{"id":45560,"date":"2010-05-25T15:26:40","date_gmt":"2010-05-25T15:26:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/25\/visita-do-papa-a-portugal-deve-ter-consequencias\/"},"modified":"2010-05-25T15:26:40","modified_gmt":"2010-05-25T15:26:40","slug":"visita-do-papa-a-portugal-deve-ter-consequencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/visita-do-papa-a-portugal-deve-ter-consequencias\/","title":{"rendered":"Visita do Papa a Portugal deve ter consequ\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p>Viagem de Bento XVI ofereceu \u00abum renovado impulso espiritual\u00bb e apontou prioridades para a Igreja <!--more--> <\/p>\n<p>O acolhimento a Bento XVI durante a sua estadia em Portugal e as implica&ccedil;&otilde;es, na Igreja e no pa&iacute;s, das palavras que proferiu durante a visita marcam o dossier que a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA apresenta esta semana.<\/p>\n<p>O presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Cat&oacute;lica, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=79827\">Joaquim Azevedo<\/a>, considera que a viagem de Bento XVI ofereceu &ldquo;um renovado impulso espiritual&rdquo; e apontou duas prioridades para as estruturas eclesiais: serem capazes de &ldquo;chegar aos cora&ccedil;&otilde;es&rdquo; e manterem a certeza de que a sua ac&ccedil;&atilde;o deriva de Deus.<\/p>\n<p>O professor universit&aacute;rio contrap&otilde;e duas realidades de sinais opostos que ocorreram durante a visita do Papa: &ldquo;o an&uacute;ncio, por parte do Governo, de medidas muito dif&iacute;ceis e penalizadoras, sobretudo para os mais pobres&rdquo; e a celebra&ccedil;&atilde;o da missa no Porto, momento assinalado por uma &ldquo;beleza&rdquo; que abre &ldquo;horizontes de plenitude, confian&ccedil;a e paz&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Onde moram a esperan&ccedil;a e a confian&ccedil;a que habitam cada um de n&oacute;s?&rdquo;, questiona Joaquim Azevedo, sugerindo que &ldquo;talvez, nunca como hoje, este pa&iacute;s precise da Igreja e da actualiza&ccedil;&atilde;o da sua Voca&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>Para o presidente do Centro Nacional de Cultura, &ldquo;foi evidente a preocupa&ccedil;&atilde;o de Bento XVI falar para fora e n&atilde;o para dentro da Igreja &ndash; abrindo horizontes e assumindo claramente um di&aacute;logo com a modernidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Se &eacute; verdade que o Papa &ldquo;falou da influ&ecirc;ncia do laicismo, n&atilde;o deixou de enfatizar a exist&ecirc;ncia de um universo &eacute;tico e de um &lsquo;ideal&rsquo; a cumprir no relacionamento com o resto do mundo&rdquo;, refere <a href=\"noticia.pl?&amp;id=79828\">Guilherme d&rsquo;Oliveira Martins<\/a>.<\/p>\n<p>&ldquo;Essa atitude dial&oacute;gica deve, por&eacute;m, fazer-se sem ambiguidades e com respeito por todos&rdquo;, adverte o autor, que sublinha a demarca&ccedil;&atilde;o do Papa face ao relativismo e a valoriza&ccedil;&atilde;o que ele faz da &#8220;exist&ecirc;ncia da cultura do outro&#8221; e do enriquecimento proporcionado atrav&eacute;s &ldquo;do bem, da verdade e da beleza&rdquo;.<\/p>\n<p><a href=\"noticia.pl?&amp;id=79826\">Manuel Pinto<\/a> acompanhou como jornalista a primeira viagem de Jo&atilde;o Paulo II a Portugal, em 1982, e uma das principais diferen&ccedil;as que verificou entre as duas visitas foi o &ldquo;profissionalismo&rdquo; dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social e dos &ldquo;organizadores a lidar com os media&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Outra nota &ndash; prossegue o professor da Universidade do Minho &ndash; tem que ver com o cuidado posto na linguagem est&eacute;tica das celebra&ccedil;&otilde;es. Muito h&aacute;, ainda, que melhorar, mas houve solu&ccedil;&otilde;es bem conseguidas. E isso, do ponto de vista comunicacional &eacute; marcante.&rdquo;<\/p>\n<p>Ao analisar a cobertura por parte da televis&atilde;o, Manuel Pinto acentua que &ldquo;a l&oacute;gica dominante continua a ser pautada por bastante preconceito e significativa ignor&acirc;ncia&rdquo;, salientando que &ldquo;o jornalismo sai a perder quando vemos que estas multid&otilde;es que se juntam para celebrar a f&eacute; (e, no caso, contactar de perto com o Papa) n&atilde;o t&ecirc;m gente &agrave; altura para as informar, contextualizar e interpretar o fen&oacute;meno&rdquo;.<\/p>\n<p><a href=\"noticia.pl?&amp;id=79825\">Jo&atilde;o Wengorovius Meneses<\/a> come&ccedil;a por analisar a &ldquo;crise econ&oacute;mica, financeira, social e, tamb&eacute;m, pol&iacute;tica e moral&rdquo; que desde 2008 afecta a maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos, reflectindo seguidamente sobre a influ&ecirc;ncia que as palavras do Papa podem exercer sobre a actual conjuntura.<\/p>\n<p>&ldquo;Por si s&oacute; &ndash; escreve o presidente da TESE &ndash; uma mensagem de esperan&ccedil;a j&aacute; seria um contributo importante para o combate &agrave; crise. Mas julgo que a visita de Bento XVI nos deu um contributo maior. Num contexto de crise espiritual &ndash; e ser&aacute; esta, porventura, a raiz de todas as outras &ndash;, a visita de Bento XVI mobilizou cada cat&oacute;lico, sen&atilde;o mesmo cada portugu&ecirc;s, para dias de rara beleza e verdade, de desafio e inspira&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>O autor da obra &ldquo;O Peixe Amarelo &ndash; Pistas Para um Mundo Melhor&rdquo; recorda a resposta dada por uma rapariga depois da missa celebrada no Porto, quando questionada por um jornalista acerca do que sentiu: &ldquo;&rsquo;Foi como se o Papa tivesse olhado para cada um de n&oacute;s.&rsquo; Pois &eacute; nesse olhar que come&ccedil;a o fim da crise &ndash; porque nos devolve a confian&ccedil;a de Pedro e nos lembra que a hist&oacute;ria de cada um &eacute; &uacute;nica, mas o nosso destino comum.&rdquo;<\/p>\n<p>O chefe de redac&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=79837\">Oct&aacute;vio Carmo<\/a>, que acompanhou o voo papal de e para Roma, conta que desde a partida de It&aacute;lia &ldquo;o ritmo foi sempre fren&eacute;tico e os temas variados, da quest&atilde;o da pedofilia na Igreja &agrave; regula&ccedil;&atilde;o dos mercados, passando pelo segredo de F&aacute;tima ou as rela&ccedil;&otilde;es entre tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica e secularismo em Portugal, no marco do centen&aacute;rio da Rep&uacute;blica&rdquo;.<\/p>\n<p>No entender do rep&oacute;rter, &ldquo;a abordagem que cada uma destas quest&otilde;es merecia variava em fun&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo mais ou menos internacional que cada jornalista lhe quis oferecer, mas em solo luso foi evidente que a agenda era marcada pelas palavras do Papa e pela manifesta&ccedil;&atilde;o do povo portugu&ecirc;s que respondeu &#8220;presente&#8221; aos encontros com ele&rdquo;.<\/p>\n<p>Oct&aacute;vio Carmo ressalta que as palavras de Bento XVI &ldquo;merecem uma leitura atenta, pessoal e colectiva, com consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas na Igreja e na sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>O reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Pe. Virg&iacute;lio Antunes, est&aacute; convicto de que &ldquo;o facto do Papa se apresentar como peregrino tem uma import&acirc;ncia muito grande&rdquo; porque &eacute; uma maneira de se &ldquo;aproximar de todas as pessoas que l&aacute; estavam e que por l&aacute; passam&rdquo;.<\/p>\n<p>O sacerdote qualifica de &ldquo;inesquec&iacute;veis&rdquo; os momentos de sil&ecirc;ncio de Bento XVI na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es e declara que foram desfeitas as d&uacute;vidas de &ldquo;muitas pessoas&rdquo; quanto &agrave; sua devo&ccedil;&atilde;o mariana: &ldquo;Ficou demonstrado esse amor do Papa a Nossa Senhora&rdquo;.<\/p>\n<p>Por outro lado, real&ccedil;a o <a href=\"noticia.pl?tpl=&amp;id=79821\">Pe. Virg&iacute;lio Antunes<\/a>, Bento XVI &ldquo;chamou &agrave; mensagem de F&aacute;tima a mais prof&eacute;tica dos &uacute;ltimos tempos&rdquo;, referindo que ela &ldquo;n&atilde;o est&aacute; encerrada&rdquo; e que, por isso, &ldquo;n&atilde;o pode fechar-se na rela&ccedil;&atilde;o com um ou outro acontecimento da hist&oacute;ria&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem de Bento XVI ofereceu \u00abum renovado impulso espiritual\u00bb e apontou prioridades para a Igreja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[120,187],"class_list":["post-45560","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45560"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45560\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}