{"id":44627,"date":"2010-04-13T13:27:37","date_gmt":"2010-04-13T13:27:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/13\/joseph-ratzinger-bento-xvi-e-o-ecumenismo-a-busca-e-a-afirmacao-da-verdade\/"},"modified":"2010-04-13T13:27:37","modified_gmt":"2010-04-13T13:27:37","slug":"joseph-ratzinger-bento-xvi-e-o-ecumenismo-a-busca-e-a-afirmacao-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/joseph-ratzinger-bento-xvi-e-o-ecumenismo-a-busca-e-a-afirmacao-da-verdade\/","title":{"rendered":"Joseph Ratzinger\/Bento XVI e o ecumenismo &#8211; a busca e a afirma\u00e7\u00e3o da verdade"},"content":{"rendered":"<p>Eduardo Borges de Pinho <!--more--> <\/p>\n<p>1.Nestas notas sobre o pensamento ecum&eacute;nico de Joseph Ratzinger\/Bento XVI ressalto, antes de mais, quatro considera&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, anoto o facto de que os textos do te&oacute;logo J. Ratzinger sobre quest&otilde;es ecum&eacute;nicas n&atilde;o s&atilde;o em n&uacute;mero muito elevado e surgem a maior parte das vezes motivados por situa&ccedil;&otilde;es pontuais (frequentemente, s&atilde;o reflex&otilde;es cr&iacute;ticas sobre desenvolvimentos em curso na cena ecum&eacute;nica). Isso n&atilde;o invalida o grande alcance de algumas dessas reflex&otilde;es, mas n&atilde;o dispomos de um escrito com uma vis&atilde;o de conjunto sistematizada.<\/p>\n<p>N&atilde;o obstante isso, importa sublinhar que na vida, na teologia e na interven&ccedil;&atilde;o eclesial de J. Ratzinger\/Bento XVI o ecumenismo constitui, como uma das consequ&ecirc;ncias essenciais do Vaticano II, uma dimens&atilde;o imprescind&iacute;vel da viv&ecirc;ncia e da reflex&atilde;o teol&oacute;gica cat&oacute;licas. Para ele, n&atilde;o s&oacute; a teologia n&atilde;o pode ignorar o ecumenismo enquanto indispens&aacute;vel busca de um acolhimento pleno da heran&ccedil;a crist&atilde;, como tamb&eacute;m a tarefa ecum&eacute;nica tem de ser assumida como prioridade fundamental no nosso tempo (&eacute;, por isso, preocupa&ccedil;&atilde;o e dever que est&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o de Bento XVI desde o in&iacute;cio do seu pontificado).<\/p>\n<p>Importa n&atilde;o esquecer &ndash; terceiro aspecto &#8211; que, como noutros &acirc;mbitos, a figura ecum&eacute;nica de Joseph Ratzinger est&aacute; marcada na mem&oacute;ria presente pela sua ac&ccedil;&atilde;o como Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;. Os documentos publicados &ndash; sublinho a <em>Communionis Notio<\/em>, de 1992, e a Declara&ccedil;&atilde;o <em>Dominus Jesus<\/em>, de 2000 &#8211; e as quest&otilde;es (importantes) nele levantadas colocaram-no inevitavelmente sob o fogo da discuss&atilde;o teol&oacute;gica e da diversidade de leituras em termos ecum&eacute;nicos.<\/p>\n<p>&Eacute; not&oacute;rio, por fim, que, no pensamento e no modo de agir de J. Ratzinger\/Bento XVI, a situa&ccedil;&atilde;o e o futuro ecum&eacute;nicos assentam num caminho bipolar diferenciado que privilegia a aproxima&ccedil;&atilde;o ao mundo crist&atilde;o do Oriente em compara&ccedil;&atilde;o com o di&aacute;logo cat&oacute;lico-protestante, atravessado por diverg&ecirc;ncias eclesiol&oacute;gicas profundas e por novos problemas no campo &eacute;tico. Para o te&oacute;logo J. Ratzinger (que foi membro da Comiss&atilde;o Internacional de Di&aacute;logo Teol&oacute;gico Cat&oacute;lico-Ortodoxa), o facto de a tradi&ccedil;&atilde;o oriental\/ortodoxa ter mantido, apesar da ruptura, a unidade estrutural baseada sobre o princ&iacute;pio vigente desde o s&eacute;culo II da sucess&atilde;o apost&oacute;lica no episcopado &eacute; um elemento diferenciador absolutamente decisivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria j&aacute; deu os seus frutos com o renascer de um novo clima no di&aacute;logo cat&oacute;lico-ortodoxo e a aprova&ccedil;&atilde;o, em 2007, em Ravena, pela Comiss&atilde;o Teol&oacute;gica Mista de um documento sobre as &ldquo;Consequ&ecirc;ncias eclesiol&oacute;gicas e can&oacute;nicas da natureza sacramental da Igreja&rdquo;. Pela primeira vez, os representantes ortodoxos reconhecem a&iacute; um n&iacute;vel universal da Igreja e admitem que, tamb&eacute;m a esse n&iacute;vel universal, existe um Primaz, o qual, &agrave; luz da pr&aacute;tica em vigor desde a Igreja antiga, s&oacute; pode ser o Bispo de Roma. Na perspectiva da pr&oacute;xima reuni&atilde;o plen&aacute;ria prevista para Setembro deste ano, a Comiss&atilde;o trabalha agora um documento sobre &ldquo;O papel do bispo de Roma na Comunh&atilde;o da Igreja no primeiro mil&eacute;nio&rdquo;. Num livro de 1982 &ndash; recorde-se &ndash; J. Ratzinger retomou uma afirma&ccedil;&atilde;o feita j&aacute; em 1976: &ldquo;No que respeita &agrave; doutrina do papado, Roma n&atilde;o deve exigir do Oriente mais do que foi formulado e vivido no primeiro mil&eacute;nio&rdquo;. O que n&atilde;o quer dizer &ndash; clarificou posteriormente &ndash; que se possa simplesmente eliminar o segundo mil&eacute;nio da hist&oacute;ria da Igreja e o desenvolvimento dogm&aacute;tico nele verificado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Poucos saber&atilde;o que, no mais conhecido dicion&aacute;rio teol&oacute;gico protestante &ndash; <em>Religion in Geschichte und Gegenwart<\/em>, V, 1961 &ndash; J. Ratzinger escreveu um texto sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Protestantismo na perspectiva cat&oacute;lica&rdquo;. As reflex&otilde;es ent&atilde;o feitas indiciam convic&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas fundas que permanecem ao longo da vida do te&oacute;logo, do respons&aacute;vel eclesial na C&uacute;ria Romana, do bispo de Roma. A&iacute; se salienta que a quest&atilde;o fulcral eclesiol&oacute;gica que separa o protestantismo da Igreja cat&oacute;lica (e dos ortodoxos) &eacute; a quest&atilde;o da sucess&atilde;o apost&oacute;lica como forma indispens&aacute;vel da tradi&ccedil;&atilde;o da f&eacute;. N&atilde;o obstante isso &ndash; observa &ndash; o protestantismo tem riquezas que n&atilde;o podem ser ignoradas no mundo cat&oacute;lico. Se, em raz&atilde;o do n&atilde;o reconhecimento da sucess&atilde;o apost&oacute;lica em sentido estrito, n&atilde;o se pode falar aqui de &ldquo;Igreja&rdquo; em sentido pleno, &eacute;, no entanto, indiscut&iacute;vel a exist&ecirc;ncia de elementos que importa valorizar como realiza&ccedil;&atilde;o positiva da f&eacute; crist&atilde;. Nessa linha de pensamento deixa claro que o minist&eacute;rio (mesmo se est&aacute; fora da <em>sucessio<\/em> propriamente dita) e a eucaristia protestantes n&atilde;o s&atilde;o realidades &ldquo;nulas&rdquo;, sem qualquer valor salv&iacute;fico e eclesial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. As tomadas de posi&ccedil;&atilde;o da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; &ndash; concentro-me aqui na Declara&ccedil;&atilde;o <em>Dominus Jesus<\/em>, onde se reafirma como interpreta&ccedil;&atilde;o correcta conciliar a convic&ccedil;&atilde;o de que a Igreja de Jesus Cristo existe plenamente s&oacute; na Igreja cat&oacute;lica (fora dela existem apenas elementos de santifica&ccedil;&atilde;o e de verdade) &ndash; foram mal acolhidas pelas &ldquo;Comunidades eclesiais&rdquo; (evita-se intencionalmente o termo &ldquo;Igreja&rdquo;) provenientes da Reforma. Essa posi&ccedil;&atilde;o, no entanto, j&aacute; estava presente num coment&aacute;rio feito uns bons anos antes por J. Ratzinger&nbsp; sobre o n&ordm; 8 da <em>Lumen Gentium<\/em>: com a f&oacute;rmula <em>subsistit<\/em> (em vez de <em>est<\/em>) o Conc&iacute;lio, tocando embora no ponto nevr&aacute;lgico do problema ecum&eacute;nico, quis afirmar que a Igreja de Jesus Cristo se pode encontrar na Igreja cat&oacute;lica &ldquo;como <em>sujeito concreto<\/em> neste mundo&rdquo;, contrariando-se assim qualquer &ldquo;relativismo eclesiol&oacute;gico&rdquo;.<\/p>\n<p>Um ano antes (1999) tinha-se procedido, n&atilde;o sem dificuldades, &agrave; assinatura da Declara&ccedil;&atilde;o conjunta cat&oacute;lico-luterana sobre a justifica&ccedil;&atilde;o pela f&eacute;. Este sinal concreto da &ldquo;fraternidade redescoberta&rdquo; entre cat&oacute;licos e luteranos (palavras de Bento XVI) n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel sem a interven&ccedil;&atilde;o positiva final do Cardeal Ratzinger. Foi, sem d&uacute;vida, um passo de enorme significado ecum&eacute;nico, mas, na realidade, o conte&uacute;do deste documento ainda n&atilde;o foi &ldquo;recebido&rdquo; nem no campo luterano nem na Igreja cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>Compreende-se assim melhor porqu&ecirc; Bento XVI &eacute; uma figura &ldquo;respeitada&rdquo; no mundo protestante, sem despertar, no entanto, especial &ldquo;entusiasmo&rdquo; ecum&eacute;nico (ainda em Janeiro passado Margot K&auml;ssmann, bispa luterana e ex-Presidente da Igreja Evang&eacute;lica Alem&atilde;, dizia que, cinco anos depois, nada mais havia a esperar em termos ecum&eacute;nicos do actual pontificado). A cr&iacute;tica, mesmo que injusta e precipitada, aponta para um problema real: o di&aacute;logo ecum&eacute;nico com as Igrejas\/Comunidades eclesiais do Ocidente atravessa uma fase dif&iacute;cil. A realiza&ccedil;&atilde;o em Fevereiro passado, em Roma, de um Simp&oacute;sio para fazer um balan&ccedil;o dos di&aacute;logos ecum&eacute;nicos no p&oacute;s-Conc&iacute;lio e a recente visita de Bento XVI &agrave; comunidade luterana de Roma adquirem neste contexto particular significado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Como noutros aspectos do seu pontificado e da sua vida (recordo o lema episcopal &ldquo;Cooperador da verdade&rdquo;), Bento XVI coloca tamb&eacute;m aqui como tarefa nuclear a busca e a afirma&ccedil;&atilde;o da verdade. Da&iacute; o seu posicionamento cr&iacute;tico face a um ecumenismo &ldquo;superficial&rdquo; que, subalternando e n&atilde;o enfrentando at&eacute; ao fim a quest&atilde;o da verdade, n&atilde;o consegue atingir a unidade propriamente dita.<\/p>\n<p>Mas ele sabe tamb&eacute;m que a preocupa&ccedil;&atilde;o pela verdade n&atilde;o pode ser adequadamente mantida com exig&ecirc;ncias unilaterais e maximalistas de parte a parte. Maximalismo cat&oacute;lico &#8211; escreveu &#8211; seria, por exemplo e relativamente ao protestantismo, considerar &ldquo;nulos&rdquo; os minist&eacute;rios eclesiais protestantes e exigir, pura e simplesmente, a convers&atilde;o ao catolicismo. Como seria maximalismo protestante pedir &agrave; Igreja cat&oacute;lica o reconhecimento, sem limita&ccedil;&otilde;es, de todos os seus minist&eacute;rios e a aceita&ccedil;&atilde;o de uma concep&ccedil;&atilde;o de Igreja que renunciasse &agrave; estrutura apost&oacute;lica sacramental.<\/p>\n<p>De resto, h&aacute; na maneira de sentir e de pensar o problema ecum&eacute;nico em J. Ratzinger\/Bento XVI um realismo que surpreende. Consciente das dificuldades que acompanham esta complexa tarefa, tem apelado com insist&ecirc;ncia a que se saiba valorizar o presente: apesar do mal que representa, a divis&atilde;o dos crist&atilde;os &eacute; uma realidade que devemos saber ver na abertura aos dons de Deus, procurando caminhar o mais poss&iacute;vel em conjunto, assumindo o que de positivo e fecundo se vai manifestando, purificando a f&eacute; comum na descoberta da centralidade do amor evang&eacute;lico. Tamb&eacute;m aqui &eacute; &ldquo;o amor na verdade&rdquo; que nos ajudar&aacute; a saber distinguir entre o que &eacute; essencial e aquilo que n&atilde;o o &eacute;.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Jos&eacute; Eduardo Borges de Pinho, Professor de Teologia na UCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Borges de Pinho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,139,192,321],"class_list":["post-44627","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-communio","tag-ecumenismo","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44627"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44627\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}