{"id":45680,"date":"2010-06-02T17:47:16","date_gmt":"2010-06-02T17:47:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/02\/a-eucaristia-vista-por-um-invisual\/"},"modified":"2010-06-02T17:47:16","modified_gmt":"2010-06-02T17:47:16","slug":"a-eucaristia-vista-por-um-invisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-eucaristia-vista-por-um-invisual\/","title":{"rendered":"A Eucaristia vista por um invisual"},"content":{"rendered":"<p>O som desperta a mem&oacute;ria para imagens de outros tempos, o cheiro torna-se familiar e o paladar traz recorda&ccedil;&otilde;es que hoje ajudam Manuel Lopes Dias a ver a vida de outra forma.<\/p>\n<p>A viv&ecirc;ncia da Eucaristia hoje &eacute; diferente. Os sentidos est&atilde;o agora mais despertos e v&ecirc;em o que os olhos n&atilde;o conseguem mais ver desde que aos 23 anos uma mina na Guerra do Ultramar, em Mo&ccedil;ambique, lhe tirou a vis&atilde;o. Mas &eacute; com profundidade que Manuel Lopes Dias aceita o convite para semanalmente celebrar o memorial do Sangue e Corpo de Cristo.<\/p>\n<p>Numa entrevista &agrave; Ecclesia, Manuel Dias, coronel e vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Deficientes das For&ccedil;as Armada, confessa que n&atilde;o vai &agrave; missa todos os Domingos, mas em cada Eucaristia que celebra descobre sempre um aspecto novo.<\/p>\n<p>Manuel Dias n&atilde;o v&ecirc; e por isso, &eacute; atrav&eacute;s dos sons, dos cheiros e do paladar que celebra vivamente o sacramento da Eucaristia.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu quase que como as palavras que ou&ccedil;o. Como-as e medito nelas&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>As palavras n&atilde;o s&atilde;o novas mas, afirma, &ldquo;h&aacute; sempre um aspecto novo&rdquo;. Ao sair da Eucaristia, o vice-presidente da ADFA n&atilde;o quer falar, mas opta por, nos momentos seguintes &ldquo;desfrutar&rdquo; ainda da viv&ecirc;ncia eucar&iacute;stica.<\/p>\n<p>A Eucaristia &eacute;, segundo o&nbsp; director de Liturgia do Patriarcado de Lisboa, o C&oacute;nego Lu&iacute;s Silva, celebrada por homens concretos, com cinco sentidos, e por isso a corporeidade est&aacute; presente.<\/p>\n<p>&ldquo;O cheiro dos incensos, a palavra, a m&uacute;sica, a beleza dos paramentos apreciados atrav&eacute;s da vis&atilde;o, no fundo s&atilde;o os sentidos do ser humano que participam na celebra&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O homem celebra &ldquo;um mist&eacute;rio que o transcende, mas esse mist&eacute;rio &eacute; celebrado por homens concertos, com cinco sentidos&rdquo;.<\/p>\n<p>A Eucaristia &eacute; celebrada em comunidade. Um grupo de pessoas reunidas que se tornam presentes mesmo para quem n&atilde;o as v&ecirc;. Manuel Dias sente a comunidade pulsar nos diferentes momentos da Eucaristia mesmo quando esta n&atilde;o tem no&ccedil;&atilde;o dos seus movimentos.<\/p>\n<p>&ldquo;Quando vou &agrave; igreja sinto-me rodeado pela comunidade, sejam crian&ccedil;as, jovens, idosos, homens e mulheres. &Eacute; uma presen&ccedil;a que se sente atrav&eacute;s do tacto, dos cheiros, pelo andar ou at&eacute; pelo barulho que as pessoas fazem&rdquo;, traduz o Coronel.<\/p>\n<p>A comunidade torna-se efectiva quando reza a ora&ccedil;&atilde;o do &laquo;Pai-nosso&raquo;. Esta &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria eleita por Manuel Dias.<\/p>\n<p>&ldquo;Sinto uma vibra&ccedil;&atilde;o enorme quando se reza o &laquo;Pai-Nosso&raquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Entrar numa igreja &eacute; um convite espiritual que na rotina di&aacute;ria se esconde, mas que n&atilde;o escapa a quem v&ecirc; de forma &uacute;nica. O cheiro do incenso &eacute; para Manuel Dias um convite imediato &agrave; espiritualidade.<\/p>\n<p>&ldquo;O incenso d&aacute;-me um ambiente espiritual de eleva&ccedil;&atilde;o, de serenidade, um apelo &agrave; interioridade&rdquo;.<\/p>\n<p>Sem ver o tur&iacute;bulo a incensar o Evangeli&aacute;rio, o altar ou a assembleia, Manuel Dias imagina o incenso a subir.<\/p>\n<p>Explica o C&oacute;nego Lu&iacute;s Silva que a incensa&ccedil;&atilde;o traduz a uma &ldquo;envolv&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A assembleia, os dons, o p&atilde;o e o vinho, o altar, o crucifixo e o presidente s&atilde;o incensados, porque todos s&atilde;o divinos&rdquo;.<\/p>\n<p>O comungar &eacute; para Manuel Dias a recorda&ccedil;&atilde;o mais antiga que tem. &ldquo;O paladar &eacute; igual ao de sempre&rdquo;.<\/p>\n<p>Depois da consagra&ccedil;&atilde;o dos dons por parte do presidente da celebra&ccedil;&atilde;o, Manuel Dias aguarda o partir da h&oacute;stia.<\/p>\n<p>&ldquo;Mesmo se estiver no fundo da igreja, eu ou&ccedil;o o padre a partir a h&oacute;stia. Ou&ccedil;o-o porque estou &agrave; espera disso para acompanhar a cerim&oacute;nia&rdquo;.<\/p>\n<p>Manuel Dias vive a Eucaristia de forma sensitiva. Os seus sentidos aliam-se &agrave; raz&atilde;o e mostram um mundo novo, diferente da rotina em que se esconde a f&eacute; partilhada. O invis&iacute;vel fica vis&iacute;vel perante o olhar de um invisual.<\/p>\n<p>&ldquo;Uma igreja antiga tem um cheiro diferente, cheira a milhares de pessoas que ali passaram. As pedras sugam as pessoas que ali passaram e sentimos um cheiro diferente&rdquo;.<\/p>\n<p>O alimento, o sentir a comunidade, o cheiro, a palavra escutada s&atilde;o um convite completo deixado como memorial para ser celebrado por todos os homens.<\/p>\n<p>Esta reportagem pode ser escutada no <a href=\"..\/..\/radio\/\">programa da Ecclesia na Antena 1<\/a> esta Quinta-feira, dia da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O som desperta a mem&oacute;ria para imagens de outros tempos, o cheiro torna-se familiar e o paladar traz recorda&ccedil;&otilde;es que hoje ajudam Manuel Lopes Dias a ver a vida de outra forma. A viv&ecirc;ncia da Eucaristia hoje &eacute; diferente. 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