{"id":44071,"date":"2010-03-14T19:00:34","date_gmt":"2010-03-14T19:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/14\/catequese-do-cardeal-patriarca-no-4-o-domingo-da-quaresma-3\/"},"modified":"2010-03-14T19:00:34","modified_gmt":"2010-03-14T19:00:34","slug":"catequese-do-cardeal-patriarca-no-4-o-domingo-da-quaresma-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-cardeal-patriarca-no-4-o-domingo-da-quaresma-3\/","title":{"rendered":"Catequese do Cardeal-Patriarca no 4.\u00ba Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p><strong>&#8220;A Igreja, Povo Sacerdotal&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Povo que Deus deseja<\/strong><\/p>\n<p>1. A qualidade sacerdotal da Igreja, novo Povo de Deus, formado a partir da P&aacute;scoa de Cristo, valorizada pelo Conc&iacute;lio Vaticano II (cf. L.G. n&ordm;34), corresponde &agrave; convic&ccedil;&atilde;o de que a Igreja &eacute; a &uacute;ltima realiza&ccedil;&atilde;o do des&iacute;gnio de Deus na hist&oacute;ria humana, antes da escatologia. Esse des&iacute;gnio de Deus est&aacute; j&aacute; anunciado na narra&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica da cria&ccedil;&atilde;o. Deus criou o homem &agrave; sua imagem, para poder participar na plenitude da vida em Deus, que &eacute; comunh&atilde;o de amor. &Eacute; desejo inicial de Deus, de que Ele nunca desistiu, que toda a humanidade seja, na plenitude dos tempos, fam&iacute;lia de Deus, vivendo para sempre na contempla&ccedil;&atilde;o da gl&oacute;ria de Deus e na alegria do amor.<\/p>\n<p>Criado &agrave; imagem de Deus, sem ser Deus, o ser humano tinha de querer, procurar e amar essa plenitude da vida e do amor. Ele tinha de ser livre, porque a plenitude da vida e do amor tem de ser querida, escolhida, procurada na fidelidade a Deus que nos criou e nos atrai. No des&iacute;gnio inicial de Deus, esse Povo definitivo, reunido na Casa do Pai, tinha de percorrer o longo caminho da hist&oacute;ria, na qual aconteceu o pecado. A dignidade da vida sup&otilde;e que ela seja vivida num grande combate, num longo caminho a percorrer, que se adensou com a experi&ecirc;ncia do pecado.<\/p>\n<p>O des&iacute;gnio de Deus, expresso desde o in&iacute;cio da cria&ccedil;&atilde;o, torna-se pedagogia de salva&ccedil;&atilde;o, para, no drama da hist&oacute;ria, salvar o seu desejo inicial de reunir, no fim, todos os homens num s&oacute; Povo, que o louvem, contemplem a sua gl&oacute;ria e experimentem a alegria do amor.<\/p>\n<p>Por isso, para que toda a humanidade volte a desejar ser esse Povo do Senhor, essa fam&iacute;lia de Deus, Deus escolhe um Povo, faz com ele uma alian&ccedil;a de vida e de fidelidade. Desse Povo Deus espera que queira ser o seu Povo, e sentir j&aacute; na hist&oacute;ria a alegria da intimidade com Ele. Quer que ele seja &ldquo;fermento na massa&rdquo;, para que toda a humanidade redescubra a sua voca&ccedil;&atilde;o primeira. A express&atilde;o &ldquo;povo sacerdotal&rdquo; corresponde a &ldquo;povo escolhido&rdquo;, que Deus espera que seja &ldquo;um povo santo&rdquo;, porque o seu Deus &eacute; um Deus Santo. Os textos da Alian&ccedil;a chamam-lhe &ldquo;povo sacerdotal&rdquo; (cf. Ex. 19,3-8), por duas razoes: porque a santidade da sua vida &eacute; o verdadeiro culto que Deus espera do seu povo e porque Deus quer que esse seu Povo seja mediador entre Deus e toda a humanidade, para a realiza&ccedil;&atilde;o &uacute;ltima do seu des&iacute;gnio.<\/p>\n<p>Ao esperar que o Povo Lhe preste culto pela santidade de vida, Deus suscita no Povo mais a &ldquo;atitude sacerdotal&rdquo; do que a fun&ccedil;&atilde;o sacerdotal. Esta podemos encontr&aacute;-la sugerida na media&ccedil;&atilde;o com toda a humanidade, na medida em que a media&ccedil;&atilde;o entre Deus e os homens &eacute; express&atilde;o da &ldquo;fun&ccedil;&atilde;o sacerdotal&rdquo;. Esta fun&ccedil;&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o do Povo escolhido est&aacute; j&aacute; conscientemente expressa no Antigo Testamento, sobretudo nos textos dos grandes profetas, mas &eacute; clara sobretudo na Igreja, novo Povo de Deus, devido &agrave; sua identifica&ccedil;&atilde;o com Cristo, o mediador perfeito e definitivo. A universalidade da miss&atilde;o situa a Igreja nessa fun&ccedil;&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o salv&iacute;fica com toda a humanidade. Ela nunca poder&aacute; conceber a sua verdade e a sua miss&atilde;o confinada &agrave;s fronteiras da sua realidade vis&iacute;vel. Ela &eacute; Povo Sacerdotal porque exerce, hoje, at&eacute; ao fim dos tempos, essa fun&ccedil;&atilde;o sacerdotal de mediadora da salva&ccedil;&atilde;o para a humanidade como um todo. A sua media&ccedil;&atilde;o tem a universalidade e a fecundidade salv&iacute;fica da media&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo. S&oacute; Cristo faz dela &ldquo;sacramento&rdquo; da sua media&ccedil;&atilde;o salv&iacute;fica e a Igreja, para a exercer, tem de se identificar com Cristo, na santidade de vida e no louvor da Sant&iacute;ssima Trindade.<\/p>\n<p><strong>Uma longa caminhada<\/strong><\/p>\n<p>2. O centro decisivo da atitude sacerdotal desse Povo que Deus quer, o seu Povo escolhido, &eacute; a sua fidelidade &agrave; Alian&ccedil;a que Deus celebra com ele. Deus compromete-se totalmente com esse Povo: &ldquo;V&oacute;s sereis o Meu Povo e Eu serei o vosso Deus&rdquo;. Deus quer, com a sua fidelidade amorosa, construir um Povo santo, um modelo de humanidade que corresponda ao ideal da cria&ccedil;&atilde;o. A pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia do Povo escolhido glorifica o Senhor. Deus espera que o Povo O louve com toda a sua vida, que seja um Povo santo.<\/p>\n<p>Perante a infidelidade do Povo e a rebeldia do seu cora&ccedil;&atilde;o, bem depressa se percebeu que esse era um ideal escatol&oacute;gico, a realizar-se no tempo do Messias prometido, anunciavam os profetas. Entre a manifesta&ccedil;&atilde;o deste desejo de Deus acerca do seu Povo, e a definitiva realiza&ccedil;&atilde;o da assembleia dos bem-aventurados, que prestar&aacute; o verdadeiro culto a Deus por toda a eternidade, definitivo Povo Sacerdotal, medeia a hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o. Aos pecados do Povo e &agrave; dureza do seu cora&ccedil;&atilde;o, Deus responde falando-lhe ao cora&ccedil;&atilde;o, envia profetas, institui sacerdotes que sejam mediadores entre Deus e o seu Povo, tamb&eacute;m eles, tantas vezes, infi&eacute;is ao ideal da Alian&ccedil;a. Os profetas insistem na promessa do Messias, o Justo e o Santo, que inaugurar&aacute; uma nova Alian&ccedil;a e em que todo o Povo, conduzido por Ele &agrave; verdade da Alian&ccedil;a, encabe&ccedil;ar&aacute; um povo finalmente sacerdotal. N&atilde;o admira que, sobretudo depois do ex&iacute;lio da Babil&oacute;nia, a expectativa messi&acirc;nica se tenha transformado em esperan&ccedil;a escatol&oacute;gica. A Hist&oacute;ria da Salva&ccedil;&atilde;o &eacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o da persist&ecirc;ncia de Deus que n&atilde;o desiste de vir um dia a ter esse povo que Ele deseja, que O louve com toda a sua vida, &uacute;nico sacrif&iacute;cio de louvor que agrada a Deus e que possa ser mediador entre Ele e todos os outros povos, at&eacute; que um dia toda a humanidade seja a &uacute;nica fam&iacute;lia de Deus.<\/p>\n<p>Desta longa persist&ecirc;ncia da fidelidade de Deus, Jesus Cristo, o Deus que se faz Homem, para que todos os homens possam pertencer &agrave; fam&iacute;lia de Deus, &eacute; a express&atilde;o m&aacute;xima e definitiva. No seu sangue, sela-se uma nova Alian&ccedil;a, na sua vida oferecida, a humanidade oferece, finalmente, a Deus uma oferta pura e santa, digna da sua santidade e da sua gl&oacute;ria. A promessa messi&acirc;nica realizou-se na encarna&ccedil;&atilde;o do Filho de Deus em Jesus de Nazar&eacute;. O seu Povo n&atilde;o O reconheceu como o Messias prometido e esperado. Por Ele se considerar o Messias, condenaram-n&rsquo;O &agrave; morte. Mas Ele sabe que o seu sangue derramado &eacute; o sangue da &ldquo;nova e definitiva Alian&ccedil;a&rdquo; (Lc. 22,20). Ele sabe que na sua P&aacute;scoa, o tempo definitivo (escatol&oacute;gico) foi inaugurado e a sua ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos &eacute; disso a afirma&ccedil;&atilde;o clara.<\/p>\n<p>E se assim &eacute;, com a nova e definitiva Alian&ccedil;a, um novo Povo escolhido come&ccedil;a, e esse ser&aacute; povo sacerdotal. &Eacute; composto por aqueles que acreditam na ressurrei&ccedil;&atilde;o e querem viver a vida ao ritmo de Cristo ressuscitado, conduzidos pelo Esp&iacute;rito, fazendo do amor-caridade a express&atilde;o da sua liberdade.<\/p>\n<p>Segundo as correntes escatol&oacute;gicas do post-ex&iacute;lio, a glorifica&ccedil;&atilde;o do Messias (no caso de Cristo, a sua ressurrei&ccedil;&atilde;o e Ascens&atilde;o aos C&eacute;us), correspondia ao fim da hist&oacute;ria e &agrave; inaugura&ccedil;&atilde;o do tempo definitivo. A surpresa crist&atilde; foi que, com a glorifica&ccedil;&atilde;o de Cristo, inaugurou-se o tempo definitivo, mas n&atilde;o se anulou a Hist&oacute;ria. Neste mundo, como peregrinos da p&aacute;tria definitiva, os disc&iacute;pulos de Cristo inauguram uma nova maneira de viver, centrada na f&eacute; e no amor, e podem oferecer, ainda neste mundo, o sacrif&iacute;cio pascal do seu Senhor e Pont&iacute;fice, at&eacute; que Ele venha. Por isso, eles s&atilde;o j&aacute; um Povo Sacerdotal, o novo Povo Sacerdotal. O acento &eacute; posto na vida crist&atilde;, vivida ao ritmo do Esp&iacute;rito, de modo a poder ser oferecida para gl&oacute;ria de Deus, no mesmo sacrif&iacute;cio perene de Jesus Cristo, que, glorioso no C&eacute;u, preside a ele, assim como e ao mesmo tempo, para a Igreja peregrina e para a assembleia dos bem-aventurados.<\/p>\n<p><strong>A Igreja &eacute; o novo Povo Sacerdotal<\/strong><\/p>\n<p>3. A Igreja &eacute; a &uacute;ltima esperan&ccedil;a de Deus de ter um Povo que seja santo, Lhe seja fiel, se ofere&ccedil;a em sacrif&iacute;cio de louvor, seja &ldquo;sacramento&rdquo; de salva&ccedil;&atilde;o, fazendo a media&ccedil;&atilde;o entre Deus e a humanidade. E n&atilde;o h&aacute; perigo de mais uma desilus&atilde;o para Deus, porque a Igreja &eacute; Cristo, identifica-se com Cristo, a sua fidelidade &eacute; a de Cristo, a for&ccedil;a que a move &eacute; o pr&oacute;prio Esp&iacute;rito de Cristo. O caminho da fidelidade da Igreja &eacute; a sua total e definitiva identifica&ccedil;&atilde;o com Cristo, n&atilde;o apenas ao n&iacute;vel do ser, mas ao n&iacute;vel da vida vivida. Os pecados da Igreja nunca anular&atilde;o a fidelidade de Jesus Cristo. A fidelidade de Jesus Cristo, manifestada na ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, garantir&aacute; que a Igreja, apesar dos pecados dos seus membros, caminhe para a fidelidade perfeita e definitiva. Por isso, apesar dos seus pecados, a Igreja nunca deixar&aacute; de ser um Povo Sacerdotal, porque oferece a Deus o sacrif&iacute;cio puro e santo de Jesus Cristo e, pela for&ccedil;a da ac&ccedil;&atilde;o sacramental, ser&aacute; sempre, gra&ccedil;as &agrave; ac&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do Esp&iacute;rito Santo, &ldquo;sacramento de salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;, isto &eacute;, media&ccedil;&atilde;o de salva&ccedil;&atilde;o para toda a humanidade.<\/p>\n<p>&Eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o com Cristo que faz da Igreja um Povo Sacerdotal. O Novo Testamento &eacute; claro a esse respeito. S&atilde;o Pedro, na sua primeira Carta, escreve aos crist&atilde;os: &ldquo;Aproximai-vos do Senhor, que &eacute; a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E v&oacute;s mesmos, como pedras vivas, entrai na constru&ccedil;&atilde;o deste templo espiritual, para constituirdes um sacerd&oacute;cio santo, destinado a oferecer sacrif&iacute;cios espirituais, agrad&aacute;veis a Deus por Jesus Cristo&rdquo; (1Pet. 2,4-5).<\/p>\n<p>&ldquo;V&oacute;s sois gera&ccedil;&atilde;o eleita, sacerd&oacute;cio real, na&ccedil;&atilde;o santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores d&rsquo;Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admir&aacute;vel. V&oacute;s que outrora n&atilde;o &eacute;reis seu Povo, agora sois Povo de Deus; v&oacute;s que outrora n&atilde;o t&iacute;nheis alcan&ccedil;ado miseric&oacute;rdia, agora alcan&ccedil;astes miseric&oacute;rdia&rdquo; (1Pet. 2,9-10).<\/p>\n<p>&Eacute; na fidelidade de Cristo que fomos resgatados, alcan&ccedil;amos miseric&oacute;rdia, e adquirimos a dignidade de Povo do Senhor, Povo Sacerdotal. O Apocalipse &eacute; ainda mais claro, quando diz a Cristo, Cordeiro Imolado: &ldquo;Tu &eacute;s digno de tomar o livro e de abrir as suas p&aacute;ginas seladas, porque fostes imolado e adquiriste para Deus, com o Teu sangue, homens de todas as tribos, l&iacute;nguas, povos e na&ccedil;&otilde;es e fizestes deles, para o nosso Deus, um reino de Sacerdotes e reinar&atilde;o sobre a terra&rdquo; (Apoc. 5,9-10).<\/p>\n<p><strong>Express&otilde;es da Igreja como Povo Sacerdotal<\/strong><\/p>\n<p>4. Da Igreja, como Povo Sacerdotal, Deus espera a &ldquo;atitude sacerdotal&rdquo;, manifestada em toda a vida, na busca da santidade, e n&atilde;o a &ldquo;fun&ccedil;&atilde;o sacerdotal&rdquo; exercida, na Igreja, pelo sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico. Este &eacute; um dom de Deus &agrave; Igreja para que ela se possa exprimir como Povo Sacerdotal. S&oacute; o sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico torna poss&iacute;vel &agrave; Igreja exprimir a sua atitude sacerdotal no sacrif&iacute;cio de louvor, oferecendo os frutos da sua fidelidade a Jesus Cristo, unindo-se a Ele na oferta do seu sacrif&iacute;cio de louvor a Deus.<\/p>\n<p>&Eacute; por isso que a Eucaristia &eacute; para o Povo Sacerdotal a grande express&atilde;o dessa atitude sacerdotal. Ela &eacute; sempre oferta de Jesus Cristo, no dom da sua vida a Deus, para nossa reden&ccedil;&atilde;o. Assim o louvor que o Povo presta a Deus &eacute; o mesmo que Jesus Cristo presta ao Pai, oferecendo-se continuamente por n&oacute;s e connosco. A Eucaristia, oferta de Jesus Cristo, &eacute; tamb&eacute;m oferta da Igreja, Povo Sacerdotal, devido &agrave; sua comunh&atilde;o com Cristo. Toda a vida vivida com Cristo, na busca da fidelidade e da santidade, a Igreja pode oferec&ecirc;-la em uni&atilde;o com a oferta de Jesus Cristo. A Igreja e cada crist&atilde;o podem oferecer-se sempre de novo. Cristo n&atilde;o se sacrifica outra vez. A sua oferta pascal tornou-se perene, isto &eacute;, presente em cada tempo na caminhada deste Povo da nova Alian&ccedil;a.<\/p>\n<p>5. Como irradia&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, todos os outros actos lit&uacute;rgicos da Igreja, como a celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos, a ora&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, se tornam sacrif&iacute;cios de louvor, oferecidos pelo Povo Sacerdotal, sob a presid&ecirc;ncia do &uacute;nico Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, atrav&eacute;s da media&ccedil;&atilde;o sacramental do &ldquo;sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>At&eacute; que Ele venha<\/strong><\/p>\n<p>6. S&oacute; quando, na &uacute;ltima vinda de Cristo, a Igreja peregrina e a assembleia dos bem-aventurados forem uma s&oacute;, o Povo de Deus ser&aacute; perfeitamente sacerdotal e Cristo o seu Sumo Sacerdote. A Igreja &eacute; a etapa peregrina desse Povo. &Eacute; chamada a viver de Cristo, na f&eacute; e no amor. Para que seja Povo Sacerdotal, nesta fase peregrina, Cristo &eacute; Sacerdote atrav&eacute;s da media&ccedil;&atilde;o dos que receberem o &ldquo;sacerd&oacute;cio apost&oacute;lico&rdquo;, e agem &ldquo;in personna Christi&rdquo;. Chamados &agrave; fidelidade crist&atilde; como todos os outros membros da Igreja, s&atilde;o &ldquo;sacramentos de Jesus Cristo&rdquo;, forma de Este presidir ao louvor sacerdotal da Igreja.<\/p>\n<p>S&eacute; Patriarcal, 14 de Mar&ccedil;o de 2010<strong><\/strong><\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger;<\/em><em> JOS&Eacute;, Cardeal-Patriarca<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A Igreja, Povo Sacerdotal&#8221; O Povo que Deus deseja 1. A qualidade sacerdotal da Igreja, novo Povo de Deus, formado a partir da P&aacute;scoa de Cristo, valorizada pelo Conc&iacute;lio Vaticano II (cf. 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