{"id":45651,"date":"2010-06-01T11:38:09","date_gmt":"2010-06-01T11:38:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/01\/renovar-a-esperanca-desbravando-caminhos\/"},"modified":"2010-06-01T11:38:09","modified_gmt":"2010-06-01T11:38:09","slug":"renovar-a-esperanca-desbravando-caminhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/renovar-a-esperanca-desbravando-caminhos\/","title":{"rendered":"Renovar a esperan\u00e7a, desbravando caminhos"},"content":{"rendered":"<p>Parece claro a muita gente que a visita de Bento XVI a Portugal nos bafejou com a renova&ccedil;&atilde;o da Esperan&ccedil;a. Nas suas diferentes comunica&ccedil;&otilde;es e contactos, mostrou que existem motivos para uma forte uni&atilde;o a favor do entendimento m&uacute;tuo, respeitando o pluralismo, e do bem comum. No dom&iacute;nio social &#8211; onde se situa esta breve reflex&atilde;o &#8211; talvez se possam real&ccedil;ar quatro propostas fundamentais: a intensifica&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo; a interven&ccedil;&atilde;o nos mecanismos socioecon&oacute;micos; a dinamiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es eclesiais de ac&ccedil;&atilde;o social; e o papel dos leigos na Igreja e na sociedade. N&atilde;o sendo poss&iacute;vel abordar agora as quatro propostas, limito-me &agrave; primeira &#8211; o di&aacute;logo. E, porque escolho uma abordagem prospectiva &#8211; n&atilde;o tendo a veleidade de interpretar o pensamento papal &#8211; detenho-me, t&atilde;o somente, no imperativo dialogal dentro das nossas realidades econ&oacute;micas e sociopol&iacute;ticas.<\/p>\n<p>Antes de mais, h&aacute; que evitar a tend&ecirc;ncia para reduzir o di&aacute;logo eclesial ao que se recomenda entre a Igreja e o mundo, particularmente o mundo da cultura. Apesar da sua relev&acirc;ncia, n&atilde;o podemos continuar a manter duas graves lacunas, muito antigas entre n&oacute;s: Refiro-me ao di&aacute;logo social no interior da Igreja, e ao di&aacute;logo de interven&ccedil;&atilde;o nas diferentes estruturas da ordem terrestre.<\/p>\n<p>O di&aacute;logo social no interior da Igreja, praticamente inexistente at&eacute; agora, tem como base as rela&ccedil;&otilde;es entre trabalhadores, empres&aacute;rios e outros agentes econ&oacute;mico-sociais, e visa fundamentalmente: O aprofundamento da realidade econ&oacute;mico-social e da doutrina social da Igreja; a procura dos consensos poss&iacute;veis para a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas socioecon&oacute;micos; &agrave; luz dessa doutrina; o contributo para uma opini&atilde;o p&uacute;blica, plural, dentro e fora da Igreja; o apoio de rectaguarda aos cat&oacute;licos empenhados nas associa&ccedil;&otilde;es sindicais, empresariais ou de outra natureza, na negocia&ccedil;&atilde;o colectiva, na concerta&ccedil;&atilde;o social&#8230;<\/p>\n<p>O di&aacute;logo de interven&ccedil;&atilde;o nas diferentes estruturas da ordem terrestre deveria realizar-se, dentro e fora delas. A fam&iacute;lia, o espa&ccedil;o de conv&iacute;vio, a escola, a creche, o lar ou centro de dia, a empresa, a associa&ccedil;&atilde;o, o meio de comunica&ccedil;&atilde;o social, o departemento p&uacute;blico, a unidade de sa&uacute;de, o partido pol&iacute;tico, o &oacute;rg&atilde;o de soberania&#8230; s&atilde;o exemplos de estruturas onde se imp&otilde;e que os crist&atilde;os actuem, sistematicamente, a favor da justi&ccedil;a, da solidariedade e da humaniza&ccedil;&atilde;o. O convite pontif&iacute;cio a que fa&ccedil;amos das nossas &laquo;vidas lugares de beleza&raquo; aponta claramente neste sentido; e interliga-se com o apelo conciliar para se &laquo;impregnar e aperfei&ccedil;oar com o esp&iacute;rito evang&eacute;lico a ordem temporal&raquo; (&laquo;A postolicam Actuositatem&raquo;, 1965, n&ordm;. 5). O pr&oacute;prio Bento XVI se fez eco deste apelo no n&ordm;. 29 da enc&iacute;clica &laquo;Deus Caritas Est&raquo;, 2005: &laquo;&Eacute; miss&atilde;o dos fieis leigos configurar rectamente a vida social, respeitando a sua leg&iacute;ma autonomia e cooperando, segundo a respectiva compet&ecirc;ncia e sob a pr&oacute;pria responsabilidade, com os outros cidad&atilde;os&raquo;. Em fidelidade a estas interpela&ccedil;&otilde;es, ocorre perguntar: Quantos grupos e movimentos de leigos portugueses actuam assim, de maneira sistem&aacute;tica? Qual a articula&ccedil;&atilde;o &#8211; comunh&atilde;o &#8211; entre eles? Que propostas apresentam para a solu&ccedil;&atilde;o dos graves problemas com que se debate o povo portugu&ecirc;s? Avaliam periodicamente os resultados da sua ac&ccedil;&atilde;o, bem como seus consensos e desentendimentos? Programam regularmente novas ac&ccedil;&otilde;es para o futuro, respeitando sempre a base evang&eacute;lica e o fim &uacute;ltimo comuns, a par do saud&aacute;vel pluralismo sociopol&iacute;tico?<\/p>\n<p>Ac&aacute;cio F. Catarino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece claro a muita gente que a visita de Bento XVI a Portugal nos bafejou com a renova&ccedil;&atilde;o da Esperan&ccedil;a. Nas suas diferentes comunica&ccedil;&otilde;es e contactos, mostrou que existem motivos para uma forte uni&atilde;o a favor do entendimento m&uacute;tuo, respeitando o pluralismo, e do bem comum. 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