&ccedil;&atilde;o e consci&ecirc;ncia, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s: comungar o Corpo eucar&iacute;stico de Cristo tem for&ccedil;osamente de coincidir com a comunh&atilde;o pr&aacute;tica que exercitamos no seu Corpo eclesial. N&atilde;o &eacute; mera devo&ccedil;&atilde;o, no sentido fraco do termo; &eacute; grande responsabilidade, na acep&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria da Eucaristia. Pois no trecho de que foi tirada a segunda leitura desta Santa Missa, &eacute; precisamente &agrave; comunidade que S&atilde;o Paulo se refere, querendo-a unida e n&atilde;o dividida, apelando para isso &agrave; conformidade com Cristo eucar&iacute;stico.<\/p>\n<p>Sentia-se Paulo da desuni&atilde;o entre os cor&iacute;ntios: &ldquo;&hellip; n&atilde;o posso louvar-vos: reunis-vos, n&atilde;o para vosso proveito, mas para vosso dano. Em primeiro lugar, ou&ccedil;o dizer que, quando vos reunis em assembleia, h&aacute; divis&otilde;es entre v&oacute;s&hellip;&rdquo; (<em>1 Cor<\/em> 11, 17-18). Por isso mesmo lhes lembrava Cristo, que inteiramente se oferecera, para inteiramente ser recebido em ades&atilde;o consciente e consequ&ecirc;ncia pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Por se entregar, Cristo fez da morte vida, vida de quem O receba com igual disposi&ccedil;&atilde;o de morrer para si e viver para os outros, no Esp&iacute;rito de Cristo. Quem n&atilde;o entra nesta nov&iacute;ssima &ldquo;l&oacute;gica&rdquo; da Eucaristia n&atilde;o est&aacute; em condi&ccedil;&otilde;es de a receber e, se comunga sem convers&atilde;o, de nada aproveita e mais se afasta. &Eacute; ainda S&atilde;o Paulo a diz&ecirc;-lo, sem poupar nas palavras nem na advert&ecirc;ncia: &ldquo;&hellip; todas as vezes que comerdes deste p&atilde;o e beberdes deste c&aacute;lice, anunciais a morte do Senhor, at&eacute; que Ele venha. Assim, todo aquele que comer o p&atilde;o ou beber o c&aacute;lice do Senhor indignamente ser&aacute; r&eacute;u do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si pr&oacute;prio e s&oacute; ent&atilde;o coma deste p&atilde;o e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a pr&oacute;pria condena&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<em>1 Cor<\/em> 11, 28-29).&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o nos d&ecirc; isto receio nem reserva excessiva, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Sant&iacute;ssima Eucaristia. Mas d&ecirc;-nos muita seriedade e aplica&ccedil;&atilde;o, no respeitante &agrave; verdade que queremos comungar. Como nos ensinou o Papa Bento XVI, o &ldquo;Corpo&rdquo; de Cristo cedo se assumiu em tr&ecirc;s acep&ccedil;&otilde;es solid&aacute;rias, nenhuma delas dispens&aacute;vel: &ldquo;A Eucaristia &eacute;, pois, constitutiva do ser e do agir da Igreja. Por isso, a antiguidade crist&atilde; designava com as mesmas palavras &ndash; <em>corpus Christi<\/em> &ndash; o corpo nascido da Virgem Maria, o corpo eucar&iacute;stico e o corpo eclesial de Cristo. Bem atestado na tradi&ccedil;&atilde;o, este dado faz crescer em n&oacute;s a consci&ecirc;ncia da indissolubilidade entre Cristo e a Igreja. Oferecendo-Se a si mesmo em sacrif&iacute;cio por n&oacute;s, o Senhor Jesus preanunciou de modo eficaz no seu dom o mist&eacute;rio da Igreja&rdquo; (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm; 15).<\/p>\n<p>O Cristo que recebemos da Virgem M&atilde;e &eacute; o mesmo que, ressuscitado, recebemos na Eucaristia, para com Ele formarmos um s&oacute; corpo, entregue para a vida do mundo: &#8211; Que imensa verdade esta, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, que grande responsabilidade tamb&eacute;m, para sermos exactamente assim e nas actuais circunst&acirc;ncias da cidade e do mundo, onde n&atilde;o faltam fomes e sedes, materiais e espirituais de toda a ordem!<\/p>\n<p>E &eacute; ainda com o Papa que quero insistir, do modo mais directo e pr&aacute;tico: &ldquo;Cada celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica actualiza sacramentalmente a doa&ccedil;&atilde;o que Jesus fez da sua pr&oacute;pria vida na cruz por n&oacute;s e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de n&oacute;s testemunhas da compaix&atilde;o de Deus por cada irm&atilde;o e irm&atilde;; [&hellip;] as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrif&iacute;cio de Jesus &eacute; por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n&rsquo;Ele a fazer-se &lsquo;p&atilde;o repartido&rsquo; para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno&rdquo; (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm; 88).<\/p>\n<p>Por um mundo mais justo e fraterno&hellip; Este mundo preciso e concreto, que nos toca aqui e agora, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, de modo particularmente grave onde falte trabalho e sustento, sa&uacute;de ou companhia. A&iacute; seremos n&oacute;s Corpo de Cristo alargado, como realmente o comungamos e adoramos na Sant&iacute;ssima Eucaristia, &ldquo;fruto do ventre sagrado da Virgem pur&iacute;ssima Santa Maria&rdquo;. Entendendo cada vez melhor e at&eacute; ser de vez, que s&oacute; assim comungamos dignamente o Corpo e o Sangue do Senhor, precisamente se o fizermos no seu Esp&iacute;rito, que &eacute; outro nome de Deus Caridade.<\/p>\n<p>&Eacute; ainda S&atilde;o Paulo que, usando a mesma met&aacute;fora do &ldquo;corpo&rdquo;, aplicada &agrave; comunidade crist&atilde;, insiste na aten&ccedil;&atilde;o aos mais fr&aacute;geis, sempre priorit&aacute;ria: &ldquo;quanto mais fracos parecem ser os membros do corpo, tanto mais s&atilde;o necess&aacute;rios. [&hellip;] Deus disp&ocirc;s o corpo, de modo a dar maior honra ao que dela carecia, para n&atilde;o haver divis&atilde;o no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros&rdquo; (<em>1 Cor<\/em> 12, 22.24-26).<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s: unidade e solidariedade, com especial aten&ccedil;&atilde;o aos mais fracos e pobres, s&atilde;o caracter&iacute;sticas indispens&aacute;veis da vida eucar&iacute;stica e eclesial. E, da Igreja para a sociedade que igualmente integramos, assim h&aacute;-de s&ecirc;-lo agora, quando as pesadas circunst&acirc;ncias econ&oacute;micas e financeiras que nos atingem devem ser ultrapassadas por todos segundo as possibilidades de cada um e n&atilde;o agravando excessivamente a subsist&ecirc;ncia daqueles que j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m o suficiente para si e para os seus.<\/p>\n<p>Ouvimos o Evangelho: chegaram os Doze ao p&eacute; de Jesus, preocupados com a multid&atilde;o que O ouvia e j&aacute; n&atilde;o tinha sustento. Mandou-lhes Jesus que lhe dessem eles mesmos de comer, o que os deixou perplexos, pois s&oacute; tinham cinco p&atilde;es e dois peixes&hellip; Ent&atilde;o, depois de mandar sentar a todos, &ldquo;Jesus tomou os cinco p&atilde;es e os dois peixes, ergueu os olhos ao C&eacute;u e pronunciou sobre eles a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o. Depois partiu-os e deu-os aos disc&iacute;pulos, para eles distribu&iacute;rem pela multid&atilde;o&hellip;&rdquo;.<\/p>\n<p>A narra&ccedil;&atilde;o &eacute; claramente eucar&iacute;stica, como veremos de seguida sobre o altar desta igreja. Em nome de Cristo, o sacerdote pedir&aacute; ao Esp&iacute;rito que fa&ccedil;a do p&atilde;o oferecido o alimento abundante &ldquo;para a alma e para o corpo&rdquo;. Depois, todos os que O podermos comungar devidamente transmitiremos &agrave; multid&atilde;o o mesmo Cristo recebido, &ldquo;para a vida do mundo&rdquo;. Quando, logo &agrave; tarde, levarmos o Sant&iacute;ssimo Sacramento em prociss&atilde;o, bem pelo centro da nossa cidade, Ele pr&oacute;prio nos levar&aacute; consigo, ao encontro de todos os que O esperam, nos mil e um apelos de hoje em dia. E assim a Eucaristia se faz miss&atilde;o, no envio e entrega de Cristo em n&oacute;s ao mundo mais concreto, perto ou longe, segundo as urg&ecirc;ncias levantadas.<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, permiti-me uma &uacute;ltima alus&atilde;o: ainda em Ano Sacerdotal, vejamos nos nossos padres a continua&ccedil;&atilde;o daqueles disc&iacute;pulos a quem Jesus mandou distribuir os p&atilde;es do milagre. Rezemos por eles, que tamb&eacute;m rezam por todos. &Eacute; cada um deles uma oferta de Cristo, que lhe comunicou muito especialmente a sua paix&atilde;o pelo povo, nascendo todos do &ldquo;amor do Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus&rdquo;, segundo a defini&ccedil;&atilde;o certeira do Santo Cura d&rsquo;Ars.<\/p>\n<p>Como lemos noutro passo evang&eacute;lico: &ldquo;Contemplando a multid&atilde;o, Jesus encheu-se de compaix&atilde;o por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, ent&atilde;o, aos seus disc&iacute;pulos: &lsquo;A messe &eacute; grande, mas os trabalhadores s&atilde;o poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe&rsquo;&rdquo; (<em>Mt<\/em> 9, 36-38). A seguir, Jesus chamou doze disc&iacute;pulos, primeiros de tantos mais, para alargarem a sua miss&atilde;o salvadora (cf. <em>Mt<\/em> 10, 1 ss).<\/p>\n<p>Roguemos ent&atilde;o pelos sacerdotes, sinais vivos da compaix&atilde;o de Cristo e primeiros distribuidores do seu &ldquo;p&atilde;o&rdquo;, eucar&iacute;stico e solid&aacute;rio. Pela sua ac&ccedil;&atilde;o, toda a comunidade cresce nos mesmos sentimentos de entrega e servi&ccedil;o. Concretamente, abnegadamente. E tamb&eacute;m assim, tamb&eacute;m por eles, o realismo do magn&iacute;fico quadro que o Evangelho nos trouxe continuar&aacute; presente: Jesus saciando a multid&atilde;o pela for&ccedil;a do Esp&iacute;rito e a colabora&ccedil;&atilde;o dos Doze, desdobrados em muitos, &ldquo;para a vida do mundo&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porto, Igreja da Trindade, 3 de Junho de 2010&nbsp;<\/p>\n<p><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANT&Iacute;SSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO &#8211; Por um mundo mais justo e fraterno! &nbsp; Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, neste Corpo de Cristo que &eacute; a Santa Igreja: Felic&iacute;ssima coincid&ecirc;ncia faz com que nesta diocese e cidade estejamos a viver sucessivamente as caracter&iacute;sticas mais identificativas da piedade crist&atilde;-cat&oacute;lica: visitou-nos o Santo Padre, visitou-nos Nossa Senhora 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