{"id":44463,"date":"2010-04-04T18:44:14","date_gmt":"2010-04-04T18:44:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/04\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-3\/"},"modified":"2010-04-04T18:44:14","modified_gmt":"2010-04-04T18:44:14","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-3\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mortos para o pecado e vivos para Deus!<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, aqui iluminados na luz pascal:<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&Eacute; antes de mais a v&oacute;s, car&iacute;ssimos catec&uacute;menos, que me dirijo<\/span>. Agradecendo ao Esp&iacute;rito que vos trouxe aqui, para vos unir indelevelmente a Cristo: a Cristo, que vos dar&aacute; o nome e vos proporcionar&aacute; a filia&ccedil;&atilde;o divina, no Esp&iacute;rito que o une ao Pai.<\/p>\n<p>&Eacute; muito bom e oportuno verificar como acontece agora o que aconteceu h&aacute; quase dois mil&eacute;nios, com a mesma originalidade e frescura. Homens e mulheres deste tempo &ndash; como os homens e mulheres das primeiras gera&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s &ndash; descobrem que Jesus Cristo est&aacute; vivo. Descobrem que, assim sendo, a verdadeira vida, a que se sust&eacute;m em tudo e para sempre, &eacute; essa mesma que venceu a morte e j&aacute; preenche de eternidade os nossos dias.<\/p>\n<p>Isto descobristes v&oacute;s, caros catec&uacute;menos, pela palavra de algu&eacute;m, por uma leitura feita, pelo testemunho de crist&atilde;os, pelo percurso catecumenal. A pouco e pouco, de todos esses est&iacute;mulos e sinais, resultou uma presen&ccedil;a viva e vivificante. Aconteceu convosco algo semelhante ao que lemos num passo do Evangelho segundo S&atilde;o Jo&atilde;o: uma mulher da Samaria encontrara Jesus e, em Jesus, uma realidade nova e insuspeitada, que a enchera de alegria absoluta. N&atilde;o se conteve que n&atilde;o fosse comunic&aacute;-la aos conterr&acirc;neos. Estes insistiram com Jesus para que ficasse algum tempo com eles. E o trecho continua assim: &ldquo;Ent&atilde;o muitos mais creram nele por causa da sua prega&ccedil;&atilde;o, e diziam &agrave; mulher: &lsquo;J&aacute; n&atilde;o &eacute; pelas tuas palavras que acreditamos; n&oacute;s pr&oacute;prios ouvimos e sabemos que Ele &eacute; verdadeiramente o Salvador do mundo&rsquo;&rdquo; (<em>Jo<\/em> 4, 41-42).<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o foi assim que aconteceu convosco?! &ndash; N&atilde;o &eacute; assim que aconteceu e continua a acontecer com todos n&oacute;s, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s?! Foi, &eacute; e ser&aacute; assim, para al&eacute;m de todas as trevas antigas e actuais, de todas as tristezas do mundo e que at&eacute; na Igreja subsistam. Da mem&oacute;ria viva que mantemos d&rsquo;Ele, do testemunho evang&eacute;lico que algu&eacute;m nos traga, da ambi&ecirc;ncia &uacute;nica da comunidade crist&atilde;, da caridade profunda de algum gesto feito, sobressaiu-nos Ele, Cristo vivo e Senhor do tempo novo.<\/p>\n<p>Sabemo-lo. Inegavelmente sabemo-lo, porque esta voz n&atilde;o se dissolve nas outras, nem se confunde com mais nenhuma. Sabemo-lo, porque esta mem&oacute;ria n&atilde;o cansa e est&aacute; cheia de futuro. Sabemo-lo, num saber de experi&ecirc;ncia feito, num saber de conviv&ecirc;ncia alimentado, de ora&ccedil;&atilde;o sustentado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&Eacute; uma sabedoria aberta, porque n&atilde;o condicionamos Cristo ao que pod&iacute;amos prever d&rsquo;Ele, marcando-lhe o encontro e a forma<\/span>. Muitos que O tinham ouvido falar dum reino, previam-no rei como os outros, ainda que mais poderoso e fulgurante. Mesmo na sua roda mais pr&oacute;xima, havia quem pensasse assim. Ficaram frustrados na expectativa e afastaram-se antes ou depois da sua morte. Para estas e outras expectativas, o Calv&aacute;rio fora uma desilus&atilde;o total: um homem torturado, crucificado e morto, era s&oacute; o que podiam ver, que j&aacute; n&atilde;o queriam ver. As trevas cobriram a terra. Ainda houve quem o sepultasse &agrave; pressa, rolando uma grande pedra, como quem desistia para sempre.<\/p>\n<p>At&eacute; a&iacute;, a realidade era s&oacute; a conhecida; a sabedoria era apenas previs&atilde;o. Previs&atilde;o que nem sequer inclu&iacute;a aquela hist&oacute;ria antiga de promessas por cumprir, essa mesma que fomos acompanhando com as leituras j&aacute; escutadas nesta Vig&iacute;lia. Hist&oacute;ria sagrada, porque, mais do que aos homens, revelava a Deus, na sua vontade irreprim&iacute;vel de ser &ldquo;Deus connosco&rdquo;, ainda al&eacute;m das nossas expectativas, sempre acima das nossas desist&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Mas naquela madrugada &ndash; nesta mesma que revivemos agora -aconteceu como ouvimos: &ldquo;As mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia foram ao sepulcro, levando os perfumes que tinham preparado. Encontraram a pedra do sepulcro removida e, ao entrarem, n&atilde;o acharam o corpo do Senhor Jesus&rdquo;.<\/p>\n<p>Caros catec&uacute;menos &ndash; e n&oacute;s todos convosco &ndash; aqui est&aacute; o sobressalto, a cesura que abre a realidade al&eacute;m das expectativas. N&atilde;o aconteceu com qualquer um ou uma. Aconteceu com aquelas mulheres &ldquo;que tinham vindo com Jesus da Galileia&rdquo;. N&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;rio ser sempre assim, mas quase sempre acontece: h&aacute; um certo caminho que prepara o encontro, h&aacute; uma certa companhia &ndash; pode ser uma simples curiosidade intelectual, a conversa&ccedil;&atilde;o com algum crente, alguma rotina religiosa at&eacute; &ndash; que pode abrir &agrave; surpresa.&nbsp; E ali mesmo, onde julg&aacute;vamos encontrar um resto, abre-se de s&uacute;bito um vazio, a preencher doutra maneira. Doutra inimagin&aacute;vel maneira.<\/p>\n<p>E o trecho continuava: &ldquo;Estando elas perplexas com o sucedido, apareceram-lhes dois homens com vestes resplandecentes. Ficaram amedrontadas e inclinaram o rosto para o ch&atilde;o, enquanto eles lhes diziam: &lsquo;Porque buscais entre os mortos Aquele que est&aacute; vivo?&rdquo;.<\/p>\n<p>As vestes resplandecentes d&atilde;o outra luz ao an&uacute;ncio, indicando-lhe a origem celeste. Como se volt&aacute;ssemos &agrave; primeira luz do mundo, que s&oacute; de Deus proviera: &ldquo;No princ&iacute;pio, quando Deus criou os c&eacute;us e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo, e o esp&iacute;rito de Deus movia-se sobre a superf&iacute;cie das &aacute;guas. Deus disse: &lsquo;Fa&ccedil;a-se a luz.&rsquo; E a luz foi feita&rdquo; (<em>Gn<\/em> 1, 1-3). O t&uacute;mulo &eacute; a nova terra vazia, a luz daqueles homens resplandecentes incide agora sobre a nova cria&ccedil;&atilde;o: a vida absoluta do Ressuscitado, a vida que precisamente n&rsquo;Ele, novo Ad&atilde;o, nos &eacute; oferecida. Essa mesma que o c&iacute;rio pascal acendeu esta noite, essa mesma que a veste branca dos baptizados assinalar&aacute; aqui.<\/p>\n<p>E a pergunta que lhes foi feita, &eacute;-nos feita tamb&eacute;m a n&oacute;s: &ldquo;porque buscais entre os mortos Aquele que est&aacute; vivo?&rdquo; Sim, car&iacute;ssimos catec&uacute;menos, a convers&atilde;o significa uma profunda mudan&ccedil;a da nossa compreens&atilde;o das coisas. O pior que nos poderia suceder seria abeirarmo-nos desta realidade nov&iacute;ssima tentando reduzi-la ao que j&aacute; antes conhec&iacute;amos, negando-lhe a autenticidade e a oportunidade.<\/p>\n<p>Tudo quanto nos &eacute; dado em Jesus Ressuscitado &eacute; absolutamente novo, n&atilde;o podendo ser aprisionado por preconceitos e ideias feitas. N&atilde;o o encontraremos &ldquo;entre os mortos&rdquo; e nem sequer bastar&atilde;o os vivos &ndash; desta vida natural &#8211;&nbsp; que ainda n&atilde;o &ldquo;morreram&rdquo;. S&oacute; a realidade irredut&iacute;vel do Crucificado &#8211; Ressuscitado, tamb&eacute;m naqueles que o seu Esp&iacute;rito come&ccedil;a a ressuscitar neste mundo, pode constituir agora a base e a subst&acirc;ncia do que pensemos, digamos e fa&ccedil;amos.<\/p>\n<p>Para melhorar alguma coisa nesta terra, bastaria a primeira luz do G&eacute;nesis; e por aqui ficar&iacute;amos, voltando ao p&oacute; donde provimos. Para divisarmos e nos ambientarmos j&aacute; &agrave;quela &ldquo;terra&rdquo; que as bem-aventuran&ccedil;as prometem (cf. <em>Mt<\/em> 5, 5), &eacute; precisa esta &uacute;ltima luz pascal e o esplendor dos seus mensageiros. De todos os que anunciaram e agora continuam a anunciar: &ldquo;N&atilde;o est&aacute; aqui: ressuscitou!&rdquo;. Tamb&eacute;m por isso a nossa veste &eacute; branca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">E tudo o mais que ouvimos continua a acontecer<\/span>. Aquelas mulheres foram contar aos Ap&oacute;stolos o que tinham visto &ndash; especialmente o que n&atilde;o tinham visto &ndash; e o que tinham ouvido sobre a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus. N&atilde;o foi grande o acolhimento, pois &agrave;queles homens que s&oacute; depois fariam jus ao nome de &ldquo;ap&oacute;stolos = enviados&rdquo;, as palavras das mulheres &ldquo;pareciam-lhes um desvario, e n&atilde;o acreditaram nelas&rdquo;.<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, connosco n&atilde;o ser&aacute; doutra maneira. Rendidos que estejamos &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, r&aacute;pidos e sol&iacute;citos que sejamos em anunci&aacute;-la a todos, depararemos com muitas resist&ecirc;ncias de fora e at&eacute; de dentro. De fora, naturalmente, onde a luz pascal ainda n&atilde;o tenha incidido por falta de mensageiros &ldquo;resplandecentes&rdquo;, por palavras e obras de grande coer&ecirc;ncia pascal. Mas tamb&eacute;m &ldquo;de dentro&rdquo;, quando o nosso, assim dito, cristianismo n&atilde;o ultrapassar uma religiosidade natural, mais ou menos folcl&oacute;rica, onde j&aacute; nem sequer incide aquela primeira luz da cria&ccedil;&atilde;o. E resist&ecirc;ncias &ldquo;de dentro&rdquo; de n&oacute;s mesmos, enquanto toda a nossa intelig&ecirc;ncia, toda a nossa vontade, todos os nossos afectos n&atilde;o estiverem transfigurados pela luz definitiva em que a ressurrei&ccedil;&atilde;o acontece.<\/p>\n<p>Irm&atilde;os catec&uacute;menos, tudo o que importa j&aacute; vos foi dito por S&atilde;o Paulo, no trecho que ouvimos da carta aos Romanos. Com ele sabemos que o baptismo n&atilde;o &eacute; um rito exterior ou uma conveni&ecirc;ncia social, mais ou menos adiado e localizado por conveni&ecirc;ncias de rela&ccedil;&otilde;es, de locais ou de festas. &Eacute; absolutamente outra coisa, porque se trata radicalmente doutra vida, t&atilde;o nova como a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo em n&oacute;s, t&atilde;o exigente como a sua morte tamb&eacute;m. S&atilde;o Paulo, de facto, n&atilde;o poupa nas palavras nem normaliza a linguagem: &ldquo;Todos n&oacute;s que fomos baptizados em  Jesus Cristo fomos baptizados na Sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na Sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela gl&oacute;ria do pai, tamb&eacute;m n&oacute;s vivamos uma vida nova&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o vos pare&ccedil;a isto demais, porque menos n&atilde;o seria nada, crist&atilde;mente falando. Deixai-me por isso, car&iacute;ssimos catec&uacute;menos, deixai-me por isso, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, pedir-vos a todos o que os mensageiros divinos pediram &agrave;s mulheres que foram ao t&uacute;mulo, o que Paulo pediu aos crist&atilde;os de Roma: testemunhai com renovada convic&ccedil;&atilde;o e ainda mais brilhante fulgor a presen&ccedil;a do Ressuscitado e a novidade do seu reino. Com toda a consequ&ecirc;ncia pr&aacute;tica nas vossas vidas, como &eacute; imprescind&iacute;vel sempre e muito particularmente agora. Ainda com as palavras de Paulo: &ldquo;Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida &eacute; uma vida para Deus. Assim v&oacute;s tamb&eacute;m, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em  Cristo Jesus&rdquo;.<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 3 &ndash; 4 de Abril<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mortos para o pecado e vivos para Deus! &nbsp; Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, aqui iluminados na luz pascal: &Eacute; antes de mais a v&oacute;s, car&iacute;ssimos catec&uacute;menos, que me dirijo. 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