{"id":44110,"date":"2010-03-16T11:53:28","date_gmt":"2010-03-16T11:53:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/16\/bodas-de-prata-da-pastoral-juvenil\/"},"modified":"2010-03-16T11:53:28","modified_gmt":"2010-03-16T11:53:28","slug":"bodas-de-prata-da-pastoral-juvenil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bodas-de-prata-da-pastoral-juvenil\/","title":{"rendered":"Bodas de prata da pastoral juvenil"},"content":{"rendered":"<p>No Domingo de Ramos de 2011, completam-se 25 anos de um di&aacute;logo particularmente fecundo entre a Igreja e os jovens, iniciado por Jo&atilde;o Paulo II, &agrave; volta das Jornadas Mundiais da Juventude.<\/p>\n<p>Na sequ&ecirc;ncia do Jubileu da Reden&ccedil;&atilde;o (1983), o Santo Padre entregou aos jovens a Cruz peregrina (22 de Abril de 1984). Esta cruz esteve tamb&eacute;m presente no primeiro Encontro mundial de jovens (e estar&aacute; em Portugal entre os dias 8 e 20 de Agosto do corrente ano), que decorreu no Domingo de Ramos, a 30 de Mar&ccedil;o de 1985, Ano Internacional da Juventude por iniciativa da ONU.<\/p>\n<p>Nessa mesma ocasi&atilde;o assinou e entregou a Carta Apost&oacute;lica aos Jovens de todo o mundo: &laquo;Queridos amigos (&laquo;Dilecti amici&raquo;)&#8230;&raquo; e, a 22 de Dezembro desse mesmo ano, anunciou a realiza&ccedil;&atilde;o de uma Jornada Mundial da Juventude, a decorrer todos os anos nas igrejas locais, no Domingo de Ramos, e com uma celebra&ccedil;&atilde;o internacional com intervalo de dois ou tr&ecirc;s anos.<span id=\"_marker\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>Buenos Aires (Argentina) foi a primeira cidade anfitri&atilde; (1986) e a ela se seguiram Santiago de Compostela (Espanha, 1989), Czestochowa (Pol&oacute;nia, 1991), Denver (USA, 1993), Manila (Filipinas, 1995), Paris (Fran&ccedil;a, 1997), Roma em contexto de Ano Jubilar da Encarna&ccedil;&atilde;o (2000), Toronto (Canad&aacute;, 2002), Col&oacute;nia &ndash; onde ser&aacute; Bento XVI a presidir, pela primeira vez, a esta Jornada (Alemanha, 2005), Sidney (Austr&aacute;lia, 2008) e a pr&oacute;xima est&aacute; agendada para Madrid, em 2011 e para ela existe j&aacute; uma enorme mobili-za&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n<p>Constatamos assim que a Pastoral Juvenil que se gerou &agrave; volta desta &laquo;intui&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito&raquo;, como lhe chamou o seu fundador na Carta que escreveu em 1996 a respeito do Congresso de estudo sobre as JMJ realizado em Czestochowa, est&aacute; de bodas de prata. E s&oacute; isso bastaria para revisitar o texto extraordin&aacute;rio do Papa dos jovens (a editora Paulinas e o DNPJ est&atilde;o a preparar uma reedi&ccedil;&atilde;o para o Domingo de Ramos) e as consequ&ecirc;ncias e desafios da sua ac&ccedil;&atilde;o. E n&atilde;o ser&aacute; exagerado dizer que a pastoral juvenil em geral, como sector da teologia e da pastoral especializada, se n&atilde;o nasceu nessa data, sem d&uacute;vida encontrou a&iacute; uma grande alavanca de desenvolvimento. Na verdade, qualquer agente pastoral poder&aacute; constatar, com dor ou j&uacute;bilo de acordo com as implica&ccedil;&otilde;es antecedentes e consequentes das mesmas, que as Jornadas Mundiais da Juventude provocam um movimento de desinstala&ccedil;&atilde;o, ousadia e entusiasmo a que as Igrejas locais dificilmente conseguem alhear-se.<br \/>Quais s&atilde;o os desafios que se colocam &agrave; Pastoral Juvenil de hoje e, particularmente, em Portugal? Creio que os podemos englobar em tr&ecirc;s: vastid&atilde;o de recursos humanos e pastorais, nova linguagem e verdadeira paix&atilde;o.<br \/>Estamos certamente cansados de ouvir que os jovens s&atilde;o a prioridade da Igreja. E oxal&aacute; que o fossem. A verdade &eacute; que a pobreza de recursos humanos que se colocam &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da pastoral juvenil dizem o contr&aacute;rio. &Eacute; uma quest&atilde;o de op&ccedil;&otilde;es e convic&ccedil;&otilde;es. E surpreende que as Igrejas locais tenham sempre um pres-b&iacute;tero parcial ou mesmo totalmente (na maioria dos casos) dispon&iacute;vel para a Vigararia Geral mas, para os jovens que &laquo;s&atilde;o a prioridade&raquo;, tenham sempre um com tr&ecirc;s par&oacute;quias ou mais dois secretariados porque &laquo;s&oacute; os jovens &eacute; pouco&raquo; ou &laquo;n&atilde;o podermos dar-nos esse &ldquo;luxo&rdquo; nos tempos que correm de falta de voca&ccedil;&otilde;es&raquo;. Nessa ordem de ideias, o que &eacute; preciso &eacute; mesmo uma prioridade pr&aacute;tica e n&atilde;o te&oacute;rica. Todos sabemos qu&atilde;o cansativo &eacute; este trabalho e como se n&atilde;o bastasse a dificuldade do mesmo, ainda se lhe juntam os espinhos eclesiais. &Eacute; justo dedicar aqui, e a este respeito, uma palavra de gratid&atilde;o e felicita&ccedil;&atilde;o a tantos animadores juvenis, leigos e sacerdotes, dos secretariados diocesanos e dos movimentos, que numa generosidade sem limites, fazem o que podem e o que n&atilde;o podem pela evangeliza&ccedil;&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o estafeta da Igreja&hellip; Jo&atilde;o Paulo II n&atilde;o mandava recado, nem mandava emiss&aacute;rios ao encontro dos jovens: ia ele mesmo. E soubemos, com alegria, que o Cardeal Ant&oacute;nio Rouco, de Madrid, est&aacute; a acompanhar pessoalmente os trabalhos do Comit&eacute; da JMJ: participa nas reuni&otilde;es que chegam a demorar doze e catorze horas, conhece pessoalmente os respons&aacute;veis de cada sec&ccedil;&atilde;o, opina e toma decis&otilde;es sobre as formas concretas de ac&ccedil;&atilde;o do evento. &laquo;Obras son amores y no buenas razones&raquo; &#8211; dizem os espanh&oacute;is.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m a pastoral juvenil precisa de uma nova linguagem e isto significa n&atilde;o apenas uma nova forma de dizer mas tamb&eacute;m de fazer. E sem medo assumir a mudan&ccedil;a e aceitar a diferen&ccedil;a. Torna-se claro que as rela&ccedil;&otilde;es humanas longas e profundas est&atilde;o em crise no nosso tempo, a personalidade dos jovens parece hoje formar-se (ou n&atilde;o) atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncias intensas mesmo que arriscando a fugacidade se n&atilde;o s&atilde;o trabalhadas a posteriori. E esta que &eacute; uma fraqueza do nosso tempo pode ser tamb&eacute;m uma potencialidade se n&atilde;o nos limitarmos ao queixume irrespons&aacute;vel. Se n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer hoje como h&aacute; vinte anos atr&aacute;s, tamb&eacute;m &eacute; verdade que outros campos se abriram e novas manifesta&ccedil;&otilde;es culturais e religiosas nasceram. &laquo;&Eacute; como um pai de fam&iacute;lia que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas&hellip;&raquo; (Mt 13,52)<\/p>\n<p>Finalmente uma verdadeira e universal paix&atilde;o. E eu tenho-a encontrado nos leigos e presb&iacute;teros que se dedicam &agrave; juventude. Mas &eacute; preciso que este fogo alastre a todos os cantos e dimens&otilde;es da Igreja. Os jovens n&atilde;o podem ser apenas presen&ccedil;a vi&ccedil;osa para embelezar as grandes manifesta&ccedil;&otilde;es eclesiais quando nos conselhos pastorais paroquiais e diocesanos, nos projectos e programas diocesanos e nacionais, nas directrizes operativas e at&eacute; econ&oacute;micas s&atilde;o uma sombra. Na sua carta Queridos Jovens, Jo&atilde;o Paulo II alertava a &laquo;gera&ccedil;&atilde;o precedente&raquo; sobre a sua enorme responsabilidade e dizia: &laquo;a Igreja olha para si mesma de modo especial nos jovens&raquo; (n.&ordm; 15). E, neste olhar, como se v&ecirc; e gostaria de ver-se a si mesma a Igreja em Portugal no s&eacute;culo XXI?<\/p>\n<p>Estou profundamente convencido, de alma e cora&ccedil;&atilde;o, que as palavras do mais jovem evangelista permanecem actuais: &laquo;escrevi-vos, jovens, porque v&oacute;s sois fortes e a Palavra de Deus permanece em v&oacute;s&raquo; (1 Jo 2,13).<\/p>\n<p>Pe. Pablo Lima<br \/>Director do DNPJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Domingo de Ramos de 2011, completam-se 25 anos de um di&aacute;logo particularmente fecundo entre a Igreja e os jovens, iniciado por Jo&atilde;o Paulo II, &agrave; volta das Jornadas Mundiais da Juventude. Na sequ&ecirc;ncia do Jubileu da Reden&ccedil;&atilde;o (1983), o Santo Padre entregou aos jovens a Cruz peregrina (22 de Abril de 1984). 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