{"id":45233,"date":"2010-05-11T18:27:47","date_gmt":"2010-05-11T18:27:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/11\/maioria-crista-nao-tira-o-lugar-a-ninguem-diz-cardeal-patriarca\/"},"modified":"2010-05-11T18:27:47","modified_gmt":"2010-05-11T18:27:47","slug":"maioria-crista-nao-tira-o-lugar-a-ninguem-diz-cardeal-patriarca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/maioria-crista-nao-tira-o-lugar-a-ninguem-diz-cardeal-patriarca\/","title":{"rendered":"Maioria crist\u00e3 n\u00e3o tira o lugar a ningu\u00e9m, diz Cardeal Patriarca"},"content":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Policarpo entregou ao Papa uma rel\u00edquia de S\u00e3o Vicente, principal padroeiro da Diocese <!--more--> <\/p>\n<p>O Cardeal Patriarca de Lisboa afirmou hoje que &ldquo;a maioria cat&oacute;lica n&atilde;o tira o lugar a ningu&eacute;m&rdquo;, sublinhando que a cidade se distingue pela hospitalidade aos imigrantes n&atilde;o crist&atilde;os.<\/p>\n<p>Interrompido por aplausos nesta passagem, D. Jos&eacute; Policarpo acrescentou: &ldquo;Tamb&eacute;m os acolhemos com amor, aprendemos a respeitar a sua f&eacute;, a conviver no di&aacute;logo e a descobrir valores que temos em comum&rdquo;.<\/p>\n<p>Estas palavras foram proferidas&nbsp;na sauda&ccedil;&atilde;o de boas-vindas que dirigiu a Bento XVI, no in&iacute;cio da missa celebrada esta Ter&ccedil;a-feira no Terreiro do Pa&ccedil;o.<\/p>\n<div>&ldquo;Estamos reunidos num dos locais mais belos da nossa cidade, em que esta se debru&ccedil;a sobre o rio que a atrai para o oceano infinito. Os habitantes de Lisboa nascem e morrem envolvidos por esta beleza e atra&iacute;dos pelo infinito&rdquo;, referiu o Cardeal Patriarca.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O prelado salientou que os habitantes da cidade &ldquo;habituaram-se a estar dispostos a partir&rdquo; &agrave; procura de &ldquo;novos mundos, dinamizados pela urg&ecirc;ncia mission&aacute;ria do an&uacute;ncio&rdquo;, disposi&ccedil;&atilde;o que segundo o Patriarca continua a verificar-se.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Depois de recordar que o povo portugu&ecirc;s &ldquo;sempre teve um grande amor ao Papa, manifestado mesmo nas &eacute;pocas mais conturbadas da nossa Hist&oacute;ria&rdquo;, D. Jos&eacute; Policarpo sublinhou que a presen&ccedil;a de Bento XVI &ldquo;&eacute; um convite a aprofundar e a tornar mais radical&rdquo; a fidelidade da Igreja.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ap&oacute;s a sauda&ccedil;&atilde;o, o Papa recebeu das m&atilde;os de D. Jos&eacute; Policarpo uma rel&iacute;quia (pequena parte dos restos mortais) de S&atilde;o Vicente, padroeiro principal de Lisboa, oferta que nas palavras do prelado significa o desejo da diocese de &ldquo;servir&rdquo; e a sua &ldquo;determina&ccedil;&atilde;o&rdquo; de ser fiel, &ldquo;custe o que custar&rdquo;, &agrave; imagem da vida do patrono que morreu a testemunhar a f&eacute; crist&atilde;.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>D. Jos&eacute; Policarpo afirmou que a presen&ccedil;a de Bento XVI &eacute; uma &ldquo;gra&ccedil;a muito especial&rdquo; e agradeceu-lhe a possibilidade de proferir palavras que ajudam &ldquo;a abrir a intelig&ecirc;ncia e o cora&ccedil;&atilde;o &agrave; profundidade e &agrave; beleza do mist&eacute;rio&rdquo;.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;Todos n&oacute;s, mas sobretudo os nossos jovens&rdquo; precisam de &ldquo;testemunhas vivas da f&eacute;, aquelas em que toda a vida se torna palavra&rdquo;, sublinhou D. Jos&eacute; Policarpo numa alus&atilde;o ao Papa.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A refer&ecirc;ncia aos jovens foi tamb&eacute;m sublinhgada por aplausos dos milhares de jovens que compareceram no Terreiro do Pa&ccedil;o.<\/div>\n<div>&nbsp;&nbsp;<\/div>\n<div>Mas a vossa presen&ccedil;a f&iacute;sica &eacute; uma gra&ccedil;a muito especial: poder ver-vos e saudar-vos, porventura cruzar o vosso olhar que nos comunica a bondade do Pastor, poder rezar convosco, ouvir a vossa palavra que nos convida sempre a abrir a intelig&ecirc;ncia e o cora&ccedil;&atilde;o &agrave; profundidade e &agrave; beleza do mist&eacute;rio.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ponto de partida, este Rio &eacute; tamb&eacute;m uma porta de entrada e ensinou-nos a acolher quem chega. E chegam muitos, turistas que nos visitam, emigrantes &agrave; procura de um pa&iacute;s de acolhimento.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Muitos dos que chegam n&atilde;o s&atilde;o crist&atilde;os, praticam outras religi&otilde;es. Tamb&eacute;m os acolhemos com amor, aprendemos a respeitar a sua f&eacute;, a conviver no di&aacute;logo e a descobrir valores que temos em comum. A maioria cat&oacute;lica n&atilde;o tira o lugar a ningu&eacute;m.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>S&atilde;o Vicente, Di&aacute;cono e M&aacute;rtir.<\/strong><\/div>\n<div>Era Santo de grande devo&ccedil;&atilde;o das comunidades de crist&atilde;os mo&ccedil;&aacute;rabes, a Igreja que subsistiu durante o longo per&iacute;odo de dom&iacute;nio mu&ccedil;ulmano&nbsp;<\/div>\n<div>infundindo-lhe coragem para sofrer quando a fidelidade o exigir.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Por isso, entrego a Vossa Santidade uma Rel&iacute;quia aut&ecirc;ntica de S&atilde;o Vicente. Ela quer significar, Sant&iacute;ssimo Padre, o nosso desejo de servir, a nossa determina&ccedil;&atilde;o de sermos fi&eacute;is, custe o que custar, tamb&eacute;m ela protegida por S&atilde;o Vicente, cujos s&iacute;mbolos est&atilde;o gravados nas suas armas.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Confirme-nos na f&eacute;, comunique-nos a Vossa coragem de sofrer com serenidade, partilhe connosco a paix&atilde;o da verdade.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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