{"id":43823,"date":"2010-03-01T11:57:19","date_gmt":"2010-03-01T11:57:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/03\/01\/festival-terras-sem-sombra-em-alvito-2\/"},"modified":"2010-03-01T11:57:19","modified_gmt":"2010-03-01T11:57:19","slug":"festival-terras-sem-sombra-em-alvito-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festival-terras-sem-sombra-em-alvito-2\/","title":{"rendered":"Festival \u00abTerras sem Sombra\u00bb em Alvito"},"content":{"rendered":"<p>Do Caminho de Santiago \u00e0s Miss\u00f5es do Brasil  <!--more--> <\/p>\n<p><p>A igreja matriz de Alvito, famosa pela ambi&ecirc;ncia art&iacute;stica e pelas caracter&iacute;sticas ac&uacute;sticas, constitui a pr&oacute;xima meta do Festival Terras sem Sombra de M&uacute;sica Sacra do Baixo Alentejo. No dia 6 de Mar&ccedil;o, &agrave;s 21h30, o agrupamento &ldquo;Voces Alfonsinas&rdquo;, sob a direc&ccedil;&atilde;o de Manuel Pedro Ferreira, apresenta aqui o concerto &ldquo;Cantares Antigos: Da Aquit&acirc;nia ao Brasil&rdquo;, que inclui um repert&oacute;rio deveras aliciante para um monumento cimeiro da arquitectura tardo-g&oacute;tica e manuelina.<\/p>\n<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia promete, valorizando a liga&ccedil;&atilde;o entre a atmosfera muito especial da igreja, dedicada a Santa Maria (depois Nossa Senhora da Assun&ccedil;&atilde;o), e um programa de grande beleza, executado com rigor hist&oacute;rico, que faz justi&ccedil;a ao passado religioso e musical de Alvito, terra que marcou muitos aspectos da vida alentejana na transi&ccedil;&atilde;o da Idade M&eacute;dia para a &eacute;poca moderna.<\/p>\n<p>Meticulosamente preparada, esta interven&ccedil;&atilde;o reflecte alguns dos aspectos mais interessantes da zona ao longo de v&aacute;rios s&eacute;culos: o culto da Virgem e dos santos, a passagem dos peregrinos com destino a Santiago de Compostela, os divertimentos cortes&atilde;os e a expans&atilde;o mission&aacute;ria noutros continentes. Trata-se de um interessant&iacute;ssimo cap&iacute;tulo da pequena &ldquo;hist&oacute;ria da m&uacute;sica&rdquo; que constitui o Festival Terras sem Sombra, integrando o Baixo Alentejo nos percursos da arte musical do pa&iacute;s e da Europa. Este ciclo de espect&aacute;culos, confer&ecirc;ncias, visitas guiadas e actividades pedag&oacute;gicas rompe barreiras e p&otilde;e em evid&ecirc;ncia a grande paix&atilde;o dos alentejanos pela m&uacute;sica, em particular a m&uacute;sica sacra. N&atilde;o faltam tamb&eacute;m visitantes de fora, nacionais e estrangeiros.<\/p>\n<p>O Festival Terras sem Sombra &eacute; organizado desde 2003 pelo Departamento do Patrim&oacute;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico da Diocese de Beja e pela Arte das Musas com o apoio da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral das Artes (Minist&eacute;rio da Cultura), da Delta e dos munic&iacute;pios visitados.<\/p>\n<p><strong>Peregrinos e Mission&aacute;rios <\/strong><\/p>\n<p>Um v&iacute;nculo de fundo une o espect&aacute;culo das Voces Alfonsinas a Alvito e ao &ldquo;Grande Sul&rdquo;, tirando partido das suas ra&iacute;zes ancestrais. Isto come&ccedil;a logo pela interpreta&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as dos s&eacute;culos XII e XIII, oriundas da Aquit&acirc;nia e de Compostela, destinadas a acompanharem a liturgia, as manifesta&ccedil;&otilde;es devocionais e as peregrina&ccedil;&otilde;es. Evoca-se assim, com toda a propriedade musicol&oacute;gica, o papel do culto mariano, elemento-chave da espiritualidade medieval. Al&eacute;m de composi&ccedil;&otilde;es alusivas ao dia de Natal, de marcado car&aacute;cter festivo, o agrupamento dirigido pelo Prof. Manuel Pedro Ferreira ir&aacute; &ldquo;ressuscitar&rdquo;, em Alvito, duas not&aacute;veis &ldquo;Cantigas de Santa Maria&rdquo;, alusivas a &Eacute;vora e Alc&aacute;cer do Sal e muito representativas da atmosfera cultural do tempo de D. Afonso X de Le&atilde;o e Castela, o &ldquo;Rei S&aacute;bio&rdquo;, e do seu neto D. Dinis de Portugal. Seguem-se os antigos c&acirc;nticos entoados pelos peregrinos na sua caminhada para Santiago de Compostela, noutras &eacute;pocas decerto tamb&eacute;m ouvidos nas ruas e nos templos do Alentejo.<\/p>\n<p>O Festival Terras sem Sombra vem realizando, em sucessivas edi&ccedil;&otilde;es, uma chamada de aten&ccedil;&atilde;o para o cruzamento das tradi&ccedil;&otilde;es musicais da Europa (o &ldquo;Velho Mundo&rdquo;) e dos territ&oacute;rios onde se manifestou a presen&ccedil;a ib&eacute;rica (o &ldquo;Novo Mundo&rdquo;). Teve aqui importante peso o Brasil, laborat&oacute;rio de miscigena&ccedil;&atilde;o de correntes europeias, africanas e amer&iacute;ndias. Voces Alfonsinas prestam tributo a esta heran&ccedil;a, pondo em paralelo cantares cortes&atilde;os e ao divino. Os primeiros s&atilde;o introduzidos por um ciclo de composi&ccedil;&otilde;es do c&eacute;lebre C&oacute;dice n.&ordm; 741 da Biblioteca Municipal do Porto, oriundo de Ferrara, com exemplos de m&uacute;sica quatrocentista de Inglaterra, Flandres, It&aacute;lia e Fran&ccedil;a. O seu complemento, do outro lado do Atl&acirc;ntico, &eacute; dado por obras dos padres jesu&iacute;tas Juan e Jos&eacute; de Anchieta, tio e sobrinho. Juan foi um compositor insigne, gozando de grande apre&ccedil;o no seu tempo em Portugal e Espanha. Quanto a Jos&eacute;, formado em Coimbra, coube-lhe papel pioneiro na evangeliza&ccedil;&atilde;o do Brasil, sendo o primeiro especialista na l&iacute;ngua tupi, para a qual adaptou can&ccedil;&otilde;es correntes em Portugal e Espanha, destinadas &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndios.<\/p>\n<p><strong>Voces Alfonsinas: na senda da &ldquo;verdade hist&oacute;rica&rdquo; da m&uacute;sica ibero-americana<\/strong><\/p>\n<p>Desde a sua primeira apresenta&ccedil;&atilde;o no castelo de Leiria, em Junho de 1995, Vozes Alfonsinas tem-se afirmado no panorama nacional como um dos mais criativos e s&oacute;lidos grupos musicais. Em 1998 publicou na Galiza o primeiro disco compacto, com as melodias de Martin Codax. Em 1997 o grupo gravou um CD dedicado ao vilancico renascentista, editado pela EMI-Classics em 2001. Em 1999-2000 realizou um novo projecto intitulado &ldquo;O Tempo dos Trovadores&rdquo; (cantigas de D. Dinis, Cantigas de Santa Maria, can&ccedil;&otilde;es &aacute;rabo-andaluzas) para a etiqueta Strauss\/PortugalSom, tido pela cr&iacute;tica &ldquo;um marco na discografia portuguesa&rdquo;, evidenciando &ldquo;grande consci&ecirc;ncia estil&iacute;stica&rdquo; (&ldquo;P&uacute;blico&rdquo;) e uma &ldquo;sonoridade de grande clareza&rdquo; (&ldquo;Expresso&rdquo;). Outras obras suas revisitaram a liturgia bracarense (Of&iacute;cio de S&atilde;o Geraldo e c&acirc;nticos natal&iacute;cios) e o panorama musical &ldquo;Dos Visigodos a D. Sebasti&atilde;o&rdquo; para uma &ldquo;Antologia de M&uacute;sica em Portugal na Idade M&eacute;dia e no Renascimento&rdquo;.<\/p>\n<p>As Vozes Alfonsinas t&ecirc;m actuado, em Portugal, em diversos contextos, destacando-se grava&ccedil;&otilde;es ao vivo para a Antena 2, uma grava&ccedil;&atilde;o para a RTP (&ldquo;Percursos da M&uacute;sica Portuguesa&rdquo;), a participa&ccedil;&atilde;o no Festival de M&uacute;sica de Leiria, nas Festas de Lisboa, na Temporada de M&uacute;sica em S. Roque, no Festival do Atl&acirc;ntico (A&ccedil;ores), no Festival de M&uacute;sica Medieval de Sesimbra, no Festival de M&uacute;sica de Alcoba&ccedil;a e no Festival do Estoril. Em 1999 o agrupamento teve uma calorosa estreia internacional em Pesaro, It&aacute;lia, no &acirc;mbito do Festival Sipario Ducale. Em Janeiro de 2003 realizou em Amsterd&atilde;o um concerto integrado no ciclo &ldquo;De Zuilen van Hercules&rdquo;. Em 2006 apresentou-se na Smithsonian Institution, em Washington, onde realizou cinco actua&ccedil;&otilde;es com m&uacute;sica do Renascimento; e em 2009 participou no Festival de M&uacute;sica Antiga e Iberoamericana de C&aacute;ceres.<\/p>\n<p><strong>Um especialista &agrave; procura das sonoridades medievais<\/strong><\/p>\n<p>Manuel Pedro Ferreira (n. 1959) doutorou-se em Musicologia na Universidade de Princeton (Estados Unidos da Am&eacute;rica) com uma tese sobre o canto na abadia de Cluny; &eacute; actualmente Professor Associado na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona sobre a m&uacute;sica da Idade M&eacute;dia e do Renascimento, coordena o Departamento de Ci&ecirc;ncias Musicais e &eacute; director executivo do Centro de Estudos de Sociologia e Est&eacute;tica Musical. Tem-se dedicado tamb&eacute;m &agrave; cr&iacute;tica musical, &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o e &agrave; composi&ccedil;&atilde;o, privilegiando neste dom&iacute;nio a voz e a m&uacute;sica de c&acirc;mara.<\/p>\n<p>Como music&oacute;logo, publicou uma vasta pan&oacute;plia de artigos de investiga&ccedil;&atilde;o &ndash; mais de 70 &nbsp;&ndash;, versando temas que v&atilde;o da monodia medieval &agrave; obra de compositores contempor&acirc;neos; &eacute; tamb&eacute;m colaborador de v&aacute;rios dicion&aacute;rios especializados internacionais. Foi respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o fac-similada do &ldquo;Cancioneiro de Elvas&rdquo; (1989) e do manuscrito 714 da Biblioteca P&uacute;blica Municipal do Porto (2001); recebeu o Pr&eacute;mio de Ensa&iacute;smo Musical do Conselho Portugu&ecirc;s da M&uacute;sica pelo seu livro &ldquo;O Som de Martin Codax&rdquo; (Lisboa, 1986). Os seus &uacute;ltimos livros publicados s&atilde;o &ldquo;Cantus coronatus &ndash; Sete cantigas d&#8217;amor d&rsquo;El-Rei Dom Dinis&rdquo; (Kassel, 2005) e &ldquo;Dez compositores portugueses&rdquo; (Lisboa, 2007).<\/p>\n<p><strong>Alvito, refer&ecirc;ncia do Caminho de Santiago<\/strong><\/p>\n<p>A faixa oriental do Baixo Alentejo &eacute; sulcada por um eixo fronteiri&ccedil;o do Caminho, outrora famoso, que foi muito utilizado pelos peregrinos em tr&acirc;nsito para Santiago de Compostela. O seu percurso entrava em Portugal pelo concelho de Serpa e conduzia &agrave; passagem do rio no alfoz de Beja, seguindo depois para Alvito. A partir daqui o acesso a &Eacute;vora tornava-se f&aacute;cil. Esta alternativa do Caminho era, sem d&uacute;vida, a mais adequada para quem vinha da Andaluzia, designadamente de Sevilha, oferecendo uma alternativa c&eacute;lere aos itiner&aacute;rios da Meseta. Por ela circularam figuras de renome, como o m&eacute;dico e humanista Hyeronimus (Jer&oacute;nimo) M&uuml;nzer, cidad&atilde;o de Nuremberga, enviado do imperador Maximiliano ao rei D. Jo&atilde;o II, que no dia 12 de Novembro de 1494 entrou por Ficalho e passou por Serpa, chegando a &Eacute;vora no dia 16, onde foi solenemente recebido pelo nosso monarca.&nbsp;<\/p>\n<p>Alvito desempenhou um papel significativo no acolhimento dos peregrinos para Compostela. Esta liga&ccedil;&atilde;o est&aacute; a ser recuperada atrav&eacute;s de um esfor&ccedil;o conjunto do Departamento do Patrim&oacute;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico da Diocese de Beja e da Xunta de Galicia, o governo auton&oacute;mico da Galiza, a que se associou o munic&iacute;pio local. A igreja matriz conserva uma excepcional composi&ccedil;&atilde;o pict&oacute;rica &ldquo;a secco&rdquo;, do s&eacute;culo XV, alvo de recente interven&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o, que representa o ap&oacute;stolo Santiago Maior, com atributos de peregrino (chap&eacute;u, capa ou esclavina, bord&atilde;o), entre S&atilde;o Sebasti&atilde;o e Santo Andr&eacute;, o que atesta o peso da tradi&ccedil;&atilde;o jacobeia. Os viandantes eram recebidos e agasalhados no hospital do Esp&iacute;rito Santo, depois de Nossa Senhora das Candeias, importante institui&ccedil;&atilde;o assistencial que beneficiou da protec&ccedil;&atilde;o dos bar&otilde;es &ndash; mais tarde condes e marqueses &ndash; de Alvito e da pr&oacute;pria Coroa.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Ana Santos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Caminho de Santiago \u00e0s Miss\u00f5es do Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[122,171,174,187,199,203,246,261,267,299],"class_list":["post-43823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-brasil","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-do-porto","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-liturgia","tag-missoes","tag-natal","tag-santiago-de-compostela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43823"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43823\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}