{"id":44731,"date":"2010-04-19T08:06:36","date_gmt":"2010-04-19T08:06:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/19\/alocucao-de-d-manuel-clemente-no-te-deum-pelo-5-o-aniversario-da-eleicao-do-papa-bento-xvi\/"},"modified":"2010-04-19T08:06:36","modified_gmt":"2010-04-19T08:06:36","slug":"alocucao-de-d-manuel-clemente-no-te-deum-pelo-5-o-aniversario-da-eleicao-do-papa-bento-xvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/alocucao-de-d-manuel-clemente-no-te-deum-pelo-5-o-aniversario-da-eleicao-do-papa-bento-xvi\/","title":{"rendered":"Alocu\u00e7\u00e3o de D. Manuel Clemente no Te Deum pelo 5.\u00ba anivers\u00e1rio da elei\u00e7\u00e3o do Papa Bento XVI"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, aqui reunidos para dar gra&ccedil;as a Deus pela pessoa e o minist&eacute;rio do Santo Padre Bento XVI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">O primeiro sentimento propriamente crist&atilde;o &eacute; sempre de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as<\/span>. Podemos at&eacute; dizer que, quando assim n&atilde;o seja, &eacute; a nossa defini&ccedil;&atilde;o, como disc&iacute;pulos de Jesus Cristo, que est&aacute; em causa.<\/p>\n<p>Na verdade, o cristianismo de cada um e de todos s&oacute; desperta quando nos come&ccedil;amos a sentir profundamente agraciados. Pelo dom da vida, antes de mais, e pela eternidade da mesma, a partir da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo.<\/p>\n<p>Ressurrei&ccedil;&atilde;o d&rsquo;Ele, que, pelo seu Esp&iacute;rito, nos vai ressuscitando tamb&eacute;m a n&oacute;s. Esp&iacute;rito Santo que nos faz filhos de Deus em  Cristo. Esp&iacute;rito que em n&oacute;s clama: &ldquo;Abba! Pai!&rdquo;, permitindo-nos dizer tudo quanto a ora&ccedil;&atilde;o do Pai Nosso enuncia, come&ccedil;ando pela santifica&ccedil;&atilde;o do nome divino.<\/p>\n<p>A nossa principal celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica chama-se precisamente &ldquo;Ac&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;as&rdquo; (Eucaristia). Nela reconhecemos tudo quanto Deus nos oferece em Cristo, agradecendo a Palavra e o P&atilde;o da Vida, em que o Filho Eterno se oferece como alimento absoluto da nossa fome essencial. Esta oferta de Cristo, nunca por demais reconhecida, &eacute; o lugar definitivo do retorno grat&iacute;ssimo ao Pai que O enviou e, pelo Esp&iacute;rito, mant&eacute;m presente e oferecido &agrave; Igreja e, atrav&eacute;s da Igreja, ao mundo. A todas as imensas fomes e necessidades deste mundo.<\/p>\n<p>Sim, irm&atilde;os e irm&atilde;s, n&oacute;s guardamos as palavras de Cristo, como foram ditas a Nicodemos, naquela noite feita dia: &ldquo;Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho &uacute;nico, para que todo o que n&rsquo;Ele crer n&atilde;o pere&ccedil;a, mas tenha a vida eterna&rdquo; (<em>Jo<\/em> 3, 16).<\/p>\n<p>&Eacute; por isto, tamb&eacute;m, que na Liturgia crist&atilde; se podem e devem incluir todas as circunst&acirc;ncias humanas, desde que em gratid&atilde;o, oferta e esperan&ccedil;a; agradecendo at&eacute; a &uacute;ltima esperan&ccedil;a, aquela que persiste diante da morte, ou dos seus m&uacute;ltiplos sinais. Nada que Cristo n&atilde;o tenha assumido do pres&eacute;pio &agrave; cruz, nada que n&atilde;o tenha sido salvo pelo seu sentimento filial, para com o Pai, e absolutamente fraterno e solid&aacute;rio, para connosco.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as que nos define na essencial atitude crist&atilde;, n&atilde;o se circunscreve &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica em sentido estrito. Dela se alarga &agrave; vida em geral, para que continue eucar&iacute;stica.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Como agora acontece no <em>Te Deum<\/em> que cantamos na passagem do 5&ordm; anivers&aacute;rio pontif&iacute;cio do Papa Bento XVI. <\/span>Na feliz ocorr&ecirc;ncia, damos gra&ccedil;as a Deus pelo minist&eacute;rio de Pedro; e damos gra&ccedil;as tamb&eacute;m pelo pont&iacute;fice que actualmente lhe d&aacute; nome e figura.<\/p>\n<p>&nbsp;Lembramos o trecho evang&eacute;lico. Sim&atilde;o &eacute; &ldquo;Pedro&rdquo;, porque na firmeza da sua f&eacute; nos firmamos tamb&eacute;m n&oacute;s. Por gra&ccedil;a e disposi&ccedil;&atilde;o divinas, a f&eacute; de Pedro sustenta como rocha firme a f&eacute; de toda a Igreja, mantendo-a na confiss&atilde;o de Jesus como &ldquo;Cristo&rdquo;, ungido pelo esp&iacute;rito, Filho de Deus e connosco irmanado, em salva&ccedil;&atilde;o oferecida.<\/p>\n<p>Assim foi e assim continua a ser, na j&aacute; longa s&eacute;rie de nomes que Pedro foi tendo na Igreja, at&eacute; ao de Bento que hoje usa. Como naquele dia em Cesareia de Filipe, quando Jesus perguntou aos disc&iacute;pulos sobre o que os homens diziam d&rsquo;Ele. Tudo quanto vem a seguir, ganha nas actuais circunst&acirc;ncias do pontificado de Bento XVI um particular&iacute;ssimo acerto: &ldquo;Tomando a palavra, Sim&atilde;o Pedro respondeu: &lsquo;Tu &eacute;s o Cristo, o Filho de Deus vivo.&rsquo; Jesus disse-lhe em resposta: &lsquo;&Eacute;s feliz, Sim&atilde;o, filho de Jonas, porque n&atilde;o foram a carne nem o sangue quem to revelou, mas o meu Pai que est&aacute; nos c&eacute;us. Tamb&eacute;m Eu te digo: Tu &eacute;s Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nada poder&atilde;o contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos c&eacute;us, e tudo quanto ligares na terra ficar&aacute; ligado nos c&eacute;us, e tudo quanto desligares na terra ser&aacute; desligado nos c&eacute;us&rsquo;&rdquo; (<em>Mt<\/em> 16, 16-19).<\/p>\n<p>Em especial para n&oacute;s, crist&atilde;os cat&oacute;licos, &eacute; gra&ccedil;a e encargo reconhecer na s&eacute;rie bimilenar dos sucessores de Pedro a concretiza&ccedil;&atilde;o geral desta promessa de Cristo. N&atilde;o encontraremos mesmo, em qualquer outra realidade hist&oacute;rica e institucional, algo de semelhante ao minist&eacute;rio petrino-papal, quer na fidelidade dogm&aacute;tica, quer na capacidade de se retomar e propor, do modo mais adequado a cada &eacute;poca.<\/p>\n<p>Como na nossa agora. O Papa Ratzinger trouxe ao pontificado, na sucess&atilde;o da grande figura de Jo&atilde;o Paulo II, o contributo muito oportuno da sua personalidade fort&iacute;ssima, nos aspectos doutrinais e pr&aacute;ticos.<\/p>\n<p>Intelectualmente, como intelig&ecirc;ncia aguda e aplicada, quer &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o eclesial, quer aos muitos anos j&aacute; vividos, da Alemanha a Roma, na prepara&ccedil;&atilde;o, realiza&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio Vaticano II, fielmente interpretado. Como professor de Teologia, como Bispo e Cardeal junto do Papa Wojtyla, em muitas aulas, confer&ecirc;ncias e obras escritas, nos debates com intelectuais de relevo, crentes e n&atilde;o crentes, o actual Pont&iacute;fice &eacute;, indubitavelmente, uma das vozes mais ouvidas e dos pensamentos mais seguidos, por todos os que n&atilde;o desistem de compreender e aprofundar tudo quanto &agrave; humanidade respeite. E isto mesmo em tempo de interroga&ccedil;&otilde;es gerais e desist&ecirc;ncias m&uacute;ltiplas. Ali&aacute;s, desde o princ&iacute;pio do seu pontificado, t&ecirc;m-se sucedido as refer&ecirc;ncias positivas e at&eacute; laudat&oacute;rias ao seu exerc&iacute;cio de raz&atilde;o, mesmo &ndash; e &agrave;s vezes sobretudo &ndash; por parte de pensadores n&atilde;o confessionais.<\/p>\n<p>&Eacute; marca distintiva do verdadeiro intelectual a capacidade de manter a serenidade do pensamento e a tranquilidade da escrita, por mais perturbado que esteja o tempo e por mais melindroso que seja o assunto. Tamb&eacute;m neste ponto &eacute; not&aacute;vel a figura de Bento XVI: n&atilde;o ilude a quest&atilde;o, n&atilde;o precipita o argumento, n&atilde;o antecipa a conclus&atilde;o e n&atilde;o bloqueia a leitura. Um exemplo &iacute;mpar de verdadeiro di&aacute;logo, que acredita na racionalidade comum e oferece ao interlocutor constantes motivos de reflex&atilde;o e subs&iacute;dios fecundos para finalmente perceber. Serenamente, partilha o caminho feito, dispon&iacute;vel para prosseguir, com as sugest&otilde;es que a realidade continue a oferecer. Comprova afinal a potencialidade da Tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, que criativamente guarda.<\/p>\n<p>Recordamos certamente a sua primeira enc&iacute;clica, <em>Deus Caritas Est<\/em>, e como as orienta&ccedil;&otilde;es pastorais e as indica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas s&atilde;o antecedidas por um dos mais claros e bem preenchidos resumos de quanto &agrave; afectividade humana respeita. O mesmo se diga das enc&iacute;clicas seguintes, sobre a esperan&ccedil;a e sobre os crit&eacute;rios de resolu&ccedil;&atilde;o da actual crise s&oacute;cio-econ&oacute;mica mundial, em termos de caridade na verdade. Ningu&eacute;m fica defraudado na expectativa ou no tempo que dedique a seguir o magist&eacute;rio de Bento XVI. Muito pelo contr&aacute;rio, ter&aacute; repetidas surpresas, deparando com ideias singulares e modos originais de apresentar verdades de sempre na linguagem do momento.<\/p>\n<p>Tr&ecirc;s exemplos apenas. Na exorta&ccedil;&atilde;o <em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm; 11, o Papa n&atilde;o receou referir-se deste modo &agrave; pr&oacute;pria transubstancia&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica: &ldquo;A convers&atilde;o substancial do p&atilde;o e do vinho no seu corpo e no seu sangue [de Cristo] insere dentro da cria&ccedil;&atilde;o o princ&iacute;pio duma mudan&ccedil;a radical, como uma esp&eacute;cie de &lsquo;fiss&atilde;o nuclear&rsquo; (para utilizar uma imagem hoje bem conhecida de todos n&oacute;s), verificada no mais &iacute;ntimo do ser; uma mudan&ccedil;a destinada a suscitar um processo de transforma&ccedil;&atilde;o da realidade, cujo termo &uacute;ltimo &eacute; a transfigura&ccedil;&atilde;o do mundo inteiro, at&eacute; chegar &agrave;quela condi&ccedil;&atilde;o em que Deus seja tudo em todos (<em>1 Cor<\/em> 15, 28)&rdquo;. Na enc&iacute;clica <em>Spe Salvi<\/em>, n&ordm; 2, tamb&eacute;m n&atilde;o hesitou em caracterizar muito modernamente a esperan&ccedil;a: &ldquo;Em linguagem actual, dir-se-ia: a mensagem crist&atilde; n&atilde;o era s&oacute; &lsquo;informativa&rsquo;, mas &lsquo;performativa&rsquo;. Significa isto que o Evangelho n&atilde;o &eacute; apenas uma comunica&ccedil;&atilde;o de realidades que se podem saber, mas uma comunica&ccedil;&atilde;o que gera factos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em  par. Quem tem esperan&ccedil;a, vive diversamente, foi-lhe dada uma vida nova&rdquo;. E, em 8 Dezembro passado, no tradicional acto de venera&ccedil;&atilde;o &agrave; Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o na Pra&ccedil;a de Espanha, em Roma, o Papa soube ser particularmente incisivo na den&uacute;ncia de muita vertigem medi&aacute;tica corrente e dos seus efeitos alienantes: &ldquo;&hellip; cada dia, atrav&eacute;s dos jornais, da televis&atilde;o e da r&aacute;dio, o mal &eacute; narrado, repetido e amplificado, habituando-nos &agrave;s coisas mais horr&iacute;veis [&hellip;]. O cora&ccedil;&atilde;o endurece-se e os pensamentos obscurecem-se. [&hellip;] Os <em>mass media<\/em> tendem a fazer com que nos sintamos sempre &lsquo;espectadores&rsquo;, como se o mal se referisse somente aos outros, e como se certas coisas nunca pudessem acontecer. Contudo somos sempre &lsquo;actores&rsquo; e, tanto no mal como no bem, o nosso comportamento tem influ&ecirc;ncia sobre os outros&rdquo;.<\/p>\n<p>Os exemplos continuariam, como decerto nos surpreender&atilde;o em muito do que nos disser em breve e, particularmente, aqui no Porto. S&oacute; um esp&iacute;rito excepcionalmente l&uacute;cido e atento consegue falar assim, motivando qualquer audit&oacute;rio minimamente interessado. Como maximamente estamos n&oacute;s, e sempre gratos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Personalidade forte, tamb&eacute;m nas aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. O exerc&iacute;cio racional nunca separou Bento XVI da realidade eclesial e mundial<\/span>, no que esta traga de mais concreto e interpelante, rumo &agrave; idoneidade evang&eacute;lica.<\/p>\n<p>Certamente recordamos as suas medita&ccedil;&otilde;es para a Via Sacra no Coliseu de Roma, pouco tempo antes da morte de Jo&atilde;o Paulo II. A&iacute; aludia com palavras fortes &ndash; e porventura inesperadas &ndash; &agrave;s graves contrafac&ccedil;&otilde;es por vezes observadas na Igreja e nos seus ministros, que urgia corrigir e ultrapassar. Pois bem, desde que assumiu o pontificado, Bento XVI tem sido incans&aacute;vel na an&aacute;lise e correc&ccedil;&atilde;o de abusos, refor&ccedil;ando-nos a todos no mesmo sentido e dando ao mundo um exemplo &iacute;mpar de reforma institucional, que certamente estimular&aacute; outros a fazerem o mesmo nos seus pr&oacute;prios campos.<\/p>\n<p>Lucidez e coer&ecirc;ncia, tamb&eacute;m n&atilde;o t&ecirc;m faltado a Bento XVI na abordagem doutras tem&aacute;ticas sens&iacute;veis, desde o campo ecum&eacute;nico e inter-religioso a tudo o que respeite &agrave; vida humana, da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural. E pena &eacute; que a agenda e a pressa medi&aacute;ticas n&atilde;o captem nem transmitam, em geral, a linha de pensamento e argumenta&ccedil;&atilde;o do Pont&iacute;fice, ficando-se frequentemente por alguma alus&atilde;o que, tirada do contexto, ocasione ou alimente a pol&eacute;mica. N&atilde;o s&atilde;o raros os que, lendo depois o que Bento XVI integralmente disse, v&ecirc;m reconhecer-lhe oportunidade e raz&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Digo por fim, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, que, dando muitas gra&ccedil;as a Deus pelo actual pontificado, devemos igualmente trabalhar para que o seu magist&eacute;rio seja mais acolhido e encontre mais consequ&ecirc;ncia na nossa vida pessoal e comunit&aacute;ria. Como ouv&iacute;amos no di&aacute;logo entre Jesus e Pedro, o minist&eacute;rio e a gra&ccedil;a do Papa existem na Igreja e para a Igreja, como solidez e fidelidade evang&eacute;licas mais garantidas. Apelo por isso &agrave;s comunidades cat&oacute;licas da Diocese do Porto, prestes a receberem a visita papal, que se comprometam a divulgar e aprofundar, entre os seus membros e no meio envolvente, os pronunciamentos de Bento XVI, passados, actuais e futuros. Ser crist&atilde;o &eacute; receber tudo quanto Cristo nos oferece: em Pedro e nos seus sucessores, Cristo garante-nos uma particular companhia e um constante apoio, certo e seguro, para a Igreja e para o mundo.<\/p>\n<p>E, como ouvimos o primeiro Papa garantir aos antigos presb&iacute;teros, ouviremos todos dentro de dias Bento XVI assegurar-nos aqui no Porto, por palavras semelhantes, a Cristo e a n&oacute;s referidas: &ldquo;Quando o Pr&iacute;ncipe dos pastores aparecer, recebereis a coroa de gl&oacute;ria que jamais se ofuscar&aacute;!&rdquo; (<em>1 Ped<\/em> 5, 4).<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 18 de Abril de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, aqui reunidos para dar gra&ccedil;as a Deus pela pessoa e o minist&eacute;rio do Santo Padre Bento XVI &nbsp; &nbsp; O primeiro sentimento propriamente crist&atilde;o &eacute; sempre de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as. 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