{"id":44723,"date":"2010-04-18T09:59:53","date_gmt":"2010-04-18T09:59:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/18\/naufragio-de-sao-paulo-na-ilha-de-malta\/"},"modified":"2010-04-18T09:59:53","modified_gmt":"2010-04-18T09:59:53","slug":"naufragio-de-sao-paulo-na-ilha-de-malta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/naufragio-de-sao-paulo-na-ilha-de-malta\/","title":{"rendered":"Naufr\u00e1gio de S\u00e3o Paulo na Ilha de Malta"},"content":{"rendered":"<p>Relato do livro dos Actos dos Ap\u00f3stolos <!--more--> <\/p>\n<p><strong>(Cap&iacute;tulo 27)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tempestade e naufr&aacute;gio &#8211;<\/strong> 14Em breve, por&eacute;m, vindo da ilha, desencadeou-se, um vento cicl&oacute;nico, chamado Euro-aquil&atilde;o. 15Sem poder resistir ao vento, o barco foi arrastado e deix&aacute;mo-nos ir &agrave; deriva. 16Passando velozmente ao abrigo de uma ilhota chamada Cauda, conseguimos, com grande dificuldade, lan&ccedil;ar a m&atilde;o &agrave; canoa. 17*Depois de i&ccedil;ada, empregaram-se os recursos de emerg&ecirc;ncia: amarraram o barco com cabos e, com receio de encalharem no golfo de Sirte, soltaram a &acirc;ncora flutuante e, assim, se deixaram ir.<\/p>\n<p>18No dia seguinte, como &eacute;ramos violentamente a&ccedil;oitados pela tempestade, come&ccedil;aram a alijar a carga 19e, ao terceiro dia, lan&ccedil;aram, com as pr&oacute;prias m&atilde;os, os aparelhos do barco. 20Durante v&aacute;rios dias, nem o Sol nem as estrelas foram vis&iacute;veis, e a tempestade continuava a a&ccedil;oitar-nos furiosamente. Desde ent&atilde;o, foi-se desvanecendo toda a esperan&ccedil;a de salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>21*Havia j&aacute; muito tempo que ningu&eacute;m comia. Ent&atilde;o Paulo colocou-se no meio deles e disse: &laquo;Meus amigos, dev&iacute;eis ter-me escutado e n&atilde;o largar de Creta. Isso ter-nos-ia poupado estes riscos e estes preju&iacute;zos. 22Seja como for, convido-vos a ter coragem, pois ningu&eacute;m perder&aacute; a vida aqui, apenas o barco se vai perder. 23Esta noite, apareceu-me um Anjo de Deus, a quem perten&ccedil;o e a quem sirvo, e disse-me: 24*&#8217;Nada receies, Paulo. &Eacute; necess&aacute;rio que compare&ccedil;as diante de C&eacute;sar e, por isso, Deus concedeu-te a vida de todos quantos navegam contigo.&#8217; 25Portanto, coragem, meus amigos, pois tenho confian&ccedil;a em Deus que tudo suceder&aacute; como me foi dito. 26Contudo, temos de encalhar numa ilha.&raquo;<\/p>\n<p>27Quando chegou a d&eacute;cima quarta noite, andando n&oacute;s &agrave; deriva no Adri&aacute;tico, os marinheiros suspeitaram, pelo meio da noite, que estava pr&oacute;xima uma terra. 28Lan&ccedil;aram a sonda e encontraram vinte bra&ccedil;as; um pouco mais adiante, lan&ccedil;aram-na outra vez e encontraram quinze. 29Receando que f&ocirc;ssemos bater em qualquer ponto contra os recifes, lan&ccedil;aram da popa quatro &acirc;ncoras e ficaram, impacientemente, &agrave; espera, do dia. 30Os marinheiros, todavia, procuravam fugir do barco e, sob pretexto de irem largar as &acirc;ncoras da proa, deitaram o escaler ao mar. 31Paulo, apercebendo-se de tudo, disse ao centuri&atilde;o e aos soldados: &laquo;Se esses homens n&atilde;o ficarem no barco, n&atilde;o podereis salvar-vos.&raquo; 32Ent&atilde;o, os soldados cortaram as amarras do escaler e deixaram-no cair.<\/p>\n<p>33Enquanto esperavam pelo dia, Paulo foi aconselhando a todos que tomassem alimento. &laquo;Hoje &#8211; dizia ele &#8211; &eacute; o d&eacute;cimo quarto dia que vos conservais na expectativa, em jejum, sem tomar nada. 34Aconselho-vos, portanto, a tomar algum alimento, pois &eacute; a vossa pr&oacute;pria salva&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em jogo. Nenhum de v&oacute;s perder&aacute; um s&oacute; cabelo da cabe&ccedil;a.&raquo; 35*Dito isto, tomou um p&atilde;o, deu gra&ccedil;as a Deus diante de todos, partiu-o e come&ccedil;ou a comer. 36Ent&atilde;o, cobraram &acirc;nimo e tamb&eacute;m eles se alimentaram. 37&Eacute;ramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas no barco. 38Uma vez saciados, aliviaram o barco, lan&ccedil;ando o trigo ao mar.<\/p>\n<p>39Quando o dia surgiu, n&atilde;o reconheceram a terra. Divisavam, por&eacute;m, uma enseada com a sua praia e pretenderam impelir para l&aacute; o barco. 40Soltaram as &acirc;ncoras, abandonando-as ao mar e, ao mesmo tempo, afrouxaram as cordas dos lemes. Depois i&ccedil;aram ao vento a vela da frente e seguiram rumo &agrave; praia. 41Mas, tendo batido num baixio, que tinha mar de ambos os lados, fizeram encalhar o navio. A proa, bem fincada, manteve-se firme, mas a popa foi-se desconjuntando com a for&ccedil;a das vagas.<\/p>\n<p>42Os soldados resolveram, ent&atilde;o, matar os prisioneiros, para que nenhum deles fugisse a nado. 43Mas o centuri&atilde;o, querendo salvar Paulo, impediu-os de executar os seus planos e ordenou primeiro aos que sabiam nadar que alcan&ccedil;assem a terra, atirando-se &agrave; &aacute;gua. 44Quanto aos outros, foram para terra, quer sobre pranchas, quer sobre os destro&ccedil;os do barco. E, assim, chegaram todos a terra, s&atilde;os e salvos.<\/p>\n<p><strong>(Cap&iacute;tulo 28)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Paulo em Malta&nbsp; &#8211;<\/strong> 1*Depois de salvos, &eacute; que soubemos que a ilha se chamava Malta. 2Os nativos trataram-nos com invulgar humanidade, pois acenderam uma grande fogueira, junto &agrave; qual nos recolheram a todos, por causa da chuva que estava a cair e por causa do frio.<\/p>\n<p>3Paulo juntou um bra&ccedil;ado de lenha seca e, ao lan&ccedil;&aacute;-la &agrave; fogueira, o calor fez saltar uma v&iacute;bora que se lhe enroscou na m&atilde;o. 4Quando os nativos viram a serpente pendurada na m&atilde;o dele, disseram uns aos outros: &laquo;Com certeza, esse homem &eacute; assassino, pois conseguiu salvar-se do mar, mas a justi&ccedil;a divina n&atilde;o o deixa viver.&raquo; 5Mas ele, sacudindo o r&eacute;ptil para o fogo, n&atilde;o sofreu dano algum, 6enquanto eles esperavam que viesse a inchar ou a cair repentinamente morto. Depois de terem aguardado muito tempo e verem que nada de anormal lhe acontecia, mudaram de opini&atilde;o e come&ccedil;aram a dizer que ele era um deus.<\/p>\n<p>7*Nas proximidades daquele s&iacute;tio, havia umas terras pertencentes ao Primeiro da ilha, que se chamava P&uacute;blio, o qual nos recebeu e, durante tr&ecirc;s dias, nos hospedou da forma mais cordial. 8Ora, o pai de P&uacute;blio estava retido no leito com febre e disenteria. Paulo foi v&ecirc;-lo e, depois de orar, imp&ocirc;s-lhe as m&atilde;os e curou-o. 9*Em consequ&ecirc;ncia disso, os outros enfermos da ilha vieram tamb&eacute;m procur&aacute;-lo e foram curados. 10Eles, por sua vez, cumularam-nos de honras e, na altura da partida, proveram-nos do que era necess&aacute;rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relato do livro dos Actos dos Ap\u00f3stolos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[168],"class_list":["post-44723","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44723"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44723\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}