{"id":45610,"date":"2010-05-29T11:23:45","date_gmt":"2010-05-29T11:23:45","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/29\/90-anos-de-d-aurelio-granada-escudeiro\/"},"modified":"2010-05-29T11:23:45","modified_gmt":"2010-05-29T11:23:45","slug":"90-anos-de-d-aurelio-granada-escudeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/90-anos-de-d-aurelio-granada-escudeiro\/","title":{"rendered":"90 anos de D. Aur\u00e9lio Granada Escudeiro"},"content":{"rendered":"<p>O Bispo Em\u00e9rito de Angra exerceu fun\u00e7\u00f5es episcopais entre 1974 e 1996 na Diocese a\u00e7oriana.  <!--more--> <\/p>\n<p>Faz hoje 90 anos D. Aur&eacute;lio Granada Escudeiro, Bispo Em&eacute;rito de Angra, que exerceu fun&ccedil;&otilde;es entre 1974 e 1996 na Diocese a&ccedil;oriana.<\/p>\n<p>O antecessor de D. Ant&oacute;nio de Sousa Braga foi o 37.&ordm; Bispo de Angra, encontrando-se a residir actualmente na sua terra natal, em Alcains, Castelo Branco.<\/p>\n<p>D. Aur&eacute;lio Granada Escudeiro foi eleito bispo titular de Drusiliana e coadjutor de Angra a 18 de Mar&ccedil;o de 1974, tendo a sua entrada solene na Sede Episcopal angrense acontecido a 19 de Junho desse mesmo ano.<\/p>\n<p>&ldquo;Homem de trabalho&rdquo;, &ldquo;persistente&rdquo; e de &ldquo;convic&ccedil;&otilde;es profundas&rdquo; &ndash; esta &eacute; apenas alguma da adjectiva&ccedil;&atilde;o que o &uacute;ltimo padre ordenado pelo anterior bispo (D. Manuel Afonso de Carvalho) e o primeiro a ser colocado por D. Aur&eacute;lio, o P.e Francisco Dolores, usa para descrever, em tra&ccedil;os gerais, o car&aacute;cter do chefe da Igreja a&ccedil;oriana de ent&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Era um homem da grande escola da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa, um dos grande impulsionadores do pa&iacute;s&rdquo;, referiu.<\/p>\n<p>Datam do in&iacute;cio do seu bispado, algumas provid&ecirc;ncias de ordem pastoral, junto do Conselho Presbiteral, tendo aprovado poucos meses depois, em Novembro, o Estatuto do Conselho Presbiteral.<\/p>\n<p>&Eacute; da sua autoria a cria&ccedil;&atilde;o do Secretariado Regional para a Pastoral das Migra&ccedil;&otilde;es (criado a 5 de Fevereiro de 1975) e, mais tarde, a Comiss&atilde;o Diocesana para a Comunica&ccedil;&atilde;o Social (22 de Abril de 1976).<\/p>\n<p>De recordar que, D. Aur&eacute;lio atravessa o per&iacute;odo conturbado do p&oacute;s 25 de Abril, com o processo de descoloniza&ccedil;&atilde;o ultramarina africana a acontecer e o consequente e inevit&aacute;vel retorno de milhares de desalojados. Este facto f&aacute;-lo criar a Comiss&atilde;o Diocesana de Ajuda aos Refugiados, que teve importante papel sob o triplo ponto de vista material, espiritual e social nas ilhas.<\/p>\n<p><strong>Trabalho infatig&aacute;vel de pastoral nas ilhas<br \/><\/strong>Transmitindo os poderes prescritos na Carta Apost&oacute;lica de Paulo VI, Ecclesiae Santae Regimen, D. Aur&eacute;lio Granada Escudeiro nomeia alguns sacerdotes vig&aacute;rios episcopais, e, seguidamente, ocupa outros na responsabilidade das ouvidorias, dedicando-se, a partir da&iacute;, a um trabalho intenso e infatig&aacute;vel de pastoral nestas Ilhas.<\/p>\n<p>&Eacute; neste per&iacute;odo que efectua diversas desloca&ccedil;&otilde;es e visitas ao Episcopado Portugu&ecirc;s, contactando, pessoalmente, no Canad&aacute; a comunidade a&ccedil;oriana radicada naquele pa&iacute;s e presidindo em Winnipeg, a convite do Cardeal-Arcebispo, &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da festividade em honra da Senhora de F&aacute;tima. Essa viagem proporcionou-lhe reuni&otilde;es e debates, com o clero residente, no tocante a problemas intrinsecamente relacionados com a assist&ecirc;ncia religiosa ao emigrante a&ccedil;oriano.<\/p>\n<p>Incorporou-se na peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana do Ano Santo, a Roma, tendo o Papa Paulo VI, na audi&ecirc;ncia que deu na Pra&ccedil;a de S. Pedro do Vaticano a grupos de peregrinos, distinguido com a Sua Palavra, em l&iacute;ngua portuguesa, os peregrinos e a Diocese dos A&ccedil;ores. Os seus conhecimentos e, sobretudo, a sua experi&ecirc;ncia adquirida no campo da pastoral das migra&ccedil;&otilde;es levaram a Confer&ecirc;ncia Episcopal a eleg&ecirc;-lo vogal da Comiss&atilde;o Episcopal Portuguesa para as Migra&ccedil;&otilde;es e Turismo. Na sequ&ecirc;ncia do seu m&uacute;nus prelat&iacute;cio sagrou na Ilha Terceira a paroquial de S. Jorge das Doze Ribeiras, (9.VIII.1975) e criou a par&oacute;quia da Algarvia em S. Miguel, desmembrando-a da de S. Pedro de Nordestinho (15.IV.1976). Procedeu &agrave; b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do lan&ccedil;amento da primeira pedra do Mosteiro das Clarissas, Calhetas, na Ilha de S. Miguel (20.V.1976).<\/p>\n<p>Ap&oacute;s o falecimento de D. Manuel Afonso de Carvalho, foi nomeado bispo residencial (30 de Junho de 1979), vindo a tomar a respectiva posse um m&ecirc;s depois. A bula de preconiza&ccedil;&atilde;o foi emanada do Papa Jo&atilde;o Paulo II.<\/p>\n<p><strong>Ac&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica multifacetada<br \/><\/strong>D. Aur&eacute;lio Granada Escudeiro nasceu em Alcains, Castelo Branco (a 29 de Maio de 1920), filho de Jo&atilde;o Louren&ccedil;o Escudeiro e de D. Maria Belarmina Nunes Granada Pinheiro. Fez os seus estudos nos Semin&aacute;rios de Gavi&atilde;o, Alcains e Olivais, vindo a exercer, ainda antes de ordenado, o professorado no Semin&aacute;rio de Gavi&atilde;o. Presb&iacute;tero (Portalegre, 17 Janeiro de 1943), celebrou a sua primeira missa em Alcains, sua terra natal, alguns dias depois, a 24. Num per&iacute;odo de 20 anos a sua ac&ccedil;&atilde;o &eacute; multifacetada, quer como p&aacute;roco em Gavi&atilde;o (1943-44) e Ortiga, Ma&ccedil;&atilde;o (1944-48), quer como professor de Religi&atilde;o no Liceu de Castelo Branco (1948-52) e em dois outros col&eacute;gios, quer ainda, e, principalmente, como grande movimentador da obra da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica (AC). <\/p>\n<p>Neste campo vast&iacute;ssimo, foi assistente da A.C. dos Adultos Masculinos e da juventude Cat&oacute;lica Feminina; por delibera&ccedil;&atilde;o do Episcopado desempenhou-se como assistente geral da LAC e da JAC(F), actividades estas que o ocuparam durante quinze anos, vindo tamb&eacute;m a ser nomeado assistente da JCF, miss&atilde;o esta que o obrigou a constantes jornadas no Continente e nos A&ccedil;ores, sob cuja orienta&ccedil;&atilde;o decorreram cursos, encontros e retiros destinados ao clero, ao laicado e a Ordens religiosas. A sua inser&ccedil;&atilde;o nestas actividades fizeram que se deslocasse at&eacute; &Aacute;frica (Angola e Mo&ccedil;ambique) e &agrave; &Iacute;ndia (Goa), usufruindo bons resultados em sucessivos encontros e reuni&otilde;es internacionais. N&atilde;o se eximindo ao trabalho dedicou-se &agrave; imprensa e foi redactor principal do seman&aacute;rio Reconquista, al&eacute;m de colaborar activamente em jornais e boletins da A.C.. <\/p>\n<p>De sua autoria a prepara&ccedil;&atilde;o de colect&acirc;neas de textos sobre doutrina da Igreja e a tradu&ccedil;&atilde;o de obras de car&aacute;cter teol&oacute;gico. Foi representante da Igreja junto do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. No circulo da A.C. desempenhou-se ainda como assistente Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Internacional ao Servi&ccedil;o da Juventude Feminina (1964-74) e como secret&aacute;rio, pouco depois director, Nacional das Obras Cat&oacute;licas Portuguesas para as Migra&ccedil;&otilde;es. Neste &uacute;ltimo ano (1974) foi nomeado secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o Episcopal de Migra&ccedil;&otilde;es, desenvolvendo nesse cargo grande actividade com participa&ccedil;&atilde;o frequente em congressos e reuni&otilde;es a n&iacute;vel internacional, apresentando teses, contactando mission&aacute;rios e auscultando emigrantes, em quase todos os pa&iacute;ses da Europa, Estados Unidos e Canad&aacute;.<\/p>\n<p><strong>Do processo de reconstru&ccedil;&atilde;o ao culto do Senhor Santo Cristo<br \/><\/strong>D. Aur&eacute;lio Granada Escudeiro foi grande impulsionador do culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, tendo para o efeito convidado para presidirem &agrave;s festas micaelenses Bispos e Cardeais de diversas partes do mundo, e mandou que se preparasse a introdu&ccedil;&atilde;o do processo de beatifica&ccedil;&atilde;o da Veneranda Madre Teresa d&#8217;Anunciada, de que obteve da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa o &#8220;nihil obstat&#8221; .<\/p>\n<p>Este foi um bispo que deu igualmente uma aten&ccedil;&atilde;o especial aos Romeiros.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m da sua responsabilidade a vinda do Papa Jo&atilde;o Paulo II, em Abril de 1991, &agrave;s ilhas Terceira e S&atilde;o Miguel.<\/p>\n<p>O Prelado acompanhou todo o processo da reconstru&ccedil;&atilde;o do sismo de 1 de Janeiro de 1980, que atingiu as ilhas Terceira, Graciosa e S. Jorge e obrigou a um enorme esfor&ccedil;o de recupera&ccedil;&atilde;o das igrejas e outros bens eclesi&aacute;sticos, sendo a S&eacute; Catedral &#8211; gravemente atingida &#8211; reaberta ao culto em 1985, em cerim&oacute;nia presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Ant&oacute;nio Ribeiro.<\/p>\n<p>Em 1992 presidiu em Angra do Hero&iacute;smo ao I Congresso Diocesano de Leigos, cujas conclus&otilde;es apontavam para a elabora&ccedil;&atilde;o de um Plano de Ac&ccedil;&atilde;o Pastoral para a Diocese, que foi aprovado e implementado a partir de 1994 atrav&eacute;s de programas anuais.<\/p>\n<p>Ao longo dos seus vinte e dois anos &agrave; frente da Diocese de Angra D. Aur&eacute;lio acalentou v&aacute;rios projectos pastorais, alguns dos quais nunca foram executados, como s&atilde;o os casos da &#8220;R&aacute;dio Renascen&ccedil;a &#8211; A&ccedil;ores&#8221; e a extens&atilde;o da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa a que o Semin&aacute;rio de Angra ficaria agregado, bem como os processos de canoniza&ccedil;&atilde;o do Beato Jo&atilde;o Baptista Machado (Padroeiro Principal da Diocese), da Madre Teresa da Anunciada e da jovem m&aacute;rtir Maria Vieira .<\/p>\n<p>A 30 de Junho de 1996, D. Ant&oacute;nio de Sousa Braga sucedeu a D. Aur&eacute;lio Escudeiro como Bispo Diocesano<\/p>\n<p><em>Jornal &laquo;A Uni&atilde;o&raquo;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Bispo Em\u00e9rito de Angra exerceu fun\u00e7\u00f5es episcopais entre 1974 e 1996 na Diocese a\u00e7oriana.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[92,106,169,172,203,248,267,291,320],"class_list":["post-45610","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-25-de-abril","tag-angola","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-de-braga","tag-europa","tag-madre-teresa","tag-natal","tag-refugiados","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45610"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45610\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}