{"id":45011,"date":"2010-05-02T18:57:02","date_gmt":"2010-05-02T18:57:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/05\/02\/homilia-do-bispo-do-porto-na-bencao-das-pastas-2010\/"},"modified":"2010-05-02T18:57:02","modified_gmt":"2010-05-02T18:57:02","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-bencao-das-pastas-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-bencao-das-pastas-2010\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na B\u00ean\u00e7\u00e3o das Pastas 2010"},"content":{"rendered":"<p><strong>Uma imensa e magn&iacute;fica b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus!<\/strong><\/p>\n<p>Estimados irm&atilde;os e amigos da comunidade acad&eacute;mica do Porto; e especialmente v&oacute;s, que acabais as vossas formaturas e aqui pedis a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus para o futuro que com Ele quereis construir: Quero, antes de mais, saudar-vos com toda a amizade e congratula&ccedil;&atilde;o, a cada um de v&oacute;s, aos vossos familiares &ndash; e muito especialmente &agrave;s vossas M&atilde;es, neste dia a elas dedicado &ndash;, aos vossos professores e a todos os que estiveram e est&atilde;o convosco no caminho humano e escolar. &ndash; Bem-vindos a esta magn&iacute;fica sala de visitas da nossa cidade, que &eacute; para n&oacute;s ponto de tantos e t&atilde;o felizes encontros e reencontros! &ndash; Bem-vindos e as maiores felicidades para todos!<\/p>\n<p>Mas, nisto mesmo que vos disse, vai algo de importante a reter e a aprofundar um pouco. Disse que estais aqui para pedir a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus, para o futuro que com Ele quereis construir. Dizer isto &eacute; j&aacute; dizer muito, na compreens&atilde;o crist&atilde; das coisas e das vidas.<\/p>\n<p>J&aacute; percebestes que Deus n&atilde;o &eacute; alheio ao que fizestes, nem fica &ldquo;de fora&rdquo; do que haveis de fazer. N&atilde;o &eacute; meramente algu&eacute;m a quem se recorra para refor&ccedil;ar garantias e aumentar seguran&ccedil;as; algu&eacute;m que nos conviesse ter do nosso lado, mais ou menos dispon&iacute;vel para os nossos apelos e urg&ecirc;ncias. Essa ideia &ldquo;instrumental&rdquo; ou subsidi&aacute;ria dum deus de recurso, n&atilde;o &eacute; certamente a vossa. Por isso, n&atilde;o estais aqui para que Ele aben&ccedil;oe as vossas pastas como se vos desse um talism&atilde; de boa sorte&hellip;<\/p>\n<p>&Eacute; realmente outra a vossa ideia de Deus e &eacute; outra coisa a que lhe pedis tamb&eacute;m. As vossas pastas de curso s&atilde;o apenas um sinal das vidas e trabalhos que aqui agradeceis ao Deus vivo que sempre vos acompanhou, no alento, na esperan&ccedil;a e na persist&ecirc;ncia com que fizestes os vossos cursos.<\/p>\n<p>A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, podemos dizer, &eacute; Ele pr&oacute;prio, como vida das vossas vidas, constante presen&ccedil;a em cada um de v&oacute;s, para convosco renovar o mundo.<\/p>\n<p>Sabeis isto, car&iacute;ssimos finalistas, e felizmente o sabeis, porque sois crist&atilde;os. N&atilde;o apenas crentes, no sentido gen&eacute;rico do termo, que a tantos outros se aplica, pois convosco cr&ecirc;em que de Algu&eacute;m prov&ecirc;m e para Algu&eacute;m se destinam. V&oacute;s sabeis mais do que isso. Sabeis que Deus n&atilde;o s&oacute; constantemente vos cria e mant&eacute;m vivos, mas tamb&eacute;m pretende estar &iacute;ntima e pessoalmente com cada um de v&oacute;s, em profunda conviv&ecirc;ncia de sentimento e projecto. Sabeis tamb&eacute;m, car&iacute;ssimos finalistas, que este desejo divino de ser para v&oacute;s e convosco, se realizou finalmente, quando, em Cristo, assumiu a nossa natureza e humana condi&ccedil;&atilde;o, de todos e de cada um, passados, presentes e futuros.<\/p>\n<p>Sabeis ainda que, pelo Baptismo, o Esp&iacute;rito de Cristo est&aacute; em v&oacute;s e vos vai tornando, mais e mais, no que Cristo eternamente &eacute;: Filho de Deus Pai. Sois filhos de Deus em Cristo, que, nos vossos cora&ccedil;&otilde;es e nas vossas vidas, desenvolve pelo Esp&iacute;rito todas as potencialidades da cria&ccedil;&atilde;o, para a gl&oacute;ria de Deus e a felicidade de todos. &#8211; Isto sois v&oacute;s e isto mesmo agradeceis aqui!<\/p>\n<p>B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus &eacute; a vossa vida, d&rsquo;Ele recebida e plena de sentido. B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus sois v&oacute;s, cada um de v&oacute;s, amigos finalistas, porque atrav&eacute;s da vossa vida, do vosso trabalho, da vossa intelig&ecirc;ncia e sensibilidade, Cristo poder&aacute; realizar no mundo o Evangelho da paz e o Reino da fraternidade universal. &#8211; V&oacute;s sois, cada um de v&oacute;s &eacute; e ser&aacute;, uma imensa e magn&iacute;fica b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus!<\/p>\n<p>Ouvistes na segunda leitura aquelas espl&ecirc;ndidas frases e imagens do Apocalipse, &uacute;ltimo livro da B&iacute;blia e ultima&ccedil;&atilde;o de todas as coisas em Deus e por Deus. Certamente as lembrais, t&atilde;o sugestivas foram. Jo&atilde;o, em tempos dif&iacute;ceis de persegui&ccedil;&atilde;o e mart&iacute;rio, &ldquo;v&ecirc;&rdquo;, com aqueles olhos que s&oacute; Deus pode abrir, algo de definitivo e fascinante. Mas &eacute; melhor escut&aacute;-lo de novo: &ldquo;Eu, Jo&atilde;o, vi um novo c&eacute;u e uma nova terra, porque o primeiro c&eacute;u e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar j&aacute; n&atilde;o existia. Vi tamb&eacute;m a cidade santa, a nova Jerusal&eacute;m, que descia do C&eacute;u, da presen&ccedil;a de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo&rdquo;.<\/p>\n<p>Detenhamo-nos um pouco nesta mesma contempla&ccedil;&atilde;o, pois sempre precisamos dela. Como vos lembrei, o autor deste trecho &eacute; um crist&atilde;o de tempos dif&iacute;ceis, j&aacute; sob persegui&ccedil;&otilde;es e dificuldades de toda a ordem. Estava desterrado numa pequen&iacute;ssima ilha, como se tanto mar quase o afogasse, a ele e &agrave; esperan&ccedil;a que mantinha. &Eacute; ent&atilde;o que &ldquo;v&ecirc;&rdquo; um novo c&eacute;u e uma nova terra; &ldquo;v&ecirc;&rdquo; uma nova cidade a descer do C&eacute;u e de junto de Deus.<\/p>\n<p>Assim ou quase assim podereis estar agora e devereis estar sempre, car&iacute;ssimos finalistas, perante incertezas pr&oacute;ximas e preocupa&ccedil;&otilde;es futuras. &Eacute; dif&iacute;cil, realmente dif&iacute;cil, a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e s&oacute;cio-profissional. &Eacute; dif&iacute;cil para muitos conseguir trabalho, trabalho &agrave; altura da compet&ecirc;ncia adquirida e das leg&iacute;timas aspira&ccedil;&otilde;es, como pode ser dif&iacute;cil garantir o que j&aacute; se tenha. Mas, deixai-me insistir, porque sois crist&atilde;os, v&oacute;s estais diante de tudo isso como Cristo estava nas suas lides evang&eacute;licas, isto &eacute;, confiante no Pai, for&ccedil;a invenc&iacute;vel do bem e do bom futuro, realmente bom, ainda al&eacute;m da pr&oacute;pria morte. V&oacute;s estais em tudo isto como o vidente do Apocalipse, entrevendo j&aacute; a &uacute;ltima novidade das coisas, garantida por um Deus que n&atilde;o desiste do mundo e o recria &ndash; a partir de Si mesmo e da vossa colabora&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m -, como &ldquo;cidade nova&rdquo;, melhor conviv&ecirc;ncia e realiza&ccedil;&atilde;o absoluta de tudo e de todos.<\/p>\n<p>V&oacute;s sabeis estas coisas e por isso n&atilde;o vos deixareis abater pelo des&acirc;nimo, antes fareis das dificuldades outras tantas oportunidades de criar coisas novas. V&oacute;s sabeis, ides sabendo, o que Jo&atilde;o tamb&eacute;m garantia. E era a pr&oacute;pria voz divina, assevera ele: &ldquo;Do trono ouvi uma voz forte que dizia: &lsquo;Eis a morada de Deus com os homens: eles ser&atilde;o o seu povo, e o pr&oacute;prio Deus, no meio deles, ser&aacute; o seu Deus&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Por isso estais aqui, em celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, momento por excel&ecirc;ncia de sinaliza&ccedil;&atilde;o destas verdades, que constituem o vosso segredo e o vosso &acirc;nimo indestrut&iacute;vel. Como o pr&oacute;prio Cristo garantiu, onde estiverem dois ou tr&ecirc;s reunidos em seu nome, Ele estar&aacute; tamb&eacute;m. &#8211; E n&oacute;s somos, hoje e aqui, muito mais que dois ou tr&ecirc;s! Estamos todos em Cristo ressuscitado, estamos aqui na for&ccedil;a do seu Esp&iacute;rito, estamos aqui em ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as a Deus Pai, concretizando esta &ldquo;cidade que desce do C&eacute;u&rdquo; para a felicidade de todos.<\/p>\n<p>Cada um de v&oacute;s far&aacute; decerto o melhor que puder e souber, com os pr&oacute;prios talentos que Deus lhe conferiu. Assim o fareis e oxal&aacute; encontreis todas as possibilidades e est&iacute;mulos que a sociedade vos deve, como tamb&eacute;m os deveis aos outros. Mas tamb&eacute;m sabeis, car&iacute;ssimos finalistas, que falando de uns e outros &eacute; sempre de pessoas que se trata; significando isto que, em tudo o que fizerdes, &eacute; a vossa rela&ccedil;&atilde;o positiva, com os outros e com as coisas, que est&aacute; em causa, boa causa certamente.<\/p>\n<p>Por mais t&eacute;cnico que seja um trabalho, por mais cient&iacute;fica que seja a investiga&ccedil;&atilde;o, por mais racional que seja o intento, &eacute; sempre de pessoas que se trata, seres em rela&ccedil;&atilde;o e finalidades conjugadas. Somos dos outros e para os outros, sempre com os outros, pela consci&ecirc;ncia respons&aacute;vel de cada um. A &ldquo;cidade nova que desce do C&eacute;u&rdquo; significa solidariedade, requer comunh&atilde;o e vive na caridade. Por isso o vosso futuro s&oacute; ser&aacute; humano e aut&ecirc;ntico quando nele couberem os outros e a justa preocupa&ccedil;&atilde;o por eles. Um futuro onde caibam todos &eacute; o &uacute;nico que vos servir&aacute; tamb&eacute;m. &Eacute; uma &ldquo;cidade&rdquo; aberta, n&atilde;o um dom&iacute;nio fechado.<\/p>\n<p>&#8211; Pois n&atilde;o vos d&oacute;i constatar, car&iacute;ssimos amigos, que a maior intelig&ecirc;ncia se perverte quando perde o sentido desta verdade? &ndash; Que toda a generosidade se esvai, quando o ego&iacute;smo e o materialismo come&ccedil;am a roer os cora&ccedil;&otilde;es? &ndash; Que muitos recursos naturais e capacidades do esp&iacute;rito se degradam e esgotam, por falta de altru&iacute;smo e partilha?<\/p>\n<p>Como n&atilde;o tereis d&uacute;vida em afirmar que, muito pelo contr&aacute;rio, quando se avan&ccedil;a em qualquer dom&iacute;nio do conhecimento e respectiva aplica&ccedil;&atilde;o, com verdadeiro esp&iacute;rito de humanidade e solidariedade, novos campos se abrem ao engenho e &agrave; pr&aacute;tica, criando oportunidades in&eacute;ditas de trabalho e remunera&ccedil;&atilde;o, para si e para os outros. O bem faz bem e s&oacute; aumentando o bem comum realizamos o bem particular. Assim &eacute; Deus, Pai e Filho em m&uacute;tua doa&ccedil;&atilde;o no amor do Esp&iacute;rito. Apenas assim poderemos ser n&oacute;s, &agrave; sua imagem e semelhan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Ao pr&oacute;prio Cristo ouvistes dizer no Evangelho: &ldquo;Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos tamb&eacute;m uns aos outros. Nisto conhecer&atilde;o todos que sois meus disc&iacute;pulos: se vos amardes uns aos outros&rdquo;. &#8211; Que simples &eacute; a religi&atilde;o crist&atilde;, car&iacute;ssimos finalistas, se nos deixarmos simplificar por ela! Simplificar, isto &eacute;, ficar uma coisa s&oacute;, de corpo e alma, condensada na caridade de Cristo, no amor novo que Cristo viveu e trouxe: cuidando de todos e mesmo dos que n&atilde;o cuidaram d&rsquo;Ele; dando a vida por todos, mesmo pelos que lha feriram de morte.<\/p>\n<p>Amor que n&atilde;o espera, antes se adianta na d&aacute;diva, s&oacute; a&iacute; sendo o primeiro. &Eacute; este amor que identifica um crist&atilde;o, uma crist&atilde;, que de nada mais precisam para o ser deveras e nada menos requerem, como aut&ecirc;nticos disc&iacute;pulos de Cristo. E &eacute; esta a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus, porque assim vivereis ressuscitados e ressuscitadores, em tudo o que fizerdes. Venha o que vier, assim estareis em paz e fareis a paz, como sinais vivos e activos do amor de Cristo no mundo: nas rela&ccedil;&otilde;es, nas muitas e inovadoras aplica&ccedil;&otilde;es da vossa intelig&ecirc;ncia e da vossa sensibilidade. Pois se &eacute; certo que de nada valer&aacute; ganhar o mundo inteiro a quem perder a alma, certo &eacute; tamb&eacute;m que quem acrescenta a sua alma, em verdade, bondade e aut&ecirc;ntica beleza, recria o mundo em redor, libertando-o e libertando-se pelo amor.<\/p>\n<p>Mais, muito mais do que as palavras, ser&atilde;o as vossas vidas a concluir longamente esta celebra&ccedil;&atilde;o. Pedis a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das pastas; mas sereis v&oacute;s mesmos, a Cristo unidos, uma magn&iacute;fica b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus para o mundo. Este mundo de agora e o que por v&oacute;s vai crescendo j&aacute;, definindo melhor e alargando sempre a cidade nova que Deus n&atilde;o desiste de oferecer a todos!<\/p>\n<p>&#8211; Boa sorte ent&atilde;o, car&iacute;ssimos amigos: desta sorte que tendes e melhor se chama gra&ccedil;a de Deus, conhecimento de Cristo e for&ccedil;a do Esp&iacute;rito!<\/p>\n<p>Porto, Avenida dos Aliados, 2 de Maio de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma imensa e magn&iacute;fica b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus! 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