{"id":44603,"date":"2010-04-12T15:34:39","date_gmt":"2010-04-12T15:34:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/12\/homilia-do-arcebispo-de-evora-na-celebracao-dos-73-anos-da-radio-renascenca\/"},"modified":"2010-04-12T15:34:39","modified_gmt":"2010-04-12T15:34:39","slug":"homilia-do-arcebispo-de-evora-na-celebracao-dos-73-anos-da-radio-renascenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-arcebispo-de-evora-na-celebracao-dos-73-anos-da-radio-renascenca\/","title":{"rendered":"Homilia do Arcebispo de \u00c9vora na celebra\u00e7\u00e3o dos 73 anos da R\u00e1dio Renascen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Por iniciativa do Clube Renascen&ccedil;a, viemos hoje ao Solar da Padroeira de Portugal, invocar a protec&ccedil;&atilde;o da Virgem Maria para a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a que, ao longo de setenta e tr&ecirc;s anos, se tem afirmado como <em>uma presen&ccedil;a crist&atilde; na comunica&ccedil;&atilde;o social e na cultura portuguesa<\/em>, por m&eacute;rito profissional dos seus dirigentes e trabalhadores e gra&ccedil;as ao apoio constante dos radiouvintes, que tem possibilitado acalmar as vagas alterosas do mar e suportar os rigores da travessia do deserto. Por feliz coincid&ecirc;ncia, a nossa reuni&atilde;o acontece quando est&aacute; prestes a completar-se um ano ap&oacute;s a canoniza&ccedil;&atilde;o de S. Nuno de Santa Maria (26.4.2009), defensor da P&aacute;tria, fundador deste Santu&aacute;rio Nacional e grande devoto da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; com alegria que o dizemos: a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a continua a ter a prefer&ecirc;ncia dos portugueses, tanto em territ&oacute;rio nacional como no estrangeiro e mant&eacute;m-se como l&iacute;der de audi&ecirc;ncia. Fiel ao seu estatuto editorial, tem sabido aliar a qualidade art&iacute;stica &agrave; qualidade dos conte&uacute;dos. A sua programa&ccedil;&atilde;o define-se por um equil&iacute;brio saud&aacute;vel entre o entretenimento, a cultura, os valores humanos e a dimens&atilde;o espiritual e religiosa, elementos essenciais &agrave; vida saud&aacute;vel. A alegria, a sensatez e o optimismo, alimentados pela esperan&ccedil;a crist&atilde;, s&atilde;o ingredientes que a tornam atraente sem ser vulgar, aberta e interactiva sem perder a sua linha de rumo civilizacional e evangelizadora.<\/p>\n<p>A sua hist&oacute;ria est&aacute; recheada de dificuldades, que nunca foram impedimento para deixar de seguir o ideal tra&ccedil;ado pelos fundadores, homens de grande f&eacute;, em cujo &iacute;ntimo sempre ecoaram as palavras que hoje ouvimos na leitura do Apocalipse e que ao longo da Hist&oacute;ria da Salva&ccedil;&atilde;o foram dirigidas &agrave;queles a quem eram confiadas miss&otilde;es especiais: <em>n&atilde;o tenhas receio.<\/em> Estas palavras n&atilde;o s&atilde;o um simples incentivo para despertar a coragem. S&atilde;o antes uma garantia dada por Aquele que chama, envia, promete aux&iacute;lio e a si pr&oacute;prio se define como o Primeiro e o &Uacute;ltimo, Aquele que vive para sempre. Foi essa voz do eterno Vivente que ouviu Jo&atilde;o, no meio das tribula&ccedil;&otilde;es a que tinha sido submetido na ilha de Patmos. A voz daquele que, depois de ressuscitar, apareceu aos Ap&oacute;stolos para reacender neles a alegria e lhes restituir a paz, ao mesmo tempo que lhes concedeu a for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo e os enviou a anunciar o Evangelho da salva&ccedil;&atilde;o e o perd&atilde;o dos pecados.<\/p>\n<p>Os Ap&oacute;stolos, depois de receberem a for&ccedil;a do alto, partiram a anunciar a Boa Nova da Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo a toda a parte, come&ccedil;ando por Jerusal&eacute;m, como ouvimos na leitura dos Actos dos Ap&oacute;stolos. Desde o in&iacute;cio, n&atilde;o lhe faltaram opositores. Mas nada nem ningu&eacute;m os fazia recuar. E porqu&ecirc;? Seria porque se mantinham <em>unidos pelos mesmos sentimentos,<\/em> <em>o povo<\/em> <em>os enaltecia e <\/em>aumentava cada vez mais o n&uacute;mero dos que aderiam &agrave; f&eacute;<em>? <\/em>Sem d&uacute;vida que todas essas circunst&acirc;ncias seriam incentivadoras mas n&atilde;o suficientes para explicar semelhante determina&ccedil;&atilde;o. O que certamente os movia era a for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo, que lhes recordou as palavras de Jesus que continuavam a ecoar nos seus ouvidos: <em>n&atilde;o tenhais medo, Eu venci o mundo e Eu estarei sempre convosco.<\/em><\/p>\n<p>Viram Jesus ressuscitado, Tom&eacute; tocou nas Suas chagas e todos acreditaram nele e nas palavras que Ele lhes dissera. Por isso come&ccedil;aram a dar testemunho da sua f&eacute; em toda a parte, com os meios que tinham ao seu alcance. Eles eram poucos, dispunham de fracos recursos e como foi extraordin&aacute;ria a sua ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora! Hoje somos muitos, dispomos de recursos e de meios muit&iacute;ssimo superiores e, no entanto, a evangeliza&ccedil;&atilde;o perdeu vigor e dinamismo. At&eacute; poder&iacute;amos desculpar-nos com o facto de n&atilde;o termos visto Jesus ressuscitado como eles. Por&eacute;m, Jesus, n&atilde;o disse que a felicidade estava em t&ecirc;-lo visto ressuscitado mas em ter acreditado. E se eles se consideravam felizes por terem acreditado depois de O terem visto, ainda s&atilde;o mais <em>felizes os que acreditam sem terem visto, <\/em>como disse Jesus.<\/p>\n<p>N&oacute;s pertencemos ao n&uacute;mero dos que n&atilde;o viram Jesus ressuscitado e acreditamos na Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Por isso devemos considerar-nos felizes. Mas eu pergunto: ser&aacute; que nos consideramos felizes por termos acreditado na ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus? Se de facto &eacute; assim, ent&atilde;o dever&iacute;amos comunicar sempre, em toda a parte, por todos os meios e a toda a gente, com efusiva alegria, a felicidade imensa de sentir a presen&ccedil;a de Cristo ressuscitado ao nosso lado, na nossa vida e na vida da comunidade crist&atilde;.<\/p>\n<p>&Eacute; essa a miss&atilde;o que foi confiada a cada um de n&oacute;s e a todas as institui&ccedil;&otilde;es eclesiais, usando todos os meios dispon&iacute;veis. Entre eles, sobressai a r&aacute;dio, que continua a ser um dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o mais poderosos, postos ao alcance da humanidade. Atrav&eacute;s dela a Boa Nova do Evangelho pode chegar a todos os recantos do globo terrestre. Por isso, as esta&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio, como as do Grupo Ranascen&ccedil;a, merecem o apoio de todos quantos se sentem de alguma forma comprometidos com a expans&atilde;o da Boa Nova. Pois, hoje como ontem, s&atilde;o reais os obst&aacute;culos que surgem no caminho mas tamb&eacute;m &eacute; real a for&ccedil;a que vem do alto e nos faz acreditar na presen&ccedil;a de Cristo Ressuscitado, que continua a dizer-nos: <em>n&atilde;o tenhais medo, Eu venci o mundo.<\/em><\/p>\n<p>Santu&aacute;rio Nacional de Vila Vi&ccedil;osa, 11 de Abril de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+Jos&eacute;, Arcebispo de &Eacute;vora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por iniciativa do Clube Renascen&ccedil;a, viemos hoje ao Solar da Padroeira de Portugal, invocar a protec&ccedil;&atilde;o da Virgem Maria para a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a que, ao longo de setenta e tr&ecirc;s anos, se tem afirmado como uma presen&ccedil;a crist&atilde; na comunica&ccedil;&atilde;o social e na cultura portuguesa, por m&eacute;rito profissional dos seus dirigentes e trabalhadores e gra&ccedil;as 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