{"id":43996,"date":"2010-03-09T10:30:55","date_gmt":"2010-03-09T10:30:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/09\/promover-a-emrc-com-alegria\/"},"modified":"2010-03-09T10:30:55","modified_gmt":"2010-03-09T10:30:55","slug":"promover-a-emrc-com-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/promover-a-emrc-com-alegria\/","title":{"rendered":"Promover a EMRC com alegria"},"content":{"rendered":"<p>Fernando Batista \u00e9 professor de EMRC em Vagos, Coach, L\u00edder do Riso e Catequista <!--more--> <\/p>\n<p>Fernando Batista, nascido em Carvalhais, a 17 de Setembro de 1972, &eacute; professor de EMRC em Vagos, Coach, L&iacute;der do Riso e Catequista. Em Jovem fez forma&ccedil;&atilde;o junto dos Mission&aacute;rios Combonianos e dos Salesianos. Licenciou-se em Ci&ecirc;ncias Religiosas, pela Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. &Eacute; coach de jovens desde 2008, fazendo palestras em escolas e trabalho individualizado com alunos, tendo em vista o &ecirc;xito integral. J&aacute; em 2009 fez a forma&ccedil;&atilde;o internacional de L&iacute;der de Yoga do Riso (risoterapia), com o intuito de utilizar esta t&eacute;cnica no &acirc;mbito do sucesso escolar. Assina a obra &ldquo;Sucesso na escola, &ecirc;xito na vida&rdquo; (Ed. Salesianas).<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &ndash; Como &eacute; que come&ccedil;ou esta aventura na EMRC?<\/em><\/p>\n<p><em>Fernando Batista &ndash;<\/em> Quando acabei o 12.&ordm; ano, fui estudar teologia pelos meus pr&oacute;prios p&eacute;s, como leigo. Depois de uma experi&ecirc;ncia nos Salesianos, acabei por decidir que n&atilde;o era por a&iacute; e como estava muito ligado aos jovens, &agrave; catequese, &agrave; pastoral, decidi procurar o meu futuro na Escola, enquanto professor de Moral. Nos primeiros meses foi muito engra&ccedil;ado, porque apesar de ser uma voca&ccedil;&atilde;o diferente estar na escola com os jovens, ali pagavam-me e na par&oacute;quia n&atilde;o, o que eu achava estranho (risos). Ainda hoje me sinto como peixe na &aacute;gua.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Propor a EMRC n&atilde;o deve ser f&aacute;cil numa realidade que se diz t&atilde;o distante de Deus&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> &Eacute; um desafio que os alunos aceitam com muita naturalidade, porque eles andam &agrave; procura de algo, de refer&ecirc;ncias. Eu procuro dar-lhas e acho que vou conseguindo. Quando fui para a Escola Secund&aacute;ria de Vagos, em 2001, tinha 13% dos alunos, hoje s&atilde;o 82% e &eacute; um caminho que vamos fazendo, acredito que para o ano ser&atilde;o 90 e muitos por cento.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A que &eacute; que se deve esse aumento no n&uacute;mero de alunos?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash; <\/em>Passa por apresentarmos propostas, projectos, aulas em que eles sintam que v&atilde;o aprender alguma coisa. &Eacute; uma aula completamente diferente, onde os alunos se sentem acolhidos, falando das suas v&aacute;rias dimens&otilde;es: a fam&iacute;lia, a sociedade, a religi&atilde;o.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O que &eacute; que prepara em casa para as suas aulas?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> Pego no programa que h&aacute; e a partir da&iacute; tento colocar-me na posi&ccedil;&atilde;o dos alunos e ver o que &eacute; que eu gostava que o professor desse. Sou uma pessoa que fa&ccedil;o bastante forma&ccedil;&atilde;o e ali gosto de sentir que algu&eacute;m preparou alguma coisa para mim, n&atilde;o que &eacute; mais do mesmo, ver que a pessoa se preocupa com a minha forma&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o apenas em ganhar o seu dinheiro. Com os jovens penso que se passa a mesma coisa.<\/p>\n<p>Al&eacute;m das aulas, h&aacute; outros projectos, espec&iacute;ficos: para o 7.&ordm; e 8.&ordm; ano h&aacute; um acantonamento que tem de ser em s&iacute;tios diferentes; no 9.&ordm; ano fazemos actividades radicais, para as conseguir ligar tamb&eacute;m &agrave; sua experi&ecirc;ncia vivencial, at&eacute; porque hoje em dia h&aacute; muitas empresas que fazem actividades de forma&ccedil;&atilde;o no exterior, para ajudar a criar esp&iacute;rito de equipa, etc; com os do Secund&aacute;rio, fa&ccedil;o uma viagem de dois dias, mais ou menos formatadas ao longo destes anos, em Portugal ou Espanha, entre cultura religiosa e desporto tamb&eacute;m: mente s&atilde; e corpo s&atilde;o (risos).<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Liga muitos elementos diferentes?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> Muitas vezes o importante &eacute; a forma: se o professor acreditar naquilo que est&aacute; a transmitir, a sua linguagem f&iacute;sica est&aacute; a dominar e o conte&uacute;do acaba por passar. Se aparecer com um conte&uacute;do muito bom, mas numa linguagem f&iacute;sica deprimida ou triste, num tom que n&atilde;o seja atractivo, h&aacute; qualquer coisa que n&atilde;o bate certo e os alunos detectam a incongru&ecirc;ncia &agrave; dist&acirc;ncia. Quando h&aacute; congru&ecirc;ncia, percebem que por ali h&aacute; um caminho, que a pessoa sabe o que est&aacute; a fazer, ent&atilde;o seguem-na.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quais s&atilde;o os maiores desafios que os jovens colocam numa sala de aulas?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> Est&atilde;o relacionadas com quest&otilde;es de &eacute;tica social, onde tem de haver uma grande abertura da minha parte, o di&aacute;logo tem de ser pela positiva. N&atilde;o posso transmitir ideias pr&eacute;-feitas, tipo &ldquo;vender&rdquo;. Se h&aacute; possibilidade para explorarmos sem moralismos negativos diversas vertentes, acabam por aceitar outras ideias que n&atilde;o as suas, que muitas vezes s&atilde;o transmitidas de forma incompleta.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Os alunos t&ecirc;m necessidade de levar para as aulas de Moral aquilo de que falam c&aacute; fora?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> Exactamente. Alguns aparecem com ideias bem vincadas, que eu n&atilde;o tenho a pretens&atilde;o de mudar, apenas quero mostrar que existem outras formas de pensar. Dei-lhes oportunidade para terem mais conhecimento.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O que &eacute; que leva para casa no final de um dia de aulas?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> Alegria. Tenho sempre trabalho de manh&atilde; &agrave; noite &ndash; &agrave;s vezes paro um pouquinho, com o meu filho, quando estou em casa. Centro muita a minha aten&ccedil;&atilde;o na ora&ccedil;&atilde;o do agradecimento, porque acho que quem agradece ainda vai ter mais coisas, depois.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A alegria &eacute; fonte de vida?<\/em><\/p>\n<p><em>FB &ndash;<\/em> O riso caracteriza-me e eu gosto de andar alegre, mesmo. Tudo numa perspectiva de olhar para a nossa vida e para os problemas que aparecem como desafios. Admito que &agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil passar essa alegria aos jovens, at&eacute; porque a mensagem n&atilde;o chega ao mesmo tempo a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>SN\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Batista \u00e9 professor de EMRC em Vagos, Coach, L\u00edder do Riso e Catequista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[127,136,187,194,296],"class_list":["post-43996","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-catequese","tag-combonianos","tag-diocese-do-porto","tag-emrc","tag-salesianos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43996"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43996\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}