{"id":44311,"date":"2010-03-28T15:47:06","date_gmt":"2010-03-28T15:47:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/28\/homilia-do-bispo-do-porto-no-domingo-de-ramos-3\/"},"modified":"2010-03-28T15:47:06","modified_gmt":"2010-03-28T15:47:06","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-no-domingo-de-ramos-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-no-domingo-de-ramos-3\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Porto no Domingo de Ramos"},"content":{"rendered":"<p>Cheg&aacute;mos &agrave; Semana Santa de 2010. Cheg&aacute;mos aonde partimos, pois aqui se revela e celebra tudo quanto temos para n&oacute;s e para os outros, em Cristo oferecido e oferecidos. Pe&ccedil;amos a Deus, pe&ccedil;amos-Lhe do mais fundo e veemente de n&oacute;s pr&oacute;prios, que esta Semana nos esclare&ccedil;a o esp&iacute;rito e determine a vontade, para que a vida seja em tudo e sempre como Ele quiser, segundo Cristo. Uma Semana para celebrar e recome&ccedil;ar, com tudo quanto ouvirmos na Palavra, com tudo o que revivermos nos ritos. Uma Semana &ldquo;santa&rdquo;, como s&oacute; o ser&aacute; se for de Deus, inteiramente sua, mesmo que acontecendo em n&oacute;s.<\/p>\n<p>A narra&ccedil;&atilde;o que acab&aacute;mos de escutar, decerto atentos e contritos, relatou-nos a Paix&atilde;o de Cristo na admir&aacute;vel escrita de Lucas, sempre t&atilde;o atenta &agrave; miseric&oacute;rdia divina, manifestada em Cristo, como ao claro-escuro humano, que cada um de n&oacute;s evidencia. E por si mesma bastaria, para ficarmos agora e por muito tempo em medita&ccedil;&atilde;o detalhada. N&atilde;o podendo ser assim, fixo-me brevemente e apenas em tr&ecirc;s pontos ilustrativos e oportunos, segundo creio.<\/p>\n<p>Incluem-se ainda, no que a n&oacute;s respeita, nas condi&ccedil;&otilde;es para recebermos frutuosamente os frutos da Paix&atilde;o de Cristo. E v&ecirc;-los-emos por contraste, para n&atilde;o repetirmos as atitudes dos dois que a n&atilde;o acolheram na altura, um por frivolidade, outro por cobardia: por mentira, em qualquer dos casos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ouve-se dizer, por vezes, que tudo seria mais f&aacute;cil se viv&ecirc;ssemos h&aacute; dois mil anos e conhec&ecirc;ssemos directamente a Cristo. Mas isso &eacute; maneira de dizer &ndash; ou de adiar as coisas &ndash;, n&atilde;o corroborada pelos relatos evang&eacute;licos. E a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia nos demonstra que, sendo o acontecimento muito forte, s&oacute; a pouco e pouco nos apercebemos dele, como quando os olhos demoram a fazer-se &agrave; luz. Jesus &eacute;, na verdade, Deus connosco, adaptando-se de tal modo &agrave; nossa condi&ccedil;&atilde;o que correu o risco de n&atilde;o ser apercebido, ou de ser mal compreendido e aceite, na verdade que era e oferecia.<\/p>\n<p>Andamos sempre &agrave; espera dos deuses que fazemos, imaginando-os segundo as nossas ambi&ccedil;&otilde;es ou os nossos medos. Mas o Filho de Maria, o Homem das Dores, desafia em absoluto tais previs&otilde;es. Nem espectacular como um m&aacute;gico, nem vitorioso como um her&oacute;i, deixa-nos desiludidos ou perplexos, hoje como ontem, por teimarmos em prev&ecirc;-Lo.<\/p>\n<p>Lembremos um dos que O n&atilde;o acolheram ent&atilde;o. Refiro-me a Herodes, com toda a li&ccedil;&atilde;o do passo que a ele se refere. Contava o trecho: &ldquo;Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito. Havia bastante tempo que O queria ver, pelo que ouvia dizer d&rsquo;Ele, e esperava que fizesse algum milagre na sua presen&ccedil;a. Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu&rdquo;.<\/p>\n<p>A alus&atilde;o &eacute; r&aacute;pida e s&oacute;bria, quase demais. Mas o bastante para nos fazer uma advert&ecirc;ncia grav&iacute;ssima. N&atilde;o reconheceremos Jesus se n&atilde;o O olharmos honestamente; n&atilde;o ouviremos as suas respostas se n&atilde;o O interrogarmos correctamente.<\/p>\n<p>Encontra-nos na verdade das vidas, onde estas tocam a verdade de Deus, que a tudo subjaz. Herodes &ndash; triste sobejo e m&aacute; caricatura do que deveriam ter sido as antigas realezas de Israel &ndash; queria milagres&hellip; Outros os tinham desejado antes, a come&ccedil;ar pelos homens de Nazar&eacute; da Galileia, que n&atilde;o queriam ficar de fora da sorte doutras terras onde Jesus andara. Mas tamb&eacute;m estes ficaram desapontados, nada vendo nem percebendo, por falta de verdadeira f&eacute; e disponibilidade. Melhor ficara o centuri&atilde;o, que, mesmo sendo gentio, acreditara t&atilde;o inteiramente em Jesus que logo o seu servo se salvara.<\/p>\n<p>Herodes n&atilde;o, porque os f&aacute;tuos e poderosos querem divers&atilde;o que os entretenha e n&atilde;o convers&atilde;o que os mude. Resultado: ficou sem milagre e sem repostas. E a sobriedade da prosa de Lucas, esta sim nos manifesta Jesus, autenticamente Ele. Aqui o temos patente, no eco preenchid&iacute;ssimo do trecho que escut&aacute;mos. Como se O estiv&eacute;ssemos a ver, e estamos mesmo: &ldquo;Herodes fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu&rdquo;.<\/p>\n<p>Com toda a compreens&atilde;o que possamos ter, custa verificar que nem a curiosidade nem a decep&ccedil;&atilde;o de Herodes terminaram entretanto. Surja uma not&iacute;cia de milagre aqui, de apari&ccedil;&atilde;o acol&aacute;, &ldquo;novidade&rdquo; perto ou longe, e n&atilde;o h&aacute; dinheiro que custe ou dist&acirc;ncia que canse. Por curiosidade gir&oacute;vaga ou necessidade imediata, tudo se arranja para ir, para ver, para alcan&ccedil;ar&hellip; E nem as decep&ccedil;&otilde;es servem de emenda.<\/p>\n<p>Triste condi&ccedil;&atilde;o a nossa, que quer de Deus tudo quanto Ele n&atilde;o &eacute; e n&atilde;o tem e demora tanto a acolh&ecirc;-lO como realmente &eacute;: vida das nossas vidas, vida nas nossas vidas, como se revela em Cristo. N&atilde;o espectacular, mas fecundo. &ldquo;Todo-poderoso&rdquo; porque, aconte&ccedil;a o que acontecer, est&aacute; sempre connosco e para n&oacute;s. Amor vitorioso e discreto, aut&ecirc;ntico por isso mesmo e s&oacute; assim, pois a qualidade do amor &eacute; ser oferta, n&atilde;o imposi&ccedil;&atilde;o ou deslumbramento. Como Jesus diante de Herodes, esperando em v&atilde;o que surgisse a &uacute;nica pergunta a que poderia responder, numa rela&ccedil;&atilde;o finalmente verdadeira e desinteressada.<\/p>\n<p>Irm&atilde;os e irm&atilde;s, deixai-me generalizar a pergunta, neste p&oacute;rtico da Semana Santa de 2010: &#8211; Estais v&oacute;s, estou eu, estamos todos n&oacute;s, nesta catedral do Porto, verdadeiramente dispon&iacute;veis para acolher Jesus na sua verdade, t&atilde;o forte como discreta, t&atilde;o divina como humana, t&atilde;o oferecida como exigente? &ndash; Estais v&oacute;s, estou eu, estamos todos, t&atilde;o desinteressados e gratuitos que possamos entender a proposta que Jesus foi e &eacute;, sem o condicionarmos por aliena&ccedil;&otilde;es e expectativas &agrave;s quais, ali&aacute;s, Ele n&atilde;o dar&aacute; resposta alguma?<\/p>\n<p>Adivinho-vos a resposta afirmativa e dou gra&ccedil;as a Deus por isso. Avancemos ent&atilde;o, na liberdade pascal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o avan&ccedil;ar&iacute;amos, por&eacute;m, se and&aacute;ssemos de &ldquo;Herodes para Pilatos&rdquo;, mudando dos sentimentos do primeiro para os do segundo, ou seja da frivolidade para a cobardia.<\/p>\n<p>Em Pilatos, tudo &eacute; contrafac&ccedil;&atilde;o do verdadeiro poder, pol&iacute;tico no caso, como cumpriria a um verdadeiro representante do Imp&eacute;rio. Daquele mesmo &ldquo;C&eacute;sar&rdquo; a quem Jesus manda dar o que lhe &eacute; devido, como a Deus o que lhe devemos tamb&eacute;m. As fontes hist&oacute;ricas n&atilde;o nos trazem boa not&iacute;cia dele, nem do seu car&aacute;cter. Este passo do Evangelho evidencia-nos especialmente a sua cobardia, face a Jesus.<\/p>\n<p>Oi&ccedil;amos: &ldquo;Pilatos falou-lhes pela terceira vez [aos acusadores de Jesus]: &lsquo;Mas que mal fez este homem? N&atilde;o encontrei n&rsquo;Ele nenhum motivo de morte. Por isso vou solt&aacute;-Lo, depois de O mandar castigar&rsquo;. Mas eles continuavam a gritar, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de viol&ecirc;ncia. Ent&atilde;o Pilatos decidiu fazer o que eles pediam&rdquo;.<\/p>\n<p>Fica-nos certamente no ouvido a secura desta &uacute;ltima frase do evangelista: &ldquo;Ent&atilde;o Pilatos decidiu fazer o que eles pediam&hellip;&rdquo;. Mesmo convencido da inoc&ecirc;ncia de Jesus, mesmo dispondo de autoridade e de tropas, &ldquo;entregou-lhes Jesus para o que eles queriam&rdquo;.<\/p>\n<p>Triste cobardia de Pilatos, mais uma vez t&atilde;o pr&oacute;xima da crueldade. &Eacute; geralmente assim: quem mais destr&oacute;i, sempre que pode, &eacute; quem mais foge, sempre que teme. Indispon&iacute;vel para fazer justi&ccedil;a a Jesus, mesmo reconhecendo-lhe a inoc&ecirc;ncia, indispon&iacute;vel ficou para ser justificado por Ele, rendendo-se &agrave; verdade que tinha diante de si.<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;s e irm&atilde;s, n&oacute;s tamb&eacute;m estamos convictos da inoc&ecirc;ncia de Jesus, que n&atilde;o queria concorrer com Roma no dom&iacute;nio temporal, antes conviver com todos na verdade das vidas, sendo esse afinal o seu Reino. Mas, exactamente por isso, nenhum receio nos far&aacute; abandonar a Cristo, nem ao seu Evangelho, a quem os queira extinguir na terra. Nem deixaremos que esta Santa Igreja de justos e pecadores, que &eacute; &#8211; apesar de n&oacute;s e tamb&eacute;m em n&oacute;s &#8211; o seu Corpo no mundo, seja reduzida na sua verdade e esquecida na sua caridade, sempre maiores do que as tristes contrafac&ccedil;&otilde;es que infelizmente consinta e cuja correc&ccedil;&atilde;o queremos todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da frivolidade de Herodes e da cobardia de Pilatos, sabemos todos bem, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, porventura demasiadamente bem&hellip; Nenhuma delas nos salva, ainda que ambas nos advirtam. Salva-nos outro sentimento, esse sim, exclusivamente de Jesus, constituindo mesmo o que a religi&atilde;o crist&atilde; tem de mais original e pr&oacute;prio, sempre que permanece com o seu Senhor e Mestre. &Eacute; assim enunciado pelo evangelista, com id&ecirc;ntica sobriedade liter&aacute;ria, como quem desiste de somar palavras para descrever o que as excede: &ldquo;Quando chegaram ao lugar chamado Calv&aacute;rio, crucificaram-n&rsquo;O a Ele e aos malfeitores, um &agrave; direita e outro &agrave; esquerda. Jesus dizia: &lsquo;Pai, perdoa-lhes, porque n&atilde;o sabem o que fazem&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>Est&aacute; aqui o Evangelho todo, precisamente onde nunca chegar&iacute;amos. Sabemos pela experi&ecirc;ncia pr&oacute;pria e da inteira hist&oacute;ria humana, que nos &eacute; poss&iacute;vel desculpar este ou aquele, mais espont&acirc;nea ou esfor&ccedil;adamente. Sabemos como foi penosa a marcha da justi&ccedil;a, at&eacute; alcan&ccedil;armos n&iacute;veis razo&aacute;veis de puni&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o, respeitando direitos humanos finalmente codificados, ainda que nem sempre cumpridos. Sabemos que algum estoicismo nos levaria ao ponto de n&atilde;o resistir a agress&otilde;es e inj&uacute;rias&#8230; Mas o que ouvimos de Jesus inocente e crucificado &eacute; infinitamente maior e universalmente redentor. Clamar &ldquo;Pai, perdoa-lhes, porque n&atilde;o sabem o que fazem&rdquo;, &eacute; transpor da sua inoc&ecirc;ncia essencial para a nossa culpa real o que &eacute; apenas seu e do Pai, ou seja, a caridade, a vida a jorrar da nascente n&atilde;o polu&iacute;da, no frescor original do Esp&iacute;rito regenerador. E o que Cristo pede e oferece na Cruz &eacute; tamb&eacute;m o que precisamente manifesta em si mesmo: toma-nos para si e recupera-nos nesse amor, que &eacute; a pr&oacute;pria vida trinit&aacute;ria, desapossada em cada um para o &uacute;nico bem do outro &#8211; e agora nosso bem, que decerto n&atilde;o merec&iacute;amos.<\/p>\n<p>Aqui me deterei agora, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, rendido convosco ao cora&ccedil;&atilde;o de Cristo, cora&ccedil;&atilde;o do mundo. Desejando-vos a todos uma Semana santificada pela permanente aten&ccedil;&atilde;o a estas coisas, narradas e celebradas nos diversos ritos que se seguem. E a alvorada pascal fulgurar&aacute; depois, de novo e sempre nova!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 28 de Mar&ccedil;o de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Manuel Clemente<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cheg&aacute;mos &agrave; Semana Santa de 2010. 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