{"id":44394,"date":"2010-03-31T17:34:55","date_gmt":"2010-03-31T17:34:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/31\/pascoa-a-leste\/"},"modified":"2010-03-31T17:34:55","modified_gmt":"2010-03-31T17:34:55","slug":"pascoa-a-leste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pascoa-a-leste\/","title":{"rendered":"P\u00e1scoa a Leste"},"content":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00f5es t\u00eam ritos e ritmos pr\u00f3prios, que tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o vividos em Portugal <!--more--> <\/p>\n<p>A P&aacute;scoa &eacute; a primeira festa crist&atilde; em import&acirc;ncia e antiguidade, pelo que n&atilde;o admira que j&aacute; no Conc&iacute;lio de Niceia no ano 325, haja prescri&ccedil;&otilde;es sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a P&aacute;scoa, conforme os c&aacute;lculos astron&oacute;micos (primeiro Domingo depois da lua cheia que se segue ao equin&oacute;cio da primavera): de 22 de Mar&ccedil;o a 25 de Abril.<\/p>\n<p>Estas datas t&ecirc;m como refer&ecirc;ncia, entre n&oacute;s, o chamado &ldquo;calend&aacute;rio gregoriano&rdquo;, introduzido em 1582 pelo Papa Greg&oacute;rio XIII. Contudo, as Igrejas de rito Bizantino, para a celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa, seguem at&eacute; hoje o &ldquo;calend&aacute;rio juliano&rdquo;, que apresenta um atraso de 13 dias em rela&ccedil;&atilde;o ao nosso calend&aacute;rio civil.<\/p>\n<p>Em 2010 d&aacute;-se a coincid&ecirc;ncia de celebrar a P&aacute;scoa no mesmo dia, isto &eacute;, em 4 de Abril do calend&aacute;rio civil.<\/p>\n<p>Em Portugal, s&atilde;o muitos os imigrantes de Leste greco-cat&oacute;licos ou da Igreja Ortodoxa que celebram, muitas vezes em conjunto, de acordo com este rito.<\/p>\n<p><strong>Tr&iacute;duo Conclusivo <\/strong><\/p>\n<p>Na Quinta-feira, a Missa &eacute; celebrada conforme o formul&aacute;rio de S&atilde;o Bas&iacute;lio, usado somente dez vezes durante o ano. Este &eacute; mais extenso do que o formul&aacute;rio de S&atilde;o Jo&atilde;o Cris&oacute;stomo, usado habitualmente.<\/p>\n<p>O Evangelho que se proclama &eacute; composto de uma s&eacute;rie de trechos extra&iacute;dos dos v&aacute;rios evangelistas, sendo a per&iacute;cope mais longa do ano e compreendendo a narra&ccedil;&atilde;o completa da &uacute;ltima Ceia, a trai&ccedil;&atilde;o de Judas e a pris&atilde;o nocturna de Jesus no jardim das Oliveiras.<\/p>\n<p>A cerim&oacute;nia do lava-p&eacute;s, que se faz logo em seguida, &eacute; reservada &agrave;s Catedrais, onde o bispo lava os p&eacute;s de doze sacerdotes.<\/p>\n<p>Na noite da Quinta-feira Santa antecipa-se o of&iacute;cio das Matinas da Sexta-feira Santa, isto &eacute;, o &ldquo;Of&iacute;cio dos Doze Evangelhos da Paix&atilde;o&rdquo;, com grande participa&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is que escutam a leitura segurando na m&atilde;o uma vela acesa.<\/p>\n<p><strong>Sexta-feira<\/strong><\/p>\n<p>Na Grande Sexta-feira n&atilde;o se celebra nem a liturgia eucar&iacute;stica. Tem lugar a exposi&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Sud&aacute;rio&rdquo; &ndash; o santo Epit&aacute;phion, rect&acirc;ngulo de pano que leva pintada e bordada a figura do Cristo Morto.<\/p>\n<p>A parte mais caracter&iacute;stica das celebra&ccedil;&otilde;es &eacute; o of&iacute;cio das Matinas (&oacute;rthros) com os c&eacute;lebres Enk&oacute;mia (elogios). Junto ao sepulcro do Cristo, representado no Ep&iacute;t&aacute;phion, a liturgia sugere elogios e lamenta&ccedil;&otilde;es, intercaladas a vers&iacute;culos do salmo 118 e a outros textos.<\/p>\n<p>Nas &ldquo;Matinas de Jerusal&eacute;m&rdquo; em que se fazem tr&ecirc;s leituras vetero-testament&aacute;rias e a leitura do evangelho (composi&ccedil;&atilde;o de trechos tirados de Mateus, Lucas e Jo&atilde;o), d&aacute;-se o rito da Sepultura. O Epit&aacute;phion, ap&oacute;s colocado sobre o altar, &eacute; depositado sobre uma mesa (ou t&uacute;mulo), preparada no centro da igreja, onde permanecer&aacute; at&eacute; o in&iacute;cio da Vig&iacute;lia Pascal.<\/p>\n<p><strong>Vig&iacute;lia Pascal <\/strong><\/p>\n<p>Na Vig&iacute;lia Pascal tem lugar a tradicional &ldquo;B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa&rdquo;, que consiste na apresenta&ccedil;&atilde;o de alimentos que s&atilde;o benzidos pelos sacerdotes.<\/p>\n<p>A solenidade da Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo possui uma import&acirc;ncia &uacute;nica no Oriente crist&atilde;o e ocupa por si um lugar, acima mesmo das &#8220;Doze grandes festas.&#8221; &Eacute; precedida por 10 semanas de prepara&ccedil;&atilde;o, cujos of&iacute;cios lit&uacute;rgicos est&atilde;o contidos no Tri&oacute;dion penitencial, ao passo que as 8 semanas que se seguem &agrave; festa da P&aacute;scoa &#8211; at&eacute; Pentecostes e ao Domingo de Todos os Santos &#8211; est&atilde;o contidos no Tri&oacute;dion luminoso ou Pentikost&aacute;rion.<\/p>\n<p>A P&aacute;scoa &eacute; o apogeu do ano lit&uacute;rgico bizantino: &eacute; a &#8220;festa das festas,&#8221; a &#8220;rainha das festividades,&#8221; o &#8220;primeiro e oitavo dia&#8221;; s&oacute; para repetir algumas express&otilde;es da celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica. &Eacute; essa a raz&atilde;o pela qual ela n&atilde;o est&aacute; na lista das Grandes festas, pois tudo converge para ela.<\/p>\n<p><strong>Igrejas particulares e ritos <\/strong><\/p>\n<p>O Conc&iacute;lio Vaticano II explica no Decreto <em>Orientalium Ecclesiarum<\/em> (sobre as Igrejas do Oriente) que tanto no Oriente como no Ocidente h&aacute; cat&oacute;licos que, &ldquo;sob o governo pastoral do Romano Pont&iacute;fice, que sucede por institui&ccedil;&atilde;o divina a S&atilde;o Pedro no primado sobre a Igreja Universal&rdquo;, t&ecirc;m diferen&ccedil;as entre si nos seus ritos: &ldquo;Liturgia, disciplina eclesi&aacute;stica e patrim&oacute;nio espiritual.&rdquo;<\/p>\n<p>Esta diversidade de ritos, diz o mesmo documento, &ldquo;n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o prejudica a unidade da Igreja Cat&oacute;lica como a explicita&rdquo;. O rito bizantino, portanto, n&atilde;o significa uma separa&ccedil;&atilde;o de Roma, mas traz consigo uma riqueza espiritual que ajuda compreender e concretizar a universalidade da Igreja.<\/p>\n<p><strong>Calend&aacute;rio Juliano <\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; um calend&aacute;rio solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano J&uacute;lio C&eacute;sar para trazer os meses romanos a seu lugar habitual em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s esta&ccedil;&otilde;es do ano, confus&atilde;o gerada pela adop&ccedil;&atilde;o de um calend&aacute;rio de inspira&ccedil;&atilde;o lunissolar. C&eacute;sar imp&otilde;e 12 meses com dura&ccedil;&atilde;o predeterminada e a adop&ccedil;&atilde;o de um ano bissexto a cada 4 anos.<\/p>\n<p>No ano da mudan&ccedil;a, para fazer a concord&acirc;ncia entre o ano civil e o ano solar, ele inclui no calend&aacute;rio mais dois meses de 33 e 34 dias, respectivamente, entre Novembro e Dezembro, al&eacute;m do 13&ordm; m&ecirc;s, o <em>mercedonius<\/em>, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribu&iacute;dos em 15 meses e &eacute; chamado de ano da confus&atilde;o.<\/p>\n<p>Esse calend&aacute;rio come&ccedil;a a ser substitu&iacute;do pelo calend&aacute;rio gregoriano a partir do s&eacute;culo XVI &#8211; a R&uacute;ssia e a Gr&eacute;cia s&oacute; fazem a mudan&ccedil;a no s&eacute;culo XX.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00f5es t\u00eam ritos e ritmos pr\u00f3prios, que tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o vividos em Portugal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[92,246,275],"class_list":["post-44394","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-25-de-abril","tag-liturgia","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44394"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44394\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}