{"id":44417,"date":"2010-04-01T14:57:29","date_gmt":"2010-04-01T14:57:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/01\/carta-do-bispo-de-viseu-ao-presbiterio-da-diocese\/"},"modified":"2010-04-01T14:57:29","modified_gmt":"2010-04-01T14:57:29","slug":"carta-do-bispo-de-viseu-ao-presbiterio-da-diocese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carta-do-bispo-de-viseu-ao-presbiterio-da-diocese\/","title":{"rendered":"Carta do Bispo de Viseu ao presbit\u00e9rio da Diocese"},"content":{"rendered":"<p><strong>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Neste dia de Quinta-feira Santa e neste Ano Sacerdotal, sinto desejo de comunicar com todos os meus Irm&atilde;os e Amigos Sacerdotes, meus fi&eacute;is companheiros nas tarefas de anunciar o Evangelho e de viver e celebrar a beleza da F&eacute; em Deus Trindade e, unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Fundador e sua Cabe&ccedil;a, tamb&eacute;m na Igreja. A F&eacute; na Igreja n&atilde;o &eacute; muito f&aacute;cil, pois encontramos muitas falhas e, tantas vezes, muitas desilus&otilde;es. Como M&atilde;e, ela transmite-nos o amor terno e profundo de Deus Salvador e presente nos m&uacute;ltiplos sinais. Por&eacute;m e porque com uma face humana e pecadora, ela precisa da nossa dedica&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o, para ser santa e orientar para a plenitude do Reino todos os seus filhos.<\/p>\n<p>Nesta Igreja, santa e pecadora, os crentes encontram o porto e o abrigo que acolhe, transmite serenidade, apoia, corrige e orienta. E, tamb&eacute;m os n&atilde;o crentes podem encontrar 2 &lsquo;sacramentos&rsquo; salvadores dos quais os crentes s&atilde;o mediadores e administradores: amor fraterno e unidade na comunh&atilde;o da mesma F&eacute;. O &ldquo;vede como eles se amam&rdquo; com o testemunho do amor fraterno &eacute; uma consequ&ecirc;ncia vis&iacute;vel de que seguimos Jesus Cristo; o cumprimento do testamento de Jesus &ndash; &ldquo;que todos sejam Um para que o mundo creia&rdquo; &ndash; &eacute; testemunho decisivo para que outros se tornem disc&iacute;pulos do mesmo Mestre e Senhor.<\/p>\n<p>Nesta Carta que vos escrevo na P&aacute;scoa de 2010 e depois de um primeiro ponto que reflecte sobre este dia e este ano, eminentemente sacerdotais, partilho convosco uma pequena reflex&atilde;o sobre 3 textos vocacionais de que gosto muito. Como precisamos de atender &agrave; dimens&atilde;o vocacional na nossa Igreja!&#8230;<\/p>\n<p>A seguir, coloco na ordem do dia &ndash; para todos os reflectirmos e rezarmos &ndash; 2 temas pastorais: o Plano Pastoral 2009-2010 como o &uacute;ltimo ano do tri&eacute;nio e o S&iacute;nodo Diocesano, a realizar entre 2010-2015, para colocar a nossa Igreja a viver mais em comunh&atilde;o, segundo os grandes desafios do Conc&iacute;lio Vaticano II.<\/p>\n<p>Termino com um sentido e justo Agradecimento e com os votos de Felizes Festas Pascais.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Car&iacute;ssimos Irm&atilde;os Padres<\/strong><\/p>\n<p>Fomos convidados, no in&iacute;cio desta Quaresma, a &ldquo;visitar&rdquo; o dia da nossa Ordena&ccedil;&atilde;o Sacerdotal, revivendo os sentimentos, as atitudes e toda a profundidade da vida que estava subjacente naquele dia e para toda a nossa vida. &Eacute; sempre muito salutar e muito enriquecedor poder voltar a sentir a alegria daquele &ldquo;momento&rdquo; encantador, em que se cruzou o olhar amigo do Senhor com a nossa t&iacute;mida mas sentida, generosa e alegre resposta. Desejo que tenha sido uma positiva oportunidade para retomarmos o convite do VI Simp&oacute;sio, celebrado em F&aacute;tima, nos princ&iacute;pios de Setembro de 2009: &laquo;Eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposi&ccedil;&atilde;o das minhas m&atilde;os. Pois Deus n&atilde;o nos deu um esp&iacute;rito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. N&atilde;o te envergonhes, portanto, do testemunho de Nosso Senhor (&hellip;)&raquo; (2 Tim 1, 6-8).<\/p>\n<p>Reavivar n&atilde;o &eacute;, somente, visitar ou voltar &lsquo;l&aacute;&rsquo;, para recordar, ainda que demorada e profundamente. Reavivar &eacute; ir at&eacute; ao fundo do dom, para agir a partir do dom recebido e aprofund&aacute;-lo, guardando-o no cora&ccedil;&atilde;o. Como Maria, que guardava o dom da Palavra no cora&ccedil;&atilde;o e nela meditava noite e dia (cf Lc 2, 51). Como o Cura d&rsquo;Ars e tantos outros que mantinham acesa e viva a chama da alegria na entrega, cada dia e em toda a vida. &nbsp;<\/p>\n<p>Este &lsquo;reacender e reavivar a chama&rsquo; &eacute; um desafio sempre actual, na nossa vida de sacerdotes e, muito mais, neste Ano Sacerdotal, inspirado na Santidade do Cura d&rsquo;Ars. Para um Sacerdote, ser santo &eacute; quase uma exig&ecirc;ncia natural, tendo em conta o conte&uacute;do e a especificidade do nosso minist&eacute;rio. De facto, ainda que a efic&aacute;cia sacramental n&atilde;o dependa da santidade do Ministro, a efic&aacute;cia pastoral depende e muito, certamente. N&oacute;s somos Pastores em tudo o que somos, o que vivemos, o que dizemos e o que fazemos. Por isso, n&atilde;o tenhamos medo do Minist&eacute;rio, mas unamo-nos, muito estreitamente, ao exemplo do Bom Pastor e distingamo-nos por um estilo de vida evang&eacute;lico. Ecoe nos nossos ouvidos aquele apelo da nossa ordena&ccedil;&atilde;o diaconal, ao recebermos o Evangelho de Cristo: &laquo;Cr&ecirc; o que l&ecirc;s, ensina o que cr&ecirc;s e vive o que ensinas&raquo;. Ainda, o que ouvimos na nossa ordena&ccedil;&atilde;o presbiteral, ao recebermos as oferendas a santificar na Eucaristia: &laquo;Toma consci&ecirc;ncia do que vir&aacute;s a fazer; imita o que vir&aacute;s a realizar e conforma a tua vida com o mist&eacute;rio da Cruz do Senhor&raquo;.<\/p>\n<p>Viver estas advert&ecirc;ncias e apelos &eacute; suficiente para conformarmos a nossa vida com a grandeza do nosso minist&eacute;rio, com o dom da nossa voca&ccedil;&atilde;o e com a tarefa da nossa miss&atilde;o. Ser santo deveria ser, para n&oacute;s Sacerdotes, como falar, como agir, como viver &ndash; ac&ccedil;&otilde;es comuns e di&aacute;rias do nosso minist&eacute;rio. De facto, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que o Ano Sacerdotal &eacute; um apelo muito forte &agrave; santifica&ccedil;&atilde;o de todos os Ministros ordenados. Partimos da certeza de que o chamamento e a consagra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o imunizam do erro nem da infidelidade. A fidelidade e a santidade s&oacute; se conseguem quando e se a escolha e a vida dos Sacerdotes tiverem como crit&eacute;rios os do Evangelho, na configura&ccedil;&atilde;o muito estreita com Nosso Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p>O Ano Sacerdotal &eacute; esta circunst&acirc;ncia que aviva e torna urgente a natural necessidade de sermos santos. Nestes tempos dif&iacute;ceis e com alguma desconfian&ccedil;a sobre a Institui&ccedil;&atilde;o Eclesial, pelo facto de tantos Sacerdotes terem manchado a nobreza da sua consagra&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o e da felicidade de todos, renovemos os nossos prop&oacute;sitos de viver a fidelidade a Cristo, com o nosso sacerd&oacute;cio, na Igreja e no Mundo. Sim: o nosso Sacerd&oacute;cio &eacute; um grande dom e uma grande &lsquo;mais valia&rsquo; para o mundo, pois o mundo precisa de Jesus Cristo e Jesus Cristo quer precisar dos Sacerdotes para estar presente. &ldquo;Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote&rdquo; &eacute; o lema deste ano. Que seja o lema da nossa vida!<\/p>\n<p>Nesta Quinta-feira Santa de 2010, quero meditar com todos v&oacute;s, car&iacute;ssimos Irm&atilde;os no mesmo Presbit&eacute;rio, tr&ecirc;s textos que nos devem ser muito familiares e que s&atilde;o fundamentais neste tri&eacute;nio que nos propusemos viver e que estamos quase a terminar, sob o lema geral: &ldquo;Jesus Cristo, Boa Nova para um Mundo Novo&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>2. &ldquo;Vinde e vede. Foram e ficaram com Ele nesse dia&rdquo; (Jo 1, 35-42)<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute;, para mim, um texto vocacional muito belo e muito rico. Vejo nele tr&ecirc;s momentos decisivos pelo impacto e pelas consequ&ecirc;ncias que podem ter na pastoral vocacional. Esses momentos s&atilde;o: a for&ccedil;a da proposta, a beleza da experi&ecirc;ncia e a coragem do testemunho. Qualquer Sacerdote &ndash; promotor vocacional por excel&ecirc;ncia &ndash; encontra aqui uma fonte de inspira&ccedil;&atilde;o para o dinamismo da sua ac&ccedil;&atilde;o, na apresenta&ccedil;&atilde;o aos jovens de uma bela proposta de sentido para a vida, no seguimento feliz de Jesus.<\/p>\n<p><strong>For&ccedil;a da proposta. <\/strong>Somente faz uma proposta quem est&aacute; seguro do seu valor e quem pode garantir o seu &ecirc;xito. Jo&atilde;o Baptista faz a proposta aos seus amigos porque entende que ela constitui uma mais valia para as pessoas de quem gosta. O mesmo faz Andr&eacute; que, depois de conhecer Jesus, apresenta a mesma proposta ao seu irm&atilde;o Pedro. Na anima&ccedil;&atilde;o vocacional, h&aacute; que fazer propostas v&aacute;lidas e pertinentes. Por&eacute;m, sabemos que s&oacute; as faz quem &eacute; feliz no seu caminho e tem gosto de o partilhar com aqueles que estima e que quer ver, tamb&eacute;m, felizes.<\/p>\n<p><strong>Beleza da experi&ecirc;ncia. <\/strong>Imaginamos qu&atilde;o bela foi a experi&ecirc;ncia daqueles dois disc&iacute;pulos no dia que viveram na intimidade da mesma casa com Jesus. N&atilde;o ousam cont&aacute;-la, pois as experi&ecirc;ncias mais pessoais, mais belas e mais profundas n&atilde;o se descrevem, mas convida-se a que as fa&ccedil;am e vivam. Adivinhamos a sua intensidade pela transforma&ccedil;&atilde;o operada, pela mudan&ccedil;a que se seguiu e pela pressa em partilh&aacute;-la com outros.<\/p>\n<p><strong>Coragem do testemunho. <\/strong>Por experi&ecirc;ncia de todos n&oacute;s, sabemos como nos custa partilhar realidades &iacute;ntimas e profundamente pessoais. Por vezes, acontece como neste caso concreto &ndash; dizemos algo, abrindo o jogo, mas deixando que o outro experimente o mesmo que n&oacute;s. Foi o que se passou. Jo&atilde;o Baptista e Andr&eacute; n&atilde;o conseguem calar o que vivem, tanto os marcou e os confunde. Ent&atilde;o, abrem-se com algu&eacute;m que estimam, em quem confiam e para quem querem o melhor e dizem-lhe, da forma mais simples e directa, o que experimentam: &ldquo;Eis o Cordeiro de Deus&rdquo; e &ldquo;ach&aacute;mos o Messias&rdquo;.<\/p>\n<p>Estes tr&ecirc;s momentos s&atilde;o, como j&aacute; disse, muito importantes na nossa actividade pastoral e na necessidade de sermos agentes da voca&ccedil;&atilde;o para chamar outros que, como n&oacute;s, sigam o Senhor Jesus e Bom Pastor, na voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal. Para que fa&ccedil;amos isto, importa que nos sintamos felizes no nosso caminho e que a nossa vida seja experi&ecirc;ncia gratificante, da qual gostamos de falar com alegria e de partilhar com intensidade, para que outros beneficiem da riqueza da nossa vida. &Eacute; necess&aacute;rio, tamb&eacute;m, que os outros possam ver e possam admirar o nosso estilo de vida, as nossas atitudes comuns e o nosso comportamento habitual.<\/p>\n<p>O testemunho vocacional e a proposta positiva a fazer a alguns adolescentes e jovens devem acontecer no &acirc;mbito da nossa vida pastoral e, sobretudo, na viv&ecirc;ncia do servi&ccedil;o paroquial, nas Comunidades Crist&atilde;s. Pode haver pessoas expressamente indigitadas para a promo&ccedil;&atilde;o vocacional. Nunca substituem nem suprem o trabalho de proximidade, de amizade, de rela&ccedil;&atilde;o e de testemunho feito por quem vive e trabalha diariamente nas comunidades e nas fam&iacute;lias, como &eacute; o P&aacute;roco em cada Comunidade. Entendo que, hoje, ter um bom grupo de Ac&oacute;litos, com quem se faz um trabalho simples de amizade, de forma&ccedil;&atilde;o e de ora&ccedil;&atilde;o &eacute; um bom servi&ccedil;o vocacional. A partir daqui, a colabora&ccedil;&atilde;o com os mediadores vocacionais na Diocese, no Arciprestado e na Zona Pastoral &eacute; importante e decisiva para um trabalho mais organizado de discernimento e de acompanhamento.<\/p>\n<p><strong>Reflex&atilde;o:<\/strong> A cada um dos Sacerdotes do nosso Presbit&eacute;rio eu gostaria de convidar a &ldquo;reviver&rdquo; e a &ldquo;revisitar&rdquo; o seu encontro pessoal com Jesus Cristo, celebrando na mem&oacute;ria, na consci&ecirc;ncia e no projecto de vida, o &ldquo;momento&rdquo; de receber a &ldquo;proposta&rdquo; e de dar o SIM. Para ajudar, sugiro esta pequena reflex&atilde;o pessoal:<\/p>\n<p>&#8211; Procure fazer o enquadramento da sua voca&ccedil;&atilde;o e lembre as pessoas importantes na sua caminhada e decis&atilde;o vocacional.<\/p>\n<p>&#8211; Renove, na sua mem&oacute;ria, o dia da sua Ordena&ccedil;&atilde;o Sacerdotal e os momentos que t&ecirc;m sido decisivos na sua vida de Sacerdote.<\/p>\n<p>&#8211; Recorda-se de ter feito a proposta vocacional, de forma directa, a algum jovem? Ter&aacute; algum(s) a quem seja conveniente faz&ecirc;-lo &ldquo;agora&rdquo;?<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>3. &ldquo;Chamou os que quis para andarem com Ele&rdquo; (Mc 3, 13-15)<\/strong><\/p>\n<p>Este &eacute; outro dos textos vocacionais com todos os elementos para nos motivarem &agrave; ac&ccedil;&atilde;o nesta importante din&acirc;mica pastoral. Mostra o itiner&aacute;rio formativo fundamental de qualquer Semin&aacute;rio na prepara&ccedil;&atilde;o de futuros Disc&iacute;pulos Mission&aacute;rios. O Semin&aacute;rio, que quer formar Pastores ao jeito de Cristo e segundo o Seu Cora&ccedil;&atilde;o, deve formar jovens para andarem com Jesus e para O seguirem, como fez Jesus com os Ap&oacute;stolos. Este tempo de forma&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para desenvolver uma rela&ccedil;&atilde;o de comunh&atilde;o e de amizade profunda com o mesmo Senhor. Ao ser ordenado, o Sacerdote torna-se, pelo Sacramento da Ordem, &ldquo;imagem viva de Cristo Cabe&ccedil;a e Pastor da Igreja&rdquo; (cf PDV 42).&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Chamou os que quis<\/strong>. O texto do Evangelho diz-nos, em primeiro lugar, que a voca&ccedil;&atilde;o &eacute; uma elei&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio Deus. Por detr&aacute;s do nosso chamamento est&aacute; sempre a vontade e a liberdade de Cristo. A vida crist&atilde; apresenta-se sob o signo da liberdade. Ao vocacionado importa estar atento para responder com alegria, prontid&atilde;o e disponibilidade, sabendo que a elei&ccedil;&atilde;o e a escolha s&atilde;o actos de predilec&ccedil;&atilde;o. Cada um de n&oacute;s, Sacerdotes, pode e deve considerar-se o disc&iacute;pulo predilecto do Senhor, pois Ele ama cada um preferencialmente. Deus chama quem quer &ndash; &eacute; livre. O homem responde (e em cada dia, pois a voca&ccedil;&atilde;o est&aacute; sempre a acontecer) &ndash; &eacute; livre. Aos mediadores basta estarem atentos para acompanharem e ajudarem ao discernimento, procurando que a pessoa descubra a vontade de Deus, em cada tempo e circunst&acirc;ncia. Hoje, h&aacute; falta de voca&ccedil;&otilde;es para o sacerd&oacute;cio. N&atilde;o percamos a confian&ccedil;a, mas pe&ccedil;amo-las com a ora&ccedil;&atilde;o. A falta de pessoas dispon&iacute;veis para abra&ccedil;ar a voca&ccedil;&atilde;o ao minist&eacute;rio ordenado &eacute; sinal de que faltam, no mundo, pessoas dispon&iacute;veis e generosas para amarem os outros. &Eacute; urgente empenharmo-nos para um feliz esp&iacute;rito de servi&ccedil;o. Pensemos e digamos com alegria e de forma consciente: &ldquo;A minha voca&ccedil;&atilde;o &eacute; o meu caminho para ser feliz&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Jesus chamou 12 para andarem com Ele&hellip;<\/strong> Em segundo lugar, &eacute; importante apercebermo-nos que o centro e essencial da voca&ccedil;&atilde;o ao sacerd&oacute;cio ou, genericamente, &agrave; consagra&ccedil;&atilde;o, &eacute; andar com Jesus. Ele &eacute; o Mestre e &eacute; Quem tem o segredo das condi&ccedil;&otilde;es e dos crit&eacute;rios para a aprendizagem. Este andar com Jesus n&atilde;o &eacute; parcial ou por momentos fortes ou no tempo da forma&ccedil;&atilde;o. &Eacute; essencial que o Disc&iacute;pulo Mission&aacute;rio se sinta sempre Disc&iacute;pulo e que entenda a Miss&atilde;o como um an&uacute;ncio da Pessoa de Jesus Cristo, veiculando, pela palavra e testemunho, a Sua mensagem de Boa Nova. Ali&aacute;s, teologicamente, andar com Jesus e por Ele ser enviado a pregar n&atilde;o s&atilde;o momentos que se distingam. Na verdade, ser e estar com Jesus s&atilde;o atitudes de envio e de miss&atilde;o. Os 12 n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;actores&rdquo; que fazem apostolado &ndash; s&atilde;o Ap&oacute;stolos. Estavam na l&oacute;gica do L&oacute;gos&hellip;<\/p>\n<p><strong>(Instituiu 12)<\/strong>. &Eacute; um texto que ajuda, tamb&eacute;m, a criar unidade no Presbit&eacute;rio. Diz que Jesus estabeleceu 12 &ndash; &ldquo;criou 12&rdquo;. Eles s&atilde;o 12. N&atilde;o s&atilde;o &ldquo;solistas&rdquo;, mas s&atilde;o um grupo e &eacute; como grupo que s&atilde;o constitu&iacute;dos e &eacute; como grupo que aparecem a receber a miss&atilde;o, a ser enviados e a evangelizar. Diz o Decreto sobre o Minist&eacute;rio e a Vida dos Sacerdotes que &ldquo;os Presb&iacute;teros, elevados ao presbiterado pela ordena&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o unidos entre si numa &iacute;ntima fraternidade sacramental. Especialmente na diocese a cujo servi&ccedil;o, sob o Bispo respectivo, est&atilde;o consagrados, formam um s&oacute; presbit&eacute;rio&rdquo; (PO 8). Fomos ordenados no Presbit&eacute;rio para viver a comunh&atilde;o como Presbit&eacute;rio. Isoladamente n&atilde;o existimos. &Eacute; a comunh&atilde;o que se abre para a miss&atilde;o e esta n&atilde;o se compreende sem aquela. Os 72 s&atilde;o enviados 2 a 2; &eacute; constitu&iacute;do o grupo dos 12&hellip;<\/p>\n<p><strong>&hellip;Para os enviar a pregar<\/strong>. Quando somos &ldquo;enviados a pregar&rdquo;, torna-se verdadeiramente essencial que as pessoas descubram que n&atilde;o anunciamos uma l&oacute;gica nossa, ainda que numa ideologia muito crist&atilde;, fundamentada doutrinal e biblicamente. As pessoas precisam de se encontrar com a l&oacute;gica de Deus, numa transpar&ecirc;ncia dos valores do Reino. &Eacute; a justi&ccedil;a, a verdade, a vida, a gra&ccedil;a, a santidade, o amor e a paz que as pessoas precisam de ver e de sentir, de conhecer e de seguir, para se encontrarem n&atilde;o connosco, nem mesmo com o peso de uma institui&ccedil;&atilde;o como a Igreja, mas com Deus e com a Sua Boa Nova de Salva&ccedil;&atilde;o. Onde quer que vamos e o que quer que fa&ccedil;amos, importa que seja visto e sentido que andamos com Jesus, que falamos d&rsquo;Ele e O anunciamos de forma clara. A nossa miss&atilde;o de pastores deve, claramente &ndash; sem d&uacute;vidas nem hesita&ccedil;&otilde;es &ndash; apontar Jesus Cristo, como fez Jo&atilde;o Baptista aos seus amigos. Devemos mostrar que andamos com Jesus e que, portanto, o que dizemos, o que fazemos, o que vivemos e a forma como nos comportamos n&atilde;o deixa d&uacute;vidas a ningu&eacute;m. Procurai, car&iacute;ssimos Irm&atilde;os Sacerdotes, estar conscientes do que dizia o Santo Cura d&rsquo;Ars: &ldquo;O sacerdote possui a chave dos tesouros do c&eacute;u: &eacute; ele quem abre a porta, &eacute; ele o dispensador do bom Deus, o administrador dos Seus Bens&rdquo;. Ele mesmo conclui: &ldquo;Um bom pastor, um pastor segundo o cora&ccedil;&atilde;o de Deus, &eacute; o tesouro maior que o bom Deus pode dar a uma qualquer par&oacute;quia e um dos dons mais preciosos da miseric&oacute;rdia divina&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Reflex&atilde;o:<\/strong> A partir deste texto evang&eacute;lico, podemos fazer uma profunda reflex&atilde;o sobre a nossa vida e o nosso comportamento de Sacerdotes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. &ldquo;Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas ovelhas&rdquo; (Jo 10, 1-16)<\/strong><\/p>\n<p>A Par&aacute;bola do Bom Pastor &eacute;, para n&oacute;s Sacerdotes, o m&aacute;ximo de inspira&ccedil;&atilde;o para as melhores ideias, sugest&otilde;es, intui&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas, em ordem &agrave; nossa miss&atilde;o pastoral. H&aacute; algumas delas que gostaria de relevar, neste Ano Sacerdotal, convidando cada um dos meus Irm&atilde;os Padres a sentir-se muito unidos ao Bom Pastor. Assim:<\/p>\n<p><strong>Jesus &eacute; a Porta<\/strong>. Dizer que Ele &eacute; a Porta &eacute; o mesmo que dizer que Ele &eacute; a P&aacute;scoa, isto &eacute;, a &ldquo;passagem&rdquo; necess&aacute;ria para entrar junto da Comunidade e para sair com as pessoas para todas as iniciativas que fazem parte da nossa miss&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; outro Messias; n&atilde;o h&aacute; outro Evangelho; n&atilde;o h&aacute; outro Redentor. Ali&aacute;s, para al&eacute;m de Porta, Jesus &eacute; o Caminho a seguir e, somente passando por Ele, encontramos o Pai. Como pastores, nem s&atilde;o nossas as pessoas da Comunidade nem agimos a partir de n&oacute;s ou dos nossos sentimentos. Agimos a partir dos sentimentos de Deus e &eacute; Jesus Quem no-los revela e d&aacute; a conhecer.<\/p>\n<p><strong>Jesus &eacute; o Bom Pastor<\/strong>. De facto, n&atilde;o o esque&ccedil;amos: h&aacute; d&eacute;fice de pastores, ao jeito e ao estilo de Jesus. Para s&ecirc;-lo, Jesus apresenta algumas condi&ccedil;&otilde;es que importa conhecer e cumprir. Em primeiro lugar, importa ter consci&ecirc;ncia que ser Pastor n&atilde;o &eacute; uma mera actividade, mas &eacute; uma miss&atilde;o que envolve toda a vida. Depois, &eacute; necess&aacute;rio que, no seguimento do Bom Pastor, o Sacerdote viva a sua vida espiritual &ldquo;como rela&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o com Deus&rdquo;, empenhando a pessoa na sua totalidade e &ldquo;na totalidade do mist&eacute;rio pascal&rdquo;, de modo a que ela constitua &ldquo;o cora&ccedil;&atilde;o que unifica e vivifica o seu &laquo;ser padre&raquo; e o seu &laquo;agir como padre&raquo;&rdquo; (cf PDV 45). A partir desta experi&ecirc;ncia pessoal, o Pastor procura introduzir cada pessoa na intimidade com Deus, conhecendo-o, seguindo-o e ouvindo a Sua voz. Em terceiro lugar, o Pastor vive para a sua Comunidade e exp&otilde;e a pr&oacute;pria vida pelas pessoas que lhe est&atilde;o confiadas.<\/p>\n<p><strong>Jesus conhece as Suas ovelhas<\/strong>. A rela&ccedil;&atilde;o de acolhimento, de aten&ccedil;&atilde;o, de proximidade &eacute; essencial &agrave; miss&atilde;o do Pastor. Jesus descreve a Sua forma de ser Pastor acrescentando tr&ecirc;s pontos, verdadeiramente decisivos: &ldquo;Dou a minha vida pelas minhas ovelhas&rdquo; (Jo 10, 15); &ldquo;Tenho ainda outras ovelhas que n&atilde;o s&atilde;o deste aprisco. Preciso conduzi-las tamb&eacute;m&rdquo; (Jo 10, 16); &ldquo;Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido&rdquo; (Lc 15, 6). Estes tr&ecirc;s pontos a caracterizar a miss&atilde;o de Jesus, o Bom Pastor, fazem toda a diferen&ccedil;a. Para haver este conhecimento m&uacute;tuo, entre o Pastor e a Comunidade, torna-se essencial a leitura meditada e orante da Palavra de Deus como escuta humilde e cheia de amor d&rsquo;Aquele que fala (cf PDV 47). &ldquo;A familiaridade com a Palavra de Deus facilitar&aacute; o itiner&aacute;rio de convers&atilde;o, n&atilde;o apenas no sentido de se separar do mal para aderir ao bem, mas tamb&eacute;m no sentido de se alimentarem no cora&ccedil;&atilde;o os pensamentos de Deus, de tal modo que a f&eacute;, qual resposta &agrave; Palavra, se torne o novo crit&eacute;rio de ju&iacute;zo e avalia&ccedil;&atilde;o dos homens e das coisas, dos acontecimentos e dos problemas&rdquo; (PDV 47). Por isso e mais adiante neste mesmo n&uacute;mero, a mesma Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica diz o que importa na vida do Padre: &ldquo;&Eacute; necess&aacute;rio, portanto, que o sacerdote seja formado para uma profunda intimidade com Deus&rdquo;. E, como dizia Jo&atilde;o Paulo II no Angelus de 4 de Mar&ccedil;o de 1990: &ldquo;O sacerdote &eacute; o homem de Deus, aquele que pertence a Deus e faz pensar em Deus&rdquo;.<strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Reflex&atilde;o: <\/strong>A partir das ideias e intui&ccedil;&otilde;es desta par&aacute;bola e das principais atitudes do Bom Pastor, convido cada um a fazer uma pessoal reflex&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da sua vida sacerdotal e pastoral. Pode ajudar-nos o que nos diz Jo&atilde;o Paulo II na Exorta&ccedil;&atilde;o j&aacute; citada: &ldquo;O Senhor estabelece assim uma estreita conex&atilde;o entre o minist&eacute;rio confiado aos Ap&oacute;stolos e a Sua pr&oacute;pria miss&atilde;o: &laquo;Quem vos acolhe acolhe-Me e quem Me acolhe, acolhe Aquele que Me enviou&raquo; (Mt 10, 40); &laquo;quem vos ouve, a Mim ouve e quem vos despreza, a Mim despreza. E quem Me despreza, despreza Aquele que Me enviou&raquo; (Lc 10, 16). A nossa miss&atilde;o de Pastores &eacute;, assim, condi&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o de Jesus. N&atilde;o podemos proceder se n&atilde;o como Ele&hellip;<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>5. Plano Pastoral 2009-2010<\/strong><\/p>\n<p>Neste &uacute;ltimo ano do Plano Pastoral que aprov&aacute;mos para este tri&eacute;nio, propusemos formar e designar, de acordo com as propostas e inten&ccedil;&otilde;es das Comunidades e dos seus Pastores, alguns minist&eacute;rios laicais. Juntamente com os dois que j&aacute; est&atilde;o actuantes na nossa Diocese e com t&atilde;o rica e frutuosa actividade &ndash; Ministros Extraordin&aacute;rios da Comunh&atilde;o e Ministros de Assembleias na Aus&ecirc;ncia de Presb&iacute;tero &ndash; indic&aacute;mos outros sete. N&atilde;o significa que dever&atilde;o iniciar-se neste ano 2009-2010 e que todos ser&atilde;o igualmente necess&aacute;rios em todas as Comunidades. Significa que est&atilde;o ao dispor das reais necessidades e das diferentes possibilidades de haver candidatos e de estes aceitarem a conveniente forma&ccedil;&atilde;o e a p&uacute;blica designa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Este Plano sup&otilde;e uma continuidade com os anteriores, desde que, por gra&ccedil;a de Deus, fui investido nesta responsabilidade na nossa Diocese. No ano de 2006-2007 reflect&iacute;amos na beleza e grandeza da voca&ccedil;&atilde;o de cada pessoa &ndash; &ldquo;A minha voca&ccedil;&atilde;o &eacute; o meu caminho para ser feliz&rdquo;. Em 2007-2008 fundament&aacute;vamos toda a nossa vida e ac&ccedil;&atilde;o no conhecimento, viv&ecirc;ncia e an&uacute;ncio da Palavra de Deus &ndash; &ldquo;O Senhor enviou-nos a viver e a anunciar a Boa Nova&rdquo;. Em 2008-2009 tom&aacute;mos consci&ecirc;ncia da necessidade da comunh&atilde;o e da corresponsabilidade na Igreja e em cada uma das nossas Comunidades, procurando organiz&aacute;-las como Comunidades adultas &ndash; &ldquo;A Boa Nova &eacute; semente que cresce e se torna &aacute;rvore&rdquo;. Neste terceiro ano, quisemos ir mais adiante, apostando na participa&ccedil;&atilde;o e no servi&ccedil;o dos Minist&eacute;rios Laicais, ao mesmo tempo que avan&ccedil;&aacute;mos na prepara&ccedil;&atilde;o dos primeiros Di&aacute;conos Permanentes.<\/p>\n<p>No que se refere aos Minist&eacute;rios Laicais, foram apontados 7, em di&aacute;logo com os Secretariados e Servi&ccedil;os Diocesanos que t&ecirc;m a miss&atilde;o de preparar os respectivos Candidatos. Foi, tamb&eacute;m, reflectida, com os Arciprestes e com os Vig&aacute;rios Episcopais, a metodologia da sua candidatura, forma&ccedil;&atilde;o e designa&ccedil;&atilde;o. Os sete que est&atilde;o propostos correspondem, assim o creio, &agrave;s maiores necessidades para os nossos tempos de uma Igreja presente, atenta e actuante na Sociedade actual. Integram-se nos seguintes sectores: Pastoral Prof&eacute;tica, Pastoral Lit&uacute;rgica, Pastoral Social, Pastoral Familiar, Pastoral da Juventude, Pastoral B&iacute;blica e Pastoral Comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>&Eacute; absolutamente urgente e necess&aacute;rio investir numa Pastoral que assente numa s&eacute;ria Inicia&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, que olhe a Igreja como Comunidade de Baptizados com diferentes carismas e minist&eacute;rios e que aposte na forma&ccedil;&atilde;o e na participa&ccedil;&atilde;o de todos os crist&atilde;os, em corresponsabilidade e valorizando a comunh&atilde;o como testemunho de evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>6. O S&iacute;nodo Diocesano 2010-2015<\/strong><\/p>\n<p>A partir do pr&oacute;ximo ano, iremos viver uma experi&ecirc;ncia que, acredito, ser&aacute; fonte de comunh&atilde;o e de renova&ccedil;&atilde;o, procurando concretizar, mais e mais, as grandes linhas orientadoras do Conc&iacute;lio Vaticano II. Iremos procurar colocar em S&iacute;nodo a Igreja Particular que vive na nossa Diocese de Viseu, fazendo tudo para que as grandes intui&ccedil;&otilde;es renovadoras do Conc&iacute;lio se tornem operativas na vida dos nossos crist&atilde;os e das nossas comunidades. Tudo isto, tendo em conta as mudan&ccedil;as e as altera&ccedil;&otilde;es culturais e sociais entretanto havidas.<strong><\/strong><\/p>\n<p>No pr&oacute;ximo m&ecirc;s de Maio e confiando-nos &agrave; protec&ccedil;&atilde;o de Maria, M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e do C&eacute;u &ndash; a Senhora do Altar-Mor, Padroeira da nossa Catedral &ndash; farei a nomea&ccedil;&atilde;o e o an&uacute;ncio da Equipa Preparat&oacute;ria. Esta Equipa ser&aacute; bastante alargada e ir&aacute; conduzir todos os preparativos para se fazer a necess&aacute;ria divulga&ccedil;&atilde;o e a conveniente sensibiliza&ccedil;&atilde;o, de modo a que todos os crist&atilde;os e pessoas de boa vontade participem e construam este important&iacute;ssimo projecto.<\/p>\n<p>Ter&aacute; como horizonte concluir-se, enquanto conjunto de din&acirc;micas e de trabalhos propriamente sinodais, aquando da celebra&ccedil;&atilde;o dos 50 anos do encerramento do Vaticano II (Dezembro de 2015). Seguir-se-&aacute; a celebra&ccedil;&atilde;o de um ano especial de festa para a Igreja diocesana, coincidindo este com os 500 anos da Dedica&ccedil;&atilde;o da Catedral (2016). Ao mesmo tempo, apresentar-se-&atilde;o as linhas fundamentais do Plano Pastoral Sinodal com vig&ecirc;ncia para os 10 anos seguintes.<\/p>\n<p>Este projecto deve empenhar-nos fortemente a todos, com uma especial participa&ccedil;&atilde;o dos Sacerdotes, Religiosos e Leigos em todas as Comunidades Crist&atilde;s, concretamente os membros dos diversos &oacute;rg&atilde;os de corresponsabilidade.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>7. Agradecimento ao Presbit&eacute;rio<\/strong><\/p>\n<p>Nesta Quinta-feira Santa &ndash; dia do Sacerd&oacute;cio no Ano Sacerdotal &ndash; quero agradecer ao Senhor e a cada um de v&oacute;s, estimados e car&iacute;ssimos Irm&atilde;os Sacerdotes, a vossa vida, a vossa voca&ccedil;&atilde;o e o vosso qualificado e generoso desempenho, no servi&ccedil;o do minist&eacute;rio e na dedica&ccedil;&atilde;o amiga e fraterna &agrave; miss&atilde;o pastoral na nossa querida Diocese.<\/p>\n<p>Todos sabemos que o exerc&iacute;cio da vida e do minist&eacute;rio sacerdotal n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil nos dias de hoje. Por&eacute;m, este exerc&iacute;cio ser&aacute; realizador e encher-nos-&aacute; de contentamento se for assumido com alegria, fruto de uma identidade, em harmonia com os nossos compromissos e de uma voca&ccedil;&atilde;o, em sintonia com o chamamento e as propostas de Jesus. Se assim acontece, o esfor&ccedil;o na perseveran&ccedil;a no SIM ser&aacute; compensado pela alegria da paz e da serenidade de consci&ecirc;ncia e a obedi&ecirc;ncia fiel ser&aacute; vista como passagem do homem que vive por conta pr&oacute;pria para o homem que vive em Deus e por Deus. Ser&aacute;, quando isto acontece, um sentir em comum ou, melhor, um consentir com o Pai, uma vez que ser&aacute; procurar fazer a vontade de Deus. Nesta altura, obedecer assim e neste sentir e consentir com Deus, isto &eacute;, fazer a Sua vontade, ser&aacute; sempre realizar o mais s&aacute;bio uso da liberdade.<\/p>\n<p>Nunca foi f&aacute;cil o exerc&iacute;cio da miss&atilde;o pastoral, uma vez que sup&otilde;e e exige a intoler&acirc;ncia para com o mal e a proposta, o an&uacute;ncio e a viv&ecirc;ncia dos valores do Evangelho. Sabemos como a pr&aacute;tica das Bem-Aventuran&ccedil;as e a realiza&ccedil;&atilde;o do Reino de Deus nunca foi, n&atilde;o &eacute; e nunca ser&aacute; pac&iacute;fica. Jesus o experimentou e disso mesmo nos avisou antecipadamente. A juntar a estas convic&ccedil;&otilde;es, experimentadas e confirmadas na hist&oacute;ria bimilenar do tempo, temos a actualidade, &aacute;vida de apontar, acusar, julgar e marginalizar a Igreja e os que a servem.<\/p>\n<p>Temos consci&ecirc;ncia de que a Igreja, enquanto Institui&ccedil;&atilde;o temporal e enquanto formada por homens e mulheres, fr&aacute;geis e sujeitos a quedas e a pecados, tem muitos limites e imperfei&ccedil;&otilde;es. Por&eacute;m, se a consci&ecirc;ncia destas realidades exige aten&ccedil;&atilde;o, esfor&ccedil;o e heroicidade por um lado e humildade convers&atilde;o e purifica&ccedil;&atilde;o por outro, nada pode diminuir a verdade, a grandeza e a dignidade da nossa miss&atilde;o. Muito menos, nada justifica a condena&ccedil;&atilde;o precipitada, superficial e unilateral, a generaliza&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil e injusta ou a marginaliza&ccedil;&atilde;o tendenciosa e abusiva.<\/p>\n<p>Por tudo isto, sempre e, sobretudo nestes tempos dif&iacute;ceis, pede-se de n&oacute;s maior qualidade e autenticidade e pede-se entre n&oacute;s maior e mais forte comunh&atilde;o, mais e melhor unidade presbiteral, mais forte e mais vis&iacute;vel amor fraterno, mais fecunda e mais duradoira entreajuda na fidelidade e no sentido de miss&atilde;o. Pede-se e requer-se a coer&ecirc;ncia com o lema que nos &eacute; proposto para este ano: &ldquo;Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote&rdquo;.<\/p>\n<p>Por tudo isto, a todos e a cada um dos meus Irm&atilde;os Sacerdotes, eu quero manifestar a minha total unidade e fidelidade ao lema que me propus viver na minha ordena&ccedil;&atilde;o e vida episcopal: &ldquo;Convosco&hellip; por Cristo&hellip; Para Todos&rdquo;. A todos e a cada um dos meus Irm&atilde;os Sacerdotes, os meus sinceros agradecimentos: aos mais velhos e aos mais jovens; aos que trabalham nas 208 Comunidades Paroquiais ou nos Semin&aacute;rios ou nos Secretariados ou em outros e quaisquer servi&ccedil;os diocesanos; aos que, pela idade ou pela doen&ccedil;a, j&aacute; n&atilde;o podem trabalhar&hellip; A todos v&oacute;s, o meu agradecimento pelo que sois e fazeis; a minha admira&ccedil;&atilde;o pela serenidade, felicidade e paz com que viveis a vossa voca&ccedil;&atilde;o; e a minha total solidariedade pelo empenho, generoso e feliz, que colocais na viv&ecirc;ncia da vossa miss&atilde;o.<\/p>\n<p>A vossa vida &eacute; preciosa: para a Igreja, para a Sociedade, para o Mundo. E n&atilde;o somente na dimens&atilde;o espiritual. A qualidade do vosso testemunho de vida, da vossa generosidade e da vossa disponibilidade, est&aacute; demais demonstrada no campo social, cultural e humano. Apesar de termos defeitos e apesar de sermos t&atilde;o apontados e t&atilde;o acusados &ndash; parecendo que s&oacute; os padres e pessoas da Igreja cometem erros &ndash; n&atilde;o nos envergonhemos nem nos escondamos nem tenhamos a tenta&ccedil;&atilde;o de fugir nem baixemos a face. A grandeza da nossa miss&atilde;o vale todo o nosso sacrif&iacute;cio, no seguimento do &uacute;nico e eterno Sacerdote que &eacute; V&iacute;tima por todos nas nossas m&atilde;os. Ent&atilde;o e nas dificuldades de hoje e de sempre, a exemplo do nosso Mestre e Modelo &ndash; o nosso Senhor Jesus Cristo &ndash; exultemos na humildade e na verdade, procurando a nossa permanente convers&atilde;o e purificando a nossa mente, o nosso cora&ccedil;&atilde;o e a nossa vida.<\/p>\n<p>Somos Seguidores e Disc&iacute;pulos Mission&aacute;rios de Jesus Cristo, o Enviado do Pai. Ele chama-nos e quer contar connosco. Hoje somos t&atilde;o necess&aacute;rios como h&aacute; 2000 anos, pois n&atilde;o h&aacute; outro nome que devamos anunciar para que o mundo seja salvo. Gl&oacute;ria a Ele pelos s&eacute;culos!<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>8. Santa e Feliz P&aacute;scoa<\/strong><\/p>\n<p>Na tarde deste Dia Santo, inicia-se a P&aacute;scoa do Senhor Jesus, do ano da gra&ccedil;a de 2010, o Ano Sacerdotal. Cantemos Aleluia! Cristo Ressuscitou e, com Ele e n&rsquo;Ele, realiza-se a nossa Salva&ccedil;&atilde;o. Cantemos Aleluia! N&atilde;o estamos s&oacute;s. Cristo est&aacute; vivo e Ele &eacute; a P&aacute;scoa. Ele passa pela nossa vida e, com a Sua passagem, todos n&oacute;s ressuscitamos e temos, por Ele e n&rsquo;Ele, vida em abund&acirc;ncia.<\/p>\n<p>A P&aacute;scoa &eacute; mesmo a passagem de Deus na nossa pr&oacute;pria vida. Cantemos Aleluia! Por isso, a nossa vida &eacute; chamada a ser &ldquo;nova&rdquo; e com sentido &ldquo;novo&rdquo;. Cantemos Aleluia! Mostremos esta &ldquo;novidade&rdquo; no que somos, no que fazemos, no que vivemos e no que anunciamos! Mostremos esta &ldquo;novidade&rdquo; na beleza do nosso estilo de vida e na verdade, na seriedade e na coer&ecirc;ncia do nosso comportamento! Uma vez que ressuscit&aacute;mos com Cristo, vivamos como novas criaturas e aspiremos &agrave;s coisas do Alto, onde Cristo vive! (cf Col 3, 1-4).<\/p>\n<p>Como Sacerdotes, unidos a Jesus Cristo &ndash; o Sumo e Eterno Sacerdote &ndash; vivamos a P&aacute;scoa, procurando, tamb&eacute;m, passar na vida dos que nos est&atilde;o confiados. Assim, seremos, tamb&eacute;m, ocasi&atilde;o de P&aacute;scoa para todos. Cantemos, pois, Aleluia! Que toda a humanidade e toda a cria&ccedil;&atilde;o cante, tamb&eacute;m, Aleluia! Cristo ressuscitou e quem acredita n&rsquo;Ele tem, na realidade, a Vida Eterna &ndash; Aleluia!<\/p>\n<p>Para todos e para cada um dos Sacerdotes do nosso Presbit&eacute;rio, Santa e Feliz P&aacute;scoa! Aleluia!<\/p>\n<p>Por v&oacute;s, car&iacute;ssimos Irm&atilde;os Sacerdotes, votos de Santa e Feliz P&aacute;scoa para todos os Crist&atilde;os da nossa querida Diocese de Viseu! Aleluia!<\/p>\n<p>Viseu, 25 \/ Mar&ccedil;o \/ 2010, Anuncia&ccedil;&atilde;o do Senhor a Maria.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Vosso Irm&atilde;o e Amigo Bispo &ndash; Il&iacute;dio<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o Neste dia de Quinta-feira Santa e neste Ano Sacerdotal, sinto desejo de comunicar com todos os meus Irm&atilde;os e Amigos Sacerdotes, meus fi&eacute;is companheiros nas tarefas de anunciar o Evangelho e de viver e celebrar a beleza da F&eacute; em Deus Trindade e, unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Fundador e sua Cabe&ccedil;a, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[114,168,184,187,282,91,294,314],"class_list":["post-44417","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-sacerdotal","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-viseu","tag-diocese-do-porto","tag-pastoral-social","tag-quaresma","tag-sacramentos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44417","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44417"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44417\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}