{"id":44327,"date":"2010-03-29T12:24:00","date_gmt":"2010-03-29T12:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/29\/porto-oficina-de-sao-jose-passa-de-instituicao-de-acolhimento-a-formacao-para-a-vida-activa\/"},"modified":"2010-03-29T12:24:00","modified_gmt":"2010-03-29T12:24:00","slug":"porto-oficina-de-sao-jose-passa-de-instituicao-de-acolhimento-a-formacao-para-a-vida-activa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/porto-oficina-de-sao-jose-passa-de-instituicao-de-acolhimento-a-formacao-para-a-vida-activa\/","title":{"rendered":"Porto: Oficina de S\u00e3o Jos\u00e9 passa de institui\u00e7\u00e3o de acolhimento \u00e0 forma\u00e7\u00e3o para a vida activa"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Lino Maia, director do Secretariado Diocesano de Pastoral Social, explica mudan\u00e7as <!--more--> <\/p>\n<p>Contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o de menores, carecidos de lares familiares, incutindo-lhes h&aacute;bitos de trabalho e assegurando-lhes a forma&ccedil;&atilde;o humana e o aperfei&ccedil;oamento das pr&oacute;prias aptid&otilde;es, atrav&eacute;s do ensino profissional de um of&iacute;cio e da educa&ccedil;&atilde;o moral e religiosa que lhes permitisse garantir o futuro era o objectivo do Padre Sebasti&atilde;o Leite de Vasconcelos quando, em 1883, fundava a Oficina de S. Jos&eacute; (do Porto). Apoiava-se no esp&iacute;rito e nas obras educativas promovidas por S. Jo&atilde;o Bosco a favor dos jovens mais pobres e abandonados da sociedade. Nomeado como bispo de Beja em 1907, o fundador despediu-se da obra que, ent&atilde;o, entregou &agrave; diocese em que se ordenara.<\/p>\n<p>Outras institui&ccedil;&otilde;es hom&oacute;nimas espalhadas pelo pa&iacute;s a partir dos anos 80 do s&eacute;culo XIX encontrariam directamente a sua inspira&ccedil;&atilde;o nesta Oficina de S. Jos&eacute;.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, muitas foram as crian&ccedil;as ali acolhidas. O cora&ccedil;&atilde;o, a alma e as instala&ccedil;&otilde;es eram grandes. Simultaneamente, chegou a ter uma centena. Procediam das situa&ccedil;&otilde;es mais diversas: meninos cujas fam&iacute;lias ali acorriam pela confian&ccedil;a que a Institui&ccedil;&atilde;o lhes merecia e meninos pobres. A maioria provinha de situa&ccedil;&otilde;es da maior car&ecirc;ncia: abandono, desestrutura&ccedil;&atilde;o familiar, orfandade e pobreza. Todos encontravam naquela casa condi&ccedil;&otilde;es para crescer. Integralmente. Recomendavam-se a localiza&ccedil;&atilde;o (privilegiada), as instala&ccedil;&otilde;es (amplas), os educadores (com afecto para os valores) e o projecto educativo (de cada &eacute;poca). Havia estudo, forma&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica e forma&ccedil;&atilde;o moral. Tamb&eacute;m ali alguns faziam os primeiros ensaios para o exerc&iacute;cio de uma actividade em ordem &agrave; autonomia. Com afirma&ccedil;&atilde;o de excel&ecirc;ncia: por exemplo, em carpintaria e, sobretudo, tipografia e artes gr&aacute;ficas. E quantos dali sa&iacute;ram com arte, engenho e m&eacute;todo para se afirmarem na sociedade ou para cursarem estudos superiores! Muitos ainda est&atilde;o por a&iacute; a dar um precios&iacute;ssimo contributo &agrave; sociedade&hellip;<\/p>\n<p>Claro que em todos estes anos houve um ou outro caso menos dignificante. Com olhares de hoje (talvez ef&eacute;meros), poder&atilde;o ter sido maus-tratos ou abusos. Por&eacute;m, sem express&atilde;o em n&uacute;mero numa Institui&ccedil;&atilde;o por onde passaram centenas e centenas de meninos. E, sabendo como &eacute; um processo de crescimento, qual &eacute; a fam&iacute;lia estruturada que se perfila para atirar a primeira pedra?<\/p>\n<p>Os tempos mudaram e muita coisa mudou na Oficina de S. Jos&eacute;. A inser&ccedil;&atilde;o no meio aconselhou a frequ&ecirc;ncia da escola no exterior, encerraram as actividades laborais para acautelar qualquer tipo de &ldquo;trabalho infantil&rdquo; e os jovens ficaram com menos la&ccedil;os com os educadores internos e com mais tempo de &ldquo;organiza&ccedil;&atilde;o pessoal&rdquo;.<\/p>\n<p>Entretanto, as condi&ccedil;&otilde;es que outrora conduziam &agrave; Oficina j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o as mesmas: ali chegam exclusivamente rapazes colocados pela Seguran&ccedil;a Social ou pelos servi&ccedil;os da Justi&ccedil;a. Mais velhos e progressivamente menos. Alguns talvez arrancados &agrave; pr&eacute;-marginalidade. Uma Institui&ccedil;&atilde;o com amplas instala&ccedil;&otilde;es v&ecirc; as suas oficinas degradarem-se e os seus espa&ccedil;os com ocupa&ccedil;&atilde;o reduzida.<\/p>\n<p>Ali&aacute;s, &eacute; irrevers&iacute;vel: as Institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento de crian&ccedil;as e jovens devem ser pequenas, enquanto os diagn&oacute;sticos revelam que, ao mesmo tempo em que diminui significativamente o n&uacute;mero de crian&ccedil;as e jovens nas Institui&ccedil;&otilde;es, aumenta a idade em que chegam l&aacute;. Com tudo o que isso implica. A acrescentar a tudo isso, h&aacute; uma gest&atilde;o centralizada de vagas&hellip;<\/p>\n<p>Num futuro que j&aacute; come&ccedil;ou, algumas Institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento ter&atilde;o de ser repensadas. At&eacute; porque a voca&ccedil;&atilde;o de muitas n&atilde;o &eacute; propriamente para aquilo que hoje lhes &eacute; pedido.<\/p>\n<p>A actual direc&ccedil;&atilde;o da Oficina de S. Jos&eacute; soube ler as tend&ecirc;ncias da hist&oacute;ria e o Bispo do Porto decidiu que, doravante, n&atilde;o sendo t&atilde;o necess&aacute;ria como Institui&ccedil;&atilde;o de acolhimento (os poucos jovens que ainda ali restam ter&atilde;o coloca&ccedil;&atilde;o garantida), a Oficina de S. Jos&eacute; &eacute; mais necess&aacute;ria como Institui&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o para a vida activa. Integrada na Obra Diocesana de Promo&ccedil;&atilde;o Social, cumprir&aacute; melhor essa sua voca&ccedil;&atilde;o. Opera-se uma reconvers&atilde;o. Os trabalhadores ser&atilde;o respeitados. O assegurado acordo com o Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional ser&aacute; um instrumento.<\/p>\n<p>Se outras institui&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s se inspiraram outrora na Oficina de S. Jos&eacute; do Porto, outras vir&atilde;o agora segui-la na sua nova peugada. Ontem com um fundador que se fez bispo, hoje com um homem clarividente e sens&iacute;vel como &eacute; o Bispo do Porto.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Lino Maia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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