{"id":44441,"date":"2010-04-02T01:22:37","date_gmt":"2010-04-02T01:22:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/02\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-3\/"},"modified":"2010-04-02T01:22:37","modified_gmt":"2010-04-02T01:22:37","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-3\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><strong>O futuro da Igreja, numa imensa adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica&hellip;&acute;<\/strong><\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Reunidos nesta Missa Vespertina da Ceia do Senhor, dissemos j&aacute;, na ora&ccedil;&atilde;o colecta, o mais importante do que nos traz aqui<\/span>. Vale a pena record&aacute;-la: &ldquo;Senhor nosso Deus, que nos reunistes para celebrar a Ceia sant&iacute;ssima em que o Vosso Filho Unig&eacute;nito, antes de se entregar &agrave; morte, confiou &agrave; Igreja o sacrif&iacute;cio da nova e eterna alian&ccedil;a, fazei que recebamos, neste sagrado banquete, a plenitude da caridade e da vida&rdquo;.<\/p>\n<p>Aqui est&aacute; tudo quanto deve preencher estes solenes momentos: a mem&oacute;ria viva da &Uacute;ltima Ceia &ndash; pois n&atilde;o haver&aacute; outra &ndash; e o acolhimento pleno da caridade e da vida que Cristo nos oferece.<\/p>\n<p>Sobre a definitividade desta Ceia, &eacute; conhecida a recomenda&ccedil;&atilde;o de Teresa de Calcut&aacute;, aos sacerdotes e a todos: &ldquo;Celebra esta Missa como se fosse a primeira, celebra esta Missa como se fosse a &uacute;ltima, celebra esta Missa como se fosse a &uacute;nica&rdquo;. Nela se concentra tudo, como sacramento da Cruz: um Deus que em Cristo de entrega, Deus humanado, para fazer de n&oacute;s humanidade divinizada; a absoluta alian&ccedil;a entre Deus e o homem, que, pessoalmente realizada em Cristo, sacramentalmente nos &eacute; oferecida agora; a nossa incorpora&ccedil;&atilde;o em tal realidade, por nos convertermos a ela e ela nos converter em seus sinais no mundo.<\/p>\n<p>Pedimos, por fim e em resumo, tudo quanto a Eucaristia oferece, ou seja, &ldquo;a plenitude da caridade e da paz&rdquo;.<\/p>\n<p>Meditemos um pouco mais sobre o que enunci&aacute;mos e pedimos. Para isso aqui estamos e com isso mesmo vamos ao Cen&aacute;culo e ao G&oacute;lgota. Como crentes sinceros e agradecidos, mendigos do verdadeiro amor do Pai, que nos oferece Cristo; como do verdadeiro amor de Cristo, que por n&oacute;s se oferece ao Pai, vida por vida, arco existencial completo e absoluto, no &iacute;mpeto do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>H&aacute;, antes de mais e sempre, a oferta de Cristo, do Pai provinda e pelo pr&oacute;prio consentida, no c&aacute;lice que aceitou beber. &Eacute; mesmo o n&uacute;cleo da tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, assim transmitida por Paulo, como ele j&aacute; a recebera tamb&eacute;m: &ldquo;Irm&atilde;os: Eu recebi do Senhor o que tamb&eacute;m vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o p&atilde;o e, dando gra&ccedil;as, partiu-o e disse: &lsquo;Isto &eacute; o Meu Corpo, entregue por v&oacute;s&hellip;&rdquo;.<\/p>\n<p>De Cristo morto e entregue&hellip; Duma morte atroz e in&iacute;qua, infligida a um jovem de trinta e poucos anos, que tanto bem fizera e coisas maravilhosas dissera, ainda que exigentes e fortes. Salva-nos o facto dessa morte ser &uacute;nica, ainda que concentrando todas as mortes in&iacute;quas de inocentes sem conta: &uacute;nica por esse homem ser o pr&oacute;prio Deus incarnado, Deus Filho na nossa humanidade, trazendo a toda a debilidade humana a inteira caridade divina. Na Cruz assumida e sofrida, Deus Filho volta a Deus Pai devolvendo-Lhe o Esp&iacute;rito. E a&iacute; mesmo, onde se concentra toda a cruz do mundo, tudo recome&ccedil;a tamb&eacute;m: por Ele, que nos eleva, e para n&oacute;s, a quem se oferece. &Eacute; precisamente este corpo entregue que a Eucaristia celebra e partilha.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">De um Deus entregue, vivemos n&oacute;s<\/span>. N&atilde;o sei se alguma vez o conseguiremos compreender e aceitar plenamente, t&atilde;o imensa &eacute; esta verdade. Verdade dif&iacute;cil, por contrariar o que nos &eacute; mais espont&acirc;neo, ou seja, a nossa tend&ecirc;ncia para partirmos de n&oacute;s, sempre de n&oacute;s, teimosamente de n&oacute;s. Na gram&aacute;tica que usamos, insistimos na primeira pessoa: &ldquo;Eu quero, eu desejo, eu fa&ccedil;o ou hei-de fazer&hellip;&rdquo;. Os outros v&ecirc;m a seguir, como companhia ou concorr&ecirc;ncia. Na gram&aacute;tica divina, cada Um s&oacute; &eacute; o que &eacute; na refer&ecirc;ncia ao Outro: O Pai s&oacute; o &eacute; por gerar o Filho; o Filho, por ser gerado pelo Pai; o Esp&iacute;rito por proceder dos Dois.<\/p>\n<p>Mas n&oacute;s temos enorme dificuldade em ser assim. Mesmo com as melhores inten&ccedil;&otilde;es, &eacute; de n&oacute;s que partimos geralmente, para realizar projectos de curto ou longo prazo. &Eacute; verdade que ainda repetimos &ldquo;at&eacute; amanh&atilde;, se Deus quiser&rdquo;, mas &eacute; quase s&oacute; por dizer e com pouca disponibilidade para que seja diferente do que desejamos ou previmos. Recordo a prop&oacute;sito, um trecho da <em>Carta de Tiago<\/em>, muito expressivo e realista: &ldquo;E agora, v&oacute;s dizeis: &lsquo;Hoje ou amanh&atilde; iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, faremos neg&oacute;cios e ganharemos bom dinheiro. V&oacute;s, que nem sequer sabeis o que ser&aacute; a vossa vida no dia de amanh&atilde;! O que &eacute;, afinal, a vossa vida? Sois fumo que aparece por um instante e logo a seguir se desfaz! Em vez disso, deveis dizer: &lsquo;Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo&rsquo;&rdquo; (<em>Tg<\/em> 4, 13-15).<\/p>\n<p>&Eacute; um incisivo repto a viver eucaristicamente, de Cristo e para Cristo, segundo o des&iacute;gnio de Deus Pai. S&atilde;o Paulo sentia-o vivamente, ao resumir-se com estas palavras, quais rasgos de alma: &ldquo;Sim, o amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um s&oacute; morreu por todos e, portanto, todos morreram. Ele morreu por todos e, portanto, todos morreram. Ele morreu por todos a fim de que, os que vivem, n&atilde;o vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles ressuscitou&rdquo; (<em>2 Cor<\/em> 5, 14-15).&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Viver de Cristo e para Cristo, vivendo com Ele do Pai e para o Pai, na uni&atilde;o do Esp&iacute;rito. Bastaram trinta e poucos anos a Jesus para o demonstrar na terra. Segundo S&atilde;o Lucas, a primeira frase de Jesus adolescente, j&aacute; no templo de Jerusal&eacute;m, &eacute; responder a Maria e a Jos&eacute;: &ldquo;Por que me procur&aacute;veis? N&atilde;o sab&iacute;eis que devia estar em casa de meu Pai?&rdquo; (<em>Lc<\/em> 2, 49). E a &uacute;ltima, j&aacute; no alto do G&oacute;lgota, novo templo do seu corpo entregue, &eacute;, como lembramos: &ldquo;Pai, nas tuas m&atilde;os entrego o meu esp&iacute;rito&rdquo; (<em>Lc<\/em> 23, 46).<\/p>\n<p>Irm&atilde;os e irm&atilde;s, repitamos ainda uma vez a Colecta desta Missa da Ceia do Senhor: &ldquo;Fazei, Senhor, que recebamos neste sagrado banquete do amor do Vosso Filho a plenitude da caridade e da vida!&rdquo;. Assim precisamos, na verdade, agora e sempre mais. N&atilde;o faltam dificuldades na vida das fam&iacute;lias, da sociedade e mesmo da nossa Igreja. Recebamos de Cristo a oferta de si pr&oacute;prio, caridade e vida das nossas vidas, como na Eucaristia acontece. Recebamo-Lo e preparemo-nos para O receber com maior fidelidade e prop&oacute;sito, com muito maior entrega e ades&atilde;o ao seu amor.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; outra fonte onde beber, outra for&ccedil;a a buscar, outra luz a receber. Dizemo-lo tantas vezes, sejamos mais coerentes agora. Na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal <em>Sacramentum Caritatis<\/em>, sobre a Eucaristia fonte e &aacute;pice da vida e da miss&atilde;o da Igreja, o Papa Bento XVI liga, com toda a pertin&ecirc;ncia, qualquer ressurgimento da Igreja &agrave; aten&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica retomada: &ldquo;O sacramento do altar est&aacute; sempre no centro da vida eclesial; gra&ccedil;as &agrave; Eucaristia, a Igreja renasce sempre de novo! Quanto mais viva for a f&eacute; eucar&iacute;stica no povo de Deus, tanto mais profunda ser&aacute; a sua participa&ccedil;&atilde;o na vida eclesial por meio duma ades&atilde;o convicta &agrave; miss&atilde;o que Cristo confiou aos seus disc&iacute;pulos. Testemunha-o a pr&oacute;pria hist&oacute;ria da Igreja: toda a grande reforma est&aacute;, de algum modo, ligada &agrave; redescoberta da f&eacute; na presen&ccedil;a eucar&iacute;stica do Senhor no meio do seu povo&rdquo; (<em>SC<\/em>, n&ordm; 6).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">S&atilde;o program&aacute;ticas estas palavras do Sucessor de Pedro, que presidir&aacute; &agrave; Eucaristia na nossa cidade, daqui a m&ecirc;s e meio<\/span>. Program&aacute;ticas para a Igreja que queremos eucaristicamente renovada em miss&atilde;o, recebendo a Cristo para O levar ao mundo.<\/p>\n<p>S&atilde;o tamb&eacute;m motivo de revis&atilde;o de vida, pessoal e pastoralmente falando. Porque surgem decerto as perguntas: &#8211; Que centralidade tem a Eucaristia nos nossos Domingos e nos dias que se seguem? &ndash; Que tempo dedicamos &agrave; adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, quer em solene exposi&ccedil;&atilde;o, quer em ora&ccedil;&atilde;o particular diante do sacr&aacute;rio? &ndash; Com que respeito nos comportamos nos nossos templos, diante do Sant&iacute;ssimo Sacramento neles guardado?<\/p>\n<p>Na verdade, irm&atilde;os e irm&atilde;s, o futuro da Igreja s&oacute; pode estar numa imensa adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, pois ela vive do que lhe foi assinalado na Ceia e dado na Cruz. E a pr&oacute;pria miss&atilde;o &ndash; como a que queremos redobrar este ano &ndash; &eacute; da Eucaristia que nasce e &eacute; na sua adora&ccedil;&atilde;o que se aviva, como bom cont&aacute;gio da caridade de Cristo: como quem alarga uma conviv&ecirc;ncia, como quem alastra a comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Oi&ccedil;amos a este prop&oacute;sito outro trecho da mesma exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica de Bento XVI: &ldquo;A uni&atilde;o com Cristo, que se realiza no sacramento, habilita-nos tamb&eacute;m a uma novidade de rela&ccedil;&otilde;es sociais: a &lsquo;m&iacute;stica&rsquo; do sacramento tem um car&aacute;cter social, porque [&hellip;] a uni&atilde;o com Cristo &eacute;, ao mesmo tempo, uni&atilde;o com todos os outros aos quais Ele se entrega. Eu n&atilde;o posso ter Cristo s&oacute; para mim; posso pertencer-Lhe somente unido a todos aqueles que se tornaram ou h&atilde;o-de tornar Seus&rdquo; (<em>SC<\/em>, n&ordm; 89). E, dirigindo-se a oferta de Cristo &agrave; totalidade da indig&ecirc;ncia humana, ningu&eacute;m ficar&aacute; de fora da projec&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, atrav&eacute;s daqueles que a recebem e transmitem a Sua imensa caridade partilhada.<\/p>\n<p>Estamos assim no &acirc;mago das &uacute;ltimas coisas, concentradas e entregues na Cruz do Senhor, eucaristicamente celebrada e acolhida. Nela est&aacute; toda a nossa gl&oacute;ria, a atrac&ccedil;&atilde;o universal e a alegria dos cora&ccedil;&otilde;es. Total era para S&atilde;o Jo&atilde;o Maria Vianney, magn&iacute;fico inspirador do presente Ano Sacerdotal, que n&atilde;o pode ficar sem cita&ccedil;&atilde;o, a concluir esta homilia. &Eacute; um belo testemunho de quem o viu e ouviu, soando assim: &ldquo;&lsquo;No &uacute;ltimo ano de vida [&hellip;] falou-nos do amor de Deus e p&ocirc;s-se a chorar&rsquo;. Come&ccedil;ava, &agrave;s vezes, no p&uacute;lpito, a tratar de diferentes mat&eacute;rias, mas sempre se voltava para Nosso Senhor, presente na Eucaristia. &lsquo;Esse atractivo pela presen&ccedil;a real aumentou de modo extraordin&aacute;rio no fim da sua vida&hellip; Interrompia a prega&ccedil;&atilde;o e chorava. O seu rosto parecia resplandecer e s&oacute; se ouviam exclama&ccedil;&otilde;es de amor&rsquo;&rdquo; (Francis Trochu, <em>O Cura d&rsquo;Ars<\/em>, Braga, 1987, p.608-609).&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Estava no fim da sua vida, sintetizando o que ela sempre fora, desde a primeira comunh&atilde;o. Estejamos com ele agora, no mesmo Cristo eucar&iacute;stico, cora&ccedil;&atilde;o da Igreja e da miss&atilde;o.<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 1 de Abril de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futuro da Igreja, numa imensa adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica&hellip;&acute; Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s Reunidos nesta Missa Vespertina da Ceia do Senhor, dissemos j&aacute;, na ora&ccedil;&atilde;o colecta, o mais importante do que nos traz aqui. 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