{"id":45549,"date":"2010-05-25T11:57:56","date_gmt":"2010-05-25T11:57:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/25\/tanto-tempo-perdido-tanto-trabalho-adiado\/"},"modified":"2010-05-25T11:57:56","modified_gmt":"2010-05-25T11:57:56","slug":"tanto-tempo-perdido-tanto-trabalho-adiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tanto-tempo-perdido-tanto-trabalho-adiado\/","title":{"rendered":"Tanto tempo perdido! Tanto trabalho adiado!"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI, sucessor de Pedro, esteve connosco no Porto, num espa&ccedil;o p&uacute;blico que congregou perto de 120.000 pessoas, a meio do ano da &ldquo;Miss&atilde;o 2010&rdquo;, e deu-nos um renovado impulso espiritual e encheu-nos de uma for&ccedil;a capaz de fazer chegar a todos os cora&ccedil;&otilde;es o fogo do seu Amor. Foi belo este momento, de uma beleza que remove e arrasta, como a corrente de um rio, tudo o que h&aacute; em cada um de n&oacute;s, abrindo-nos horizontes de plenitude, confian&ccedil;a e paz.<\/p>\n<p>Fomos muitos, mais do que os calculados, estivemos em sil&ecirc;ncio, um sil&ecirc;ncio que por vezes arrepiava, ouvimos a Palavra e olhamo-nos com confian&ccedil;a e partimos dali com renovada esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Uma ou duas horas depois a az&aacute;fama voltou. Mas o que era preciso saborear era o eco daquele momento dentro de n&oacute;s, em sil&ecirc;ncio. E esse momento, mais cedo ou mais tarde, mais vale cedo do que tarde, &eacute; bom que venha. Neste s&eacute;culo apressado, que tudo devora pelo caminho, em que a pressa &eacute; o pr&oacute;prio caminho, o recolhimento pode ser o melhor meio de ac&ccedil;&atilde;o, como a intensa luz do meio-dia pode ser o ambiente mais obscuro.<br \/>Retenho, nesta breve nota, dois pontos.<\/p>\n<p>O campo da miss&atilde;o &eacute; hoje muito vasto e complexo. O Santo Padre referiu como priorit&aacute;rio e central chegar aos cora&ccedil;&otilde;es, porque eles s&atilde;o &ldquo;os verdadeiros destinat&aacute;rios da actividade mission&aacute;ria do povo de Deus&rdquo;. O caminho a seguir, disse, &eacute; o mesmo de Cristo, o da pobreza, da obedi&ecirc;ncia e do servi&ccedil;o e da imola&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria at&eacute; &agrave; morte. Afinal, j&aacute; o sab&iacute;amos, os disc&iacute;pulos n&atilde;o s&atilde;o mais do que o Mestre. Como abrimos os nossos cora&ccedil;&otilde;es ao outro, como chegamos mesmo ao cora&ccedil;&atilde;o do outro e a cada vez mais cora&ccedil;&otilde;es, cora&ccedil;&otilde;es cada vez mais alienados, mas, de facto, os verdadeiros destinat&aacute;rios da nossa actividade mission&aacute;ria?<\/p>\n<p>O segundo ponto &eacute; este: tudo isto n&atilde;o depende de n&oacute;s, nem foi ideia nossa, nem em algum momento somos n&oacute;s o centro da Miss&atilde;o 2010. A voz do celebrante bem o entoou: &ldquo;N&atilde;o fostes v&oacute;s que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permane&ccedil;a&rdquo; (Jo 15). Logo a seguir, a voz fr&aacute;gil de Bento XVI ecoou forte pelos Aliados e pela Cidade: &ldquo;quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvert&ecirc;ncia neste ponto. Tudo se define a partir de Cristo (&hellip;)&rdquo;.<\/p>\n<p>O caminho que temos pela frente, j&aacute; o sab&iacute;amos, n&atilde;o &eacute; nada f&aacute;cil. Mas n&atilde;o fomos n&oacute;s que o definimos, nem fomos n&oacute;s que o tra&ccedil;amos. Somos n&oacute;s que temos por miss&atilde;o percorr&ecirc;-lo, com alegria e confian&ccedil;a. O Evangelista Jo&atilde;o acrescenta logo estas palavras: &ldquo;E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceder&aacute;. O que vos mando &eacute; que vos ameis uns aos outros.&rdquo;<\/p>\n<p>Desconfiamos de tudo e de todos, porque isto, porque aquilo, porque a crise, porque o comodismo, porque as distrac&ccedil;&otilde;es, porque os outros, porque os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, porque&hellip;.<\/p>\n<p>Quis a hist&oacute;ria, que todos fazemos, que a presen&ccedil;a de esperan&ccedil;a de Bento XVI em Portugal coincidisse exactamente com o an&uacute;ncio, por parte do Governo, de medidas muito dif&iacute;ceis e penalizadoras, sobretudo para os mais pobres, medidas tomadas em nome de uma via para melhorarmos a nossa vida em comum. Estas coincid&ecirc;ncias, que n&atilde;o foram propositadas, n&atilde;o s&atilde;o acasos, s&atilde;o sinais. Sinais dram&aacute;ticos, mas sinais. Abrem, n&atilde;o fecham. Na sua obscuridade h&aacute; muita luz!<\/p>\n<p>Onde moram a esperan&ccedil;a e a confian&ccedil;a que habitam cada um de n&oacute;s? Talvez, nunca como hoje, este pa&iacute;s precise da Igreja e da actualiza&ccedil;&atilde;o da sua Voca&ccedil;&atilde;o. Por interm&eacute;dio de Cristo, Deus escolheu-nos para dizermos &ldquo;presente&rdquo;, &ldquo;eu aqui estou&rdquo;, dispon&iacute;veis, confiantes, ao lado dos que mais precisam e mais v&atilde;o precisar de cada um de n&oacute;s. Bento XVI (vale a pena agora reler tudo o que ouvimos e j&aacute; lemos) n&atilde;o podia ter vindo a Portugal em momento mais oportuno. Maravilhoso momento este, escolhido por Deus! <\/p>\n<p>Joaquim Azevedo<br \/>Presidente do Centro Regional do Porto da UCP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI, sucessor de Pedro, esteve connosco no Porto, num espa&ccedil;o p&uacute;blico que congregou perto de 120.000 pessoas, a meio do ano da &ldquo;Miss&atilde;o 2010&rdquo;, e deu-nos um renovado impulso espiritual e encheu-nos de uma for&ccedil;a capaz de fazer chegar a todos os cora&ccedil;&otilde;es o fogo do seu Amor. 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