{"id":45646,"date":"2010-06-01T11:29:58","date_gmt":"2010-06-01T11:29:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/06\/01\/a-ponte\/"},"modified":"2010-06-01T11:29:58","modified_gmt":"2010-06-01T11:29:58","slug":"a-ponte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-ponte\/","title":{"rendered":"A ponte"},"content":{"rendered":"<p>Interessa potenciar esta visita como \u201csurpresa\u201d para os que est\u00e3o perto e longe do Evangelho. Foi aberta uma nova ponte com o mundo laico <!--more--> <\/p>\n<p>&Eacute; natural que da visita do papa Bento XVI a Portugal fique mais o &ldquo;acontecimento&rdquo; no seu todo que o conjunto de 17 &ldquo;discursos&rdquo; que proferiu entre sauda&ccedil;&otilde;es, preces, entrevistas e homilias. Mas as suas palavras foram, de si, acontecimento. Se algumas foram circunstanciais e de protocolo outras, as principais, foram fruto de reflex&atilde;o e proposta &agrave; Igreja e ao mundo em Portugal. Pena seria se, tanto a nossa sociedade civil, como a comunidade eclesial reduzissem tudo a um encontro de cortesia dum chefe de Estado ou duma apoteose simp&aacute;tica do &ldquo;chefe&rdquo; da Igreja.<\/p>\n<p>O todo da mensagem do Papa foi repassado duma reflex&atilde;o que ter&aacute; acontecido dentro da nossa pr&oacute;pria Igreja nas sugest&otilde;es que de Portugal foram enviadas a Roma mas que, meditadas e assumidas pelo Sumo Pont&iacute;fice, se transformaram em acto de magist&eacute;rio para o tempo que vivemos e o pa&iacute;s que somos.<\/p>\n<p>Ser&aacute; por isso de suma import&acirc;ncia que as comunidades crist&atilde;s, no novo ano pastoral, cruzem os planos diocesanos, de par&oacute;quia, movimento, com a palavra mais actual do sucessor de Pedro sobre a nossa realidade humana e eclesial. Importa n&atilde;o desperdi&ccedil;ar em vagos considerandos este &ldquo;testamento&rdquo; riqu&iacute;ssimo que nos deixou Bento XVI que tem a ver com a nossa dignidade hist&oacute;rica, o di&aacute;logo com a cultura do nosso tempo, a import&acirc;ncia do empenhamento social, a espiri-tualidade como fonte inspiradora das nossas vidas, a consagra&ccedil;&atilde;o vivida em fraternidade profunda, F&aacute;tima como uma mensagem inacabada, a evangeliza&ccedil;&atilde;o como proposta e n&atilde;o imposi&ccedil;&atilde;o. E, &agrave; cabe&ccedil;a, a magistral entrevista concedida no avi&atilde;o, de improviso, com a flu&ecirc;ncia e a limpidez liter&aacute;ria dum comp&ecirc;ndio de sabedoria longamente meditado. Assim, iremos mais longe que a hospitalidade lus&iacute;ada, o entusiasmo de multid&otilde;es, as celebra&ccedil;&otilde;es vivas de participa&ccedil;&atilde;o, a beleza e interioridade dos grandes momentos lit&uacute;rgicos. Interessa potenciar esta visita como &ldquo;surpresa&rdquo; para os que est&atilde;o perto e longe do Evangelho. Foi aberta uma nova ponte com o mundo laico. N&atilde;o se pede que seja escrito um novo catecismo ou comp&ecirc;ndio de pastoral, espiri-tualidade, evangeliza&ccedil;&atilde;o ou moral. Mas podemos dizer que esta &eacute; a palavra da Igreja mais pr&oacute;xima no tempo e incarnada na realidade concreta do nosso pa&iacute;s.<\/p>\n<p>E que a esperan&ccedil;a de que foi portador v&aacute; muito al&eacute;m duma alegria vaga e reverencial. E se alicerce nas raz&otilde;es profundas da nossa esperan&ccedil;a que continuamente redescobrimos. A raz&atilde;o e a f&eacute; de Bento XVI vieram ajudar-nos a uma coloca&ccedil;&atilde;o harmoniosa do nosso crer e do amar o nosso mundo. N&atilde;o podemos, seja a que pretexto for, desperdi&ccedil;ar este sinal que nos foi enviado.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interessa potenciar esta visita como \u201csurpresa\u201d para os que est\u00e3o perto e longe do Evangelho. 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