{"id":45063,"date":"2010-05-04T13:14:41","date_gmt":"2010-05-04T13:14:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/04\/papa-com-sacerdotes-e-consagrados-significado-de-um-encontro\/"},"modified":"2010-05-04T13:14:41","modified_gmt":"2010-05-04T13:14:41","slug":"papa-com-sacerdotes-e-consagrados-significado-de-um-encontro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/papa-com-sacerdotes-e-consagrados-significado-de-um-encontro\/","title":{"rendered":"Papa com sacerdotes e consagrados &#8211; significado de um encontro"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Manuel Barbosa, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) <!--more--> <\/p>\n<p>No pr&oacute;ximo dia 12 de Maio em F&aacute;tima, o Papa vai estar com sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas. Sendo habitual aquando das suas visitas pastorais, este encontro adquire uma import&acirc;ncia acrescida, por ser a primeira vez que o Papa Bento Bento XVI visita Portugal e por se realizar em plena celebra&ccedil;&atilde;o do Ano Sacerdotal. Espera-se que o Santo Padre venha confirmar na f&eacute;, na esperan&ccedil;a e na caridade aqueles que, nestas &ldquo;terras de Santa Maria&rdquo;, optaram por seguir Jesus Cristo em especial forma de consagra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O encontro ter&aacute; ainda sentido pela comunh&atilde;o eclesial da Igreja universal com as Igrejas particulares, ao servi&ccedil;o das quais os sacerdotes exercem o seu minist&eacute;rio e nas quais se inserem carismaticamente os consagrados. Nas leg&iacute;timas express&otilde;es plurais, aponta-se sempre para a unidade essencial da Igreja gerada no &uacute;nico Esp&iacute;rito de Cristo.<\/p>\n<p>O encontro valer&aacute; tamb&eacute;m pela reafirma&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios doutrinais da f&eacute; e pelo apelo aos sacerdotes e consagrados a viverem os seus minist&eacute;rios e carismas em criativa fidelidade a Cristo e profeticamente empenhados na miss&atilde;o a que s&atilde;o chamados.<\/p>\n<p>Esta vespertina presen&ccedil;a orante do Papa s&oacute; pode provocar a renova&ccedil;&atilde;o dos grandes dinamismos pastorais da Igreja a que nos apelava Jo&atilde;o Paulo II para o terceiro mil&eacute;nio: a santidade, a comunh&atilde;o, a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>O que o Papa nos dir&aacute; certamente nos pode surpreender em muito e nos deve interpelar de modo qualitativamente novo. Espero que diga coisas essenciais aos sacerdotes, como tem feito desde a proclama&ccedil;&atilde;o deste Ano Sacerdotal, inspirado pelo exemplo do Santo Cura d&rsquo;Ars: viver o sacerd&oacute;cio no amor do Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus; manter a fidelidade corajosa &agrave; sua voca&ccedil;&atilde;o de &ldquo;amigos de Cristo&rdquo;; centrar a sua espiritualidade na Eucaristia celebrada e adorada, na Reconcilia&ccedil;&atilde;o, na Palavra escutada, meditada e vivida; ansiar no seu minist&eacute;rio pela identifica&ccedil;&atilde;o entre Pessoa e Miss&atilde;o em Jesus; evidenciar espa&ccedil;os de colabora&ccedil;&atilde;o com os fi&eacute;is leigos; sentir a urg&ecirc;ncia do an&uacute;ncio e testemunho da verdade do Amor; distinguir-se, na sua vida e ac&ccedil;&atilde;o, pelo vigoroso testemunho evang&eacute;lico; viver os conselhos evang&eacute;licos de pobreza, castidade e obedi&ecirc;ncia segundo modalidades apropriadas &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de presb&iacute;tero; saber acolher a nova primavera que o Esp&iacute;rito est&aacute; hoje a suscitar na Igreja atrav&eacute;s dos movimentos eclesiais e novas comunidades; viver a comunh&atilde;o entre o seu minist&eacute;rio ordenado e os carismas como impulso para um renovado compromisso da Igreja no an&uacute;ncio e no testemunho do Evangelho da esperan&ccedil;a e da caridade em todo o mundo; enfim, viver como &ldquo;pastores segundo o cora&ccedil;&atilde;o de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>Isso tudo nos disse Bento XVI na carta de an&uacute;ncio do Ano Sacerdotal, em que n&atilde;o deixa de recordar que &ldquo;infelizmente existem tamb&eacute;m situa&ccedil;&otilde;es, nunca suficientemente deploradas, em que &eacute; a pr&oacute;pria Igreja a sofrer pela infidelidade de alguns dos seus ministros. Da&iacute; adv&eacute;m ent&atilde;o para o mundo motivo de esc&acirc;ndalo e de repulsa. O m&aacute;ximo que a Igreja pode aproveitar de tais casos n&atilde;o &eacute; tanto a acintosa releva&ccedil;&atilde;o das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consci&ecirc;ncia da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras espl&ecirc;ndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas, de directores espirituais esclarecidos e pacientes&rdquo;.<\/p>\n<p>E termina o seu apelo convidando a olhar o futuro com a confian&ccedil;a da f&eacute; no divino Mestre: &ldquo;Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d&rsquo;Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis tamb&eacute;m v&oacute;s, no mundo actual, mensageiros de esperan&ccedil;a, de reconcilia&ccedil;&atilde;o, de paz&rdquo;.<\/p>\n<p>No mesmo esp&iacute;rito, a 2 de Fevereiro deste ano, o Papa &ldquo;eleva ao Senhor um hino de agradecimento e de louvor pela pr&oacute;pria vida consagrada. Se ela n&atilde;o existisse, como seria mais pobre o mundo! Deixando de lado as avalia&ccedil;&otilde;es superficiais de funcionalismo, a vida consagrada &eacute; importante precisamente pelo seu ser superabund&acirc;ncia de gratuidade e de amor, o que se torna ainda mais verdadeiro num mundo que corre o risco de ficar sufocado na vertigem do ef&eacute;mero. A vida consagrada, ao contr&aacute;rio, testemunha a superabund&acirc;ncia do amor que estimula a &lsquo;perder&rsquo; a pr&oacute;pria vida, como resposta &agrave; superabund&acirc;ncia de amor do Senhor, que foi o primeiro a &lsquo;perder&rsquo; a sua vida por n&oacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p>S&atilde;o apenas alguns ditos, que julgo fundamentais, do Santo Padre aos sacerdotes e consagrados. Estou certo que nos dir&aacute; &ldquo;algo de novo&rdquo; a 12 de Maio. Mas mais importante do que aquilo que nos possa dizer de modo repetido ou inovador, &eacute; essencial que provoque em todos n&oacute;s renovados dinamismos de santidade, comunh&atilde;o e miss&atilde;o.<\/p>\n<p>S&oacute; assim seremos fecundos na renova&ccedil;&atilde;o da Igreja que somos e constru&iacute;mos! S&oacute; assim seremos mensageiros da esperan&ccedil;a e da alegria, da paz e da reconcilia&ccedil;&atilde;o!<\/p>\n<p>Que o Papa nos recorde as raz&otilde;es da f&eacute; e da esperan&ccedil;a, e nos fale ao cora&ccedil;&atilde;o, convidando-nos a viver segundo o cora&ccedil;&atilde;o de Deus!<\/p>\n<p align=\"right\">Manuel Barbosa, scj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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