{"id":44406,"date":"2010-04-01T10:35:24","date_gmt":"2010-04-01T10:35:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/04\/01\/homilia-de-bento-xvi-na-missa-crismal\/"},"modified":"2010-04-01T10:35:24","modified_gmt":"2010-04-01T10:35:24","slug":"homilia-de-bento-xvi-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-bento-xvi-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia de Bento XVI na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s! <!--more--> <\/p>\n<p>O centro do culto da Igreja &eacute; o Sacramento. Sacramento significa que o primeiro a intervir n&atilde;o somos n&oacute;s homens, mas Deus que primeiro vem ao nosso encontro com o seu agir, olha-nos e nos conduz at&eacute; junto de si. E, existe ainda outra coisa extraordin&aacute;ria: Deus nos toca por meio de realidades materiais, atrav&eacute;s de dons da cria&ccedil;&atilde;o que Ele assume ao seu servi&ccedil;o, fazendo deles instrumentos do encontro entre n&oacute;s e Ele mesmo. Quatro s&atilde;o os elementos da cria&ccedil;&atilde;o com os quais o universo dos Sacramentos &eacute; constru&iacute;do: a &aacute;gua, o p&atilde;o de trigo, o vinho e o azeite. A &aacute;gua, como elemento b&aacute;sico e condi&ccedil;&atilde;o fundamental de toda a vida, &eacute; o sinal essencial do Batismo, o ato atrav&eacute;s do qual uma pessoa torna-se crist&atilde;; o ato do nascimento para uma vida nova. Enquanto a &aacute;gua &eacute; o elemento vital em geral e, por isso, representa o acesso comum ao novo nascimento de todos como crist&atilde;os, os outros tr&ecirc;s elementos pertencem &agrave; cultura do ambiente mediterr&acirc;neo. Deste modo aludem ao ambiente hist&oacute;rico concreto, no qual o cristianismo se desenvolveu. Deus agiu num lugar bem determinado da terra, verdadeiramente fez hist&oacute;ria com os homens. Estes tr&ecirc;s elementos, por um lado, s&atilde;o dons da cria&ccedil;&atilde;o e, por outro, s&atilde;o tamb&eacute;m indica&ccedil;&otilde;es dos lugares da hist&oacute;ria de Deus junto de n&oacute;s. S&atilde;o uma s&iacute;ntese entre cria&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria: dons de Deus que sempre nos ligam com aqueles lugares do mundo onde Deus quis atuar conosco no tempo da hist&oacute;ria, fazendo-se um de n&oacute;s.<\/p>\n<p>Nestes tr&ecirc;s elementos h&aacute; novamente uma gradua&ccedil;&atilde;o. O p&atilde;o faz refer&ecirc;ncia &agrave; vida quotidiana. &Eacute; o dom fundamental da vida de todos os dias. O vinho recorda a festa, o primor da cria&ccedil;&atilde;o, em que se pode ao mesmo tempo expressar de modo singular a alegria dos redimidos. O azeite possui um amplo significado. Serve de nutrimento, medicamento, alindamento, adestra para a luta e d&aacute; vigor. Os reis e os sacerdotes s&atilde;o ungidos com este &oacute;leo, que assim torna-se sinal de dignidade e responsabilidade e ainda da for&ccedil;a que vem de Deus. No nosso nome de &#8220;crist&atilde;os&#8221;, est&aacute; presente o mist&eacute;rio do &oacute;leo. Com efeito, a palavra &#8220;crist&atilde;os&#8221;, com que foram denominados os disc&iacute;pulos de Cristo, j&aacute; no in&iacute;cio da Igreja formada a partir dos pag&atilde;os, deriva da palavra &#8220;Cristo&#8221; (At 11, 20-21) &ndash; tradu&ccedil;&atilde;o grega da palavra &#8220;Messias&#8221;, que significa &#8220;Ungido&#8221;. Ser crist&atilde;o significa: provir de Cristo, pertencer a Cristo, ao Ungido de Deus, &Agrave;quele a quem Deus entregou a realeza e o sacerd&oacute;cio. Significa pertencer &Agrave;quele a quem Deus mesmo ungiu &ndash; n&atilde;o com um &oacute;leo material, mas com Aquele que &eacute; representado pelo &oacute;leo: com o seu Esp&iacute;rito Santo. Assim, o azeite simboliza de um modo muito particular a permeabiliza&ccedil;&atilde;o do Homem Jesus pelo Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p>Na Missa Crismal de Quinta-feira Santa, os santos &oacute;leos est&atilde;o no centro da a&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica. S&atilde;o consagrados pelo Bispo na catedral para o ano inteiro. Assim, exprimem tamb&eacute;m a unidade da Igreja, garantida pelo Episcopado e aludem a Cristo, o verdadeiro &#8220;pastor e guarda das nossas almas&#8221;, como o chama S&atilde;o Pedro (cf. 1 Pd 2,25). E, ao mesmo tempo, mant&ecirc;m unido todo o ano lit&uacute;rgico, ancorado no mist&eacute;rio de Quinta-feira Santa. Enfim, os &oacute;leos aludem ao Horto das Oliveiras, onde Jesus aceitou interiormente a sua Paix&atilde;o. Contudo, o Horto das Oliveiras &eacute; tamb&eacute;m o lugar donde Jesus subiu ao Pai, tornando-se, assim, o lugar da Reden&ccedil;&atilde;o: Deus n&atilde;o deixou Jesus na morte. Jesus vive para sempre junto do Pai, e por isso mesmo &eacute; onipresente, est&aacute; sempre junto de n&oacute;s. Este duplo mist&eacute;rio do Monte das Oliveiras tamb&eacute;m est&aacute; &#8220;ativo&#8221; no &oacute;leo sacramental da Igreja. Em quatro sacramentos, o &oacute;leo &eacute; sinal da bondade de Deus que nos toca: no Batismo; na Confirma&ccedil;&atilde;o, como sacramento do Esp&iacute;rito Santo; nos v&aacute;rios graus do Sacramento da Ordem; e, finalmente, na Un&ccedil;&atilde;o dos Enfermos, na qual o &oacute;leo nos &eacute; oferecido, por dizer assim, como medicamento de Deus &ndash; como o medicamento que agora nos torna seguros da sua bondade e deve-nos revigorar e consolar, mas ao mesmo tempo aponta para al&eacute;m do momento da enfermidade, para a cura definitiva, a ressurrei&ccedil;&atilde;o (cf. Tg 5,14). Assim o &oacute;leo, nas suas diversas formas, nos acompanha ao longo de toda a vida, desde o catecumenato e o Batismo at&eacute; ao momento em que nos preparamos para o encontro com Deus Juiz e Salvador. Em suma, a Missa Crismal, na qual o sinal sacramental do &oacute;leo nos &eacute; apresentado como linguagem da cria&ccedil;&atilde;o de Deus, fala de modo particular a n&oacute;s, sacerdotes: fala-nos de Cristo, que Deus ungiu como Rei e Sacerdote; dele, que nos torna participantes do seu sacerd&oacute;cio, da sua &#8220;un&ccedil;&atilde;o&#8221;, na nossa ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal.<\/p>\n<p>Procurarei agora explicar brevemente o mist&eacute;rio deste sinal sagrado na sua refer&ecirc;ncia essencial &agrave; voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal. J&aacute; na antiguidade, etimologias populares associaram a palavra grega &#8220;elaion&#8221; &ndash; &oacute;leo &ndash; com a palavra &#8220;eleos&#8221; &ndash; miseric&oacute;rdia. De fato, nos v&aacute;rios Sacramentos, o &oacute;leo consagrado &eacute; sempre sinal da miseric&oacute;rdia de Deus. Por isso, a un&ccedil;&atilde;o para o sacerd&oacute;cio significa sempre tamb&eacute;m a miss&atilde;o de levar a miseric&oacute;rdia de Deus aos homens. Na l&acirc;mpada da nossa vida, n&atilde;o deveria jamais faltar o &oacute;leo da miseric&oacute;rdia. N&atilde;o nos cansemos de procur&aacute;-lo a tempo junto do Senhor &ndash; no encontro com a sua Palavra, recebendo os Sacramentos, demorando-nos em ora&ccedil;&atilde;o junto dele.<\/p>\n<p>Atrav&eacute;s da hist&oacute;ria da pomba com o ramo de oliveira, que anunciava o fim do dil&uacute;vio e, desse modo, a nova paz de Deus com o mundo dos homens, tanto a pomba, como o ramo de oliveira e o mesmo &oacute;leo tornaram-se s&iacute;mbolos da paz. Os crist&atilde;os dos primeiros s&eacute;culos gostavam de ornamentar as tumbas dos seus defuntos com a coroa da vit&oacute;ria e o ramo de oliveira, s&iacute;mbolo da paz. Sabiam que Cristo venceu a morte e que os seus defuntos repousavam na paz de Cristo. Eles mesmos sabiam que Cristo os esperava, que lhes tinha prometido a paz que o mundo n&atilde;o &eacute; capaz de dar. Lembravam-se de que a primeira palavra do Ressuscitado aos seus disc&iacute;pulos fora: &#8220;A paz esteja convosco!&#8221; (Jo 20,19). Por assim dizer, Ele mesmo traz o ramo de oliveira, introduz a sua paz no mundo. Anuncia a bondade salv&iacute;fica de Deus. Ele &eacute; a nossa paz. Portanto, os crist&atilde;os dever&atilde;o ser pessoas de paz, pessoas que reconhecem e vivem o mist&eacute;rio da Cruz como mist&eacute;rio da reconcilia&ccedil;&atilde;o. Cristo n&atilde;o vence com a espada, mas por meio da Cruz. Vence, superando o &oacute;dio. Vence em virtude daquele amor maior que &eacute; o seu. A Cruz de Cristo diz &#8220;n&atilde;o&#8221; &agrave; viol&ecirc;ncia. E, justamente assim, ela &eacute; o sinal da vit&oacute;ria de Deus, que anuncia o novo caminho de Jesus. A v&iacute;tima foi mais forte que os detentores de poder. Na sua auto-doa&ccedil;&atilde;o na Cruz, Cristo venceu a viol&ecirc;ncia. Como sacerdotes, somos chamados a ser, na comunh&atilde;o com Jesus Cristo, homens de paz, somos chamados a opor-nos &agrave; viol&ecirc;ncia e a confiar no poder maior do amor.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m pertence ao simbolismo do &oacute;leo o fato de que este robustece para a luta. Isto n&atilde;o contradiz o tema da paz; &eacute;, antes, uma parte deste. A luta dos crist&atilde;os consistia, e consiste, n&atilde;o no uso da viol&ecirc;ncia, mas no fato de que estes estavam, e ainda est&atilde;o, prontos a sofrer pelo bem, por Deus. Consiste no fato de que os crist&atilde;os, como bons cidad&atilde;os, respeitam o direito e fazem aquilo que &eacute; justo e bom. Consiste no fato de que rejeitam fazer aquilo que, nos ordenamentos jur&iacute;dicos em vigor, n&atilde;o &eacute; direito, mas injusti&ccedil;a. A luta dos m&aacute;rtires consistia no seu &#8220;n&atilde;o&#8221; concreto &agrave; injusti&ccedil;a: rejeitando a participa&ccedil;&atilde;o no culto idol&aacute;trico, na adora&ccedil;&atilde;o do imperador, recusaram-se a ajoelhar-se diante da falsidade, da adora&ccedil;&atilde;o de pessoas humanas e do seu poder. Com o seu &#8220;n&atilde;o&#8221; &agrave; falsidade e a todas as suas conseq&uuml;&ecirc;ncias, exaltaram o poder do direito e da verdade. Assim, serviram a verdadeira paz. Tamb&eacute;m hoje, &eacute; importante para os crist&atilde;os seguir o direito, que &eacute; o fundamento da paz. Tamb&eacute;m hoje, &eacute; importante para os crist&atilde;os n&atilde;o aceitar uma injusti&ccedil;a que &eacute; elevada a direito &ndash; por exemplo, quando se trata do assassinato de crian&ccedil;as inocentes ainda por nascer. &Eacute; justamente assim que servimos a paz e vivemos seguindo os passos de Jesus Cristo, de quem S&atilde;o Pedro diz: &#8220;Quando injuriado, n&atilde;o retribu&iacute;a as inj&uacute;rias; atormentado, n&atilde;o amea&ccedil;ava; antes, colocava a sua causa nas m&atilde;os daquele que julga com justi&ccedil;a. Sobre sua cruz, carregou nossos pecados em seu pr&oacute;prio corpo a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justi&ccedil;a&#8221; (1 Pd 2, 23s).<\/p>\n<p>Os Padres da Igreja sentiam-se fascinados por uma palavra do Salmo 45 (44) &ndash; segundo a tradi&ccedil;&atilde;o, o salmo nupcial de Salom&atilde;o &ndash; que era considerado pelos crist&atilde;os como Salmo para as n&uacute;pcias do novo Salom&atilde;o, Jesus Cristo com a sua Igreja. Ali, diz-se ao Rei, Cristo: &#8220;Amas a justi&ccedil;a e odeias a iniq&uuml;idade; por isso Deus, o teu Deus, te consagrou com &oacute;leo da alegria, de prefer&ecirc;ncia a teus iguais&#8221; (v. 8). O que &eacute; este &oacute;leo da alegria com o qual foi ungido o verdadeiro Rei, Cristo? Os Padres n&atilde;o tinham qualquer d&uacute;vida a este respeito: o &oacute;leo da alegria &eacute; o pr&oacute;prio Esp&iacute;rito Santo, infundido sobre Jesus Cristo. O Esp&iacute;rito Santo &eacute; a alegria que vem de Deus. A partir de Jesus, esta alegria se derrama sobre n&oacute;s no seu Evangelho, na Boa Nova de que Deus nos conhece, que Ele &eacute; bom e que a sua bondade &eacute; um poder superior a todos os poderes; que somos queridos e amados por Ele. A alegria &eacute; fruto do amor. O &oacute;leo da alegria, que foi derramado sobre Cristo e dele passa para n&oacute;s, &eacute; o Esp&iacute;rito Santo, o dom do Amor que nos torna felizes porque existimos. Porque conhecemos Cristo e, em Cristo, Deus, sabemos que &eacute; bom ser homem. &Eacute; bom viver, porque somos amados. Porque a verdade mesma &eacute; boa.<\/p>\n<p>Na Igreja antiga, o &oacute;leo consagrado foi considerado, particularmente, como sinal da presen&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo, que se comunica a n&oacute;s a partir de Cristo. O Esp&iacute;rito &eacute; o &oacute;leo da alegria. Esta alegria &eacute; uma realidade diversa do divertimento ou da alegria exterior que a sociedade moderna deseja. No seu justo lugar, o divertimento &eacute; certamente uma coisa boa e agrad&aacute;vel. &Eacute; bom poder rir. Mas, o divertimento n&atilde;o &eacute; tudo. &Eacute; somente uma pequena parte da nossa vida; e, quando pretende ser tudo, torna-se uma m&aacute;scara por detr&aacute;s da qual se esconde o desespero ou pelo menos a d&uacute;vida acerca da vida se realmente &eacute; boa ou n&atilde;o seria melhor n&atilde;o existir. A alegria, que nos vem de Cristo, &eacute; diferente. Essa tamb&eacute;m nos d&aacute; contentamento, mas pode sem d&uacute;vida coexistir com o sofrimento. D&aacute; a capacidade de sofrer e, no sofrimento, de permanecer tamb&eacute;m intimamente felizes. D&aacute;-nos a capacidade de compartilhar o sofrimento dos outros e assim tornar percept&iacute;vel, na disponibilidade rec&iacute;proca, a luz e a bondade de Deus. Sempre me faz refletir a passagem dos Atos dos Ap&oacute;stolos segundo a qual os Ap&oacute;stolos, depois terem sido flagelados a mando do Sin&eacute;drio, sa&iacute;ram de l&aacute; &#8220;contentes por terem sido considerados dignos de inj&uacute;rias por causa do nome de Jesus&#8221; (At 5,41). Quem ama est&aacute; pronto a sofrer pelo amado e por causa do seu amor, e precisamente por isso experimenta uma alegria mais profunda. A alegria dos m&aacute;rtires era mais forte do que os tormentos infligidos. No fim, esta alegria venceu e abriu a Cristo as portas da hist&oacute;ria. Como sacerdotes, somos &ndash; diz S&atilde;o Paulo &ndash; &#8220;colaboradores da vossa alegria&#8221; (2 Co 1,24). No fruto da oliveira, no &oacute;leo consagrado, toca-nos a bondade do Criador, o amor do Redentor. Rezemos para que a sua alegria nos inunde sempre mais profundamente e pe&ccedil;amos para sermos capazes de lev&aacute;-la novamente a um mundo t&atilde;o urgentemente necessitado da alegria que brota da verdade. Am&eacute;m.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(Tradu&ccedil;&atilde;o oficial do Vaticano)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,294],"class_list":["post-44406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}