{"id":44423,"date":"2010-04-01T16:35:37","date_gmt":"2010-04-01T16:35:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/01\/bispos-saem-em-defesa-dos-seus-padres\/"},"modified":"2010-04-01T16:35:37","modified_gmt":"2010-04-01T16:35:37","slug":"bispos-saem-em-defesa-dos-seus-padres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispos-saem-em-defesa-dos-seus-padres\/","title":{"rendered":"Bispos saem em defesa dos seus padres"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marto condena \u00abcrimes hediondos\u00bb, mas pede confian\u00e7a. D. Manuel Clemente condena \u00abgeneraliza\u00e7\u00f5es\u00bb indevidas e defende celibato <!--more--> <\/p>\n<p>V&aacute;rios Bispos do nosso pa&iacute;s sa&iacute;ram em defesa dos seus padres, condenando o clima de desconfian&ccedil;a que se vive por causa dos recentes esc&acirc;ndalos de pedofilia envolvendo membros do clero cat&oacute;lico em diversos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>A ocasi&atilde;o escolhida foi a homilia da Missa Crismal, que anualmente re&uacute;ne o clero de cada Diocese, na manh&atilde; de Quinta-feira Santa.<\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Marto, Bispo de Leiria-F&aacute;tima e vice-presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal, falou num &ldquo;momento doloroso&rdquo; marcado pelo &ldquo;sofrimento e a vergonha por crimes hediondos de alguns sacerdotes e a suspei&ccedil;&atilde;o generalizada resultante da explora&ccedil;&atilde;o medi&aacute;tica de tais casos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O pecado de alguns n&atilde;o ofusca a abnega&ccedil;&atilde;o e a fidelidade de que a imensa maioria dos sacerdotes e religiosos d&aacute; prova quotidiana e que as nossas comunidades testemunham e reconhecem&rdquo;, atirou.<\/p>\n<p>No Porto, D. Manuel Clemente defendeu a &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o celibat&aacute;ria&rdquo;, admitindo que &ldquo;a mentalidade geral parece contrari&aacute;-la, encontrando em graves contrafac&ccedil;&otilde;es de alguns cl&eacute;rigos o refor&ccedil;o da sua cr&iacute;tica, como se o celibato sacerdotal fosse inadequado ao minist&eacute;rio e at&eacute; um &oacute;bice &agrave; maturidade pessoal&rdquo;.<\/p>\n<p>O Bispo do Porto mostrou-se seguro de que, com o tempo, &ldquo;vir&aacute; ao de cima a verdade dos factos, decerto mais &laquo;verdadeira&raquo; do que as generaliza&ccedil;&otilde;es absolutamente indevidas, que entretanto se propalam, com gritante injusti&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A grande maioria do clero vive de modo sereno e feliz o seu celibato &laquo;pelo reino dos c&eacute;us&raquo;, assim participando na pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o existencial e pastoral de Jesus Cristo, como Ele a quis viver tamb&eacute;m&rdquo;, prosseguiu.<\/p>\n<p>D. Jacinto Botelho, Bispo de Lamego, frisou que &#8220;a Igreja sofre nos &uacute;ltimos tempos uma doloros&iacute;ssima prova&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o pode deixar-nos insens&iacute;veis&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Amemos muito a nossa M&atilde;e, a Igreja, santa, mas tamb&eacute;m pecadora, e rezemos por todas as v&iacute;timas inocentes, porventura irremediavelmente marcadas para toda a vida; amemos a M&atilde;e Igreja e rezemos e sacrifiquemo-nos por todos os culpados que por voca&ccedil;&atilde;o deveriam apresent&aacute;-la pura e imaculada, e com o seu torpe comportamento a conspurcam&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Amemos a Santa Igreja e rezemos por aqueles que com falsidades a insidiam, infamando-a e caluniando-a, na pessoa dos que, por voca&ccedil;&atilde;o, ministerialmente a servem, com o exclusivo objectivo de desacredit&aacute;-la&#8221;, alertou ainda.<\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos pediu aos seus diocesanos que acolham Bento XVI &#8220;na sua pr&oacute;xima vinda a Portugal, com afecto agradecido e com presen&ccedil;a expressiva que lhe d&ecirc; coragem e &acirc;nimo nesta hora dolorosa da vida da Igreja&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Condena&ccedil;&atilde;o precipitada<\/strong><\/p>\n<p>O Bispo de Viseu, por seu lado, sublinhou que &ldquo;nada justifica a condena&ccedil;&atilde;o precipitada, superficial e unilateral, a generaliza&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil e injusta ou a marginaliza&ccedil;&atilde;o tendenciosa e abusiva&rdquo;.<\/p>\n<p>Numa carta escrita aos padres da Diocese, D. Il&iacute;dio Leandro admite que &ldquo;a Igreja, enquanto Institui&ccedil;&atilde;o temporal e enquanto formada por homens e mulheres, fr&aacute;geis e sujeitos a quedas e a pecados, tem muitos limites e imperfei&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; na homilia da Missa Crismal,&nbsp;falou em dias nos quais&nbsp;&ldquo;a Igreja &eacute; vista com tamanha desconfian&ccedil;a e em que todo o mal &eacute; aumentado, generalizado e provocador de esc&acirc;ndalos, com um ju&iacute;zo desproporcionadamente injusto &ndash; ainda que o mal seja sempre mal e seja sempre de lamentar e de reparar&rdquo;.<\/p>\n<p>Em apoio dos seus padres saiu tamb&eacute;m D. Manuel Pelino, Bispo de Santar&eacute;m, segundo o qual, &ldquo;devido a alguns esc&acirc;ndalos lament&aacute;veis cria-se um ambiente de suspeita e de acusa&ccedil;&atilde;o que pesa sobre todos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Embora os acusados sejam raras excep&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o desfazem a dignidade do sacerd&oacute;cio, todos carregamos com o pecado da Igreja e da sociedade, como Cristo carrega com os pecados do mundo&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Nestes &ldquo;momentos conturbados e agressivos em rela&ccedil;&atilde;o ao clero&rdquo;, D. Manuel Pelino assegura que &ldquo;a &nbsp;Igreja aposta na verdade, pois s&oacute; a verdade nos torna livres e nos ajuda a praticar a justi&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>No Algarve, D. Manuel Neto Quintas reconheceu &#8220;fragilidades&#8221; e deixou um apelo: &#8220;Conhecer Cristo, em ambiente de intimidade e amizade, particularmente na ora&ccedil;&atilde;o pessoal, como resposta &agrave; leitura orante da Palavra, supera tudo o que possamos desejar ou aspirar, inclusive as nossas debilidades&#8221;.<\/p>\n<p>D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, aludiu na sua homilia &agrave; &ldquo;fraqueza dos irm&atilde;os que ca&iacute;ram&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Confessamo-la, dela pedimos perd&atilde;o e por eles rezamos. Afinal, todos n&oacute;s somos d&eacute;beis; se eles se mancharam na baixeza de actos, escandalosos para quem os padeceu, quem de n&oacute;s poder&aacute; negar as suas falhas em outros campos: porventura o abandono da ora&ccedil;&atilde;o, a rudeza no trato, o descuido na prepara&ccedil;&atilde;o do ensino?&rdquo;, perguntou.<\/p>\n<p>Na Madeira, D. Ant&oacute;nio Carrilho quis deixar &ldquo;uma palavra de reconhecimento e muito apre&ccedil;o pela vida e minist&eacute;rio&rdquo; de cada um dos padres presentes, &ldquo;nomeadamente pela generosidade da vossa entrega e dedica&ccedil;&atilde;o ao Povo de Deus, pelo esfor&ccedil;o de fomentar uma comunh&atilde;o sempre maior no nosso presbit&eacute;rio, por todo o vosso empenho em viver o sacerd&oacute;cio e testemunhar a alegria&rdquo;.<\/p>\n<p>Na S&eacute; de Lisboa, D. Jos&eacute; Policarpo apelou a um &ldquo;minist&eacute;rio da alegria&rdquo; na sociedade contempor&acirc;nea.<\/p>\n<p>Para o Cardeal-Patriarca, essa alegria &ldquo;brota da experi&ecirc;ncia da reconcilia&ccedil;&atilde;o e do perd&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Numa sociedade de viol&ecirc;ncia e de dificuldade em perdoar, este servi&ccedil;o da Igreja &eacute; b&aacute;lsamo para tanta dor, semente de transforma&ccedil;&atilde;o progressiva da sociedade, redescoberta da alegria de viver&rdquo;, declarou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marto condena \u00abcrimes hediondos\u00bb, mas pede confian\u00e7a. D. 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