{"id":43683,"date":"2010-02-22T12:13:38","date_gmt":"2010-02-22T12:13:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/02\/22\/no-rescaldo-de-taize-porto-atencao-ao-mundo-e-a-igreja\/"},"modified":"2010-02-22T12:13:38","modified_gmt":"2010-02-22T12:13:38","slug":"no-rescaldo-de-taize-porto-atencao-ao-mundo-e-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/no-rescaldo-de-taize-porto-atencao-ao-mundo-e-a-igreja\/","title":{"rendered":"No rescaldo de Taiz\u00e9-Porto: aten\u00e7\u00e3o ao mundo e \u00e0 Igreja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong>&nbsp;<\/strong>&laquo;Durante a minha inf&acirc;ncia e juventude, ser crist&atilde; e ir &agrave; Igreja, ao Domingo e mesmo durante a semana, rezar e ter reuni&otilde;es de jovens era a regra e n&atilde;o a excep&ccedil;&atilde;o. Agora vivo na Inglaterra e sucede o contr&aacute;rio. As pessoas perguntam-me porqu&ecirc; fa&ccedil;o o que fa&ccedil;o e continuam na sua vida, indiferentes&raquo; (uma jovem polaca no grupo de reflex&atilde;o)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Al&eacute;m de toda a evidente mobiliza&ccedil;&atilde;o de jovens e comunidades crist&atilde;s do Porto, de Portugal inteiro e doutros vinte e quatro pa&iacute;ses de quatro continentes, o encontro de Taiz&eacute; ir&aacute; permanecer pelos seus frutos na sociedade e na Igreja. Gosto de dizer que Taiz&eacute; &eacute; uma &laquo;avalanche&raquo; e n&atilde;o apenas uma &laquo;peregrina&ccedil;&atilde;o da confian&ccedil;a&raquo; porque provoca um efeito contagiante e por arrastamento: uns acolhem sem conhecer, outros deixam-se acolher sem hesitar, todos juntos porque confiam em Algu&eacute;m comum que os faz confiar uns nos outros. Este &eacute; o primeiro fruto: renovar a esperan&ccedil;a e o optimismo sobre a bondade poss&iacute;vel de cada ser humano. Pode ler-se na <em>Carta da China<\/em> escrita pelo irm&atilde;o Alois: &laquo;permane&ccedil;amos atentos para n&atilde;o nos deixarmos invadir por uma vis&atilde;o pessimista do futuro&raquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Surge, em segundo lugar, a refer&ecirc;ncia constante de Taiz&eacute; ao Deus que nos procura e por Quem podemos deixar-nos amar. Esta palavra libertadora sobre o amor de Deus nunca falta nos encontros e medita&ccedil;&otilde;es de Taiz&eacute;. Certamente bem precisamos de a ouvir e tanto mais os jovens hoje t&atilde;o agredidos pelas mesmas institui&ccedil;&otilde;es que a eles devem dedicar-se. E, nestes dias, foi poss&iacute;vel n&atilde;o apenas diz&ecirc;-lo mas viv&ecirc;-lo no cuidado e preocupa&ccedil;&atilde;o que as comunidades e os jovens empregaram no acolhimento aos outros: Deus ama-nos e revelou-Se no calor humano e crist&atilde;o dos outros. Como dever&aacute; ainda continuar a revelar-Se na ora&ccedil;&atilde;o e na pr&aacute;tica solid&aacute;ria para com o povo haitiano, bem recordado neste encontro.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por fim, como bons estafetas, foram entregues dois testemunhos ou miss&otilde;es aos jovens: a evangeliza&ccedil;&atilde;o activa e a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. O diagn&oacute;stico do Irm&atilde;o Alois n&atilde;o esconde muito realismo (enganam-se os que pensam que Taiz&eacute; &eacute; como um comprimido efervescente e dissociado das circunst&acirc;ncias concretas) e alguma preocupa&ccedil;&atilde;o: &laquo;a f&eacute; parece desaparecer em muitas sociedades&raquo;. O testemunho da jovem polaca que abre esta partilha &eacute; eloquente. E talvez possa ser o mesmo o de tantos jovens portugueses&hellip; Mas a constata&ccedil;&atilde;o do Prior de Taiz&eacute; vem acompanhada de um encargo: &laquo;precisamos encontrar as palavras adequadas e simples para tornar acess&iacute;veis aos outros a f&eacute; que nos faz viver&raquo;. Apesar desse cen&aacute;rio duro da dissolu&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, os (jovens) crentes n&atilde;o devem resignar-se mas antes estar dispon&iacute;veis e preparados para dar raz&otilde;es da esperan&ccedil;a que os anima (1 Pe 3,15). E, diante do facto de que &laquo;muitas crian&ccedil;as crescem sem nunca ningu&eacute;m lhes ter dito que Deus as ama&raquo;, ele pergunta e desafia &laquo;quem ser&atilde;o os jovens dispon&iacute;veis a acompanhar uma ou v&aacute;rias crian&ccedil;as no caminho da f&eacute;?&raquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">N&atilde;o era preciso pensar muito&hellip; bastava levantar um pouco o olhar sobre os jovens presentes no <em>Drag&atilde;o Caixa<\/em> ou na <em>Igreja da Trindade<\/em> e perceber que a maioria est&atilde;o em idade escolar ou universit&aacute;ria e outros j&aacute; (ou a entrar) no mundo do trabalho. Foi acertad&iacute;ssimo e muito feliz referir que &laquo;muitos de v&oacute;s, nos pr&oacute;ximos anos, ireis adquirir uma compet&ecirc;ncia intelectual e\/ou laboral elevada. Tamb&eacute;m a vossa f&eacute; n&atilde;o deve ficar ao n&iacute;vel de express&otilde;es infantis&raquo;. Porque &eacute; certamente esta uma das raz&otilde;es do eclipse da f&eacute; em muitos crist&atilde;os: s&atilde;o crentes e at&eacute; em profundidade, mas t&atilde;o poucos esclarecidos e informados que s&atilde;o incapazes de suportar as adversidades e provoca&ccedil;&otilde;es do tempo presente. O Irm&atilde;o Alois n&atilde;o quer que tal aconte&ccedil;a aos jovens.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Foi dado o <em>pontap&eacute; de sa&iacute;da<\/em>&hellip; n&atilde;o fosse o <em>Drag&atilde;o Caixa <\/em>o ponto de refer&ecirc;ncia do encontro! Toca a entrar no jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>P. Pablo Lima, Director do DNPJ<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&laquo;Durante a minha inf&acirc;ncia e juventude, ser crist&atilde; e ir &agrave; Igreja, ao Domingo e mesmo durante a semana, rezar e ter reuni&otilde;es de jovens era a regra e n&atilde;o a excep&ccedil;&atilde;o. Agora vivo na Inglaterra e sucede o contr&aacute;rio. 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