{"id":44433,"date":"2010-04-01T22:08:42","date_gmt":"2010-04-01T22:08:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/01\/homilia-do-bispo-do-algarve-na-missa-crismal\/"},"modified":"2010-04-01T22:08:42","modified_gmt":"2010-04-01T22:08:42","slug":"homilia-do-bispo-do-algarve-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-algarve-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Algarve na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Car&iacute;ssimos padres e di&aacute;conos, caros seminaristas, estimados irm&atilde;os<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>1. Ano Sacerdotal<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Esta nossa concelebra&ccedil;&atilde;o da Missa Crismal, em <em>Ano sacerdotal<\/em>, assume, para todos n&oacute;s, caros padres, um significado particular.<\/p>\n<p align=\"left\">Agradecidos pelo dom do minist&eacute;rio ordenado, conferido por Jesus aos doze, com Ele reunidos no cen&aacute;culo, queremos exprimir, com a renova&ccedil;&atilde;o das nossas promessas sacerdotais, a nossa resposta e o nosso empenho pessoal em assumir os objectivos propostos pelo Papa Bento XVI para este <em>Ano Sacerdotal<\/em>:<\/p>\n<p align=\"left\">&#8211; <em>promover o compromisso de renova&ccedil;&atilde;o interior de todos os sacerdotes, para que o seu testemunho evang&eacute;lico no mundo de hoje, seja mais intenso e mais incisivo;<\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><em>&#8211; favorecer a tens&atilde;o dos sacerdotes em ordem &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o espiritual, da qual depende a efic&aacute;cia do seu minist&eacute;rio;<\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><em>&#8211; evidenciar a import&acirc;ncia do papel e da miss&atilde;o do sacerdote na Igreja e na sociedade contempor&acirc;nea&rdquo;<\/em> (cf BENTO XVI, <em>Carta de Convoca&ccedil;&atilde;o do Ano Sacerdotal<\/em>: 16 de Junho de 2009; <em>Discurso &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero<\/em>: 16 de Mar&ccedil;o de 2009).<\/p>\n<p align=\"left\">Os encontros mensais do clero, que temos vindo a realizar; a celebra&ccedil;&atilde;o dos jubileus sacerdotais que hoje queremos evocar (bodas de diamante do Mons. Sezinando, bodas de ouro do C&oacute;n. Jos&eacute; Rosa e do Frei Jos&eacute; Maciel, bodas de prata do C&oacute;n. Gilberto); o envolvimento das nossas comunidades na celebra&ccedil;&atilde;o deste ano, particularmente com a adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica mais prolongada e uma maior disponibilidade para a celebra&ccedil;&atilde;o do sacramento da reconcilia&ccedil;&atilde;o em diversas cidades da Diocese; a pr&oacute;xima visita do Papa a Portugal e a oportunidade de aprofundar a nossa comunh&atilde;o com o sucessor de Pedro e com toda a Igreja, podem constituir para todos, meios privilegiados para reanimar o &ldquo;<em>dom de Deus que est&aacute; em n&oacute;s<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p align=\"left\">Esta concelebra&ccedil;&atilde;o de Quinta-feira santa, em Ano Sacerdotal, vem ajudar-nos, pelo seu profundo sentido de comunh&atilde;o eclesial de que ela se reveste, a reviver com maior intensidade quer a institui&ccedil;&atilde;o dos sacramentos da Ordem e da Eucaristia, quer o gesto em que Cristo, na pessoa do Bispo Ordenante, em cadeia ininterrupta iniciada na &uacute;ltima ceia, nos imp&ocirc;s as m&atilde;os e, pela ora&ccedil;&atilde;o de ordena&ccedil;&atilde;o, nos conferiu o dom do Esp&iacute;rito, tornando-nos participantes deste mist&eacute;rio insond&aacute;vel de amor (cf Bento XVI, <em>Sacramentum Caritatis <\/em>n. 11).<\/p>\n<p align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>2. <em>N&atilde;o vos chamo servos mas amigos<\/em><\/strong> (Jo 15,14)<\/p>\n<p>O gesto da imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os, no dia da nossa ordena&ccedil;&atilde;o, faz-nos evocar a palavras que Jesus dirigiu aos doze, na intimidade do cen&aacute;culo: <em>n&atilde;o vos chamo servos (&hellip;) mas amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai<\/em>&#8221; (<em>Jo <\/em>15, 15). Nestas palavras, como refere Bento XVI &#8211; poder-se-ia chegar a ver a institui&ccedil;&atilde;o do sacerd&oacute;cio. O Senhor faz-nos seus amigos; confia-nos tudo; e confia-se a Si mesmo a n&oacute;s, de tal modo que possamos falar com o seu Eu: <em>in persona Christi capitis<\/em> (cf Bento XVI, Missa Crismal 2006)<\/p>\n<p>No gesto sacramental da imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os por parte do Bispo, foi o pr&oacute;prio Senhor que imp&ocirc;s as suas m&atilde;os sobre n&oacute;s. Com este gesto, Ele tomou conta de n&oacute;s, exprimindo posse e protec&ccedil;&atilde;o: <em>Tu pertences-me. Tu est&aacute;s sob a protec&ccedil;&atilde;o das minhas m&atilde;os. Tu encontras-te sob a protec&ccedil;&atilde;o do meu cora&ccedil;&atilde;o<\/em>.<\/p>\n<p>Gesto que perdura no percurso existencial da nossa vida e do nosso minist&eacute;rio: seja em tempos de &ldquo;entusiasmo pessoal e pastoral&rdquo;, seja em tempos &ldquo;debilidades e desencanto&rdquo;, ou mesmo de &ldquo;infidelidades&rdquo;, e de &ldquo;duplicidade de vida&rdquo;, sentindo-nos, por vezes como Pedro, a afundar no &ldquo;mar agitado&rdquo; do mundo, mas sempre com a certeza de encontrar essa m&atilde;o amiga que segura a nossa e nos diz: <em>Homem de pouca f&eacute; porque duvidaste! N&atilde;o tenhas medo! Eu estou contigo. N&atilde;o te deixo, mas tu tamb&eacute;m n&atilde;o me deixes!<\/em> As m&atilde;os de Cristo s&atilde;o sempre m&atilde;os que defendem, salvam, orientam e permanecem constantemente estendidas, sobre a nossa cabe&ccedil;a, e d&atilde;o sentido &agrave; nossa vida e consist&ecirc;ncia ao nosso minist&eacute;rio.<\/p>\n<p><em>J&aacute; n&atilde;o vos chamo servos, mas amigos<\/em>. Este &eacute; o profundo significado do ser sacerdote: tornar-se amigo de Cristo: assumir os seus sentimentos; assumir a mesma doa&ccedil;&atilde;o, a mesma entrega, o mesmo amor; nada fazer por ambi&ccedil;&atilde;o ou vaidade, mas com humildade, n&atilde;o tendo em vista os pr&oacute;prios interesses, mas os interesses dos outros (cf Fil 2,2-5) (cf Bento XVI, Ibid).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong><em>3. <\/em><\/strong><em>Conhecer Cristo&hellip; estar com Ele<strong><\/strong><\/em><\/p>\n<p>Temos consci&ecirc;ncia da nossa debilidade na resposta ao amor de Cristo. O dom que nos conferiu, &eacute;<em> <\/em>um tesouro que transportamos em <em>vasos de barro<\/em> (cf 2Cor 4,7). Reconhecemos as nossas fragilidades. Mas tamb&eacute;m sabemos, que Deus se serve dos fracos, para fazer grandes obras, e que &eacute; na fraqueza, que se manifesta a sua gra&ccedil;a e o seu poder salv&iacute;fico (cf 1Cor 1,27).<\/p>\n<p>Conhecer Cristo, em ambiente de intimidade e amizade, particularmente na ora&ccedil;&atilde;o pessoal, como resposta &agrave; leitura orante da Palavra, supera tudo o que possamos desejar ou aspirar, inclusive as nossas debilidades. &Eacute; o testemunho pessoal de Paulo, que no-lo confirma: <em>considero tudo uma perda diante do conhecimento deste bem supremo que &eacute; Cristo meu Senhor; por causa d&rsquo;Ele, perdi tudo e considero tudo como lixo a fim de ganhar Cristo e estar com Ele <\/em>(cf Fil 3,8-9)<em>.<\/em><\/p>\n<p><em>Conhecer Cristo e estar com Ele<\/em>&hellip; eis caros padres, o segredo da fecundidade e da efic&aacute;cia do minist&eacute;rio sacerdotal. O tempo dedicado a cultivar a amizade com Cristo &eacute; um tempo eminentemente pastoral. &Eacute; o que depreendemos, igualmente, do testemunho pessoal de Jo&atilde;o, o disc&iacute;pulo predilecto de Jesus: <em>&ldquo;O que existia desde o princ&iacute;pio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contempl&aacute;mos e toc&aacute;mos com as nossas m&atilde;os acerca da Palavra de vida <\/em>(&hellip;) <em>vo-lo anunciamos, para que tamb&eacute;m v&oacute;s estejais em comunh&atilde;o connosco.<\/em> <em>(&hellip;) Escrevemo-vos isto para que a vossa alegria seja completa&rdquo; <\/em>(1Jo 1,3-5).<\/p>\n<p>Caros Padres, admiro a vossa dedica&ccedil;&atilde;o; a vossa generosidade serve-me de incentivo no exerc&iacute;cio do meu minist&eacute;rio. Mas gostaria que o apelo que temos vindo a escutar ao longo deste Ano Sacerdotal, nos ajudasse a parar para uma revis&atilde;o de vida: estabelecer prioridades pessoais e pastorais, assumir um novo estilo de vida, de modo a colocar essa abundante riqueza das vossas vidas ao servi&ccedil;o do que &eacute; verdadeiramente priorit&aacute;rio na constru&ccedil;&atilde;o do reino de Deus.<\/p>\n<p>A ac&ccedil;&atilde;o pastoral pode ser esgotante, at&eacute; mesmo her&oacute;ica, mas se n&atilde;o nascer da profunda e &iacute;ntima comunh&atilde;o com Cristo, o agir exterior torna-se est&eacute;ril e ineficaz. S&oacute; o que anunciamos como fruto do que <em>ouvimos, vimos, contempl&aacute;mos e toc&aacute;mos com as nossas m&atilde;os acerca da Palavra da vida<\/em> &eacute; portador da for&ccedil;a fecunda do Esp&iacute;rito, gerador de vida nova e fonte de testemunho alegre e contagiante de Cristo Ressuscitado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"left\"><strong><em>4. Fidelidade e testemunho<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">O mundo de hoje, apesar dos inumer&aacute;veis sinais de rejei&ccedil;&atilde;o de Deus, paradoxalmente, reclama que lhe falemos de um Deus que n&oacute;s pr&oacute;prios conhecemos e tratamos familiarmente, como se v&iacute;ssemos o invis&iacute;vel. E como tal espera de n&oacute;s simplicidade de vida, esp&iacute;rito de ora&ccedil;&atilde;o, caridade para com todos, especialmente para com os pobres, obedi&ecirc;ncia e humildade, desapego de n&oacute;s mesmos e capacidade de abnega&ccedil;&atilde;o e ren&uacute;ncia. Sem esta marca de santidade, dificilmente a nossa palavra chegar&aacute; ao cora&ccedil;&atilde;o do homem de hoje; ela corre o risco de permanecer v&atilde; e infecunda (cf EN 76).<\/p>\n<p align=\"left\">O mundo de hoje vive sedento de autenticidade, de verdade e transpar&ecirc;ncia&hellip; E por isso espera de n&oacute;s uma resposta clara &agrave; exorta&ccedil;&atilde;o que nos foi dirigida no dia da nossa ordena&ccedil;&atilde;o diaconal e que ele transforma permanentemente em pergunta: <em>acreditas, verdadeiramente, o que l&ecirc;s? Ensinas, em todo o tempo e lugar, o que cr&ecirc;s? Vives, fielmente, o que ensinas?<\/em><\/p>\n<p>Ou, por outras palavras, e reflectindo o lema inspirador deste <em>Ano Sacerdotal:<\/em> &eacute;s <em>fiel a Cristo, tal como Ele &eacute; fiel ao dom que te concedeu?<\/em> Fidelidade que se constr&oacute;i e se vive na const&acirc;ncia e na perseveran&ccedil;a, na lealdade e na rectid&atilde;o<\/p>\n<p>A falta de ora&ccedil;&atilde;o, a tibieza (cf Ap 3,15-17), a falta de entusiasmo por Cristo e a consequente in&eacute;rcia pastoral constituem, ainda mais que os esc&acirc;ndalos ocasionais, os factores de maior fragiliza&ccedil;&atilde;o da Igreja e da sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p>A fidelidade brota de modo natural e espont&acirc;neo quando a amizade &eacute; sincera. Participamos do sacerd&oacute;cio de Cristo, n&atilde;o por conquista nossa, mas por dom e gra&ccedil;a da sua amizade por n&oacute;s, o que nos exige gratid&atilde;o e reconhecimento: escut&aacute;-lo, viv&ecirc;-l&rsquo;O (cf Paulo), anunci&aacute;-lo, ser sua transpar&ecirc;ncia fiel e verdadeira, j&aacute; que &eacute; Ele a agir em n&oacute;s. &Eacute; Ele que deve crescer e n&atilde;o n&oacute;s. A fidelidade reclama perseveran&ccedil;a, porque a fidelidade &eacute; o amor que resiste ao desgaste do tempo.<\/p>\n<p>A ora&ccedil;&atilde;o pessoal prolongada, diante do sacr&aacute;rio, foi o segredo de S. Jo&atilde;o Maria Vianney, para operar, em Ars e em toda a Fran&ccedil;a, a revolu&ccedil;&atilde;o pastoral que todos conhecemos. Quando os seus paroquianos precisavam dele, sabiam onde encontr&aacute;-lo (l&ecirc;-se na sua biografia). <em>Um bom pastor, um pastor segundo o Cora&ccedil;&atilde;o de Deus, &eacute; o tesouro maior que o bom Deus pode conceder a uma Par&oacute;quia, e um dos dons mais preciosos da miseric&oacute;rdia divina<\/em> (dizia o Cura de Ars)<\/p>\n<p>Meus caros irm&atilde;os, louvemos o Senhor, neste dia, pelo dom do minist&eacute;rio ordenado. Louvemo-lo pelo dom dos nossos presb&iacute;teros e di&aacute;conos; louvemo-lo sobretudo pelo que cada um deles &eacute; para a nossa Igreja diocesana. Recordemos, com afecto e sincera gratid&atilde;o, os doentes e idosos, que continuam a oferecer com amor a sua vida ao Senhor. Estimai os vossos P&aacute;rocos, rezai cada dia por eles e por mim para que, da nossa amizade e fidelidade a Cristo, transpare&ccedil;a a nossa amizade fraterna, e a nossa entrega, sem reservas, ao povo que nos foi confiado, sinal de Cristo Bom Pastor que d&aacute; a vida pelas suas ovelhas.<\/p>\n<p>Permanecei firmes na ora&ccedil;&atilde;o pelos nossos seminaristas e para que o Senhor fa&ccedil;a surgir, nas nossas comunidades, voca&ccedil;&otilde;es de consagra&ccedil;&atilde;o, de modo que n&atilde;o faltem servidores de Cristo e do Evangelho.<\/p>\n<p>Meus caros padres, estimai os fi&eacute;is que vos est&atilde;o confiados e distribu&iacute;-lhe, tamb&eacute;m atrav&eacute;s do testemunho magn&acirc;nimo e generoso duma vida toda consagrada a Deus, os dons de que o Senhor vos fez fi&eacute;is servidores.<\/p>\n<p>Confiemo-nos todos &agrave; protec&ccedil;&atilde;o d&rsquo;Aquela que foi deixada ao disc&iacute;pulo predilecto de Jesus. Permane&ccedil;amos com Ela ancorados em Cristo, tal como nos sugere o nosso programa diocesano de pastoral. Acolhamo-la no nosso cora&ccedil;&atilde;o e na nossa vida. Seja ela a guiar-nos sempre pelos caminhos de fortalecimento da fidelidade &agrave;s promessas que hoje renovamos, e de crescimento da nossa amizade com Cristo, como os frutos mais excelentes deste Ano Sacerdotal<em>.<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>Manuel Quintas, Bispo do Algarve<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Car&iacute;ssimos padres e di&aacute;conos, caros seminaristas, estimados irm&atilde;os 1. Ano Sacerdotal Esta nossa concelebra&ccedil;&atilde;o da Missa Crismal, em Ano sacerdotal, assume, para todos n&oacute;s, caros padres, um significado particular. Agradecidos pelo dom do minist&eacute;rio ordenado, conferido por Jesus aos doze, com Ele reunidos no cen&aacute;culo, queremos exprimir, com a renova&ccedil;&atilde;o das nossas promessas sacerdotais, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[114,120,185,294],"class_list":["post-44433","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-sacerdotal","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-algarve","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44433"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44433\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}