{"id":45060,"date":"2010-05-04T13:01:07","date_gmt":"2010-05-04T13:01:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/04\/festa-da-cultura-com-o-papa-em-portugal\/"},"modified":"2010-05-04T13:01:07","modified_gmt":"2010-05-04T13:01:07","slug":"festa-da-cultura-com-o-papa-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festa-da-cultura-com-o-papa-em-portugal\/","title":{"rendered":"Festa da Cultura com o Papa em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente considera que Bento XVI \u00e9 uma \u00abgrande refer\u00eancia cultural\u00bb nos nossos dias <!--more--> <\/p>\n<p>D. Manuel Clemente, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, fala &agrave; ECCLESIA sobre as suas expectativas para o encontro de Bento XVI com o mundo cultural portugu&ecirc;s, no pr&oacute;ximo dia 12 de Maio. O Bispo do Porto considera que o Papa &eacute; uma &ldquo;grande refer&ecirc;ncia cultural&rdquo; nos nossos dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Que expectativas tem D. Manuel Clemente para o encontro do Papa com o mundo da cultura em Portugal?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente (MC) &ndash;<\/em> A cultura faz-se no dia-a-dia, em variad&iacute;ssimas actividades e na criatividade dos homens e mulheres da cultura, da literatura, das artes pl&aacute;sticas, da m&uacute;sica. Depois, tamb&eacute;m &eacute; bom que haja uma oportunidade de encontro, que as pessoas se vejam umas &agrave;s outras. Vem quem quer, ningu&eacute;m &eacute; obrigado a ir, mas rapidamente se encheu a sala, porque n&atilde;o &eacute; todos os dias que homens e mulheres da cultura t&ecirc;m oportunidade de se encontrarem com uma grande refer&ecirc;ncia, porque o Papa &eacute; uma grande refer&ecirc;ncia cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Cultura, Igreja, Evangelhos estiveram frente a frente ao longo dos s&eacute;culos. H&aacute; algum percurso de reaproxima&ccedil;&atilde;o nos tempos actuais?<\/em><\/p>\n<p><em>MC &ndash;<\/em> &Eacute; importante perceber de que tipo de aproxima&ccedil;&atilde;o se est&aacute; a falar: Jesus Cristo fala da semente lan&ccedil;ada &agrave; terra, do fermento na massa. Quem &eacute; crist&atilde;o, quem se refere a Jesus n&atilde;o apenas como um epis&oacute;dio, mas como algo substancial, projecta isso na sua maneira de ver o mundo, sentir as coisas.<\/p>\n<p>Se tem uma sensibilidade art&iacute;stica, o exerc&iacute;cio de uma arte, isso tamb&eacute;m se projecto a&iacute; e &eacute; assim que o Evangelho se transforma em cultura, atrav&eacute;s dos criadores culturais que tamb&eacute;m se deixem recriar pela pessoa de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>A rela&ccedil;&atilde;o entre Igreja e Cultura, portanto, n&atilde;o se faz de maneira formal, por decreto, mas porque h&aacute; homens e mulheres profundamente motivados pelo Evangelho de Cristo que depois reflectem essa motiva&ccedil;&atilde;o naquilo que criam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas essa inspira&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica na arte pareceu n&atilde;o existir nos &uacute;ltimos anos&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>MC &ndash;<\/em> Eu a&iacute; sou mais cuidadoso, porque &agrave;s vezes a inspira&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica &eacute; clara, patente, e &agrave;s vezes &eacute; mais subliminar. O que aconteceu na viragem do s&eacute;culo XIX para o s&eacute;culo XX, em boa parte desse s&eacute;culo e ainda no nosso &eacute; que essa inspira&ccedil;&atilde;o religiosa se introverteu mais, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o expl&iacute;cita.<\/p>\n<p>N&atilde;o quer dizer que a arte, a cultura, a literatura actuais n&atilde;o tenham uma refer&ecirc;ncia religiosa, ela pode &eacute; n&atilde;o ser t&atilde;o patente, porque a pr&oacute;pria religiosidade interiorizou mais. Vamos ver o que &eacute; que isto d&aacute; no futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Da parte da Igreja &eacute; vis&iacute;vel um esfor&ccedil;o para que essa inspira&ccedil;&atilde;o se torne mais expl&iacute;cita. De que forma &eacute; que isso tem sido feito?<\/em><\/p>\n<p><em>MC &ndash;<\/em> Encontros, contactos, produ&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode ser de outra maneira. Houve &eacute;pocas em que essa produ&ccedil;&atilde;o era mais evidente, concretamente aqui em Portugal, porque grande parte das institui&ccedil;&otilde;es produtoras de cultura, sen&atilde;o quase todas, estavam ligadas &agrave; Igreja: os mosteiros, as Catedrais&hellip;<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; assim nas sociedades contempor&acirc;neas, que &eacute; mais secular. Os crist&atilde;os, quer pessoalmente, quer atrav&eacute;s de algumas institui&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o a&iacute;, participam dessa cidadania e levam a motiva&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica ao mundo da arte e da cultura. &Eacute; um outro tipo de realidade, &eacute; outro tipo de rela&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o digo que &eacute; mais nem que &eacute; menos, n&atilde;o se pode comparar o que acontecia no s&eacute;c. XVII ou XVIII com o que acontece no s&eacute;culo XXI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; preciso reequacionar a presen&ccedil;a da Igreja?<\/em><\/p>\n<p><em>MC &ndash;<\/em> Dos crist&atilde;os, digo eu. &Agrave;s vezes at&eacute; de pessoas que n&atilde;o sendo confessionais, s&atilde;o t&atilde;o sens&iacute;veis aos valores evang&eacute;licos que s&atilde;o capazes de os plastificar e de os concretizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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