{"id":45559,"date":"2010-05-25T15:23:33","date_gmt":"2010-05-25T15:23:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/25\/para-la-do-espanto\/"},"modified":"2010-05-25T15:23:33","modified_gmt":"2010-05-25T15:23:33","slug":"para-la-do-espanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-la-do-espanto\/","title":{"rendered":"Para l\u00e1 do espanto"},"content":{"rendered":"<p>Acompanhar de perto a viagem de Bento XVI a Portugal foi uma oportunidade &uacute;nica para confirmar, ao vivo, as impress&otilde;es que o trabalho di&aacute;rio sobre a actualidade do Papa e da Santa S&eacute; foram deixando.<br \/>Profissionalmente, houve sempre a exig&ecirc;ncia de estar para l&aacute; do espanto ou da surpresa que a presen&ccedil;a, as palavras e os gestos de Bento XVI pudessem provocar: o Papa que estava no nosso pa&iacute;s era a mesma pessoa que fora eleita em Abril de 2005 para suceder a Jo&atilde;o Paulo II, a mesma pessoa que empreendera j&aacute; quase dezena e meia de viagens internacionais e o mesmo l&iacute;der e te&oacute;logo que, h&aacute; d&eacute;cadas, marca a vida da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>Centenas de discursos, homilias e interven&ccedil;&otilde;es escritas depois, Bento XVI chegava ao nosso pa&iacute;s e era essencial que cada palavra fosse entendida no contexto de um pontificado em que as quest&otilde;es definidas como centrais s&atilde;o tratadas com rigor e com frontalidade.<\/p>\n<p>Mais do que um privil&eacute;gio, a visita do Papa &eacute;, efectivamente, uma responsabilidade acrescida: descodificar mensagens e atender a tudo o que acontece num cen&aacute;rio t&atilde;o intenso e marcado por diversas emo&ccedil;&otilde;es nem sempre &eacute; tarefa f&aacute;cil, mas &eacute; um desafio incontorn&aacute;vel.<\/p>\n<p>Desde a partida de Roma, o ritmo foi sempre fren&eacute;tico e os temas variados, da quest&atilde;o da pedofilia na Igreja &agrave; regula&ccedil;&atilde;o dos mercados, passando pelo segredo de F&aacute;tima ou as rela&ccedil;&otilde;es entre tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica e secularismo em Portugal, no marco do centen&aacute;rio da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>A abordagem que cada uma destas quest&otilde;es merecia variava em fun&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo mais ou menos internacional que cada jornalista lhe quis oferecer, mas em solo luso foi evidente que a agenda era marcada pelas palavras do Papa e pela manifesta&ccedil;&atilde;o do povo portugu&ecirc;s que respondeu &#8220;presente&#8221; aos encontros com ele.<\/p>\n<p>Passada que foi esta tarefa de s&iacute;ntese e contextualiza&ccedil;&atilde;o dos diversos momentos da visita &#8211; com a necess&aacute;ria aten&ccedil;&atilde;o a todos os pormenores que iam marcando a informa&ccedil;&atilde;o dada praticamente ao minuto &#8211; parece agora evidente que o trabalho passou do mensageiro para quem o quiser escutar: h&aacute; um peso espec&iacute;fico nas palavras de Bento XVI que merecem uma leitura atenta, pessoal e colectiva, com consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas na Igreja e na sociedade.<\/p>\n<p>Oct&aacute;vio Carmo &#8211; AE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acompanhar de perto a viagem de Bento XVI a Portugal foi uma oportunidade &uacute;nica para confirmar, ao vivo, as impress&otilde;es que o trabalho di&aacute;rio sobre a actualidade do Papa e da Santa S&eacute; foram deixando.Profissionalmente, houve sempre a exig&ecirc;ncia de estar para l&aacute; do espanto ou da surpresa que a presen&ccedil;a, as palavras e os 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