{"id":43928,"date":"2010-03-05T12:05:24","date_gmt":"2010-03-05T12:05:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/05\/mocambique-precisa-de-formacao-civica\/"},"modified":"2010-03-05T12:05:24","modified_gmt":"2010-03-05T12:05:24","slug":"mocambique-precisa-de-formacao-civica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mocambique-precisa-de-formacao-civica\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique precisa de forma\u00e7\u00e3o c\u00edvica"},"content":{"rendered":"<p>D. Elio Greselin, bispo de Lichinga, no norte do pa\u00eds, diz que falta nos cat\u00f3licos do pa\u00eds a dimens\u00e3o social e pol\u00edtica. Aos portugueses pede serenidade para saber que est\u00e3o l\u00e1 a servir e n\u00e3o a mandar <!--more--> <\/p>\n<p>D. Elio Greselin foi ordenado bispo de Lichinga h&aacute; quase um ano. Este mission&aacute;rio dehoniano conhece a realidade africana desde 1966, altura em que deixou It&aacute;lia e se fixou em Mo&ccedil;ambique. Depois da ordena&ccedil;&atilde;o episcopal conheceu os 131 mil quil&oacute;metros da sua diocese sem carro. Insiste que os mo&ccedil;ambicanos precisam de forma&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica. &Eacute; esse o objectivo para o seu episcopado. A evangeliza&ccedil;&atilde;o vem depois.<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Como &eacute; que um europeu v&ecirc; a realidade mo&ccedil;ambicana?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Elio Greselin (EG) &#8211;<\/em> Desde 1966 que trabalho em Mo&ccedil;ambique, com 15 anos de intervalo, entre 1975 e 1990, per&iacute;odo que estive em It&aacute;lia para investir em forma&ccedil;&atilde;o. Quando, em 1990 regressei n&atilde;o voltei a sair. Sou o primeiro bispo europeu, um mission&aacute;rio, depois de tantos anos em que houve bispos mo&ccedil;ambicanos. A Confer&ecirc;ncia Episcopal aceitou-me muito bem. Os bispos j&aacute; sabiam quem eu era, pois j&aacute; t&iacute;nhamos trabalhado juntos muitas vezes.<\/p>\n<p>Quanto ao trabalho pastoral sinto que &eacute; preciso dar um salto de qualidade. Depois da II Assembleia Especial do S&iacute;nodo dos Bispos para &Aacute;frica, (que decorreu no Vaticano em Outubro de 2009) precisamos de passar de uma Igreja preocupada com a catequiza&ccedil;&atilde;o para uma Igreja preocupada com a paz, a justi&ccedil;a e a reconcilia&ccedil;&atilde;o. Na realidade, estes s&atilde;o problemas sociais, pol&iacute;ticos tamb&eacute;m. Abre-se agora uma estrada totalmente nova. Penso que os meus colegas do episcopado sentem o mesmo. Precisamos passar de uma Igreja que ensina a catequese, para uma Igreja que ensina a viver como pessoas pol&iacute;ticas, preocupadas com as quest&otilde;es sociais.<\/p>\n<p>Precisamos integrar os catecismos da Igreja Cat&oacute;lica: os existentes em l&iacute;ngua local ou em portugu&ecirc;s est&atilde;o desactualizados. Precisamos inserir cap&iacute;tulos sobre a Doutrina Social da Igreja, sobre a pol&iacute;tica, sobre a pessoa humana, sobre a presen&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es. O adulto mo&ccedil;ambicano crist&atilde;o deve entrar, em especial a mulher que sempre foi posta de parte, nesta nova maneira de pensar. O adulto deve formar pessoas adultas, n&atilde;o apenas pessoas crist&atilde;s&#8230;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Quer dizer que a forma&ccedil;&atilde;o religiosa dos mo&ccedil;ambicanos n&atilde;o est&aacute; em deficit, mas falta a pr&aacute;tica?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> O catecismo que temos, at&eacute; aos dias de hoje, &eacute; lit&uacute;rgico e b&iacute;blico. Mas falta a dimens&atilde;o social e pol&iacute;tica, na perspectiva integral do crist&atilde;o de hoje. N&atilde;o basta dizer que se sabe o catecismo, se baptiza e portanto a sua vida est&aacute; completa. Falta um conjunto de valores &#8211; o problema das crian&ccedil;as abandonadas, os roubos e a riqueza em Mo&ccedil;ambique, a m&aacute; governa&ccedil;&atilde;o, a tirania de um partido &uacute;nico.<\/p>\n<p>Devemos ter crist&atilde;os completos, inseridos na sociedade. A incultura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas ir &agrave;s ra&iacute;zes culturais antigas africanas para perceber porque as pessoas vivem e pensam de determinada maneira. A cultura &eacute; acompanhar o crescimento do africano, da sociedade e tentar resolver os problemas desta sociedade com as pessoas de hoje. A palavra incultura&ccedil;&atilde;o, que antes era uma palavra sagrada, tem de entrar na solu&ccedil;&atilde;o urgente dos problemas vitais do africano mo&ccedil;ambicano.<\/p>\n<p><strong>Governo<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; No contexto eleitoral de Outubro de 2009, D. &Eacute;lio apontou o d&eacute;ficit democr&aacute;tico da sociedade mo&ccedil;ambicana. O Presidente Armando Gebuza ganhou as elei&ccedil;&otilde;es e tomou posse. Que balan&ccedil;o faz?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> As elei&ccedil;&otilde;es foram muito confusas. Os bispos fizeram uma an&aacute;lise em Novembro, pouco depois das elei&ccedil;&otilde;es, e percebemos que houve confus&atilde;o em muitos locais. Foi a primeira vez que se registou um n&iacute;vel t&atilde;o grande de absten&ccedil;&atilde;o. Significa que o povo n&atilde;o est&aacute; satisfeito com a governa&ccedil;&atilde;o e apesar de o governo do Presidente da Rep&uacute;blica, Armando Gebuza, ser um governo forte, n&atilde;o est&atilde;o satisfeitos com o facto de o poder estar nas m&atilde;os da mesma pessoa &ndash; partido, governo.<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica pode ser aparentemente serena. Mas precisamos estar atentos, pois parece uma pequena ditadura de Estado. N&atilde;o se trata de um tirano dominador, mas o partido absorveu tudo. O partido que est&aacute; a governar deve estar muito atento para n&atilde;o perder a simpatia que existe para com as institui&ccedil;&otilde;es do Estado. N&atilde;o se podem esquecer as liberdades conquistadas pelo povo. A maioria n&atilde;o votou. O povo sente que esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; transparente.<\/p>\n<p><em>AE &#8211; A absten&ccedil;&atilde;o mostra uma omiss&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> Mostra um descontentamento com a forma como foram governados nos &uacute;ltimos tempos &ndash; um pequeno grupo que governa. Veremos o futuro. Os partidos devem trabalhar juntos, com respeito. O povo quer ser governado.<\/p>\n<p>A nossa preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; pol&iacute;tica, &eacute; evangelizadora. N&atilde;o podemos deixar o povo. Estamos sempre do lado do povo. Como Igreja estamos dentro do povo. Pedimos que o governo seja s&aacute;bio e nos ajude a resolver os problemas do povo. A sa&uacute;de, a escolariza&ccedil;&atilde;o, a &eacute;tica social, educa&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o, juventude, mulher&#8230; s&atilde;o t&atilde;o grandes os problemas que queremos colaborar. N&atilde;o queremos seguir unicamente o que o governo indica. Queremos amadurecer juntos.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da quest&atilde;o econ&oacute;mica, que abarca o esbanjamento e a m&aacute; governa&ccedil;&atilde;o em muitos locais que tem de acabar. N&atilde;o podemos calar a opress&atilde;o do povo. Os bispos estar&atilde;o na primeira linha para indicar que as coisas n&atilde;o est&atilde;o bem.<\/p>\n<p><strong>Desafios para a Igreja<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Que caminho abriu a II Assembleia Especial do S&iacute;nodo dos Bispos para a &Aacute;frica?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> Fiz essa pergunta a mim mesmo, aos meus padres e a outros bispos tamb&eacute;m. Quero colocar este &uacute;ltimo S&iacute;nodo como base do meu trabalho nos pr&oacute;ximos anos. Eu tenho 72 anos. Daqui a pouco tempo terei 75.<\/p>\n<p>Este S&iacute;nodo marca uma mudan&ccedil;a da presen&ccedil;a da Igreja na sociedade. J&aacute; n&atilde;o s&atilde;o problemas lit&uacute;rgicos, de ora&ccedil;&atilde;o, de catecismos, mas s&atilde;o problemas vitais. A reconcilia&ccedil;&atilde;o, a justi&ccedil;a e a paz, Doutrina Social da Igreja, a presen&ccedil;a na pol&iacute;tica, nas institui&ccedil;&otilde;es do Estado, educar os adultos para uma presen&ccedil;a robusta na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas vitais &ndash; educa&ccedil;&atilde;o, fam&iacute;lia, fome, conviv&ecirc;ncia. Para que isso aconte&ccedil;a &eacute; preciso enfrentar os problemas sociais. O futuro da Igreja &eacute; o social. H&aacute; que ter coragem.<\/p>\n<p>Quando li as interven&ccedil;&otilde;es dos bispos no S&iacute;nodo, a carta do Papa, as 57 proposi&ccedil;&otilde;es, fiquei satisfeito. Mas n&atilde;o podemos fazer como antes &#8211; &laquo;este &eacute; o pensamento que veio de Roma, aqui vou continuar a fazer como antes&raquo;. Se eu fizesse isso, eu seria um ladr&atilde;o e um est&uacute;pido. Um bispo que segue o seu caminho quando a sociedade segue outro. Penso que os bispos devem reunir-se em confer&ecirc;ncias episcopais regionais e depois a n&iacute;vel nacional, para tra&ccedil;ar uma linha que v&aacute; direito &agrave; vida do povo. N&atilde;o &eacute; um problema religioso, mas um problema pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<em>AE &#8211; Foi ordenado bispo demasiado tarde para o que gostaria de fazer?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> Eu estava no mato, n&atilde;o pensava em ser ordenado bispo. Estava a fazer missiona&ccedil;&atilde;o e estava satisfeito quando chegou a not&iacute;cia para me apresentar. N&atilde;o disse n&atilde;o. Mas foi uma coisa completamente nova, totalmente impensada.<\/p>\n<p>Se em vez de ter quatro anos tivesse oito ou mais, seria diferente. Na minha diocese eu quero atingir a autonomia econ&oacute;mica, a forma&ccedil;&atilde;o integral, a forma&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s, quero chegar a um plano estrat&eacute;gico da diocese. N&atilde;o vou ficar parado. Claro que precisaria mais tempo. Precisamos preparar urgentemente uma equipa de bispos africanos capazes de tomar conta das dioceses africanas. N&atilde;o deve haver dioceses desprevenidas, mas a caminhar com as suas pernas.<\/p>\n<p>&nbsp;<em>AE &#8211; Quer ser um bispo de transi&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> N&atilde;o tenho 20 anos &agrave; frente. Temos de colocar pessoas &agrave; frente com uma transpar&ecirc;ncia total, de uma vida moral &uacute;nica, de uma vida de rela&ccedil;&atilde;o com o povo e de servi&ccedil;o. Daqui a tr&ecirc;s anos, digam sim ou n&atilde;o, eu vou pedir a resigna&ccedil;&atilde;o. Mas se disserem sim, eu quero entregar a minha diocese a um bispo com estruturas diocesanas seguras e ele dever&aacute; respeitar o meu caminho porque &eacute; para o bem do povo. Dever&aacute; tamb&eacute;m responsabilizar os meus padres diocesanos, religiosos e religiosas, as pessoas mission&aacute;rios. Daqui para a frente n&atilde;o somos mais uma diocese dependente, mas uma diocese que tomou o seu rumo.<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Esse &eacute; o desafio para o seu clero?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> Sim. O meu clero sabe isso. Passei 10 dias de f&eacute;rias com eles. S&oacute; n&oacute;s, sem mais ningu&eacute;m. Mas foi um tempo tamb&eacute;m para discutir. Que problemas sentem? Como podemos resolver? E todos concordaram com os desafios lan&ccedil;ados na assembleia diocesana pastoral. Pass&aacute;mos um tempo juntos e encontr&aacute;mos pistas e pilares para os pr&oacute;ximos quatro anos. Nessa altura quero celebrar um S&iacute;nodo diocesano. Quatro anos &eacute; pouco tempo, mas j&aacute; ser&aacute; alguma coisa.<\/p>\n<p><strong>Portugal mission&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Antes de ser bispo foi mission&aacute;rio. Mo&ccedil;ambique &eacute; uma terra de miss&atilde;o para muitos portugueses. Como acompanha este trabalho?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> O voluntariado cat&oacute;lico &eacute; uma grande b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o. A experi&ecirc;ncia que tenho com os mission&aacute;rios portugueses &eacute; muito positiva. A presen&ccedil;a forte de leigas jovens e mulheres &eacute; um sinal de futuro. Os leigos s&atilde;o um sinal de futuro. Na promo&ccedil;&atilde;o da mulher africana, quem est&aacute; mais preparado para fazer este trabalho? A forma&ccedil;&atilde;o da juventude, na sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o? &Eacute; claro que trabalhamos para formar l&iacute;deres africanos, mas Portugal que sempre esteve ligado a Mo&ccedil;ambique tem um grande campo de trabalho.<\/p>\n<p><em>AE &#8211; O que pede aos mission&aacute;rios portugueses?<\/em><\/p>\n<p><em>EG &#8211;<\/em> Que levem a serenidade para saber que est&atilde;o l&aacute; a servir e n&atilde;o a mandar. J&aacute; passou o tempo colonial. Temos de fazer tudo para que sejam os mo&ccedil;ambicanos a crescer e n&oacute;s a diminuir. Quem parte deve saber que a sua vida n&atilde;o &eacute; dominar, mas servir e dar a vida pelos outros, tendo presente que h&aacute; mo&ccedil;ambicanos que t&ecirc;m liberdade, personalidade e autonomia que podem ajudar e aconselhar.<\/p>\n<p>N&atilde;o somos n&oacute;s a decidir, n&oacute;s ajudamos. Podemos aconselhar e ajudar a crescer. A forma&ccedil;&atilde;o ser&aacute; sempre o primeiro passo. Nas minhas preocupa&ccedil;&otilde;es pastorais, em primeiro lugar n&atilde;o surgiu a evangeliza&ccedil;&atilde;o, mas a forma&ccedil;&atilde;o. A evangeliza&ccedil;&atilde;o vem depois, surge depois a comunidade e os sacramentos. Hoje precisamos prestar aten&ccedil;&atilde;o aos sinais desta sociedade em evolu&ccedil;&atilde;o e precisamos estar ao servi&ccedil;o dela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Elio Greselin, bispo de Lichinga, no norte do pa\u00eds, diz que falta nos cat\u00f3licos do pa\u00eds a dimens\u00e3o social e pol\u00edtica. 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