{"id":45614,"date":"2010-05-29T12:20:09","date_gmt":"2010-05-29T12:20:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/29\/governo-quer-misericordias-a-completar-estado-na-saude\/"},"modified":"2010-05-29T12:20:09","modified_gmt":"2010-05-29T12:20:09","slug":"governo-quer-misericordias-a-completar-estado-na-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/governo-quer-misericordias-a-completar-estado-na-saude\/","title":{"rendered":"Governo quer Miseric\u00f3rdias a completar Estado na Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Congresso de Vila do Conde j\u00e1 considerado hist\u00f3rico <!--more--> <\/p>\n<p>O secret&aacute;rio de Estado Adjunto e da Sa&uacute;de, Manuel Pizarro, afirmou querer passar a uma &laquo;contrata&ccedil;&atilde;o efectiva&raquo; o acordo &laquo;gen&eacute;rico&raquo; e consensual de que as Miseric&oacute;rdias portuguesas s&atilde;o fundamentais para um Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS) mais equilibrado e &aacute;gil. Para o governante, afirmar o princ&iacute;pio da complementaridade entre as Miseric&oacute;rdias e o Estado &eacute; &laquo;assunto adquirido&raquo;, pelo que se comprometeu ontem a rubricar com aquelas institui&ccedil;&otilde;es alguns contratos de servi&ccedil;os at&eacute; ao final do ano.<\/p>\n<p>A garantia deixada por Manuel Pizarro na abertura do I Congresso do Grupo Miseric&oacute;rdias Sa&uacute;de suscitou um efusivo aplauso dos participantes no evento que se realiza no &acirc;mbito dos 500 anos da Miseric&oacute;rdia de Vila do Conde.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio de Estado defendeu que sejam dados passos no sentido de uma &laquo;maior transpar&ecirc;ncia e rigor&raquo; nas rela&ccedil;&otilde;es entre o Estado e as Miseric&oacute;rdias e que cada um saiba o papel que dever&aacute; ocupar e desenvolver no que ao SNS diz respeito.<\/p>\n<p>Garantindo que participava naquele congresso sem preconceitos e &laquo;ideias fixas&raquo;, o governante n&atilde;o deixou de destacar o &laquo;trabalho hist&oacute;rico&raquo; das Miseric&oacute;rdias em Portugal, concretamente ao n&iacute;vel da Sa&uacute;de, e a certifica&ccedil;&atilde;o de qualidade que nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m conferido &agrave;quela &aacute;rea em particular.<\/p>\n<p>Ora, isso, na sua opini&atilde;o &laquo;d&aacute; garantia e solidez&raquo; ao cumprimento dos compromissos j&aacute; assumidos e a estabelecer. Miseric&oacute;rdias e Estado t&ecirc;m de participar numa &laquo;vis&atilde;o comum&raquo; sobre as necessidades do SNS numa perspectiva de servi&ccedil;o, adiantou Manuel Pizarro.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio de Estado destacou ainda o car&aacute;cter social da rentabilidade alcan&ccedil;ada pelas Miseric&oacute;rdias. Se no sector privado os lucros se repartem pelos investidores, no sector social &ndash; o tamb&eacute;m designado terceiro sector &ndash; os proveitos obtidos com a gest&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de s&atilde;o para reinvestir em proveito da comunidade. &laquo;As Miseric&oacute;rdias s&atilde;o, por isso, tamb&eacute;m elemento de desenvolvimento local que est&aacute; muito para al&eacute;m da Sa&uacute;de&raquo;, salientou o governante.<\/p>\n<p><strong>SAP s&atilde;o &laquo;anomalia&raquo; instalada no SNS<br \/><\/strong>Assegurando que n&atilde;o estava ali para anunciar nenhum encerramento de Servi&ccedil;os de Atendimento Permanente (SAP), Manuel Pizarro n&atilde;o deixou de dizer que &laquo;os SAP s&atilde;o uma anomalia do SNS&raquo;. S&atilde;o, continuou o governante, &laquo;uma anomalia que se instalou no nosso pa&iacute;s&raquo;. &laquo;Se o SNS funcionasse de forma adequada n&atilde;o haveria necessidade dos SAP&raquo;, indicou o secret&aacute;rio de Estado que considera a Sa&uacute;de como um dos sectores mais importantes para a vida das sociedades modernas.<\/p>\n<p>O governante, que falava para cerca de quatro centenas de congressistas &ndash; a maioria provedores e mes&aacute;rios de muitas das Miseric&oacute;rdias existentes em Portugal &ndash; sublinhou que &laquo;o discurso das dificuldades n&atilde;o &eacute; um discurso de futuro&raquo; e que n&atilde;o se pode esquecer &laquo;o bem que se faz&raquo;, neste sector pelo Estado, pelos privados e tamb&eacute;m, em crescente presen&ccedil;a, pelas Miseric&oacute;rdias.<\/p>\n<p>A maior esperan&ccedil;a de vida &laquo;coloca novas exig&ecirc;ncias&raquo; n&atilde;o apenas &agrave; Sa&uacute;de como a toda a sociedade. &laquo;A batalha n&atilde;o pode ser ganha apenas pelo Estado mas tamb&eacute;m por todos os agentes&raquo; que se movimentam nesta &aacute;rea.<\/p>\n<p>&laquo;Temos de encontrar, porque o objectivo &eacute; o mesmo, os f&oacute;runs e espa&ccedil;os adequados&raquo;, salientou Manuel Pizarro, adiantando que &laquo;este congresso &eacute; um passo muito importante nesse sentido&raquo;.<\/p>\n<p><strong>&ldquo;M&aacute;quina&rdquo; do Minist&eacute;rio n&atilde;o compreende Miseric&oacute;rdias<br \/><\/strong>O presidente da Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos destacou a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o do I Congresso do Grupo Miseric&oacute;rdias Sa&uacute;de como factor &laquo;essencial&raquo; para que os respons&aacute;veis administrativos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), &laquo;a famosa &ldquo;m&aacute;quina&rdquo; do Minist&eacute;rio, perceba, de uma vez por todas, que as Miseric&oacute;rdias s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es de utilidade p&uacute;blica, que n&atilde;o s&atilde;o sector privado e que n&atilde;o est&atilde;o no mercado&raquo;.<\/p>\n<p>Manuel de Lemos disse ser &laquo;importante que a &ldquo;m&aacute;quina&rdquo; perceba, de uma vez por todas, que as Miseric&oacute;rdias s&atilde;o complementares do Estado e ser complementar n&atilde;o &eacute; ser supletivo. Assinalou ainda o presidente da UMP que &laquo;&eacute; importante, finalmente, que a &ldquo;m&aacute;quina&rdquo; perceba, de uma vez por todas que as dificuldades econ&oacute;micas que o Mundo atravessa e, muito particularmente Portugal, exigem um recurso crescente &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es do sector social&raquo;. O presidente do Grupo Miseric&oacute;rdias Sa&uacute;de, Salazar Coimbra voltou a recordar que a &laquo;complementaridade&raquo; entre Miseric&oacute;rdias e Estado &laquo;tem sido muito discreta e, a maioria das vezes, com lacunas de compreens&atilde;o pelos pr&oacute;prios doentes, pelas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e respectivos dirigentes&raquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m o presidente do congresso e provedor da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Vila do Conde, Arlindo Maia, destacou que &laquo;as Miseric&oacute;rdias sempre primaram por providenciar &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es, cuidados de sa&uacute;de de proximidade com carinha e humanidade&raquo;.<\/p>\n<p><em>&laquo;Di&aacute;rio do Minho&raquo;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Congresso de Vila do Conde j\u00e1 considerado hist\u00f3rico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[174],"class_list":["post-45614","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-coimbra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45614"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45614\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}