{"id":43695,"date":"2010-02-22T15:07:10","date_gmt":"2010-02-22T15:07:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/22\/catequese-do-bispo-da-guarda-no-1-o-domingo-da-quaresma\/"},"modified":"2010-02-22T15:07:10","modified_gmt":"2010-02-22T15:07:10","slug":"catequese-do-bispo-da-guarda-no-1-o-domingo-da-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/catequese-do-bispo-da-guarda-no-1-o-domingo-da-quaresma\/","title":{"rendered":"Catequese do Bispo da Guarda no 1.\u00ba Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p><strong>A ora&ccedil;&atilde;o num mundo secularizado e materialista<\/strong><\/p>\n<p>1. Neste primeiro domingo da Quaresma, escut&aacute;mos o Senhor, que nos fala ao cora&ccedil;&atilde;o sobre o caminho que devemos seguir em direc&ccedil;&atilde;o a Ele e ao Seu Reino. Neste percurso abundam as tenta&ccedil;&otilde;es que nos apontam outros caminhos. N&atilde;o &eacute; para admirar, porque Ele mesmo tamb&eacute;m foi tentado, como nos lembra o Evangelho de hoje.<\/p>\n<p>O tempo da Quaresma &eacute; um tempo especial, que nos convida a parar diante do mundo e da sociedade, mas tamb&eacute;m e sobretudo cada um diante de si mesmo e da sua consci&ecirc;ncia, para avaliar a justeza do caminho que est&aacute; a ser percorrido. O crit&eacute;rio dessa avalia&ccedil;&atilde;o est&aacute; na ora&ccedil;&atilde;o, onde experimentamos a presen&ccedil;a de Deus e descobrimos a verdadeira fonte de esperan&ccedil;a e de sentido para a nossa vida.<\/p>\n<p>Vivemos hoje, de facto, num mundo onde a presen&ccedil;a de Deus e os seus sinais n&atilde;o s&atilde;o espontaneamente reconhecidos. Pelo contr&aacute;rio, a cultura dominante orgulha-se da sua laicidade, na medida em que a vida das pessoas e sobretudo a vida p&uacute;blica s&atilde;o decididas e organizadas &agrave; margem de Deus e da rela&ccedil;&atilde;o com Ele. Mais ainda, a presen&ccedil;a de Deus e dos seus sinais no palco da vida social &eacute; vulgarmente considerada uma intrus&atilde;o indevida.<\/p>\n<p>Todavia, se estivermos atentos &agrave; hist&oacute;ria e &agrave; vida da sociedade actual, reconheceremos os efeitos negativos desta expuls&atilde;o de Deus do quadro das rela&ccedil;&otilde;es sociais. De facto, isso n&atilde;o est&aacute; a resultar em crescimento da estabilidade e do efectivo reconhecimento dos direitos de todos. Pelo contr&aacute;rio, est&aacute; a abrir caminho &agrave; progressiva imposi&ccedil;&atilde;o da lei do mais forte. Se n&atilde;o, vejamos como crescem as desigualdades sociais e como est&aacute; a ser dif&iacute;cil a luta contra a pobreza e a exclus&atilde;o social. Al&eacute;m disso, quando se tenta fechar a pessoa no horizonte apertado do desenvolvimento simplesmente material, ela fica, de facto, empobrecida e morre o seu mais aut&ecirc;ntico dinamismo de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal que consiste em fazer rela&ccedil;&otilde;es humanas e sociais baseadas nos valores espirituais e sobrenaturais.<\/p>\n<p>Argumentava-se, antes com o preconceito de que a religi&atilde;o seria inimiga da ci&ecirc;ncia e do desenvolvimento, preconceito esse que chegou a ser introduzido em alguns programas escolares da nossa escola p&uacute;blica, felizmente corrigidos; argumenta-se hoje com dificuldades criadas pelo pluralismo religioso na organiza&ccedil;&atilde;o social e com o caso mais extremo do fundamentalismo religioso, gerador de guerras e conflitos sociais. E com base nestes argumentos alguns querem concluir que Deus n&atilde;o existe ou pelo menos lhe deve ser negado lugar no palco da vida social para n&atilde;o criar problemas, relegando-o, quando muito, para o reduto intimista das consci&ecirc;ncias. Se aceit&aacute;ssemos esta op&ccedil;&atilde;o que, mesmo entre n&oacute;s, alguns continuam a querer impor pelo menos na organiza&ccedil;&atilde;o da vida p&uacute;blica, estar&iacute;amos a roubar &agrave;s pessoas e &agrave; rede das suas rela&ccedil;&otilde;es o factor mais determinante da verdadeira vida com qualidade.<\/p>\n<p>Por isso, n&oacute;s crist&atilde;os e comunidades crist&atilde;s, ao fazermos a experi&ecirc;ncia de Deus na rela&ccedil;&atilde;o viva e vital com Cristo Ressuscitado, para al&eacute;m de cumprirmos a nossa voca&ccedil;&atilde;o no que ela tem de mais verdadeiro, temos consci&ecirc;ncia de estar a prestar o melhor dos servi&ccedil;os &agrave; pr&oacute;pria sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Hoje, a Palavra de Deus come&ccedil;a por nos falar na consci&ecirc;ncia viva que o verdadeiro israelita tem de ser acompanhado por Deus em toda a sua hist&oacute;ria pessoal e comunit&aacute;ria. Por isso, aquele sacrif&iacute;cio de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as em que s&atilde;o oferecidos a Deus os primeiros frutos da terra, atrav&eacute;s das m&atilde;os do sacerdote, &eacute; a express&atilde;o tipo deste reconhecimento. Para todos n&oacute;s, disc&iacute;pulos de Cristo, a F&eacute;, que nasce da Palavra e germina no cora&ccedil;&atilde;o, determina e organiza toda a nossa vida pessoal com repercuss&otilde;es, na vida da sociedade. De facto, &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o esse lugar onde se tomam as decis&otilde;es, que depois se transformam em atitudes e actos, os quais necessariamente h&atilde;o-de marcar a vida social com os valores humanizantes que o Evangelho inspira.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m &eacute; verdade que em todo este processo que vai do encontro com Deus, na Pessoa de Cristo at&eacute; &agrave;s atitudes e actos da n nossa vida pessoal com repercuss&otilde;es na sociedade, aparecem tenta&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o temos que nos admirar, pois tamb&eacute;m Jesus foi tentado, como nos lembra o Evangelho de hoje. De facto, Jesus, no seu caminho messi&acirc;nico, encontrou a tenta&ccedil;&atilde;o da riqueza &ndash; transforma estas pedras em p&atilde;o; encontrou a tenta&ccedil;&atilde;o do poder &ndash; tudo isto te darei se me adorares; encontrou a tenta&ccedil;&atilde;o da facilidade &ndash; lan&ccedil;a-te daqui para baixo que Deus vir&aacute; em tua ajuda.<\/p>\n<p>Estas e outras tenta&ccedil;&otilde;es continuam hoje a colocar-se &agrave;s pessoas do nosso tempo, a come&ccedil;ar por aquelas que exercem maiores responsabilidades na condu&ccedil;&atilde;o da vida social. E quando n&atilde;o h&aacute; coragem para vencer estas e outras tenta&ccedil;&otilde;es, entramos, de facto, por caminhos de degrada&ccedil;&atilde;o pessoal, com efeitos perversos na pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade. Aparece assim a praga que vulgarmente se chama corrup&ccedil;&atilde;o, ou seja o aproveitamento em benef&iacute;cio exclusivamente pessoal de bens que s&atilde;o da comunidade. Infelizmente, temos de reconhecer que se, em geral, houvesse mais coragem para vencer as tenta&ccedil;&otilde;es, sobretudo as que se colocam a quem conduz a vida social, todos sair&iacute;amos beneficiados.<\/p>\n<p>Como demonstram os factos que est&atilde;o &agrave; vista, pelo menos no que diz respeito ao uso dos bens materiais, estamos longe de conseguir aquela equitativa distribui&ccedil;&atilde;o, que a justi&ccedil;a n&atilde;o s&oacute; recomenda, mas nos imp&otilde;e. Assim, o exerc&iacute;cio formal da nossa justi&ccedil;a n&atilde;o est&aacute; a impedir que, por exemplo, haja pessoas colocadas em empresas p&uacute;blicas do nosso pa&iacute;s a ganhar num s&oacute; ano quantias que muitos portugueses, talvez a maior parte, n&atilde;o conseguem ganhar em toda a sua vida de trabalho. Num ano europeu de luta contra a pobreza e a exclus&atilde;o social casos deste g&eacute;nero bradam aos c&eacute;us e reclamam outra justi&ccedil;a diferente daquela que as nossas institui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a aplicar. Tamb&eacute;m &eacute; dif&iacute;cil de entender que, estando o sistema de seguran&ccedil;a social no nosso pa&iacute;s em risco de ruptura, estejam a tardar os sinais claros de conten&ccedil;&atilde;o nas reformas exageradamente elevadas que est&atilde;o a ser pagas a alguns portugueses. Como tamb&eacute;m n&atilde;o percebemos a falta de coragem para impor tectos salariais a quem mais ganha neste pa&iacute;s e que n&atilde;o se lhes pe&ccedil;am os sacrif&iacute;cios que lhes deviam ser pedidos para caminharmos em direc&ccedil;&atilde;o ao equil&iacute;brio das nossas contas p&uacute;blicas externas, um dos problemas que mais est&atilde;o a afectar a imagem do nosso pa&iacute;s para o exterior e com evidentes repercuss&otilde;es negativas na vida dos cidad&atilde;os portugueses. &Eacute; injusto querer pedir os mesmos sacrif&iacute;cios tanto aos que mais ganham como aos que menos ganham, num pa&iacute;s como o nosso que, entre os 27 da comunidade europeia, &eacute; aquele onde existe maior dist&acirc;ncia entre os muito ricos e os muito pobres e, pior ainda, com tend&ecirc;ncia para se agravar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Perante este quadro de vida social, a precisar de corajosas correc&ccedil;&otilde;es como acabamos de verificar, n&oacute;s como crist&atilde;os e comunidades crist&atilde;s sentimos que a rela&ccedil;&atilde;o com Deus na ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a grande alavanca capaz de nos mobilizar para despertarmos em n&oacute;s e nos outros aquela vida de qualidade que as pessoas no fundo de si mesmas desejam. A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; um acto vital para n&oacute;s, que desejamos viver a F&eacute; em Cristo como a fonte organizadora de toda a nossa vida pessoal e comunit&aacute;ria; mas ela tamb&eacute;m continua a ser o nosso grande contributo para uma vida social cada vez mais humanizada. Isto &eacute; verdade, mesmo quando alguns nos querem fazer crer que numa sociedade laica n&atilde;o h&aacute; lugar para Deus e consequentemente para a rela&ccedil;&atilde;o com Ele na ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&oacute;s desejamos fazer pessoal e comunitariamente a experi&ecirc;ncia viva do encontro com Deus, que vem, de facto, ao nosso encontro e nos trata como amigos. Por sua vez, ma medida em que formos capazes de fazer esta experi&ecirc;ncia viva de Deus em n&oacute;s, seremos mais capazes de descobrir os seus sinais que est&atilde;o presentes no mundo. E nesses sinais Ele aponta a todos caminhos de justi&ccedil;a e de bem.<\/p>\n<p>A rela&ccedil;&atilde;o com Cristo Ressuscitado e vivo e por Ele com ao mist&eacute;rio da Sant&iacute;ssima Trindade determina as nossas vidas de crist&atilde;os e comunidades crist&atilde;s e envia-nos, para, com a for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo, sermos no meio do mundo, fermento da renova&ccedil;&atilde;o evang&eacute;lica.<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia da ora&ccedil;&atilde;o no Povo B&iacute;blico com particular relev&acirc;ncia para figuras tipo, como s&atilde;o as de Abra&atilde;o, de Mois&eacute;s ou de David, &eacute; uma importante escola de vida. Mas o grande Mestre da ora&ccedil;&atilde;o &eacute; para n&oacute;s o pr&oacute;prio Jesus Cristo. Vemos nele o exemplo, pela forma como na sua vida p&uacute;blica vivia a continuada intimidade com o Pai. E n&atilde;o lhe faltaram momentos especiais, como aqueles em que, por exemplo, se recolhia em lugares de sil&ecirc;ncio para fazer ora&ccedil;&atilde;o. Vemos nele o mestre que ensina os seus disc&iacute;pulos a rezar, particularmente quando os manda recitar a ora&ccedil;&atilde;o do Pai Nosso. Sentimo-lo, por fim, como parte integrante da nossa ora&ccedil;&atilde;o, quando esta lhe &eacute; dirigida. De facto, o encontro vivo e vital com Cristo Ressuscitado &eacute; o cerne da ora&ccedil;&atilde;o crist&atilde;.<\/p>\n<p>Estamos num ano sacerdotal, que pretende principalmente lembrar a todos n&oacute;s sacerdotes e ao Povo de Deus em geral que o Padre, para ser realmente padre tem de ser homem de Deus e portanto homem de ora&ccedil;&atilde;o. S&oacute; assim conseguiremos aquela identifica&ccedil;&atilde;o com Cristo cabe&ccedil;a e pastor do seu Povo de que somos sinal por miss&atilde;o recebida no sacramento da Ordem. Estamos convencidos de que a ora&ccedil;&atilde;o nos fortalece na esperan&ccedil;a para levarmos esperan&ccedil;a &agrave; Igreja e ao mundo. Na ora&ccedil;&atilde;o sentimos fortalecida a nossa F&eacute; e tamb&eacute;m nos motivamos para que a caridade pastoral seja sempre o crit&eacute;rio organizador da nossa vida pessoal e em Presbit&eacute;rio.<\/p>\n<p>O bem da Igreja e mesmo da nossa sociedade pede-nos que sejamos padres segundo o cora&ccedil;&atilde;o de Cristo. E n&oacute;s ousamos pedir a todo o Povo de Deus que, sobretudo, pela ora&ccedil;&atilde;o intensa a favor dos seus pastores, nos ajude a cumprir esta importante miss&atilde;o que o Senhor nos confia e &eacute; absolutamente necess&aacute;ria para a vida da Igreja e para a aut&ecirc;ntica humaniza&ccedil;&atilde;o do mundo.<\/p>\n<p>Irm&atilde;os e irm&atilde;s, que esta quaresma seja para todos n&oacute;s oportunidade bem aproveitada para redescobrir o verdadeiro sentido da ora&ccedil;&atilde;o nas nossas vidas pessoais, na vida das nossas fam&iacute;lias e na vida das nossas comunidades da F&eacute; e, assim, tamb&eacute;m a sociedade em geral possa sair beneficiada.<\/p>\n<p><em>+Manuel R. Fel&iacute;cio, Bispo da Guarda<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ora&ccedil;&atilde;o num mundo secularizado e materialista 1. 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