{"id":44420,"date":"2010-04-01T15:36:49","date_gmt":"2010-04-01T15:36:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/01\/homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-missa-crismal\/"},"modified":"2010-04-01T15:36:49","modified_gmt":"2010-04-01T15:36:49","slug":"homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo de Leiria-F\u00e1tima na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>Presbit\u00e9rio em comunh\u00e3o e ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p>&Eacute; um verdadeiro momento de gra&ccedil;a este que nos &eacute; dado viver juntos nesta liturgia da Missa Crismal, verdadeira festa da unidade da Igreja diocesana reunida &agrave; volta do seu Pastor.<\/p>\n<p>Nesta Quinta Feira Santa encontramo-nos recolhidos na nossa catedral para celebrar a Eucaristia em que se benzem os santos &oacute;leos dos catec&uacute;menos, do crisma e dos enfermos.<\/p>\n<p>Em Cristo, todos n&oacute;s fomos consagrados com o &oacute;leo da un&ccedil;&atilde;o e unidos numa comunh&atilde;o que &eacute; mais forte do que todo o la&ccedil;o humano. &Eacute; a comunh&atilde;o de todo povo de Deus, que nos leva a exclamar com o salmista: &ldquo;Vede como &eacute; bom e agrad&aacute;vel viver unidos como irm&atilde;os: &eacute; como o &oacute;leo perfumado derramado sobre a cabe&ccedil;a, a escorrer pela barba de Aar&atilde;o at&eacute; &agrave; orla das suas vestes&rdquo;(Sl 133, 1-2).<\/p>\n<p>O &oacute;leo perfumado &eacute; o s&iacute;mbolo da for&ccedil;a do Esp&iacute;rito, do perfume do amor e da santidade divina que Cristo derrama sobre a cabe&ccedil;a, o cora&ccedil;&atilde;o e os membros de todos os fi&eacute;is baptizados e crismados e os torna morada de Deus; o perfume de Cristo que inunda de amor a Igreja inteira e faz dela a Casa da Comunh&atilde;o entre Deus e os homens e dos homens entre si.<\/p>\n<p>Com este &oacute;leo s&atilde;o consagradas as m&atilde;os dos sacerdotes para oferecerem, em nome de Cristo, os dons da Palavra de Deus e dos Sacramentos da Gra&ccedil;a que alimentam a comunh&atilde;o do Povo de Deus. Por isso, hoje &eacute; o dia sacerdotal, por excel&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Sacerdote como v&oacute;s h&aacute; trinta e oito anos e bispo no meio de v&oacute;s h&aacute; quase quatro, sinto este momento com o cora&ccedil;&atilde;o trepidante de emo&ccedil;&atilde;o e de responsabilidade. Neste Ano Sacerdotal, em meu nome e no de toda a Diocese, quero expressar-vos o afecto e a estima do bispo e de todo o povo de Deus, agradecer-vos e encorajar-vos pelo precioso servi&ccedil;o que ofereceis &agrave; Diocese, pelo zelo que vos move no minist&eacute;rio, por todo o bem que fazeis. N&atilde;o percais o &acirc;nimo neste momento doloroso em que pesa sobre n&oacute;s o sofrimento e a vergonha por crimes hediondos de alguns sacerdotes e a suspei&ccedil;&atilde;o generalizada resultante da explora&ccedil;&atilde;o medi&aacute;tica de tais casos. O pecado de alguns n&atilde;o ofusca a abnega&ccedil;&atilde;o e a fidelidade de que a imensa maioria dos sacerdotes e religiosos d&aacute; prova quotidiana e que as nossas comunidades testemunham e reconhecem. Coragem! Acolhamos o apelo &agrave; santidade de vida e &agrave; purifica&ccedil;&atilde;o da Igreja.<\/p>\n<p>Apraz-me fazer ecoar aqui, nesta hora, as palavras do Cardeal Montini (futuro Papa Paulo VI) em 1957: &ldquo;Quinta Feira Santa! &Eacute; o nosso dia, como sabeis. Se n&atilde;o o comemoramos n&oacute;s sacerdotes, quem o pode fazer mais dignamente? E se n&atilde;o nos encontramos neste dia, qual ser&aacute; outro dia mais prop&iacute;cio? E se n&atilde;o o dizemos uns aos outros, como teremos plena consci&ecirc;ncia disto?&rdquo;.<\/p>\n<p>Hoje &eacute; dia de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pelo dom do sacerd&oacute;cio e, em particular, por quantos, neste ano, comemoram os 25 ou 50 anos da sua ordena&ccedil;&atilde;o, com quem nos congratulamos.<\/p>\n<p>Lembramos tamb&eacute;m, com &acirc;nimo grato, aqueles que ao longo do ano nos deixaram para voltarem &agrave; casa eterna do Pai. E ainda os que, por motivo de doen&ccedil;a ou outro, n&atilde;o puderam marcar presen&ccedil;a.<\/p>\n<p>A mem&oacute;ria da nossa ordena&ccedil;&atilde;o neste dia confirma e corrobora a nossa perten&ccedil;a ao &uacute;nico presbit&eacute;rio diocesano, como nossa segunda e verdadeira fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>Atendendo ao tema do Ano Pastoral quero oferecer-vos uma reflex&atilde;o sobre &ldquo;O presbit&eacute;rio em comunh&atilde;o e ao servi&ccedil;o da comunh&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fisionomia do presbit&eacute;rio-comunh&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O minist&eacute;rio apost&oacute;lico &eacute;, antes de mais, um dom de Deus para o servi&ccedil;o do mist&eacute;rio de comunh&atilde;o que constitui a Igreja e para ser realizado e vivido em comunh&atilde;o, precisamente enquanto membros de um presbit&eacute;rio. Este rosto da Igreja passa, em grande parte, pelo rosto do nosso presbit&eacute;rio e minist&eacute;rio.<\/p>\n<p>O presbit&eacute;rio n&atilde;o &eacute; uma mera categoria sociol&oacute;gica que designa a soma de todos os padres &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do bispo para as diversos cargos. &Eacute; antes um corpo de ministros, em comunh&atilde;o de gra&ccedil;a e de miss&atilde;o, ao servi&ccedil;o de uma Igreja particular, que est&aacute; junto do bispo e nele encontra o seu princ&iacute;pio de unidade. &ldquo;Na sua verdade plena, o presbit&eacute;rio &eacute; um mist&eacute;rio, quer dizer, uma realidade sobrenatural porque radica no sacramento da Ordem. Este &eacute; a sua fonte e a sua origem. &Eacute; o lugar do seu nascimento e do seu crescimento&rdquo;(PDV 74).<\/p>\n<p>Daqui resulta a sua fisionomia pr&oacute;pria: &ldquo;a de uma verdadeira fam&iacute;lia, de uma fraternidade, cujos la&ccedil;os n&atilde;o s&atilde;o da carne e do sangue, mas da gra&ccedil;a da Ordem: uma gra&ccedil;a que assume e eleva as rela&ccedil;&otilde;es humanas, psicol&oacute;gicas, afectivas e espirituais entre os sacerdotes; uma gra&ccedil;a que se expande, penetra e se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda rec&iacute;proca&rdquo;(PDV 74), espiritual e material, pastoral e pessoal, nas reuni&otilde;es e na comunh&atilde;o de vida, de trabalho e de caridade (cf LG 28).<\/p>\n<p>Eis um programa de trabalho a desenvolver e p&ocirc;r em pr&aacute;tica! Ser bons padres individualmente, n&atilde;o faz automaticamente um bom presbit&eacute;rio.<\/p>\n<p>A nova situa&ccedil;&atilde;o social do padre j&aacute; n&atilde;o lhe possibilita viver num contexto familiar protector como outrora, nem encontrar sempre um acolhimento paroquial confort&aacute;vel e confortador. Isto pode gerar uma solid&atilde;o institucional e um desamparo afectivo por vezes graves.<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio, pois, construir uma consci&ecirc;ncia de fam&iacute;lia sacerdotal dentro da qual cada sacerdote saiba e experimente que &eacute; algu&eacute;m: acolhido, reconhecido e valorizado. N&atilde;o se trata de restaurar um &ldquo;corporativismo clerical&rdquo;, mas de reavivar uma fraternidade que ajude cada um a viver com aquela confian&ccedil;a, dignidade humana e espiritual e brio intelectual, que s&atilde;o necess&aacute;rios para a miss&atilde;o evangelizadora.<\/p>\n<p>Esta fraternidade brota da paix&atilde;o interior pelo mesmo dom recebido, pelo mesmo ideal comungado, pela mesma miss&atilde;o partilhada.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>A gram&aacute;tica da comunh&atilde;o: implica&ccedil;&otilde;es e aplica&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>A comunh&atilde;o presbiteral n&atilde;o &eacute; espont&acirc;nea e nem sempre &eacute; f&aacute;cil. N&atilde;o se imp&otilde;e por decreto; &eacute; necess&aacute;rio constru&iacute;-la juntos. Requer convers&atilde;o espiritual e elabora&ccedil;&atilde;o de uma gram&aacute;tica da comunh&atilde;o para a p&ocirc;r em pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, somos chamados a cultivar, com amor paciente e generoso, rela&ccedil;&otilde;es pessoais verdadeiramente genu&iacute;nas, de respeito, de estima e aten&ccedil;&atilde;o rec&iacute;procas, de delicadeza, de confian&ccedil;a m&uacute;tua, de conhecimento e di&aacute;logo entre as diversas gera&ccedil;&otilde;es e sensibilidades, capazes de eliminar a suspeita, a inveja e o distanciamento, t&atilde;o in&uacute;teis como prejudiciais.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, somos chamados a realizar a comunh&atilde;o na miss&atilde;o, isto &eacute;, a partilhar inten&ccedil;&otilde;es e projectos pastorais no trabalho em equipa. Para isso s&atilde;o necess&aacute;rias algumas atitudes e disposi&ccedil;&otilde;es humanas e espirituais: a participa&ccedil;&atilde;o interessada nas reuni&otilde;es, a liberdade de uma escuta sem preconceitos, a franqueza para exprimir o pr&oacute;prio pensamento, o discernimento pastoral capaz de enuclear o bem comum e poss&iacute;vel, a disponibilidade para assumir tarefas, a decis&atilde;o sincera de acolher e ser fiel aos crit&eacute;rios pastorais e &agrave;s decis&otilde;es elaborados e tomados em conjunto para o servi&ccedil;o do Evangelho. Neste aspecto, a vigararia deve ser um lugar fundamental de refer&ecirc;ncia como espelho de comunh&atilde;o entre os padres e entre as par&oacute;quias. Lembro aqui o prov&eacute;rbio africano: &ldquo;Se queres ir depressa, corre sozinho; se queres chegar longe, caminha com os outros&rdquo;.<\/p>\n<p>Outro aspecto fundamental &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e na f&eacute; entre os presb&iacute;teros. O presbit&eacute;rio n&atilde;o se torna lugar de fraternidade sacramental onde n&atilde;o se privilegiam as rela&ccedil;&otilde;es de f&eacute; ao servi&ccedil;o do minist&eacute;rio. De outro modo, as reuni&otilde;es do clero podem assemelhar-se a assembleias empresariais, lugares para fazer funcionar a empresa, espa&ccedil;o para distribui&ccedil;&atilde;o de encargos.<\/p>\n<p>A capacidade de partilhar a f&eacute; &eacute; o princ&iacute;pio de todo o bom trabalho em comum. Esta partilha realiza-se na ora&ccedil;&atilde;o em conjunto, na lectio divina partilhada, na prepara&ccedil;&atilde;o da homilia em grupo e de iniciativas pastorais, nos momentos fraternos de convivialidade, na coragem humilde da correc&ccedil;&atilde;o fraterna&#8230;<\/p>\n<p>Para alcan&ccedil;ar os objectivos da comunh&atilde;o &eacute; ainda necess&aacute;ria uma aut&ecirc;ntica ascese ou disciplina em ordem a combater e eliminar os modos de pensar e os comportamentos que a impedem ou destroem.<\/p>\n<p>Antes de mais, &eacute; preciso vigiar perante algumas tenta&ccedil;&otilde;es que podem afectar ou desagregar esta comunh&atilde;o: o isolamento do &ldquo;orgulhosamente s&oacute;&rdquo; ( eu fa&ccedil;o sozinho e por minha conta); o esp&iacute;rito de indiferen&ccedil;a (que me importa os outros?); a atitude de auto-sufici&ecirc;ncia (n&atilde;o preciso dos outros para nada); o narcisismo de quem p&otilde;e o &ldquo;ego&rdquo; no centro de tudo; e o neoclericalismo derivado da sede de protagonismo ou da fragilidade da personalidade.<\/p>\n<p>Alem disso, &eacute; aconselh&aacute;vel uma &ldquo;regra de vida &ldquo; pessoal que torne poss&iacute;vel um estilo de vida saud&aacute;vel e ordenada com m&eacute;todo de trabalho e disciplina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ao servi&ccedil;o da comunh&atilde;o na comunidade crist&atilde;<\/strong><\/p>\n<p>A comunh&atilde;o no presbit&eacute;rio est&aacute; ao servi&ccedil;o da comunh&atilde;o eclesial que &eacute; mais vasta. Com efeito, o minist&eacute;rio &eacute; para a comunidade. Esta &eacute; o lugar normal da comunh&atilde;o do presb&iacute;tero com os fi&eacute;is e onde &eacute; chamado a ser o &ldquo;pivot&rdquo; da comunh&atilde;o em todas as dimens&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;O padre deve ser um homem de comunh&atilde;o, aberto a todos, capaz de fazer caminhar na unidade todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando-o a superar as divis&otilde;es, a reconciliar as roturas, a aplanar os contrastes e as incompreens&otilde;es, a perdoar as ofensas&rdquo;(Bento XVI).<\/p>\n<p>O servi&ccedil;o da comunh&atilde;o leva o padre tamb&eacute;m a promover a corresponsabilidade, suscitando colabora&ccedil;&otilde;es, valorizando e integrando os diversos carismas, servi&ccedil;os e minist&eacute;rios para a edifica&ccedil;&atilde;o da comunidade.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Testemunho da comunh&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o vocacional<\/strong><\/p>\n<p>Tudo isto assume um relevo particular na promo&ccedil;&atilde;o vocacional. Nenhum jovem poder&aacute; sentir um chamamento se os seus olhos n&atilde;o contemplam na vida fraterna dos padres e das comunidades algum vest&iacute;gio da beleza do Senhor e do sacerd&oacute;cio, capaz de reunir os irm&atilde;os e alimentar a comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Se os jovens v&ecirc;em padres isolados e tristes, n&atilde;o se sentem certamente encorajados a seguir o seu exemplo. Ficam perplexos se s&atilde;o levados a pensar que &eacute; este o futuro do padre. &Eacute; importante pois realizar a comunh&atilde;o de vida que lhes revele a beleza do sacerd&oacute;cio. Ent&atilde;o o jovem dir&aacute;: &ldquo;Este pode ser um futuro tamb&eacute;m para mim; assim, pode-se viver&rdquo;(Bento XVI).<\/p>\n<p>Concluindo, o futuro da Igreja passa atrav&eacute;s da comunh&atilde;o aut&ecirc;ntica a todos os n&iacute;veis. Nela est&aacute; a for&ccedil;a da miss&atilde;o mesmo quando as estruturas s&atilde;o pobres e d&eacute;beis. Um presbit&eacute;rio em comunh&atilde;o &eacute; um reflexo da beleza de Deus-Amor Trinit&aacute;rio e da Igreja-Comunh&atilde;o!<\/p>\n<p>Renovando agora as nossas promessas de fidelidade a Cristo e &agrave; Igreja pe&ccedil;amos por intercess&atilde;o da Virgem M&atilde;e e do Santo Cura d&rsquo;Ars: &ldquo;Senhor, aceita-nos como somos e ajuda-nos a ser como Tu nos desejas&rdquo;(Jo&atilde;o Paulo I)! &Aacute;men! Aleluia!<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; Ant&oacute;nio Marto, Bispo de Leiria-F&aacute;tima<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presbit\u00e9rio em comunh\u00e3o e ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[114,120,177,207,246,294],"class_list":["post-44420","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-sacerdotal","tag-bento-xvi","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-fatima","tag-liturgia","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44420\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}