{"id":45654,"date":"2010-06-01T11:58:27","date_gmt":"2010-06-01T11:58:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/01\/investir-na-cultura-da-vida\/"},"modified":"2010-06-01T11:58:27","modified_gmt":"2010-06-01T11:58:27","slug":"investir-na-cultura-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/investir-na-cultura-da-vida\/","title":{"rendered":"Investir na Cultura da Vida"},"content":{"rendered":"<p>Que todas as institui\u00e7\u00f5es nacionais e transnacionais se comprometam a garantir o respeito pela vida humana, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu fim natural. [Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de JUNHO] <!--more--> <\/p>\n<p>1.Cultura da morte e nega&ccedil;&atilde;o da vida como direito absoluto<\/p>\n<p>A segunda metade do s&eacute;culo XX viu a generaliza&ccedil;&atilde;o do aborto legal, a pedido, como um avan&ccedil;o jur&iacute;dico indiscut&iacute;vel e um progresso no &acirc;mbito da liberdade pes-soal. Deste modo, a desprotec&ccedil;&atilde;o legal da vida humana mais indefesa e inocente &ndash; a das crian&ccedil;as n&atilde;o nascidas &ndash; tornou-se um objectivo civilizacional de que nenhuma sociedade &laquo;progressista&raquo; podia prescindir. Conseguida a liberaliza&ccedil;&atilde;o do aborto e a sua banaliza&ccedil;&atilde;o por via legal, os promotores desta cultura da morte voltaram-se para o outro extremo da vida humana, onde ela se apresenta igualmente mais fragi-lizada &ndash; e encontram-se agora na linha da frente, tendo em vista a legaliza&ccedil;&atilde;o e libe-raliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. No in&iacute;cio, esta exig&ecirc;ncia de &laquo;progresso&raquo; era considerada como o &uacute;ltimo &laquo;recurso&raquo; de idosos ou doentes incur&aacute;veis. Hoje, por&eacute;m, a eutan&aacute;sia j&aacute; &eacute; apresentada como um direito de qualquer pessoa, em qualquer fase da exist&ecirc;n-cia que, por algum motivo, solicite aux&iacute;lio m&eacute;dico para morrer &ndash; e, em casos extre-mos, um direito da fam&iacute;lia ou da sociedade face a pessoas que, por algum motivo, n&atilde;o sejam capazes de exercer autonomamente tal &laquo;direito&raquo; e cuja vida seja considerada sem qualidade.<\/p>\n<p>2. Consequ&ecirc;ncias<\/p>\n<p>Relativamente &agrave; eutan&aacute;sia, come&ccedil;amos apenas a vislumbrar o tipo de socie-dade impiedosa, violenta e profundamente ego&iacute;sta para a qual nos encaminhamos. Quanto ao aborto, falam os n&uacute;meros: em Portugal, 19.000 crian&ccedil;as foram legalmen-te eliminadas, antes de nascerem, s&oacute; no ano de 2009; em Espanha, vinte anos de aborto legal t&ecirc;m como resultado um milh&atilde;o de crian&ccedil;as mortas antes de nascerem; na Europa comunit&aacute;ria, faz-se um milh&atilde;o e duzentos mil abortos cada ano; na R&uacute;s-sia, no &uacute;ltimo ano, o n&uacute;mero de abortos foi igual ao de nascimentos; nos Estados Unidos, h&aacute; mais de um milh&atilde;o de abortos por ano. Por outro lado, s&atilde;o cada vez mais frequentes as not&iacute;cias de crian&ccedil;as abortadas que sobrevivem durante longas horas de agonia, como sucedeu recentemente em It&aacute;lia. Tais crian&ccedil;as, nos Estados Unidos, n&atilde;o t&ecirc;m direito a nenhum tipo de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica &ndash; s&atilde;o tratadas sim-plesmente como mortas, estando ainda vivas&#8230; Os n&uacute;meros poderiam continuar. Estes, por&eacute;m, s&atilde;o suficientes para se entender a galeria de horrores em que o abor-to transformou muitos hospitais p&uacute;blicos e tantas &laquo;cl&iacute;nicas&raquo; privadas com dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva ao neg&oacute;cio da morte &ndash; tudo feito com a protec&ccedil;&atilde;o da lei e, na maior parte dos casos, pago pelo dinheiro dos contribuintes. Depois, admiram-se que vivamos em sociedades cada vez mais violentas, emocionalmente exaustas, culturalmente decadentes, nas quais nenhum valor &ndash; a n&atilde;o ser o ego&iacute;smo individual &ndash; merece cui-dado e protec&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>3. A longa luta em favor da vida<\/p>\n<p>Aqueles que se batem por um outro tipo de civiliza&ccedil;&atilde;o, na qual os mais fr&aacute;geis sejam os mais protegidos, t&ecirc;m um caminho longo e penoso pela frente. Ser&atilde;o cada vez mais ostracizados e olhados como inimigos do progresso e da liberdade. Tal, por&eacute;m, &eacute; um pequeno pre&ccedil;o a pagar, quando se olha aos objectivos: &laquo;Actuar em favor da vida &eacute; contribuir para o renovamento da sociedade, atrav&eacute;s da edifica&ccedil;&atilde;o do bem comum&raquo; (Jo&atilde;o Paulo II). Os crist&atilde;os n&atilde;o podem alhear-se deste servi&ccedil;o &agrave; comunidade &ndash; como, infelizmente, tem acontecido com alguma frequ&ecirc;ncia. Nem podem cair na armadilha de dizer &ndash; seguindo o discurso da moda &ndash; que h&aacute; outras causas igualmente importantes. H&aacute;, sem d&uacute;vida, muitas causas importantes, a merecer o empenho dos crist&atilde;os. Nenhuma, por&eacute;m, &eacute; mais importante, pois esta define todas as outras. Afinal, apostar na &laquo;cultura da vida&raquo; &eacute; investir num futuro mais humano, o &uacute;nico que verdadeiramente importa. E vale a pena, vale todas as penas, mesmo se, por agora, a cultura da vida n&atilde;o surge particularmente valorizada no &laquo;mercado&raquo; das propostas concorrentes que se enfrentam na &laquo;bolsa de valores&raquo; onde se joga o presente e o futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Elias Couto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que todas as institui\u00e7\u00f5es nacionais e transnacionais se comprometam a garantir o respeito pela vida humana, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu fim natural. 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