{"id":44227,"date":"2010-03-23T12:47:23","date_gmt":"2010-03-23T12:47:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/23\/procissao-do-santo-enterro-do-senhor-com-coro-gregoriano-solemnis\/"},"modified":"2010-03-23T12:47:23","modified_gmt":"2010-03-23T12:47:23","slug":"procissao-do-santo-enterro-do-senhor-com-coro-gregoriano-solemnis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/procissao-do-santo-enterro-do-senhor-com-coro-gregoriano-solemnis\/","title":{"rendered":"Prociss\u00e3o do Santo Enterro do Senhor com Coro Gregoriano \u00abSolemnis\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Este ano, as celebra&ccedil;&otilde;es da Semana Santa em Alenquer iniciam-se logo na noite de Sexta Feira de Dores, 26 de Mar&ccedil;o, com a Via-Sacra, pelas 21:30, numa verdadeira caminhada de car&aacute;cter penitencial a preparar a Semana Santa, saindo da Capela de A-dos-Carneiros para o Santu&aacute;rio dos Rem&eacute;dios &mdash; Azedia.<\/p>\n<p>Na Sexta Feira Santa, 2 de Abril, pelas 21:30, vai ter lugar ent&atilde;o um dos momentos altos da viv&ecirc;ncia da Semana Santa em terras de Alenquer com a Prociss&atilde;o do Santo Enterro do Senhor, manifesta&ccedil;&atilde;o de F&eacute; &uacute;nica em todo o Concelho.<\/p>\n<p>Esta imponente prociss&atilde;o leva pelas ruas o esquife do Senhor Morto e o andor de Nossa Senhora das Dores, saindo da casa de S. Jer&oacute;nimo do Mato para a Igreja de Ribafria.<\/p>\n<p>Esta prociss&atilde;o ser&aacute; solenizada de forma particular pela presen&ccedil;a do Coro Solemnis. Fundado em 1997, o Coro Solemnis &eacute; constitu&iacute;do por elementos com larga experi&ecirc;ncia na arte do Canto Gregoriano e tem-se apresentado praticamente em todo o pa&iacute;s. Proporcionar&aacute; certamente, atrav&eacute;s do canto gregoriano, um momento de singular beleza, recolhimento e ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Uma tradi&ccedil;&atilde;o com mais de 5 s&eacute;culos<\/strong><br \/>No calend&aacute;rio lit&uacute;rgico do ano crist&atilde;o, o ciclo da P&aacute;scoa celebra o mist&eacute;rio central da Morte e Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo &#8211; o Mist&eacute;rio Pascal. Em Ribafria, a celebra&ccedil;&atilde;o da Semana Santa enquadra-se neste grande arco de tempo, integrando no seu programa actos religiosos de f&eacute;, devo&ccedil;&atilde;o e tradi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A Prociss&atilde;o de Enterro estabeleceu-se, em Portugal pela devo&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is nos fins do s&eacute;culo XV e princ&iacute;pios do s&eacute;culo XVI, mais propriamente de 1500 a 1510, trazida pelo Padre Paulo de Portalegre, aquando da sua peregrina&ccedil;&atilde;o a Jerusal&eacute;m, e come&ccedil;ou a fazer-se no mosteiro beneditino de Vilar dos Frades arcebispado de Braga, onde se estendeu a todas as Catedrais de Portugal e paroquias.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ou, pois esta prociss&atilde;o, a ser feita como Sant&iacute;ssimo Sacramento, da seguinte forma: uma das h&oacute;stias consagradas na Missa solene de Quinta-feira Santa e que, tendo sido exposta &agrave; adora&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is na tarde e noite desse dia e manha da Sexta-feira, era colocada num corporal ou numa patena pr&oacute;pria e encerrada numa urna apropriada, e era conduzida processionalmente com um palio para o t&uacute;mulo onde se conserva at&eacute; &agrave; aurora do Domingo de P&aacute;scoa. Dai era levada em triunfo cantando-se as alegrias pascais. Esteve esta prociss&atilde;o muito difundida em Portugal e foi seguida durante muitos anos no Rito Romano.<\/p>\n<p>Por volta de 1606, esta prociss&atilde;o viria a ser proibida sair fora das igrejas, o que fez surgir dois modos de a realizar: a prociss&atilde;o pelas ruas onde o Sant&iacute;ssimo Sacramento foi substitu&iacute;do pela imagem do Senhor Morto e a prociss&atilde;o no interior das igrejas que continuou a ser realizada com o Sant&iacute;ssimo. Em algumas par&oacute;quias continuou-se a realizar-se as duas, como ainda acontece hoje em Braga, ap&oacute;s a celebra&ccedil;&atilde;o da adora&ccedil;&atilde;o da Cruz realiza-se no interior da Se a prociss&atilde;o com o Sant&iacute;ssimo, conhecida por Prociss&atilde;o The&oacute;forica, e &agrave; noite pelas ruas, realiza-se a prociss&atilde;o com a imagem do Senhor Morto, tamb&eacute;m em Faro e Albufeira era aos anos 50 eram realizadas as duas, a primeira organizada pela irmandade do Sant&iacute;ssimo e a segunda pela Irmandade da Miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p>A Prociss&atilde;o com o Sant&iacute;ssimo, mesmo sendo proibida continuou a ser realizada em muitas paroquias devido a estar muito enraizada e por muitas n&atilde;o poderem adquirir as imagens para a sua realiza&ccedil;&atilde;o. Parece que foi o caso da Paroquia de S&atilde;o Miguel de Palhacana, onde ainda h&aacute; testemunhos que at&eacute; aos anos 50\/ 60, na Sextas-feiras Santas se realizava uma celebra&ccedil;&atilde;o com estas caracter&iacute;sticas, no interior da Igreja de Ribafria.<\/p>\n<p>Em Ribafria, em Sexta-feira Santa, era tradicional armar no altar-mor um calv&aacute;rio com velas e flores, e colocava-se o Sant&iacute;ssimo Sacramento numa urna que era conduzida para o baptist&eacute;rio, depois um sacerdote subia ao p&uacute;lpito para pregar o serm&atilde;o da Paix&atilde;o, e mostrava o sud&aacute;rio de Cristo e entrava o andor de Nossa Senhora, vestida de roxo, que era depois colocada no calv&aacute;rio. Ainda de referir, que era no final desta celebra&ccedil;&atilde;o que eram nomeados os festeiros da Festa de Ribafria.<\/p>\n<p>Com a renova&ccedil;&atilde;o da Liturgia da Semana Santa e com a falta de disponibilidade do clero dificultou a realiza&ccedil;&atilde;o desta celebra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em 2003, procurou-se estudar e recuperar esta celebra&ccedil;&atilde;o, adaptando-se &agrave; realidade e liturgia actual, passou ent&atilde;o a realizar-se uma prociss&atilde;o pelas ruas como sud&aacute;rio e com Nossa Senhora, rezando os passos da via-sacra, em varias paragens ao longo do percurso. E longo de cinco anos, esta prociss&atilde;o foi ganhado express&atilde;o.<\/p>\n<p>No ano passado, foi poss&iacute;vel a aquisi&ccedil;&atilde;o duma imagem do Senhor Morto. Esta imagem, que hoje se venera na Igreja Paroquial de S. Miguel, foi copiada a partir duma imagem de Cristo crucificado, do s&eacute;c. XVI \/ XVII, que se encontrava guardada no convento de S. Francisco de Alenquer, e que ao longo esteve numa capela dos claustros. A imagem tem esta particularidade de ser uma c&oacute;pia art&iacute;stica duma imagem do final do s&eacute;culo XVI in&iacute;cios do s&eacute;culo XVII, &eacute;poca em que se deixou de realizar a prociss&atilde;o com o Sant&iacute;ssimo e se substituiu pela imagem do Senhor Morto.<\/p>\n<p>No ano passado, com a aquisi&ccedil;&atilde;o da imagem e com um estudo e pesquisa para se compreender a origem e hist&oacute;ria da prociss&atilde;o do Enterro em Portugal, e de como esta se realizava e como ainda se realiza em muitas das localidades portuguesas, a prociss&atilde;o de Ribafria foi alvo de algumas altera&ccedil;&otilde;es.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Rui Cantarilho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este ano, as celebra&ccedil;&otilde;es da Semana Santa em Alenquer iniciam-se logo na noite de Sexta Feira de Dores, 26 de Mar&ccedil;o, com a Via-Sacra, pelas 21:30, numa verdadeira caminhada de car&aacute;cter penitencial a preparar a Semana Santa, saindo da Capela de A-dos-Carneiros para o Santu&aacute;rio dos Rem&eacute;dios &mdash; Azedia. 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