{"id":43716,"date":"2010-02-23T12:44:15","date_gmt":"2010-02-23T12:44:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/23\/conclusoes-das-jornadas-de-formacao-permanente-do-clero-em-aveiro\/"},"modified":"2010-02-23T12:44:15","modified_gmt":"2010-02-23T12:44:15","slug":"conclusoes-das-jornadas-de-formacao-permanente-do-clero-em-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-das-jornadas-de-formacao-permanente-do-clero-em-aveiro\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es das Jornadas de Forma\u00e7\u00e3o Permanente do Clero em Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Respondendo a um apelo do papa Bento XVI que proclamou um Ano Sacerdotal sob a protec&ccedil;&atilde;o de S. Cura de Ars e na linha do Simp&oacute;sio do Clero de Portugal que teve lugar em F&aacute;tima no passado m&ecirc;s de Setembro, os padres desta Diocese de Aveiro subordinaram as suas Jornadas de Forma&ccedil;&atilde;o ao mesmo tema: &ldquo;Ano Sacerdotal: do mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio&rdquo;. Estas Jornadas tiveram lugar na Casa Diocesana em Albergaria entre os dias 9 e 12 de Fevereiro com uma presen&ccedil;a numerosa de padres e di&aacute;conos. Deram-nos, tamb&eacute;m, a alegria da sua presen&ccedil;a o Bispo em&eacute;rito da Guarda, D. Ant&oacute;nio dos Santos, e o nosso Bispo D. Ant&oacute;nio Francisco, que acompanhou todos os trabalhos.<\/p>\n<p>De todo o trabalho realizado, das confer&ecirc;ncias proferidas, mesas redondas e trabalhos de grupos, creio, embora de forma sucinta, que poderemos apontar as seguintes com conclus&otilde;es:<\/p>\n<p>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Padres para este tempo: (D. Ant&oacute;nio Marcelino)<\/p>\n<p>Uma radiografia do mundo em que vivemos e particularmente das comunidades crist&atilde;s, mostra a exig&ecirc;ncia de uma nova resposta para uma cultura mais influente. Essa resposta n&atilde;o poder&aacute; ser de revolta ou de resigna&ccedil;&atilde;o, mas uma atitude mission&aacute;ria, criativa e inovadora a exigir n&atilde;o um novo padre, mas forma nova de ser padre onde sobressai: o homem de Deus, dom de Deus &agrave; Igreja e ao mundo; comprometido a tempo inteiro com o projecto de salva&ccedil;&atilde;o de Deus; &agrave; maneira dos Ap&oacute;stolos que a todos d&aacute; aten&ccedil;&atilde;o; entregue por completo &agrave; miss&atilde;o que o obriga a ser criativo e inovador; que encontra a sua for&ccedil;a na viv&ecirc;ncia da caridade pastoral em comum h&atilde;o com o Bispo e o Presbit&eacute;rio.<\/p>\n<p>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um padre que fale a nossa linguagem, educado e educador dos afectos, com tempo e disponibilidade para partilhar, comunicar, que reza e consegue dizer, olhos nos olhos: estou feliz! (Mesa-Redonda: Prof. &Eacute;lio Maia, Ivan Silva, Ir. Helena e Ondina Matos).<\/p>\n<p>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este padre assim marcado pelas vicissitudes doo tempo e da hist&oacute;ria e no meio dos ventos de uma monarquia de cadente e de uma rep&uacute;blica laicista, soube ser, entre pecados e virtudes, a imagem &ndash; &agrave;s vezes dilu&iacute;da, &eacute; certo &ndash; da boa nova do Evangelho, ficando no meio do seu povo quando o resto debandou e se fez padre diocesano, &agrave;s vezes mais social, outras mais espiritual, evangelizador e &agrave;s vezes, administrador e hoje continua inovador, sem medo dos fracassos ou incompreens&otilde;es porque a sua originalidade est&aacute; em imitar Cristo belo e bom pastor da humanidade. (D. Carlos Azevedo)<\/p>\n<p>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta figura do padre desejado para este tempo, alimenta-se de uma forma&ccedil;&atilde;o permanente que, mais que ciclos de confer&ecirc;ncias ou t&iacute;tulos acad&eacute;micos &eacute; uma atitude de vida, de toda a vida que tem na docibilitas a sua for&ccedil;a e pressup&otilde;e uma disponibilidade constante para aprender e se exprime no conjunto das actividades ordin&aacute;rias e extraordin&aacute;rias da vigil&acirc;ncia e discernimento, ascese e ora&ccedil;&atilde;o, estudo e apostolado que ajudam a maturar a nossa identidade na fidelidade criativa &agrave; nossa voca&ccedil;&atilde;o&hellip; at&eacute; ao &uacute;ltimo dia. (Pe. Ant&oacute;nio Jorge)<\/p>\n<p>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se se alimenta da forma&ccedil;&atilde;o permanente, o padre tem na forma&ccedil;&atilde;o espiritual a pedra de toque que configura o ser do padre n&atilde;o com uma carreira ainda que bem sucedida ou com o &ecirc;xito das suas obras ou o brilho das suas palavras, mas configura o ser do padre com a pessoa de Cristo que o envia n&atilde;o como doutrina a pregar, mas como pessoa a seguir e a imitar. &ldquo;Sou padre porque quero ser padre&hellip;&rdquo; &agrave; maneira de Cristo que &eacute; livre para ir onde quer&hellip; at&eacute; ao sacrif&iacute;cio da Cruz, e que eu vivo na Eucaristia, no pastoreio do rebanho que me foi confiado, na viv&ecirc;ncia dos conselhos evang&eacute;licos e na forma&ccedil;&atilde;o de comunidades. (Prof. Em&iacute;lio Maga&ntilde;a)<\/p>\n<p>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alimentado, assim, da forma&ccedil;&atilde;o permanente onde a forma&ccedil;&atilde;o espiritual tem lugar de destaque, o padre vive no presbit&eacute;rio. Este &eacute; a sua comunidade e, por isso, deve ser o espa&ccedil;o onde ele d&aacute; e encontra felicidade, alegria, e partilha sem necessidade de mendigar esmolas a outras espiritualidades boas, sem d&uacute;vida, mas que n&atilde;o s&atilde;o a nossa. Para isso, h&aacute; que evitar todo o individualismo que me leva a querer ser mais que os outros, melhor que os outros, juiz dos outros ou profeta da desgra&ccedil;a e, desenvolver a capacidade de empatia que me leva a aceitar os outros como eles s&atilde;o, a ser sens&iacute;vel para com a hist&oacute;ria do outro e a cultivar uma s&atilde; auto-estima. Tudo isto se deve traduzir, de acordo com a L.G. no aux&iacute;lio m&uacute;tuo tanto espiritual como material, pastoral ou pessoal, nas reuni&otilde;es, e na comunh&atilde;o de vida, de trabalho e de caridade&rdquo; (n.28). (Em&iacute;lio Maga&ntilde;a)<\/p>\n<p>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Finalmente, o P. Em&iacute;lio Maga&ntilde;a tra&ccedil;ou, para n&oacute;s, as linhas mestras da forma&ccedil;&atilde;o do&nbsp; presbiterado e apontou resumidamente, as seguintes: ir onde os jovens est&atilde;o, acompanh&aacute;-los e educ&aacute;-los na inicia&ccedil;&atilde;o ao mist&eacute;rio porque Deus &eacute; mist&eacute;rio. Para isso precisamos de formadores bem formados a n&iacute;vel humano, pedag&oacute;gico e espiritual que tenham na cabe&ccedil;a e no cora&ccedil;&atilde;o que o &uacute;nico formador &eacute; o Esp&iacute;rito Santo. Mas precisamos, antes de tudo, que cada sacerdote seja formador na sua comunidade, mostrando, pelo testemunho da sua vida, que &eacute; feliz na sua voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Este projecto de reflex&atilde;o que as jornadas nos proporcionaram incentiva-nos e anima-nos a integrar este contributo na forma&ccedil;&atilde;o permanente do nosso minist&eacute;rio e envia-nos, com renovada alegria, para a miss&atilde;o vivida num presbit&eacute;rio onde cada um se sente amado e capaz de amar o outro como irm&atilde;o e para o meio das nossas comunidades onde fomos enviados como sinais vivos e alegres duma Igreja comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Casa Diocesana, 12 de Fevereiro de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respondendo a um apelo do papa Bento XVI que proclamou um Ano Sacerdotal sob a protec&ccedil;&atilde;o de S. 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