{"id":43881,"date":"2010-03-10T22:34:24","date_gmt":"2010-03-10T22:34:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/10\/cem-anos-da-pastorinha-do-papa\/"},"modified":"2010-03-10T22:34:24","modified_gmt":"2010-03-10T22:34:24","slug":"cem-anos-da-pastorinha-do-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cem-anos-da-pastorinha-do-papa\/","title":{"rendered":"Cem anos da pastorinha do Papa"},"content":{"rendered":"<p>A 13 de Maio de 1917, tr&ecirc;s crian&ccedil;as apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de F&aacute;tima, concelho de Vila Nova de Our&eacute;m, hoje diocese de Leiria-F&aacute;tima. Chamavam-se L&uacute;cia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. Ficaram na Hist&oacute;ria como testemunhas privilegiadas de um dos grandes acontecimentos espirituais do s&eacute;culo XX, que ainda hoje atrai milh&otilde;es de peregrinos de todo o mundo.<\/p>\n<p>A mais nova dos tr&ecirc;s pastorinhos nasceu em Aljustrel, no dia 11 de Mar&ccedil;o de 1910. Pouco depois das apari&ccedil;&otilde;es, Jacinta Marto morreu em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estef&acirc;nia, em Lisboa, ap&oacute;s longa e dolorosa doen&ccedil;a. Foi beatificada em F&aacute;tima, por Jo&atilde;o Paulo II, a 13 de Maio de 2000, juntamente com Francisco.<\/p>\n<p>No <a href=\"pesquisa.pl?dossier=118\" target=\"_blank\">dossier que a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA apresenta<\/a>, a Irm&atilde; &Acirc;ngela de F&aacute;tima Coelho, Vice-Postuladora da Causa de Canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta Marto, escreve: &#8220;Tentando encontrar uma imagem que exprima os tra&ccedil;os pr&oacute;prios da Jacinta surge-nos o cora&ccedil;&atilde;o, porque toda ela &eacute; marcada por uma paix&atilde;o que conduz as suas escolhas e a sua forma de viver. Certamente que falamos do cora&ccedil;&atilde;o em sentido b&iacute;blico, que &#8220;significa o centro da exist&ecirc;ncia humana, uma conflu&ecirc;ncia da raz&atilde;o, vontade, temperamento e sensibilidade, onde a pessoa encontra a sua unidade e orienta&ccedil;&atilde;o interior&#8221;. O cora&ccedil;&atilde;o fala-nos de uma forma profunda de ver a vida e de pensar os acontecimentos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Na Jacinta encontramos uma caracter&iacute;stica pouco comum em crian&ccedil;as da sua idade e muitas vezes ausente na sociedade actual. Falamos da sua tend&ecirc;ncia para interiorizar as experi&ecirc;ncias que vivia, para meditar no significado dos acontecimentos, para encontrar raz&otilde;es para o seu agir. Nesta crian&ccedil;a &eacute; marcante uma grande interioridade e profundidade. Esta sua atitude pode ser percebida em diversos momentos da sua vida&#8221;, prossegue.<\/p>\n<p>Para o Pe. Jacinto Farias, professor de Teologia na UCP, o centen&aacute;rio do nascimento da Jacinta &#8220;deve ser uma oportunidade para avivar entre n&oacute;s o sentido da Igreja como corpo m&iacute;stico de Cristo e os grandes temas da escatologia, especialmente da escatologia interm&eacute;dia, cujo esquecimento ou n&atilde;o considera&ccedil;&atilde;o p&otilde;e em causa o sentido e a compreens&atilde;o do presente&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Al&eacute;m disso, seja uma ocasi&atilde;o para incentivar nas comunidades a pr&aacute;tica da adora&ccedil;&atilde;o reparadora. A adora&ccedil;&atilde;o reparadora e a contempla&ccedil;&atilde;o das realidades &uacute;ltimas n&atilde;o alienam o homem do mundo; pelo contr&aacute;rio, oferecem-lhe a possibilidade de ver toda a realidade partir do sentir de Deus&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>D&aacute;rio Pedroso, padre jesu&iacute;ta, refere que &ldquo;a Jacinta entendeu bem, na vis&atilde;o que lhe foi dado contemplar, que o Papa sofria muito, que necessitava de ora&ccedil;&otilde;es. Escreve o&nbsp; director do Secretariado Nacional do Apostolado da Ora&ccedil;&atilde;o que Jacinta ficou &ldquo;apaixonada&rdquo; pelo Papa.<\/p>\n<p>&ldquo;A paix&atilde;o pelo Papa levava-a a rezar muito pelo Santo Padre, a sacrificar-se por ele, mesmo, ao que parece, sem saber bem quem era e que nome tinha&rdquo;, sublinha o Pe. D&aacute;rio Pedroso.<\/p>\n<p>No contexto das comemora&ccedil;&otilde;es do centen&aacute;rio do nascimento de Jacinta Marto, o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima vai realizar, al&eacute;m de outras iniciativas, um congresso sobre esta crian&ccedil;a, que decorrer&aacute; de 4 a 6 de Junho de 2010, no Centro Paulo VI, do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, e ter&aacute; como t&iacute;tulo &ldquo;Jacinta Marto: Do encontro &agrave; compaix&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o, o evento &ldquo;ser&aacute; uma boa oportunidade para abordar a mensagem de F&aacute;tima a partir da espiritualidade da vidente Jacinta, procurar conhecer melhor a sua personalidade e tamb&eacute;m identificar alguns elementos relevantes da sua atitude interior&rdquo;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m em F&aacute;tima, o &nbsp;Departamento de Arte e Patrim&oacute;nio (DAP) do Santu&aacute;rio prepara uma exposi&ccedil;&atilde;o sobre esta figura. A inaugura&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o, que ficar&aacute; patente no vest&iacute;bulo do convivium de Santo Agostinho, na igreja da Sant&iacute;ssima Trindade, decorrer&aacute; a 11 de Mar&ccedil;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 13 de Maio de 1917, tr&ecirc;s crian&ccedil;as apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de F&aacute;tima, concelho de Vila Nova de Our&eacute;m, hoje diocese de Leiria-F&aacute;tima. Chamavam-se L&uacute;cia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. 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