{"id":43980,"date":"2010-03-08T15:43:26","date_gmt":"2010-03-08T15:43:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/08\/catequese-do-bispo-da-guarda-no-iii-domingo-da-quaresma-dia-nacional-da-caritas\/"},"modified":"2010-03-08T15:43:26","modified_gmt":"2010-03-08T15:43:26","slug":"catequese-do-bispo-da-guarda-no-iii-domingo-da-quaresma-dia-nacional-da-caritas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-bispo-da-guarda-no-iii-domingo-da-quaresma-dia-nacional-da-caritas\/","title":{"rendered":"Catequese do Bispo da Guarda no III Domingo da Quaresma &#8211; Dia Nacional da C\u00e1ritas"},"content":{"rendered":"<p><strong>A ora&ccedil;&atilde;o leva &agrave; convers&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Celebramos o III Domingo da Quaresma. Continuamos a voltar-nos para a ora&ccedil;&atilde;o, uma for&ccedil;a que nos mobiliza para a renova&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, com consequ&ecirc;ncias na organiza&ccedil;&atilde;o da Sociedade.<\/p>\n<p>Hoje &eacute; tamb&eacute;m o Dia Nacional da Caritas. Ora, a Caritas a nacional e as correspondentes Caritas diocesanas e paroquiais s&atilde;o o instrumento de que a Igreja disp&otilde;e para dar cumprimento, de forma organizada, ao mandamento do amor ou da caridade. Como sabemos, por imperativo da miss&atilde;o da igreja, a caridade organizada n&atilde;o pode faltar nos programas de vida de todas e cada uma das comunidades crist&atilde;s. Quando falamos de caridade organizada pretendemos falar de um servi&ccedil;o permanente destinado a lembrar &agrave; comunidade este seu dever e, em seu nome, a dar-lhe cumprimento<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Palavra de Deus hoje proclamada pede resultados ao exerc&iacute;cio da nossa F&eacute; de crist&atilde;os e de comunidades crist&atilde;s. Se a nossa vida &eacute; como a figueira est&eacute;ril, o seu destino &eacute; ser arrancada e deitada fora. Tamb&eacute;m n&atilde;o basta cultivar uma confian&ccedil;a abstracta em Deus fora de sincera convers&atilde;o, como argumenta o Evangelista, citando dois epis&oacute;dios que estavam na mem&oacute;ria dos ouvintes de Jesus.<\/p>\n<p>A nossa f&eacute; tem de desabrochar em obras de amor a Deus e ao pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>N&oacute;s temos, como Mois&eacute;s, uma miss&atilde;o a cumprir nesta hist&oacute;ria onde nos &eacute; dado viver. Tamb&eacute;m a nossa miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas temos a garantia de que o nosso Deus, o mesmo que a Mois&eacute;s se revelou com o nome de &ldquo;eu Sou&rdquo; e a n&oacute;s como Trindade Sant&iacute;ssima, est&aacute; connosco e acompanha-nos. Jesus Cristo &eacute;, de facto, o verdadeiro Rochedo, esse rochedo vivo que matou a sede ao Povo de Deus do Antigo Testamento e a n&oacute;s nos conforta agora com o alimento da Eucaristia e da Sua palavra.<\/p>\n<p>Pelos caminhos que esta quaresma nos aponta, desejamos aprofundar a nossa comunh&atilde;o com Cristo, acertando com Ele todos os percursos da nossa vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E &eacute; na ora&ccedil;&atilde;o que desejamos cultivar e aprofundar a nossa comunh&atilde;o com Cristo; comunh&atilde;o que longe de nos afastar do mundo e da Sociedade, com seus &ecirc;xitos e dificuldades, mais nos obriga a estarmos atentos aos seus diferentes percursos e a comprometer-nos neles. &Eacute; por isso que o Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica fala da ora&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m como um combate. Um combate que se desenrola no interior de cada pessoa, na medida da sua for&ccedil;a para vencer todas as resist&ecirc;ncias &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com Deus; mas tamb&eacute;m se desenrola na rela&ccedil;&atilde;o com a sociedade, onde o sentir de Deus marca muitas diferen&ccedil;as e mesmo alguns enfrentamentos. Neste combate, as nossas armas s&atilde;o diferentes daquelas que os homens costumam usar, pois elas s&atilde;o a humildade, a confian&ccedil;a filial e a perseveran&ccedil;a no amor, diz o mesmo catecismo.<\/p>\n<p>Para cultivar esta atitude combativa da ora&ccedil;&atilde;o cada um de n&oacute;s &eacute; convidado a fazer o encontro regular com a Palavra de Deus. E o mesmo catecismo recomenda um m&eacute;todo chamado &ldquo;lectio divina&rdquo;, no qual se cumprem os seguintes passos: 1.&ordm;) a leitura da palavra de Deus; 2.&ordm;) depois a medita&ccedil;&atilde;o da mesma Palavra; 3.&ordm;) a seguir o esfor&ccedil;o por rezar a palavra lida e meditada; 4.&ordm;) contemplando a Deus; 5.&ordm; finalmente formulamos o prop&oacute;sito de agir de acordo com ela.<\/p>\n<p>Vemos, assim, como a ora&ccedil;&atilde;o nos leva a assumir compromissos s&eacute;rios no palco da vida social. S&atilde;o estes compromissos que nos quer lembrar tamb&eacute;m o dia nacional da Caritas, hoje celebrado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santo Padre Bento XVI come&ccedil;a a sua enc&iacute;clica &ldquo;Caritas in Veritate&rdquo; com estas palavras: &ldquo;A caridade na verdade que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e Ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; a grande for&ccedil;a propulsora para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da Humanidade inteira&rdquo;.<\/p>\n<p>Promover o verdadeiro desenvolvimento &eacute;, assim, de acordo com a enc&iacute;clica do Papa, miss&atilde;o de toda a Igreja e que a Caritas assume, em nome e por vontade da mesma Igreja.<\/p>\n<p>Por sua vez, ligado a este verdadeiro desenvolvimento est&aacute;, por um lado o Bem comum de todas as pessoas; por outro lado, est&aacute; tamb&eacute;m a promo&ccedil;&atilde;o do crescimento integral de cada uma delas. Tanto a promo&ccedil;&atilde;o do bem comum como a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento integral de cada pessoa, no respeito pela sua participa&ccedil;&atilde;o em variados corpos interm&eacute;dios, segundo o princ&iacute;pio da subsidiariedade, &eacute; um dever da comunidade pol&iacute;tica e das suas institui&ccedil;&otilde;es de governo, mas tamb&eacute;m &eacute; dever de cada cidad&atilde;o e dos grupos que estes possam criar com finalidades espec&iacute;ficas. A Igreja, por miss&atilde;o, que lhe &eacute; pr&oacute;pria, sente que tem de acompanhar e ajudar cada pessoa no percurso do seu desenvolvimento que, como lembra o Papa Bento XVI, citando o seu antecessor Papa Paulo VI, deve ser entendido como voca&ccedil;&atilde;o. Isto significa que o desenvolvimento de cada pessoa &eacute; resposta a um apelo transcendente que vem de Deus e s&oacute; de Deus recebe o seu &uacute;ltimo significado. Por sua vez o desenvolvimento de cada pessoa nunca se processa &agrave; margem do desenvolvimento social; pelo contr&aacute;rio, cada pessoa s&oacute; se desenvolve verdadeiramente na medida em que se sente a fazer parte e mesmo se sente protagonista do desenvolvimento da sociedade que a enquadra. Por isso, criar espa&ccedil;o para todas as pessoas e cada uma delas nos programas de desenvolvimento de uma sociedade &eacute; o que se chama processo de verdadeira integra&ccedil;&atilde;o e portanto a &uacute;nica forma de combater a exclus&atilde;o social, infelizmente, um dos grandes males que continuam a afligir-nos.<\/p>\n<p>O combate &agrave; exclus&atilde;o social &eacute; uma das prioridades da ac&ccedil;&atilde;o da Igreja no exerc&iacute;cio de miss&atilde;o que Jesus lhe confia para fazer com que toda a humanidade cumpra a sua voca&ccedil;&atilde;o de ser uma verdadeira e &uacute;nica fam&iacute;lia. A Caritas &eacute; o bra&ccedil;o da Igreja especialmente empenhado em dar cumprimento a esta miss&atilde;o e a lembrar a toda a comunidade&nbsp; a obriga&ccedil;&atilde;o de nela colaborar, ainda que de formas variadas.<\/p>\n<p>Temos de reconhecer que o combate &agrave; exclus&atilde;o, para atingir o objectivo de todos os cidad&atilde;os fazerem a experi&ecirc;ncia positiva de serem actores do desenvolvimento n&atilde;o depende s&oacute; dos governos e das leis que eles possam fazer ou at&eacute; dos subs&iacute;dios materiais que possam ser atribu&iacute;dos. Para atingir os objectivos desejados &eacute; necess&aacute;rio accionar outros mecanismos. E entre estes s&atilde;o de incentivar aqueles que apostam na proximidade a cada uma das pessoas, suas fam&iacute;lias e rela&ccedil;&otilde;es de vizinhan&ccedil;a; mecanismos que sabem entrar na cultura e nos h&aacute;bitos de cada pessoa e seu grupo despertando nelas as capacidades que as podem tornar autoras da sua pr&oacute;pria inclus&atilde;o pela entrada no processo do desenvolvimento. Ora, n&oacute;s sabemos que o principal factor de integra&ccedil;&atilde;o social e consequentemente de combate &agrave; pobreza &eacute; o trabalho.<\/p>\n<p>Ao Estado temos o direito de pedir condi&ccedil;&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o de empregos para que as pessoas possam exercer o direito ao trabalho. Todos sabemos, por&eacute;m, que o desemprego &eacute; o grande flagelo que atinge actualmente as sociedades mesmo as desenvolvidas com agravamento na crise financeira que vivemos desde h&aacute; 1 ano.<\/p>\n<p>Em Portugal o desemprego est&aacute; todos os dias a bater recordes e na nossa regi&atilde;o mant&eacute;m-se a tend&ecirc;ncia para os seus n&uacute;meros serem mais altos do que a m&eacute;dia nacional.<\/p>\n<p>Como resolver este grav&iacute;ssimo problema que afecta todos os portugueses, mas principalmente aqueles que, como n&oacute;s, habitam as zonas mais desfavorecidas do nosso pa&iacute;s?<\/p>\n<p>Os caminhos da resposta que deve ser dada encontramo-los na responsabilidade social de empresa defendida pela enc&iacute;clica do Papa Bento XVI com muitos e bons mestres da ci&ecirc;ncia econ&oacute;mica a acompanh&aacute;-lo. Este princ&iacute;pio, usando palavras da enc&iacute;clica parte da convic&ccedil;&atilde;o de que a gest&atilde;o de uma empresa n&atilde;o pode ter em conta unicamente os interesses dos propriet&aacute;rios da mesma, mas deve preocupar-se tamb&eacute;m com as outras diversas categorias de sujeitos que contribuem para a vida da empresa, incluindo a comunidade de refer&ecirc;ncia, onde ela se situa.<\/p>\n<p>Procurando entender e traduzir na pr&aacute;tica este princ&iacute;pio, atentemos na seguinte realidade que a nossa experi&ecirc;ncia comprova:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de certas empresas fecharem e outras diminu&iacute;rem o n&uacute;mero de trabalhadores, o que est&aacute; a acontecer todos os dias entre n&oacute;s, os resultados finais da produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o diminuem. No caso portugu&ecirc;s, o PIB desacelerou no seu crescimento, mas n&atilde;o diminuiu apesar da crise.<\/p>\n<p>&#8211; De facto, algumas empresas argumentam mesmo que, para garantir a sua sustentabilidade, &eacute; for&ccedil;oso diminu&iacute;rem o n&uacute;mero de trabalhadores, substituindo-os pela m&aacute;quina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se os lucros s&atilde;o os mesmos ou ainda maiores e os trabalhadores s&atilde;o menos, a quem pertencem as mais-valias?<\/p>\n<p>&Eacute; aqui que &eacute; preciso aplicar o princ&iacute;pio da responsabilidade social da empresa de que fala a enc&iacute;clica. Isto &eacute;, os lucros das empresas &#8211; e por princ&iacute;pio, a empresa deve dar lucros &#8211; devem incluir nos seus destinos tamb&eacute;m a satisfa&ccedil;&atilde;o das grandes necessidades da sociedade em que se enquadram.<\/p>\n<p>Se isto &eacute; verdade ao n&iacute;vel da nossa economia que &eacute; das mais d&eacute;beis da Europa, &eacute; ainda mais verdade se o considerarmos no &acirc;mbito da economia global. H&aacute; fundos e mais valias que t&ecirc;m de ser transferidos para dinamizar a cria&ccedil;&atilde;o de empregos onde eles n&atilde;o existem e para irem em aux&iacute;lio das popula&ccedil;&otilde;es famintas que infelizmente s&atilde;o ainda um grande flagelo da humanidade.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao combate ao desemprego n&atilde;o podemos acalentar a esperan&ccedil;a de vermos resolvido este problema pela instala&ccedil;&atilde;o de muitas e grandes empresas com a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra maci&ccedil;a como at&eacute; h&aacute; pouco tempo acontecia, entre n&oacute;s. &Eacute; preciso, em contrapartida, ter a coragem de acreditar na capacidade empreendedora pr&oacute;pria de cada pessoa. &Eacute; preciso ter a humildade de ir ao seu encontro, procurando ajud&aacute;-la a identificar as suas capacidades, adquirir conhecimentos e instrumentos indispens&aacute;veis para que ela tome iniciativas. E sentimo-nos fortalecidos na esperan&ccedil;a, quando, a este prop&oacute;sito, lemos na enc&iacute;clica de Bento XVI o seguinte:<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;O esp&iacute;rito empresarial est&aacute; inscrito em cada trabalho, entendido como acto da pessoa. Por isso, &eacute; bom ajudar cada trabalhador a que saiba trabalhar por conta pr&oacute;pria&rdquo;.<\/p>\n<p>Tem raz&atilde;o o Papa quando, desta forma, nos manda cultivar o empreendedorismo. Por isso temos de pedir &agrave;s nossas autoridades o cumprimento do dever de justi&ccedil;a que &eacute; criar as condi&ccedil;&otilde;es para este empreendedorismo, com a transfer&ecirc;ncia de mais valias financeiras para regi&otilde;es carenciadas como a nossa. Aqui se deve incluir tamb&eacute;m a facilita&ccedil;&atilde;o do acesso aos fundos comunit&aacute;rios ainda existentes, que em si mesmos se destinam a desfazer assimetrias como acontece na regi&atilde;o em que nos encontramos. &Eacute; escandaloso o facto constatado de que houve fundos que n&atilde;o foram aproveitados&nbsp; e voltaram para tr&aacute;s, para os cofres da Europa, deixando em grande necessidade muitos cidad&atilde;os das nossas terras que deles poderiam ter aproveitado. Argumenta-se que n&atilde;o houve projectos atempadamente feitos ou ent&atilde;o que o Estado n&atilde;o tinha dinheiro para pagar a parte que lhe correspondia. Se n&atilde;o havia projectos, era da responsabilidade das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas para isso vocacionadas ajudar as pessoas ou grupos de pessoas a fazerem esses projectos de acordo com as exig&ecirc;ncias t&eacute;cnicas correspondentes. Se n&atilde;o havia dinheiro nos cofres p&uacute;blicos para satisfazer a parte do Estado, pedia-se a coragem de cortar na despesa do Estado o necess&aacute;rio e uma das solu&ccedil;&otilde;es poderia passar por diminuir alguns ordenados, durante algum tempo para isso ser poss&iacute;vel. Eu, pela parte que me diz respeito, aceitaria entrar neste jogo. S&atilde;o gestos corajosos desta natureza que nos t&ecirc;m faltado, at&eacute; para dar a volta por cima &agrave; crise financeira, que continua a fazer sofrer muitas fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m no que respeita a satisfazer as necessidades prim&aacute;rias, em alimenta&ccedil;&atilde;o e &aacute;gua pot&aacute;vel, que infelizmente continua a afectar muitas popula&ccedil;&otilde;es famintas, est&aacute; provado que o volume dos recursos actualmente existentes do mundo &eacute; suficiente para matar a fome a todos. Mas o facto &eacute; que a muitos n&atilde;o chega o necess&aacute;rio. Registe-se, ainda por cima, a agravante que nos vem das not&iacute;cias segundo as quais no mundo da abund&acirc;ncia cinquenta por cento dos alimentos de facto confeccionados morrem no caixote do lixo. Isto enquanto milh&otilde;es de irm&atilde;os nossos morrem de fome. Confirma-se assim a oportunidade da den&uacute;ncia que faz a enc&iacute;clica de Bento XVI quando diz: &ldquo;A fome no mundo n&atilde;o depende de uma escassez material, como sobretudo da escassez de recursos sociais&hellip; falta um sistema de institui&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas que seja capaz de garantir acesso regular e adequado&nbsp; &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e &agrave; &aacute;gua&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; esta a contradi&ccedil;&atilde;o que continua a verificar-se. Alguns t&ecirc;m demais outros n&atilde;o t&ecirc;m o suficiente; e n&atilde;o encontr&aacute;mos ainda formas de estabelecer este equil&iacute;brio, querido por Deus e que constitui a voca&ccedil;&atilde;o mais funda de todo o ser humano.<\/p>\n<p>Sem a presen&ccedil;a de Deus na vida das pessoas e no palco da vida social n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel resolver este grav&iacute;ssimo problema. &Eacute; isso que o Papa nos diz com as seguintes palavras: &ldquo; Quando o Estado promove, ensina ou at&eacute; imp&otilde;e formas de ate&iacute;smo pr&aacute;tico, tira aos seus cidad&atilde;os a for&ccedil;a moral e espiritual indispens&aacute;vel para se empenharem no desenvolvimento integral&rdquo;.<\/p>\n<p>E porque fazemos a verifica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica desta afirma&ccedil;&atilde;o do Papa, sentimos que a for&ccedil;a da nossa f&eacute; pessoal e comunit&aacute;ria &eacute; um bem essencial de que a coes&atilde;o da nossa sociedade precisa.<\/p>\n<p>Neste dia nacional da Caritas desejamos lembrar o nosso prop&oacute;sito de que em cada par&oacute;quia ou grupo de par&oacute;quias haja uma institui&ccedil;&atilde;o Caritas. E que esta seja capaz n&atilde;o s&oacute; de auscultar as necessidades ali existentes e procurar para elas as melhores respostas mas tamb&eacute;m de sensibilizar os fi&eacute;is para o exerc&iacute;cio da sua responsabilidade de crist&atilde;os e cidad&atilde;os perante os desafios que sup&otilde;e a mensagem evang&eacute;lica em mat&eacute;ria de exerc&iacute;cio da caridade.<\/p>\n<p>Com o renovado empenho da Caritas Diocesana vamos continuar a abrir estes caminhos, que sentimos serem os verdadeiros caminhos do futuro.<\/p>\n<p>Belmonte, 7 de Mar&ccedil;o de 2010<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+Manuel R. Fel&iacute;cio, Bispo da Guarda<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ora&ccedil;&atilde;o leva &agrave; convers&atilde;o Celebramos o III Domingo da Quaresma. Continuamos a voltar-nos para a ora&ccedil;&atilde;o, uma for&ccedil;a que nos mobiliza para a renova&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, com consequ&ecirc;ncias na organiza&ccedil;&atilde;o da Sociedade. Hoje &eacute; tamb&eacute;m o Dia Nacional da Caritas. Ora, a Caritas a nacional e as correspondentes Caritas diocesanas e paroquiais s&atilde;o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[120,125,127,168,191,203,91],"class_list":["post-43980","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-bento-xvi","tag-caritas","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-economia","tag-europa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43980","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43980"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43980\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}