{"id":44964,"date":"2010-04-29T18:48:55","date_gmt":"2010-04-29T18:48:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/29\/pec-nao-inverte-desigualdades\/"},"modified":"2010-04-29T18:48:55","modified_gmt":"2010-04-29T18:48:55","slug":"pec-nao-inverte-desigualdades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pec-nao-inverte-desigualdades\/","title":{"rendered":"PEC n\u00e3o inverte desigualdades"},"content":{"rendered":"<p>Grupo de Trabalho \u00abEconomia e Sociedade\u00bb da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz afirma que o Plano apresentado pelo governo n\u00e3o deve \u00abesconder verdadeiros problemas do pa\u00eds\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>O grupo de trabalho &laquo;Economia e Sociedade&raquo; da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz considera que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo para os anos 2010 &#8211; 2013,&nbsp;n&atilde;o tem em conta as desigualdades &ldquo;estruturais&rdquo; no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Num <a href=\"noticia.pl?id=79226\">comunicado<\/a> enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA o grupo de trabalho &laquo;Economia e Sociedade&raquo; &#8211; GTES alerta para &ldquo;consequ&ecirc;ncias negativas&rdquo; decorrentes da execu&ccedil;&atilde;o do PEC se &ldquo;n&atilde;o forem seguidos outros rumos e tomadas outras medidas directamente votadas ao desenvolvimento s&oacute;cioecon&oacute;mico, &agrave; conten&ccedil;&atilde;o do desemprego, &agrave; correc&ccedil;&atilde;o das desigualdades nas suas v&aacute;rias vertentes e &agrave; erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza, que continua a atingir parte significativa da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa&rdquo;.<\/p>\n<p>Baseados em considera&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas assentes na &ldquo;&eacute;tica social&rdquo; e na &ldquo;dignidade da pessoa humana&rdquo; com vista ao &ldquo;bem-comum&rdquo;, o GTES indica que para ir ao encontro das exig&ecirc;ncias externas, (o PEC) n&atilde;o deve esconder ou ignorar os verdadeiros problemas estruturais de um Pa&iacute;s&rdquo;, afirmam.<\/p>\n<p>O grupo de trabalho denuncia a situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;desregula&ccedil;&atilde;o no mercado financeiro mundial que cria situa&ccedil;&otilde;es muito gravosas para as pequenas economias em dificuldade&rdquo;.<\/p>\n<p>O GTES sublinha o &ldquo;esfor&ccedil;o&rdquo; do Governo para apresentar um programa de ajustamento cred&iacute;vel, com corte de despesa e aumento das receitas, mas indica que este esfor&ccedil;o &ldquo;deveria ser acompanhado por uma activa procura de consenso entre os partidos na aplica&ccedil;&atilde;o de medidas inclu&iacute;das&rdquo;.<\/p>\n<p>A &ldquo;brandura&rdquo; com que as inst&acirc;ncias comunit&aacute;rias &ldquo;t&ecirc;m agido em rela&ccedil;&atilde;o aos offshores&rdquo; e a falta de &ldquo;coordena&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada da pol&iacute;tica econ&oacute;mica e financeira de todo o espa&ccedil;o comunit&aacute;rio&rdquo; s&atilde;o cr&iacute;ticas que o GTES deixa.<\/p>\n<p>Portugal, enquanto membro da UE, deve intervir para que as inst&acirc;ncias comunit&aacute;rias detenham &ldquo;compet&ecirc;ncia e dos meios necess&aacute;rios para aperfei&ccedil;oar os seus mecanismos de governa&ccedil;&atilde;o &agrave; escala comunit&aacute;ria e de influ&ecirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o de uma forma adequada de regula&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica do mercado global&rdquo;, afirma o comunicado.<\/p>\n<p>Sobre o corte nas despesas sociais o GTES lembra que estas devem ser vistas como um &ldquo;investimento&rdquo; e n&atilde;o um custo.<\/p>\n<p>As despesas sociais s&atilde;o um &ldquo;instrumento de coes&atilde;o social e uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para cumprir um dever de equidade e solidariedade, sobretudo em tempos de crise econ&oacute;mica&rdquo;.<\/p>\n<p>Considera o GTES, por isso, ser &ldquo;fundamental&rdquo; que o Estado &ldquo;cumpra o seu papel de protec&ccedil;&atilde;o social, em particular no combate &agrave; pobreza e &agrave; protec&ccedil;&atilde;o dos desempregados&rdquo;, devendo tamb&eacute;m assegurar a oferta p&uacute;blica de bens e servi&ccedil;os essenciais, com destaque para a educa&ccedil;&atilde;o e a sa&uacute;de, com adequados padr&otilde;es de qualidade.<\/p>\n<p>O GTES considera &ldquo;injusto&rdquo; o congelamento dos sal&aacute;rios na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Admitindo ser necess&aacute;rio o corte na despesa com pessoal, indica que a redu&ccedil;&atilde;o deve ser &ldquo;equitativa&rdquo;, sendo esta uma ocasi&atilde;o para &ldquo;consagrar um leque salarial mais justo e restringindo o recurso a pr&eacute;mios, despesas de representa&ccedil;&atilde;o e outras de que beneficiam os gestores e os quadros t&eacute;cnicos superiores&rdquo;.<\/p>\n<p>O comunicado aponta como &ldquo;sensata&rdquo; a &ldquo;desacelera&ccedil;&atilde;o em alguns projectos de investimento p&uacute;blico&rdquo;, mas lembra o impacto que projectos de &ldquo;pequenas obras p&uacute;blicas de desenvolvimento local&rdquo; t&ecirc;m em &aacute;reas como &ldquo;utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos humanos locais, bem estar das popula&ccedil;&otilde;es e aumento da coes&atilde;o social&rdquo;.<\/p>\n<p>O GTES indica a necessidade de corrigir as grandes desigualdades sociais, no que respeita &agrave; &ldquo;reparti&ccedil;&atilde;o da riqueza e do rendimento existentes no pa&iacute;s&rdquo; aproveitando o PEC para realizar uma &ldquo;adequada reforma do sistema fiscal e de contribui&ccedil;&atilde;o para a Seguran&ccedil;a Social&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste contexto, o GTES prop&otilde;e &ldquo;a cria&ccedil;&atilde;o de uma Fundo de emerg&ecirc;ncia&rdquo; para dar resposta a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza ou de cria&ccedil;&atilde;o de emprego, &ldquo;com base num adicional de tributa&ccedil;&atilde;o a recair sobre espect&aacute;culos e divertimentos ou bens considerados de luxo&rdquo;.<\/p>\n<p>A aliena&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&otilde;es estatais em algumas empresas, proposta pelo PEC, significa &ldquo;prescindir de uma interven&ccedil;&atilde;o na economia&rdquo; para al&eacute;m de abdicar de futuras receitas, considera o GTES.<\/p>\n<p>Pede ainda o grupo de trabalho a &ldquo;reaprecia&ccedil;&atilde;o&rdquo; de parcerias p&uacute;blico-privadas.<\/p>\n<p>O GTES sublinha ainda que a pobreza &ldquo;n&atilde;o &eacute; uma fatalidade&rdquo; e que o pa&iacute;s precisa de &ldquo;um rumo para o desenvolvimento sustent&aacute;vel&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de Trabalho \u00abEconomia e Sociedade\u00bb da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz afirma que o Plano apresentado pelo governo n\u00e3o deve \u00abesconder verdadeiros problemas do 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