{"id":43718,"date":"2010-02-23T13:12:57","date_gmt":"2010-02-23T13:12:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/23\/luta-contra-a-pobreza-exige-empenho-pessoal\/"},"modified":"2010-02-23T13:12:57","modified_gmt":"2010-02-23T13:12:57","slug":"luta-contra-a-pobreza-exige-empenho-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/luta-contra-a-pobreza-exige-empenho-pessoal\/","title":{"rendered":"Luta contra a pobreza exige empenho pessoal"},"content":{"rendered":"<p>D. Carlos Azevedo, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social, aborda em entrevista o tema escolhido para a Semana C\u00e1ritas, destacando a import\u00e2ncia de um esfor\u00e7o conjunto para a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza <!--more--> <\/p>\n<p>D. Carlos Azevedo, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social, aborda em entrevista o tema escolhido para a Semana C&aacute;ritas, destacando a import&acirc;ncia de um esfor&ccedil;o conjunto para a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza e perspectivando as implica&ccedil;&otilde;es que a visita de Bento XVI poder&aacute; trazer para esta &aacute;rea. Cada um deve tamb&eacute;m reequacionar o seu posicionamento face ao mundo do trabalho, adverte, frisando tamb&eacute;m que o combate contra a pobreza e a exclus&atilde;o social depende muito de comportamentos pessoais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Recentemente a UE indicou que 17 % da popula&ccedil;&atilde;o vive abaixo do limite de pobreza. Em Portugal o desemprego ultrapassa os 10% e mesmo alguns empregados est&atilde;o em risco de pobreza. Como explicar esta situa&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Carlos Azevedo (CA) &#8211;<\/em> A conjectura internacional &#8211; mas tamb&eacute;m a uma op&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e o modelo de desenvolvimento &#8211; n&atilde;o tem em conta a disparidade de sal&aacute;rios, n&atilde;o tem em conta que o emprego falha, n&atilde;o s&oacute; pela mobilidade das empresas, mas tamb&eacute;m pelos recursos tecnol&oacute;gicos que v&atilde;o dispensando pessoas. O emprego vai ser escasso no futuro, por isso &eacute; preciso repensar a forma como a pessoa se relaciona com o seu trabalho e com a remunera&ccedil;&atilde;o inerente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; H&aacute; um desfasamento entre a realidade e a forma como as pessoas est&atilde;o habituadas a fazer a sua vida?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> Esse &ldquo;equacionamento&rdquo; exige, quer da parte dos que governam, como das empresas, mas tamb&eacute;m do pa&iacute;s, tanto do ponto de vista econ&oacute;mico como pol&iacute;tico, uma regula&ccedil;&atilde;o exigente do poder pol&iacute;tico sobre o poder econ&oacute;mico. Esta regula&ccedil;&atilde;o tem sido inexistente e por isso se caiu nesta crise. Tamb&eacute;m as pessoas necessitam reorientar as suas op&ccedil;&otilde;es de vida &ndash; n&atilde;o optar pelo consumo desenfreado. Vive-se acima das possibilidades e isso tem de terminar. N&atilde;o se pode viver de empr&eacute;stimos, porque quando falha o emprego, cai-se no desespero. O &ldquo;primeiro gasto, depois pago&rdquo;, o incitamento verdadeiramente diab&oacute;lico ao consumo tem de ser repensado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; A n&iacute;vel governativo, as causas estruturais e a ajuda de emerg&ecirc;ncia s&atilde;o confundidas?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> S&atilde;o duas frentes que se t&ecirc;m de enfrentar. Por um lado, providenciar o socorro imediato para quem precisa, mas tamb&eacute;m dar condi&ccedil;&otilde;es para que essas pessoas saiam da pobreza, porque &eacute; poss&iacute;vel erradic&aacute;-la. Se assim &eacute;, torna-se necess&aacute;rio fazer uma estrat&eacute;gia para atingir esses objectivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Tem-se feito pouco ou as pol&iacute;ticas est&atilde;o mal direccionadas?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> A sociedade civil, nomeadamente alguns movimentos na Igreja &ndash; C&aacute;ritas, Miseric&oacute;rdias, a Sociedade S&atilde;o Vicente de Paulo, entre outras organiza&ccedil;&otilde;es &ndash;, t&ecirc;m feito um bom trabalho, mas o seu trabalho n&atilde;o &eacute; visto. Os pol&iacute;ticos n&atilde;o gostam do trabalho que exige muito esfor&ccedil;o e pouco rendimento. Formar pessoas &eacute; lento, exige paci&ecirc;ncia, com fracassos, des&acirc;nimos, resist&ecirc;ncias pelo meio. Estas institui&ccedil;&otilde;es, porque t&ecirc;m outro esp&iacute;rito, insistem e persistem at&eacute; ver resultados. A n&iacute;vel pol&iacute;tico, as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m esta resist&ecirc;ncia e persist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Desenvolver este trabalho exige um movimento de pedagogia social. E quanto mais global for, mais resultados ter&aacute;. S&oacute; com a sociedade como um todo, envolvendo tamb&eacute;m, o poder pol&iacute;tico, poderemos encontrar alguns modos que, com o tempo, ir&atilde;o resultar num pa&iacute;s diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Qual a oportunidade do Ano Europeu do Combate &agrave; Pobreza e &agrave; Exclus&atilde;o Social?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> Como todas, estas campanhas s&atilde;o sempre oportunidades para sensibilizar as pessoas. Depende depois de como cada um fica sensibilizado e altera os seus comportamentos, quer associativos quer pessoais. O combate contra a pobreza e a exclus&atilde;o social depende muito de comportamentos pessoais, na rela&ccedil;&atilde;o com o outro, mas tamb&eacute;m de empresas para que assumam com mais aten&ccedil;&atilde;o a sua responsabilidade social. Ser&aacute; nestes dois n&iacute;veis que poder&aacute; advir fecundidade e realismo resultante das campanhas, que s&atilde;o positivas porque despertam as pessoas. O facto de estarmos a falar nisso &eacute; j&aacute; uma consequ&ecirc;ncia desta iniciativa internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como desencadear medidas concretas a partir destes momentos de sensibiliza&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em>&nbsp; H&aacute; exclus&otilde;es que podemos alterar de modo eficaz se houver medidas de apoio. A exclus&atilde;o de pessoas deficientes, a exclus&atilde;o de pessoas com diferentes formas de pensar, a&nbsp; exclus&atilde;o v&aacute;ria de grupos minorit&aacute;rios, a quest&atilde;o dos imigrantes que em Portugal &eacute; muito importante&#8230;<\/p>\n<p>H&aacute; medidas relacionadas com estes grupos identificados que podem ser tomadas com vista a acabar com a exclus&atilde;o. Para o combate &agrave; pobreza &eacute; necess&aacute;ria a implica&ccedil;&atilde;o de todos. S&oacute; uma ac&ccedil;&atilde;o comum, alicer&ccedil;ada em medidas de quem tem a miss&atilde;o de governar, podemos enfrentar essa situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; S&atilde;o todos esses grupos por si focados que o tema da semana C&aacute;ritas &#8211; &laquo;Erradicar a pobreza, radicar a justi&ccedil;a&raquo; &#8211; quer colocar no centro?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> Valorizando tamb&eacute;m a dimens&atilde;o que o Papa Bento XVI foca na enc&iacute;clica &laquo;Caritas in veritate&raquo;, onde junta justi&ccedil;a e caridade. &Eacute; preciso alterar algumas dimens&otilde;es jur&iacute;dicas para haver uma atitude de caridade. A justi&ccedil;a e caridade devem andar unidas e ser complementares. A caridade vai al&eacute;m da justi&ccedil;a mas pressup&otilde;e a justi&ccedil;a. N&atilde;o se pode esquecer um apelo para uma sociedade mais justa, para que as disparidades de ordenados e entre ricos e pobres permane&ccedil;am sem medidas eficazes no combate a esta degrada&ccedil;&atilde;o que se tem acentuado.<\/p>\n<p>Por justi&ccedil;a h&aacute; coisas que devem ser feitas para que exista tamb&eacute;m a vontade de cada um em colaborar. Precisamos ver sinais positivos por parte de quem tem o poder legislativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; poss&iacute;vel haver uma coordena&ccedil;&atilde;o nacional da pastoral social na Igreja? <\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> As m&uacute;ltiplas iniciativas que em 2009 se desenvolveram t&ecirc;m como objectivo criar uma rede social. O Simp&oacute;sio &laquo;Reinventar a Solidariedade&raquo;, as Jornadas Pastorais do Episcopado, a Semana Social, em Aveiro, e tamb&eacute;m o pr&oacute;ximo encontro, de Pastoral Social que tem como tema &laquo;Dar-se de Verdade&raquo; e que vai seguir as directrizes da &uacute;ltima enc&iacute;clica do Papa, dando continuidade &agrave; reflex&atilde;o sobre a inova&ccedil;&atilde;o e que obriga a alterar o nosso modo de pensar, quer criar essa rede entre C&aacute;ritas, Centros Sociais e Paroquiais, Miseric&oacute;rdias, Vicentinos, e demais agentes. Cada vez mais &eacute; necess&aacute;rio este trabalho em rede. As inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas ajudam-nos tamb&eacute;m para este trabalho em rede. Mas h&aacute; obst&aacute;culos. Cada diocese &eacute; independente, cada bispo tem os seus pr&oacute;prios mecanismos e a n&iacute;vel nacional pode haver dinamismos que n&atilde;o sejam aplicados nalgumas dioceses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; H&aacute; dioceses mais despertas para a &aacute;rea social do que outras?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> Sim, sem d&uacute;vida, e isso acontece porque algumas pessoas s&atilde;o mais sens&iacute;veis e acabam por envolver movimentos e dinamizar dioceses. Noutros locais n&atilde;o h&aacute; &ldquo;disc&iacute;pulos do bem comum&rdquo; capazes de movimentar a diocese nesta linha, mas estou certo que se rezarmos para que o Esp&iacute;rito Santo dinamize a Igreja, isso acontecer&aacute;. &Eacute; poss&iacute;vel fazer uma coordena&ccedil;&atilde;o maior, em cada diocese, dos v&aacute;rios movimentos e grupos para um melhor aproveitamento de recursos. Por vezes, podemos fazer o mesmo ou quase estar em competi&ccedil;&atilde;o nos mesmos trabalhos, e isso &eacute; negativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Poder&aacute; haver demasiada aten&ccedil;&atilde;o nalgumas &aacute;reas e haver outras descuradas? <\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> Compete a quem coordena olhar muito para realidade, porque a realidade muda. Hoje fazem-se an&aacute;lises e cinco anos depois, j&aacute; a realidade mudou. &Eacute; necess&aacute;rio um olhar atento. E a Igreja est&aacute;, como ningu&eacute;m, pr&oacute;xima das pessoas. Dentro dessa proximidade podemos ver novas formas de pobreza como a solid&atilde;o, podemos perceber a precariedade laboral. Tudo isto exige, a quem coordena, pensar as situa&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m sido descuradas. Tamb&eacute;m o bispo deve mobilizar os crist&atilde;os para responder concretamente a apelos e n&atilde;o apenas a situa&ccedil;&otilde;es j&aacute; equacionadas mas, que por quest&otilde;es de rotina se continua a atender, descurando outros campos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; A proximidade com as situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia &eacute; uma mais-valia que a Igreja chama a si para a cria&ccedil;&atilde;o de um Observat&oacute;rio Social. Como est&aacute; esse processo?<\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> A C&aacute;ritas assumiu este projecto atrav&eacute;s do N. O. S. &ndash; N&uacute;cleo de Observa&ccedil;&atilde;o Social e continua a fazer permanentes levantamentos nas dioceses para, juntamente com especialistas, poder dar um retrato fiel da realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Que oportunidade constitui o encontro que o Papa vai ter com os membros da pastoral social, na sua visita a Portugal? <\/em><\/p>\n<p><em>CA &#8211;<\/em> O Papa Bento XVI tem sido um grande mestre em doutrina social. Todos os que o puderem ouvir pessoalmente v&atilde;o receber um est&iacute;mulo, a confirma&ccedil;&atilde;o da utilidade do seu trabalho em prol dos mais carenciados e d&eacute;beis, mas tamb&eacute;m ir&atilde;o receber as orienta&ccedil;&otilde;es que o Santo Padre poder&aacute; dar para este campo t&atilde;o exigente de permanente verdade e de um amor sem medida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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