{"id":44628,"date":"2010-04-13T13:39:42","date_gmt":"2010-04-13T13:39:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/13\/a-teologia-de-joseph-ratzinger-e-a-sua-relacao-com-o-judaismo\/"},"modified":"2010-04-13T13:39:42","modified_gmt":"2010-04-13T13:39:42","slug":"a-teologia-de-joseph-ratzinger-e-a-sua-relacao-com-o-judaismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-teologia-de-joseph-ratzinger-e-a-sua-relacao-com-o-judaismo\/","title":{"rendered":"A Teologia de Joseph Ratzinger e a sua rela\u00e7\u00e3o com o Juda\u00edsmo"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Joaquim Carreira das Neves <!--more--> <\/p>\n<p>O actual Papa &eacute; olhado pela elite intelectual como um grande pensador, ao mesmo tempo fil&oacute;sofo e, sobretudo, te&oacute;logo. A obra bibliogr&aacute;fica de Bento XVI soma uns seiscentos t&iacute;tulos. De todos sobressai o primeiro volume do livro <em>Jesus de Nazar&eacute;<\/em>, que j&aacute; atingiu dois milh&otilde;es de exemplares. Tamb&eacute;m s&atilde;o bem conhecidos os seus di&aacute;logos com fil&oacute;sofos agn&oacute;sticos e a sua posi&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e pol&iacute;tica sobre a Europa e o mundo.<\/p>\n<p>Pediram-me para apresentar o rosto e o pensamento do te&oacute;logo e do Papa na sua rela&ccedil;&atilde;o com o Juda&iacute;smo. O te&oacute;logo Joseph Ratzinger aborda o Juda&iacute;smo em todos os trabalhos teol&oacute;gicos que recorrem &agrave;s Escrituras Hebraicas (Antigo Testamento-AT) e, como sabemos, n&atilde;o h&aacute; qualquer abordagem de teologia crist&atilde; que n&atilde;o pressuponha um exame anal&eacute;ptico ao A.T. Na sua an&aacute;lise exeg&eacute;tica ao AT &eacute; importante reconhecer que Ratzinger cita continuamente os exegetas mais recentes, especialmente os alem&atilde;es, cat&oacute;licos e protestantes. De todos os seus estudos ao AT gostaria de referir o seu pensamento sobre o &ldquo;pecado original&rdquo;.<\/p>\n<p>Perante a letra do mito da cria&ccedil;&atilde;o (Gn 1-3), Ratzinger &eacute; do parecer que a narrativa mitol&oacute;gica deve ser compreendida a partir da chave hermen&ecirc;utica das duas imagens, a do &ldquo;jardim&rdquo; e a da &ldquo;serpente&rdquo;. A serpente simbolizava para os judeus os cultos da fertilidade, patentes na religi&atilde;o dos cananeus que viviam paredes-meias com os judeus depois da conquista da Terra Prometida. Os judeus eram atra&iacute;dos por estes cultos e, deste modo, abandonavam o Deus da Alian&ccedil;a. O pecado consiste neste abandono da Alian&ccedil;a de um Deus &Uacute;nico, Santo, Indiz&iacute;vel, com leis pr&oacute;prias. O povo era atra&iacute;do pelos deuses concretos dos cananeus e suas liturgias de &ldquo;del&iacute;rio e &ecirc;xtase&rdquo; (1). Ratzinger n&atilde;o refere o pensamento de Santo Agostinho que influenciou a Igreja de modo muito negativo, mas real&ccedil;a o pecado &ldquo;original&rdquo; de todos quantos v&ecirc;m a este mundo alterado por n&atilde;o aceitarem a Alian&ccedil;a de Deus. &ldquo;Nisso podemos dizer que reside a raiz do pecado, sob a forma de nega&ccedil;&atilde;o, por parte dos seres humanos, da sua condi&ccedil;&atilde;o de criaturas, na medida em que recusam aceitar a norma e as limita&ccedil;&otilde;es que nelas est&atilde;o impl&iacute;citas. Eles n&atilde;o querem ser criaturas, n&atilde;o querem estar sujeitos a uma norma, n&atilde;o querem ser dependentes&hellip; querem ser Deus&rdquo; (2).<\/p>\n<p>Esta maneira pr&oacute;pria de interpretar o AT &eacute; pr&oacute;prio de um grande te&oacute;logo que n&atilde;o se prende &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde; depois de Santo Agostinho. Entretanto, o te&oacute;logo Joseph Ratzinger &eacute; nomeado bispo, arcebispo, cardeal e, finalmente, Papa. Na entrevista, como Papa, que concede ao jornalista Peter Seewald, em 2005, ao ser interrogado sobre o &ldquo;pecado original&rdquo;, j&aacute; refere Santo Agostinho e a doutrina &ldquo;oficial&rdquo; da Igreja (3). E &eacute; a partir desta obra que descortinamos o pensamento de Joseph Ratzinger (Bento XVI) sobre o juda&iacute;smo.<\/p>\n<p>O jornalista come&ccedil;a por lhe perguntar: <em>Qual a raz&atilde;o que levou Deus a eleger um povo? E porqu&ecirc; esse em particular?<\/em> J. Ratzinger responde: &ldquo;O Antigo Testamento, em especial no Deuteron&oacute;mio, sublinha repetidamente a singularidade desta elei&ccedil;&atilde;o. (&hellip;) N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel explicar racionalmente esta elei&ccedil;&atilde;o que permanece um mist&eacute;rio. O ensinamento que daqui podemos retirar &eacute; que &eacute; Deu quem escolhe. Ele n&atilde;o escolhe para excluir o outro, mas para aceder a uns atrav&eacute;s dos outros, para entrar no jogo da hist&oacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p>O jornalista refere, depois, o ex&iacute;lio dos tr&ecirc;s mil anos de hist&oacute;ria, e pergunta: <em>Por que motivo o Egipto dos fara&oacute;s foi t&atilde;o grande e poderoso, e o povo com que Deus estabeleceu a sua alian&ccedil;a foi perseguido atrav&eacute;s dos s&eacute;culos, expulso e torturado, at&eacute; &agrave; tentativa de aniquila&ccedil;&atilde;o absoluta com o holocausto? <\/em>J. Ratzinger responde: &ldquo;As categorias de Deus s&atilde;o diferentes. A elei&ccedil;&atilde;o de Deus n&atilde;o confere grandeza no sentido das categorias terrenas. (&hellip;) Eis porque foi um povo em permanente risco de ser esmagado, entalado entre duas grandes pot&ecirc;ncias, o Egipto e a Babil&oacute;nia. Deus escreve a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria em qualquer coisa que n&atilde;o num poder mundano. Da&iacute; que o importante na Igreja n&atilde;o seja o poder terreno, mas o facto de sempre encarnar e representar a alteridade de Deus. (&hellip;) &Eacute; um verdadeiro enigma que esse povo diminuto, tanto tempo sem uma terra nem qualquer institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, existindo somente na sua dispers&atilde;o pelo mundo, conserve, apesar de tudo, a sua religi&atilde;o, que mantenha a sua identidade, que continue a ser Israel, que os judeus tenham permanecido judeus e continuado a ser um povo ao longo dos dois mil anos que passaram sem p&aacute;tria. Se mais n&atilde;o houver, este fen&oacute;meno por si s&oacute; permitiria entrever que alguma coisa de diferente est&aacute; aqui em causa. (&hellip;) Neste sentido, &eacute; not&oacute;rio que h&aacute; mais coisas em jogo do que casualidades hist&oacute;ricas. Todas as grandes pot&ecirc;ncias daquela &eacute;poca j&aacute; desapareceram. J&aacute; n&atilde;o existem nem os antigos eg&iacute;pcios, nem os babil&oacute;nios, nem os ass&iacute;rios. Israel permanece, ensina-nos algo sobre a firmeza e, inclusivamente, sobre o mist&eacute;rio de Deus.&rdquo;<\/p>\n<p>O jornalista volta a perguntar: <em>Os judeus s&atilde;o ainda o povo eleito de Deus?<\/em> E J. Ratzinger responde: &ldquo;Esta &eacute; uma quest&atilde;o muito debatida nos &uacute;ltimos tempos. &Eacute; &oacute;bvio que os judeus mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o especial com Deus e que Ele n&atilde;o os abandona. E esta tamb&eacute;m &eacute; a perspectiva do Novo Testamento. Paulo diz-nos na Ep&iacute;stola aos Romanos: &ldquo;No final todo o Israel ser&aacute; conduzido ao redil&rdquo;. A outra pergunta &eacute;: At&eacute; que ponto, depois dos acontecimentos do Novo Testamento, depois da cria&ccedil;&atilde;o da Igreja, povo de Deus escolhido entre todos os povos, uma vida baseada no Antigo Testamento que se fecha ao que &eacute; novo, procedente de Cristo, continua a ser um caminho v&aacute;lido? Existem hoje as mais diferentes teorias a este respeito. Como crist&atilde;os, estamos convencidos de que o AT est&aacute; internamente orientado para Cristo e de que s&oacute; encontra a sua aut&ecirc;ntica resposta, em sentido pleno, quando &eacute; lido a partir de Cristo. Com efeito, o cristianismo n&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; religi&atilde;o de Israel, &eacute; o Antigo Testamento lido &agrave; luz de Cristo. (&hellip;) Desse modo, o Novo Testamento n&atilde;o &eacute; um enxerto. Nem a nossa rela&ccedil;&atilde;o com o AT consiste em nos apropriarmos ilegalmente de algo que, na verdade, pertence a outros, consiste sim na exist&ecirc;ncia de um caminho interno que deixa o AT reduzido a um fragmento inacabado se n&atilde;o for assumido pelo Novo Testamento. Esta &eacute; uma das condi&ccedil;&otilde;es basilares do cristianismo. Mas esta convic&ccedil;&atilde;o corre paralelamente a outra, a de que Israel tem hoje uma miss&atilde;o especial. &Eacute; verdade que esperamos o momento em que tamb&eacute;m Israel diga sim a Cristo. (&hellip;) Por isso este povo continua a figurar de modo especial no plano divino.&rdquo;<\/p>\n<p>O jornalista volta a perguntar: <em>Quer isto dizer que os judeus t&ecirc;m de reconhecer o Messias?<\/em> Responde J. Ratzinger: &ldquo;&Eacute; no que acreditamos. (&hellip;) Na verdade, n&oacute;s os crist&atilde;os sempre saberemos que Cristo &eacute; tamb&eacute;m o Messias de Israel. Quando e de que maneira se realizar&aacute; a uni&atilde;o entre judeus e gentios &ndash; a unidade do povo de Deus &#8211; , isso, evidentemente, est&aacute; nas m&atilde;os de Deus. (&hellip;) Por um lado o &ldquo;n&atilde;o&rdquo; a Cristo leva os israelitas a uma situa&ccedil;&atilde;o de conflito com a posterior ac&ccedil;&atilde;o divina, mas ao mesmo tempo sabemos que eles t&ecirc;m assegurada a fidelidade a Deus. N&atilde;o est&atilde;o exclu&iacute;dos da salva&ccedil;&atilde;o, contribuem para ela determinantemente, e s&atilde;o objecto da paci&ecirc;ncia de Deus, tal como n&oacute;s.&rdquo; (4)<\/p>\n<p>O facto de J. Ratzinger referir as v&aacute;rias opini&otilde;es sobre Israel como &ldquo;povo eleito&rdquo; tem a ver com as rela&ccedil;&otilde;es entre a Igreja do NT e a Igreja do AT. Para muitos te&oacute;logos recentes, a quest&atilde;o deve colocar-se a partir da fun&ccedil;&atilde;o do <em>Reino de Deus<\/em> anunciado por Jesus. O &ldquo;Reino de Deus&rdquo; &eacute; mais do que a Igreja concreta. Estamos todos, judeus e crist&atilde;os, a caminho da realiza&ccedil;&atilde;o misteriosa desse Reino. O Conc&iacute;lio Vaticano II fala dos judeus como &ldquo;povo de Deus&rdquo; e da Igreja como &ldquo;o novo povo de Deus&rdquo;. Ser&aacute; que o &ldquo;novo&rdquo; ocupa o lugar do &ldquo;antigo&rdquo;? &Eacute; nesta dial&eacute;ctica que nos encontramos.<\/p>\n<p>Nem o jornalista nem J. Ratzinger colocaram o problema das catequeses pol&eacute;micas e apolog&eacute;ticas dos evangelhos. Em Jo&atilde;o 8, 44, o Jesus &ldquo;jo&acirc;nico&rdquo; afirma que o &ldquo;pai dos judeus &eacute; o diabo&rdquo;.&nbsp; Em Mc 16, 16, s&oacute; os que &ldquo;forem baptizados ser&atilde;o salvos&rdquo;. Em Act 4, 12, segundo S. Pedro, &ldquo;n&atilde;o h&aacute; salva&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o ser atrav&eacute;s de Jesus Cristo&rdquo;. N&atilde;o se trata, nos dois evangelhos citados, de palavras do &ldquo;Jesus hist&oacute;rico&rdquo;, mas da Igreja em pol&eacute;mica com os judeus e os pag&atilde;os. O mesmo se diga da catequese de Lucas nos Actos dos Ap&oacute;stolos. Mas foi esta catequese que originou as guerras posteriores entre crist&atilde;os e judeus.<\/p>\n<p>Finalmente, o fil&oacute;sofo, o te&oacute;logo e o pastor-papa J. Ratzinger visitou Auschwitz, Israel e foi orar a sinagogas de judeus. Interrogou Deus sobre o Holocausto, dialogou e orou com rabis nas sinagogas. Determinou como ac&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no seu pontificado o ecumenismo. O pensador e te&oacute;logo est&aacute; submergido no &ldquo;mist&eacute;rio de Deus&rdquo; em escatologia hist&oacute;rica. N&atilde;o h&aacute; Deus sem hist&oacute;ria, a come&ccedil;ar pela hist&oacute;ria de Israel. O pastor-papa apresenta-se como servidor da &ldquo;verdade crist&atilde;&rdquo; &ndash; o Messias j&aacute; veio para judeus e crist&atilde;os.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Pe. Joaquim Carreira das Neves, OFM, Professor Jubilado da UCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Joaquim Carreira das Neves<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,127,192,203,246,321],"class_list":["post-44628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-ecumenismo","tag-europa","tag-liturgia","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44628\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}