{"id":44431,"date":"2010-04-01T17:52:13","date_gmt":"2010-04-01T17:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/01\/homilia-de-bento-xvi-na-missa-da-ceia-do-senhor\/"},"modified":"2010-04-01T17:52:13","modified_gmt":"2010-04-01T17:52:13","slug":"homilia-de-bento-xvi-na-missa-da-ceia-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-bento-xvi-na-missa-da-ceia-do-senhor\/","title":{"rendered":"Homilia de Bento XVI na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s,<\/p>\n<p>No seu Evangelho, S&atilde;o Jo&atilde;o refere-nos, mais amplamente do que os outros tr&ecirc;s evangelistas e com o seu estilo peculiar, os discursos de despedida de Jesus, que se apresentam quase como o seu testamento e a s&iacute;ntese do n&uacute;cleo essencial da sua mensagem. No in&iacute;cio destes discursos, aparece o lava-p&eacute;s, no qual o servi&ccedil;o redentor de Jesus em favor da humanidade necessitada de purifica&ccedil;&atilde;o &eacute; resumido num gesto de humildade. No fim, as palavras de Jesus transformam-se em ora&ccedil;&atilde;o, a sua Ora&ccedil;&atilde;o Sacerdotal, cuja inspira&ccedil;&atilde;o de fundo foi individuada pelos exegetas no ritual da Festa judaica da Expia&ccedil;&atilde;o. O que constitu&iacute;a o sentido daquela festa e dos seus ritos &ndash; a purifica&ccedil;&atilde;o do mundo, a sua reconcilia&ccedil;&atilde;o com Deus &ndash; realiza-se com o acto de Jesus rezar: um rezar que antecipa a Paix&atilde;o e ao mesmo tempo transforma-a em ora&ccedil;&atilde;o. Assim, na Ora&ccedil;&atilde;o Sacerdotal, torna-se vis&iacute;vel tamb&eacute;m, de maneira muito particular, o mist&eacute;rio permanente de Quinta-feira Santa: o novo sacerd&oacute;cio de Jesus Cristo e a sua continua&ccedil;&atilde;o na consagra&ccedil;&atilde;o dos Ap&oacute;stolos, com a participa&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos no sacerd&oacute;cio do Senhor. Deste texto inexaur&iacute;vel, pretendo, nesta hora, escolher tr&ecirc;s afirma&ccedil;&otilde;es de Jesus, que nos podem introduzir mais profundamente no mist&eacute;rio da Quinta-feira Santa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira delas &eacute; a frase: &laquo;&Eacute; esta a vida eterna: que Te conhe&ccedil;am a Ti, &uacute;nico Deus verdadeiro, e &Agrave;quele que enviaste, Jesus Cristo&raquo; (<em>Jo<\/em> 17, 3). Todo o ser humano quer viver. Deseja uma vida verdadeira, plena, uma vida que valha a pena, que seja feliz. Associada com este anseio pela vida, aparece ao mesmo tempo a resist&ecirc;ncia contra a morte, a qual por&eacute;m &eacute; invenc&iacute;vel. Quando Jesus fala da vida eterna, pensa no modo aut&ecirc;ntico da vida &ndash; uma vida que &eacute; vida em plenitude e, consequentemente, livre da morte, mas que pode realmente come&ccedil;ar j&aacute; neste mundo; antes, deve ter in&iacute;cio aqui: somente se aprendermos j&aacute; agora a viver de modo aut&ecirc;ntico, se aprendermos aquela vida que a morte n&atilde;o pode tirar, &eacute; que a promessa da eternidade tem sentido. Mas como &eacute; que isto se realiza? O que vem a ser esta vida verdadeiramente eterna, que a morte n&atilde;o pode lesar? A resposta de Jesus, acabamos de a ouvir: A vida verdadeira &eacute; que Te conhe&ccedil;am a Ti &ndash; Deus &ndash; e o teu Enviado, Jesus Cristo. Com surpresa nossa, &eacute;-nos dito que vida &eacute; conhecimento. Isto significa antes de mais nada: vida &eacute; rela&ccedil;&atilde;o. Ningu&eacute;m recebe a vida de si mesmo e s&oacute; para si mesmo. Recebemo-la do outro, na rela&ccedil;&atilde;o com o outro. Se &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o na verdade e no amor, um dar e receber, a mesma d&aacute; plenitude &agrave; vida, torna-a bela. Mas, por isso mesmo, a destrui&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o por obra da morte, pode ser particularmente dolorosa, pode p&ocirc;r em quest&atilde;o a pr&oacute;pria vida. Somente a rela&ccedil;&atilde;o com Aquele que em Si pr&oacute;prio &eacute; a Vida, pode sustentar a minha vida mesmo para al&eacute;m das &aacute;guas da morte, pode conduzir-me vivo atrav&eacute;s delas. Na filosofia grega, j&aacute; existia a ideia de que o homem pode encontrar uma vida eterna, se se agarrar &agrave;quilo que &eacute; indestrut&iacute;vel &ndash; &agrave; verdade que &eacute; eterna. Deveria, por assim dizer, encher-se de verdade, para trazer em si a subst&acirc;ncia da eternidade. Mas, somente se a verdade for Pessoa, &eacute; que pode levar-me atrav&eacute;s da noite da morte. N&oacute;s agarramo-nos a Deus &ndash; a Jesus Cristo, o Ressuscitado; e somos assim levados por Aquele que &eacute; a pr&oacute;pria Vida. Nesta rela&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s vivemos mesmo atravessando a morte, porque n&atilde;o nos abandona Aquele que &eacute; a pr&oacute;pria Vida.<\/p>\n<p>Mas, voltemos &agrave; frase de Jesus&hellip; &Eacute; esta a vida eterna: que Te conhe&ccedil;am a Ti e ao teu Enviado. O conhecimento de Deus torna-se vida eterna. Obviamente, por &laquo;conhecimento&raquo;, aqui entende-se algo mais do que um saber exterior, como acontece quando sabemos, por exemplo, da morte de uma pessoa famosa e da realiza&ccedil;&atilde;o de uma inven&ccedil;&atilde;o. Conhecer, no sentido da Sagrada Escritura, &eacute; tornar-se interiormente um s&oacute; com o outro. Conhecer Deus, conhecer Cristo significa sempre tamb&eacute;m am&aacute;-Lo, tornar-se em certa medida um s&oacute; com Ele em virtude do conhecer e do amar. Por conseguinte, a nossa vida torna-se aut&ecirc;ntica, verdadeira e tamb&eacute;m eterna, se conhecermos Aquele que &eacute; a fonte de todo o ser e de toda a vida. Assim a palavra de Jesus torna-se para n&oacute;s convite: tornemo-nos amigos de Jesus, procuremos conhec&ecirc;-Lo cada vez mais! Vivamos em di&aacute;logo com Ele! Aprendamos d&rsquo;Ele a vida recta, tornemo-nos suas testemunhas! Tornar-nos-emos assim pessoas que amam e agiremos de modo justo. Ent&atilde;o viveremos verdadeiramente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo da Ora&ccedil;&atilde;o Sacerdotal, Jesus fala duas vezes da revela&ccedil;&atilde;o do nome de Deus: &laquo;Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste&raquo; (v. 6); &laquo;dei-lhes a conhecer o teu nome e d&aacute;-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu esteja neles&raquo; (v. 26). O Senhor faz aqui alus&atilde;o ao epis&oacute;dio da sar&ccedil;a ardente; l&aacute; Deus, respondendo &agrave; pergunta de Mois&eacute;s, revelara o seu nome. Portanto Jesus quer dizer que leva a termo o que se iniciara junto da sar&ccedil;a ardente: Deus, que Se dera a conhecer a Mois&eacute;s, agora revela-Se plenamente n&rsquo;Ele. E, com isto, Ele realiza a reconcilia&ccedil;&atilde;o: o amor com que Deus ama o seu Filho no mist&eacute;rio da Trindade, envolve agora os homens nesta circula&ccedil;&atilde;o divina do amor. Mas concretamente que significa que a revela&ccedil;&atilde;o da sar&ccedil;a ardente &eacute; levada a termo, alcan&ccedil;a plenamente a sua meta? O essencial do acontecimento do monte Horeb n&atilde;o foi a palavra misteriosa, o &ldquo;nome&rdquo;, que Deus entregara a Mois&eacute;s, por assim dizer, como sinal de reconhecimento. Comunicar o nome significa entrar em rela&ccedil;&atilde;o com o outro. Por isso, a revela&ccedil;&atilde;o do nome divino significa que Deus, infinito e subsistente em Si mesmo, entra no entrela&ccedil;amento de rela&ccedil;&otilde;es dos homens: Ele, por assim dizer, sai de Si mesmo e torna-Se um de n&oacute;s, um que est&aacute; presente no meio de n&oacute;s e ao nosso dispor. Por isso, Israel, sob o nome de Deus n&atilde;o viu apenas um termo envolvido em mist&eacute;rio, mas o facto de Deus estar-connosco. Segundo a Sagrada Escritura, o Templo &eacute; o lugar onde habita o nome de Deus. Nenhum espa&ccedil;o terreno encerra Deus; Ele permanece infinitamente acima do mundo. Mas, no Templo, est&aacute; presente ao nosso dispor como Aquele que pode ser chamado &ndash; como Aquele que quer estar connosco. Este estar de Deus com o seu povo realiza-se na incarna&ccedil;&atilde;o do Filho. Nesta, completa-se realmente o que tivera in&iacute;cio junto da sar&ccedil;a ardente: Deus enquanto Homem pode ser chamado por n&oacute;s e est&aacute; perto de n&oacute;s. Ele &eacute; um de n&oacute;s, sem deixar de ser o Deus eterno e infinito. O seu amor sai, por assim dizer, d&rsquo;Ele mesmo e entra em n&oacute;s. O mist&eacute;rio eucar&iacute;stico, a presen&ccedil;a do Senhor sob as esp&eacute;cies do p&atilde;o e do vinho &eacute; a m&aacute;xima e mais alta condensa&ccedil;&atilde;o deste novo estar-connosco de Deus. &laquo;Tu &eacute;s, na verdade, um Deus escondido, Deus de Israel&raquo; &#8211; rezava o profeta Isa&iacute;as (45, 15). Isto continua a ser verdade; mas ao mesmo tempo podemos dizer: verdadeiramente tu &eacute;s um Deus pr&oacute;ximo, &eacute;s Deus-connosco. Revelaste-nos o teu mist&eacute;rio e mostraste-nos o teu rosto. Revelaste-Te a Ti mesmo e Te entregaste nas nossas m&atilde;os&hellip; Nesta hora, deve invadir-nos a alegria e a gratid&atilde;o por Ele Se ter manifestado; por Ele, o Infinito e o Inacess&iacute;vel para a nossa raz&atilde;o, ser o Deus pr&oacute;ximo que ama, o Deus que podemos conhecer e amar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O pedido mais conhecido da Ora&ccedil;&atilde;o Sacerdotal &eacute; o da unidade para os disc&iacute;pulos, para aqueles de ent&atilde;o e os que haviam de vir: &laquo;N&atilde;o pe&ccedil;o somente por eles &ndash; a comunidade dos disc&iacute;pulos reunida no Cen&aacute;culo &ndash; mas tamb&eacute;m por aqueles que v&atilde;o acreditar em Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o &eacute;s em Mim e Eu em Ti, para que tamb&eacute;m eles sejam um em N&oacute;s e o mundo acredite que Tu Me enviaste&raquo; (v. 20s; cf. vv. 11 e 13). Em concreto, que pede aqui o Senhor? Antes de mais nada, Ele reza pelos disc&iacute;pulos daquele tempo e de todos os tempos futuros. Olha em frente para a hist&oacute;ria futura em toda a sua amplitude. V&ecirc; os perigos dela e recomenda esta comunidade ao cora&ccedil;&atilde;o do Pai. Pede ao Pai a Igreja e a sua unidade.<\/p>\n<p>Foi dito que a Igreja n&atilde;o aparece no <em>Evangelho de Jo&atilde;o<\/em>. N&atilde;o &eacute; verdade; aparece aqui com as suas caracter&iacute;sticas essenciais: como a comunidade dos disc&iacute;pulos que, atrav&eacute;s da palavra apost&oacute;lica, acreditam em Jesus Cristo e assim se tornam um s&oacute;. Jesus suplica a Igreja como una e apost&oacute;lica. Assim esta ora&ccedil;&atilde;o revela-se, propriamente, um acto fundador da Igreja. O Senhor pede a Igreja ao Pai. Esta nasce da ora&ccedil;&atilde;o de Jesus e por meio do an&uacute;ncio dos Ap&oacute;stolos, que d&atilde;o a conhecer o nome de Deus e introduzem os homens na comunidade de amor com Deus. E, por conseguinte, Jesus pede que o an&uacute;ncio dos disc&iacute;pulos continue ao longo dos tempos; que tal an&uacute;ncio re&uacute;na homens que, baseados no mesmo, reconhe&ccedil;am Deus e o seu Enviado, o Filho Jesus Cristo. Ele reza para que os homens sejam conduzidos &agrave; f&eacute; e, por meio desta, ao amor. Pede ao Pai que estes crentes &laquo;sejam um em N&oacute;s&raquo; (v. 21); isto &eacute;, que vivam na comunh&atilde;o interior com Deus e com Jesus Cristo e que, a partir deste estar interiormente na comunh&atilde;o com Deus, se crie a unidade vis&iacute;vel. Duas vezes disse o Senhor que esta unidade dever&aacute; fazer com que o mundo acredite na miss&atilde;o de Jesus. Portanto deve ser uma unidade que se possa ver: uma unidade que ultrapasse tanto aquilo que habitualmente &eacute; poss&iacute;vel entre os homens, que se torne um sinal para o mundo e afiance a miss&atilde;o de Jesus Cristo. A ora&ccedil;&atilde;o de Jesus d&aacute;-nos a garantia de que o an&uacute;ncio dos Ap&oacute;stolos n&atilde;o poder&aacute; jamais cessar na hist&oacute;ria; que suscitar&aacute; sempre a f&eacute; e congregar&aacute; homens na unidade &ndash; uma unidade que se torna testemunho para a miss&atilde;o de Jesus Cristo. Mas esta ora&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; sempre um exame de consci&ecirc;ncia para n&oacute;s. Nesta hora, o Senhor interpela-nos: vives tu, atrav&eacute;s da f&eacute;, em comunh&atilde;o comigo e, deste modo, em comunh&atilde;o com Deus? Ou n&atilde;o estar&aacute;s porventura a viver mais para ti mesmo, afastando-te assim da f&eacute;? E, por isto, n&atilde;o ser&aacute;s talvez culpado da divis&atilde;o que obscurece a minha miss&atilde;o no mundo, que fecha aos homens o acesso ao amor de Deus? Foi uma componente da Paix&atilde;o hist&oacute;rica de Jesus e continua uma parte daquela sua Paix&atilde;o que se prolonga na hist&oacute;ria o facto de ter Ele visto, e ver, tudo aquilo que amea&ccedil;a, que destr&oacute;i a unidade. Quando meditarmos na Paix&atilde;o do Senhor, devemos tamb&eacute;m sentir a dor de Jesus pela facto de nos encontrarmos em contraste com a sua ora&ccedil;&atilde;o, de fazermos resist&ecirc;ncia ao seu amor; de nos opormos &agrave; unidade, que deve ser para o mundo testemunho da sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta hora, em que o Senhor Se oferece a Si mesmo &ndash; o seu corpo e o seu sangue &ndash; na Sant&iacute;ssima Eucaristia, em que Se entrega nas nossas m&atilde;os e cora&ccedil;&otilde;es, oxal&aacute; nos deixemos tocar pela sua ora&ccedil;&atilde;o. Oxal&aacute; entremos n&oacute;s mesmos na sua ora&ccedil;&atilde;o, suplicando-Lhe: Sim, Senhor, concede-nos a f&eacute; em Ti, que sois um s&oacute; com o Pai no Esp&iacute;rito Santo; concede-nos viver no teu amor para assim nos tornarmos um s&oacute; como Tu &eacute;s um s&oacute; com o Pai, a fim de que o mundo acredite. &Aacute;men.<\/p>\n<p>Bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o, 1 de Abril de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Bento XVI<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, No seu Evangelho, S&atilde;o Jo&atilde;o refere-nos, mais amplamente do que os outros tr&ecirc;s evangelistas e com o seu estilo peculiar, os discursos de despedida de Jesus, que se apresentam quase como o seu testamento e a s&iacute;ntese do n&uacute;cleo essencial da sua mensagem. 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